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O retalho músculocutâneo do reto femoral pode ser transferido superiormente com ou sem pele, para correção de defeitos no abdome, conferindo bom volume muscular. Deve-se assegurar que o tendão do quadríceps seja reconstruído após a sua utilização, suturando-se os tendões do vasto lateral ao vasto medial.
O retalho musculocutâneo do grácil, considerado tipo II pela classificação de Mathes-Nahai (1982) pode ser aplicado em reconstruções do períneo e úlceras isquiáticas, e pode ser confeccionado com ilha cutânea. Também pode ser utilizado como retalho livre microneurovascular para reconstruções musculares do antebraço e reanimação facial.
Uma unidade miocutânea baseada na artéria glútea superior do músculo glúteo máximo pode ser utilizada como retalho microvascular para reconstruções de mama.
Os músculos gastrocnêmio e solear podem ser utilizados para cobrir defeitos na perna. O gastrocnêmio é indicado para região anterior do joelho e terço superior da perna, enquanto o solear, para defeitos no terço médio e distal da perna. Ambos podem ser confeccionados com ilha de pele (retalho miocutâneo).
O retalho plantar medial tem como grande virtude o fato de ser um retalho com sensibilidade, e tem como pedículo vascular a artéria plantar medial, que é ramo terminal da artéria tibial anterior em um ponto do astrálago denominado sustentaculum tali.
Os retalhos musculares apresentam mais poder de vascularização do leito receptor e por isso são indicados nos casos de osteomielites, fraturas expostas e radiodermites.
Entre as formas de aumento do suprimento sanguíneo ao retelho miocutâneo do reto do abdome para reconstruções de mama, está a forma híbrida de retalho pediculado convencional, associada a uma ou mais anastomoses microvasculares entre vasos epigástricos profundos inferiores e toracodorsais ou mamários internos, conhecidos como TRAM supercarregado (supercharged TRAM).
Nas ressecções alargadas do esterno, a estabilização óssea nãoé uma preocupação adicional e o retalho utilizado para a reconstrução deve preencher o espaço vazio para evitar coleções e infecção.
Os retalhos de músculo retoabdominal, considerado tipo II pela classificação de Mathes-Nahai (1982), e de omento podem ser utilizados para reconstruções de defeitos na região esternal. O acesso ao músculo retoabdominal pode ser por incisão mediana, e o retalho, confeccionado com pedículo mobilizado superiormente; o omento pode ser mobilizado para o defeito esternal através de janela no diafragma.
Com a evolução das técnicas e dos aparelhos de radioterapia, não se verificam, atualmente, casos de fibrose ou radiodermites em áreas irradiadas.
Cuidados locais, na lesão por irradiação com curativos, podem minimizar o grau de infecção local, mas raramente resultam em cicatrização espontânea. A excisão com fechamento primário ou com enxerto de pele nas áreas de úlceras de radiodermite é o tratamento mais indicado.
A extensão da injúria tecidual pela irradiação é invariavelmente maior que a observada na área de alterações cutâneas ou de necrose.
A radiação resulta em fibrose microvascular permanente e comprometimento na circulação sanguínea. A fibrose dificulta a migração de leucócitos e consequentemente atrapalha a resposta inflamatória, que é essencial para a cicatrização da ferida.
Já houve demonstração in vitro de que células indiferenciadas provenientes do produto de lipoaspiração podem ser capazes de se diferenciar na linhagem condrogênica, osteogênica, adipogênica e miogênica, identificando o tecido adiposo como um reservatório de células-tronco mesenquimais.
Alguns substitutos dermoepidérmicos concebidos pela engenharia de tecidos já obtiveram aprovação do FDA (Food and Drug Administration) e são hoje comercializados, como, por exemplo, o Dermograft e Allograft.
Vários materiais vêm sendo testados como carreadores, para a promoção da diferenciação celular e organização tridimensional de tecidos; entre eles estão incluídos os copolímeros de ácido polilático e ácido glicólico, politetrafluoretileno e colágeno.
É considerada como capacidade de divisão simétrica da célula-tronco a possibilidade de uma célula filha originar células dos três folhetos embrionários.
Segundo Rosenthal et al. (2003) a célula-tronco, para assim ser considerada, deve atender aos seguintes critérios: ser originária de outra célula-tronco, ser embrionária ou do organismo adulto, exibir ilimitada capacidade de renovação por divisão simétrica e possuir capacidade de divisão assimétrica.
A fáscia de Scarpa pertence ao plexo subcutâneo. Nessa fáscia, existe um plexo horizontal de artérias e veias que varia de acordo com a região do corpo, sendo mais desenvolvido nos membros inferiores.
Apesar de os vasos sanguíneos serem observados na intimidade da fáscia, o plexo vascular da fáscia é localizado acima da fáscia (pré-fascial), e abaixo da fáscia (subfascial), este é relativamente maior, considerado sistema dominante de distribuição do plexo fascial, e capaz de sustentar a vascularização de um retalho cirúrgico embasado na fáscia.