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No longo prazo, a terapia com UVB eleva o risco relativo de desenvolver carcinoma espinocelular, risco que se mantém elevado por décadas após o tratamento.
O principal risco da fototerapia UVB no curto prazo é a fototoxicidade, sendo necessária supervisão médica e uso de protetor solar nas áreas expostas antes e depois das sessões. Para não interferir no tratamento, banhos de sol são permitidos apenas nos dias de intervalo, já que exposições adicionas nos dias das sessões podem levar a queimaduras.
Entre as principais indicações para a puvaterapia estão a psoríase, o vitiligo e o linfoma cutâneo de células T.
A fototerapia com UVB faixa estreita foi desenvolvida como alternativa à UVB de amplo espectro e à fotoquimioterapia. Suas principais vantagens são: produzir menos queimaduras e permitir maior número de sessões. Sua principal desvantagem é que as remissões são menos prolongadas do que as com a UVB tradicional.
Na fototerapia com UVB, é necessário o cálculo da dose eritematosa mínima, que é a menor dose necessária para produzir eritema moderado após 48 horas de irradiação.
O reconhecimento do efeito enxerto versus tumor nos pacientes com DEVH, que leva a uma diminuição da recidiva tumoral, modificou as indicações de tratamento, que agora devem ser restritas a casos graves.
A nítida separação da DEVH crônica entre as formas liquenoide e esclerodermiforme é artificial, já que há uma sobreposição das duas formas em muitos pacientes.
A forma esclerodermiforme tende a se manifestar mais precocemente do que a forma liquenoide e caracteriza-se por áreas escleróticas distribuídas preferencialmente no tronco, nádegas e coxas.
Quando o paciente apresenta a DEVH na forma aguda, há uma diminuição da chance de que ele venha a desenvolver a forma crônica.
A principal hipótese diagnóstica é a de doença enxerto versus hospedeiro (DEVH) crônica na forma liquenoide, sendo o líquen plano o principal diagnóstico diferencial.
No tratamento com PUVA, depois da regressão da doença, em qualquer de suas formas, é necessária terapia de manutenção permanente, com sessões semanais ou quinzenais.
No caso de recidiva após o tratamento com psoraleno mais radiação UVA (PUVA), um segundo curso de tratamento, em geral, tem resultados mais lentos e menos satisfatórios.
Nas formas iniciais eczematoides e pruriginosas, a fototerapia leva a um clareamento das lesões, contudo não há retardo na evolução da doença.
Clinicamente, a forma aguda da DEVH manifesta-se por prurido localizado ou generalizado seguido de erupção máculo-papulosa eritematosa não coalescente com edema discreto localizado principalmente nas regiões palmo- plantares, tronco, pavilhões auriculares e regiões periungueais, podendo haver formação de bolhas.
Alterações hepáticas, como elevação de bilirrubina, e alterações do trato gastrointestinal, como diarreia, fazem parte dos critérios diagnósticos da DEVH aguda. Contudo, alteração hepática ou gastrointestinal isoladas são incomuns.
A forma aguda da DEVH ocorre usualmente de 10 a 40 dias após infusão, sendo mais frequente em jovens e no transplante alogênico não aparentado.
A DEVH pode surgir após o transplante de medula óssea, a transferência materno fetal de linfócitos, a transfusão de sangue e o transplante de órgão sólido, principalmente de fígado.
A baixa frequência da doença enxerto versus hospedeiro, a facilidade de encontrar doadores devido à disponibilidade de placentas e a possibilidade de se empregar células com um ou mais antígenos não compatíveis estão entre as vantagens do uso de células de cordão umbilical.
O avanço das técnicas de criobiologia tornou possível o congelamento de células tronco por décadas, mantendo suas propriedades estruturais e funcionais.
Durante o período de pancitopenia intensa — fase de ablação medular — são preconizados: isolamento reverso, uso de cateter central semi ou totalmente implantável e rastreamento sistemático de infecções, sendo contraindicado o uso de antibioticoterapia profilática, pelo risco de seleção de cepas resistentes.