Questões de Concurso
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As colorações imunoistoquímicas identificam a natureza química das substâncias e estruturas celulares por meio de reações coloridas.
A imunoistoquímica pode ser usada para determinar a histogênese de neoplasias pouco diferenciadas e o sítio primário de neoplasias metastáticas.
Na técnica de imunofluorescência indireta, como o anticorpo primário é conjugado contra o antígeno que se quer revelar no tecido, pode-se utilizar o mesmo anticorpo secundário e muitos anticorpos primários.
O Grocott e o PAS são métodos de coloração ideais para diagnosticar fungos e vírus em tecidos previamente fixados.
A orceína e o Vernhoeff são colorações utilizadas para evidenciar fibras de reticulina.
O PAS é um método de escolha para analisar a membrana basal.
O Sudan III, o azul de alciano-Ponceau e o Perls são corantes utilizados para corar ferro, mucoproteína e triglicérides, respectivamente.
Pelo fato de o PAS corar glicogênio e mucopolissacarídios neutros, para que se possam avaliar as duas substâncias em um mesmo fragmento é necessário que se analisem dois cortes histológicos, sendo um deles tratado pela diástase, a fim de eliminar os mucopolissacarídios.
Nas colorações pela hematoxilina-eosina, após o uso da eosina é fundamental que se observe o tempo de passagem no álcool, para desidratar e remover o excesso de corante do corte histológico.
As hematoxilinas férricas ou túngsticas têm afinidade especial pela mielina.
Na coloração de uma preparação histológica, a etapa que vai da desparafinização à coloração se faz frequentemente passando-se o fragmento inicialmente no xilol, depois em álcool absoluto, álcool a 95% e, finalmente, na água.
Corante metacromático é aquele que, como o azul de anilina, cora determinadas estruturas com coloração diversa da sua.
No processamento histológico de um fragmento de tecido, antes da impregnação em parafina, deve-se proceder ao clareamento ou diafinização, o qual pode ser feito com álcool absoluto e xilol.
Os descalcificadores devem ter função ácida para poder deslocar e transformar os sais de cálcio presentes insolubilizados nos tecidos em sais solúveis nos próprios descalcificadores.
O ácido pícrico é um fixador que tem grande ação descalcificante.
O ácido ósmico é um fixador bastante tóxico, volátil a temperatura ambiente, com grande capacidade de penetração, muito usado para microscopia eletrônica.
Os fixadores são substâncias que visam manter a integridade dos tecidos após a morte, evitando as alterações da constituição química celular, fixando proteínas e inativando enzimas proteolíticas.
Na cavidade oral, a colheita de material para exame citológico pode ser feita por meio da raspagem da lesão ou do gargarejo com solução salina, após rigorosa lavagem da cavidade oral com água pura.
Para colher o escarro o paciente deve ser orientado a respirar profundamente várias vezes seguidas e tossir, pois é de grande importância que o material colhido seja representado por secreção de traqueia e brônquios, saliva e catarro do nariz ou faringe.
Para o exame do escarro o doente deve ser orientado a executar a colheita logo após levantar e escovar os dentes, realizando cuidadosa lavagem da cavidade oral.