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Haptenos são antígenos que se ligam a proteínas humorais ou tissulares para estimular a produção de anticorpos.
Antígenos incompletos são aqueles que por si só estimulam a síntese de anticorpos.
Reação de Mitsuda e a rejeição de enxertos são exemplos da reação tipo IV.
Na reação tipo IV ou por hipersensibilidade tardia, as lesões resultam da interação do antígeno com linfócitos sensibilizados.
Na reação tipo III ou de complexos antígeno-anticorpo solúveis, os complexos imunes formados nos espaços tissulares precipitam-se, fixam complemento e geram reação inflamatória tecidual.
A dermatose caracterizada pela reação tipo II é o pênfigo foliáceo, no qual existem autoanticorpos dirigidos a componentes da zona da membrana basal, com clivagem dermoepidérmica ao nível da lâmina lúcida.
Um exemplo de reação tipo II em transplantados renais tratados com soro antilinfocitário para prevenção da rejeição é o aparecimento de autoanticorpos contra a membrana basal do glomérulo e a consequente glomerolonefrite.
Na reação tipo II, embora a lesão tissular possa resultar da simples combinação antígeno-anticorpo, geralmente a citólise requer fixação e ativação do complemento.
Na reação tipo II ou citotóxica, o dano tissular ocorre pela interação do anticorpo do tipo IgE com antígenos intrínsecos.
Na anafilaxia local, a administração intradérmica do antígeno resulta na clássica tríplice resposta de Lewis: eritema no ponto de inoculação, urticária e eritema reflexo.
Os anticorpos do tipo IgE são homocitotrópicos, ou seja, têm grande afinidade por determinadas células, como os mastócitos dos tecidos e os basófilos circulantes.
Na reação tipo I ou anafilática, a lesão tissular decorre da ação de substâncias vasoativas liberadas pela interação de um antígeno com o anticorpo tipo IgA.
A arteriografia é raramente necessária para avaliar a área doadora para retalhos livres, entretanto, pode ser importante na avaliação da área receptora.
Entre os exemplos de retalhos microcirúrgicos estão as vísceras abdominais, como cólon, jejuno e omento.
As complicações específicas do retalho livre são vasculares, ocorrem principalmente nos membros inferiores e constituem, na na sua maioria, tromboses arteriais. Não há necessidade de anticoagulação no pós-operatório e devem ser evitados curativos compressivos.
O retalho microvascular doador deve ter um pedículo simples ou dominante. No caso de retalho muscular ou musculocutâneo, os tipos I, II, III e IV de Mathes-Nahai (1982) podem ser utilizados.
Nos melanomas do leito ungueal, deve-se preservar ao máximo o comprimento do dedo sem prejuízo da margem de ressecção, implicando, na maioria das vezes, amputação da falange distal.
O retalho do antebraço baseado na artéria ulnar, conhecido como retalho chinês, pode ser confeccionado com pedículo local ou ser transferido microcirugicamente. A patência dos arcos palmares, pelo teste de Allen, deve ser verificada, já que a artéria ulnar é sacrificada na confecção do retalho.
Nas reconstruções das extremidades dos dedos, o retalho de avançamento volar neurovascular, conhecido como Moberg, consiste em retalho de avanço em V-Y volar, com ápice do triângulo na prega de flexão da articulação interfalângica distal.
O músculo vasto lateral é considerado do tipo III de Mathes-Nahai (1982). O pedículo principal é da artéria femoral circunflexa lateral, e tem como principal indicação a cobertura de defeitos trocantéricos, sendo particularmente útil para reconstruções das ressecções da cabeça do fêmur.