Questões de Concurso Comentadas para seduc-sp

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Q3524570 História
A cultura dos Estados Unidos exerceu uma influência crescente, nos anos 1920 e 1930, sobre a cultura europeia. Havia algo de fascinante na realidade acintosamente contraditória da sociedade americana.
As contradições se exibiam com uma desenvoltura espetacular.
(Leandro Konder, Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Um exemplo dessas contradições, segundo Konder, foi
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Q3524569 História
Para a social-democracia russa, constituída em partido desde 1903, o capitalismo era uma realidade incontornável. Embora ainda não dominante, era o fator dinâmico por excelência da sociedade russa. Impossível ignorá-lo e desconsiderar as transformações que já provocara na sociedade. Os que se encontravam reunidos nessa tendência apostavam nos operários, e não mais nos camponeses, como principal classe revolucionária, e consideravam que a revolução na Rússia passaria por duas etapas.
(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

De acordo com o autor, na primeira etapa
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Q3524568 História
No capítulo “A crise do capitalismo liberal” (Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras), José Jobson Andrade Arruda considera que uma das causas imediatas da crise de 1929 foi
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Q3524567 História
Em 1929, tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos e foram à lona com o repatriamento desses mesmos recursos, tão logo a crise se anunciou. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.

(José Jobson de Andrade Arruda, A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Nesse contexto, o autor aponta que os Estados Unidos
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Q3524566 História
A década de 1950 foi cheia de guerras de guerrilha no Terceiro Mundo. Curiosamente, foi um movimento relativamente pequeno – sem dúvida menor que a insurgência malaia –, atípico, mas bem-sucedido, que pôs a estratégia da guerrilha nas primeiras páginas do mundo.
O método adotado por seu líder era ativista: um ataque a um quartel do exército em 1953, cadeia, exílio e a invasão do país por uma força guerrilheira que, na segunda tentativa, estabeleceu-se nas montanhas da província mais remota.

(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)

O excerto faz referência à revolução ocorrida
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Q3524565 História
Como iremos compreender o Breve Século XX? Não sabemos o que virá a seguir, nem como será o segundo milênio, embora possamos ter certeza de que ele terá sido moldado pelo Breve Século XX.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
Hobsbawm compreende o Breve Século XX, considerando
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Q3524564 História
Vários modernismos surgiram, ao mesmo tempo, revelando um movimento plural que respondia à entrada de uma nova linguagem e visão do Brasil. E, se o agito foi variado, coube à experiência paulista de 1922 catalisar a percepção desse momento em que confluíram ideias, contestações e anseios dispersos pelo país. O marco simbólico do modernismo no Brasil aconteceu de 11 a 18 de fevereiro de 1922, quando São Paulo sediou, no vistoso e neoclássico Theatro Municipal, uma Semana de Arte Moderna promovida por intelectuais e artistas.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)

De acordo com as autoras, o movimento abordado no excerto colocou em pauta
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Q3524563 História
Entre 1707 e 1709, o conflito até então surdo explodiu: os paulistas enfurecidos meteram-se em guerra pelo controle das Minas, contra os emboabas. Como a região fervia de ódio, a Coroa resolveu intervir, e fazer política: concedeu perdão a todos os envolvidos. Mas não disfarçou de que lado estava: nomeou os emboabas para os mais importantes postos administrativos nas vilas recém-criadas e acabou com as pretensões de posse e mando político dos paulistas.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)

Nesse contexto, os paulistas retomaram o caminho do sertão e disso decorreu
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Q3524562 História
Uma biografia é a evidência mais elementar da profunda conexão entre as esferas pública e privada: somente quando estão articuladas, essas esferas conseguem compor o tecido de uma vida, tornando-a real para sempre. Escrever sobre a vida do nosso país implica questionar os episódios que formam sua trajetória no tempo e ouvir o que eles têm a dizer sobre as coisas públicas, sobre o mundo e o Brasil em que vivemos – para compreendermos os brasileiros que somos e os que deveríamos ou poderíamos ter sido.
A imaginação e a multiplicidade das fontes são dois predicados importantes na composição da biografia.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia)

Para a composição da biografia em referência, as autoras entendem que
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Q3524561 História
A “Guerra Paulista”, de 1932, teve um lado voltado para o passado e outro para o futuro. A bandeira da constitucionalização abrigou tanto os que esperavam retroceder às formas oligárquicas de poder como os que pretendiam estabelecer uma democracia liberal no país. O movimento trouxe consequências importantes. Embora vitorioso, o governo percebeu mais claramente a impossibilidade de ignorar a elite paulista.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com Boris Fausto, diante da impossibilidade de ignorar a elite paulista, em agosto de 1933, Getúlio Vargas
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Q3524560 História
As rebeliões provinciais e as incertezas sobre a forma de organizar o poder central indicam que a unidade do país não estava garantida, ao ser proclamada a Independência do Brasil. A unidade foi produto da resolução de conflitos pela força e pela habilidade, e do esforço dos governantes no sentido de construir um Estado centralizado. Mas não há dúvida de que nesse processo a hipótese de separação das províncias foi sempre menos provável do que a permanência da unidade. Para explicar isso, os historiadores têm buscado várias respostas.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Uma explicação apresentada por Boris Fausto para o fato de o Brasil ter mantido a unidade territorial, desde os tempos da Colônia, vem da obra de José Murilo de Carvalho. Este considera que
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Q3524559 História
Na Capitania de Minas, nos anos 1735-1749, os libertos representavam menos de 1,4% da população de descendência africana e, em torno de 1786, passaram a ser 41,4% dessa população e 34% do número total de habitantes da capitania.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Para Fausto, a hipótese mais provável para explicar esse fenômeno encontra-se
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Q3524558 História
Velho medievalista, confesso não conhecer leitura mais atraente do que um cartulário. É que sei aproximadamente o que lhe perguntar. Uma coletânea de inscrições romanas, em contrapartida, me diz pouco. Se com dificuldades consigo lê-las, não sei solicitá-las. Em outros termos, toda investigação histórica supõe, desde seus primeiros passos, que a busca tenha uma direção. Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo fecundo. Supondo, aliás, que ela seja possível.

(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador, p. 79. Adaptado)

Considerando as reflexões contidas no excerto, está correto afirmar que, para Marc Bloch,
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Q3524557 História
No século XVIII, em 1 410 viagens saídas da Bahia e de Pernambuco, 8 131 000 arrobas de tabaco são exportadas para a Costa dos Escravos. Cerca de 575 mil escravos daquela região são introduzidos na Bahia e em Pernambuco no mesmo período.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul.)

Os números apresentados por Alencastro demonstram que
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Q3524556 História
Assinale a alternativa que apresente a ideia central da obra O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, de Luiz Felipe de Alencastro.
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Q3524555 História
Entre 1822 e 1865, a população era formada por poucos milhares de afro-americanos, sendo que aproximadamente 400 deles eram afro-antilhanos de Barbados que se fixaram em um pequeno centro interiorano.
Em 1847, tornou-se independente da American Colonization Society. Quanto à estrutura política, firmava-se francamente inspirada nas instituições norte-americanas.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O excerto apresenta
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Q3524554 História
Um conjunto de fatores teve um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência no continente africano, no século XX.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Hernandez assinala, como um desses fatores,
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Q3524553 História
Assinale a alternativa com uma das Competências Específicas de História para o Ensino Fundamental presente no Currículo Paulista.
Alternativas
Q3524552 História
Foi com o desempenho de missionários e exploradores que o continente começou a ser efetivamente rasgado. Os primeiros, em especial a partir de 1830, eram anglicanos, metodistas, batistas e presbiterianos, a serviço da Grã-Bretanha, desenvolvendo seus trabalhos na Serra Leoa, na Libéria, na Costa do Ouro e na Nigéria.
Simultaneamente, missionários católicos franceses na bordadura do Senegal, desde 1848, fizeram inúmeros protestos contra o aprisionamento e a escravidão.
É importante destacar que a evangelização cristã, fosse católica ou protestante, tinha três pontos comuns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Um desses pontos comuns apontados pela autora consistia em
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Q3524551 História
Enquanto na Alta Idade Média, na Europa cristã, o nível mais frequente tinha sido de 9 a 12 habitantes e o mais baixo de 4 a 5 habitantes por quilômetro quadrado, no fim do século XIII a densidade média era de 20 habitantes por quilômetro quadrado. Portanto, mesmo sem se poder quantificar com maior rigor e precisão a expansão demográfica da Idade Média Central, ela é inegável. Assim, é preciso pensar nas razões desse fenômeno.
(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente. Adaptado)

Para o autor, o fenômeno abordado pelo excerto tem como uma de suas possíveis razões 
Alternativas
Respostas
3281: D
3282: E
3283: C
3284: A
3285: B
3286: D
3287: E
3288: B
3289: A
3290: A
3291: C
3292: D
3293: E
3294: B
3295: C
3296: E
3297: C
3298: A
3299: D
3300: D