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Com o advento da AIDS, associada aos graves problemas relacionados ao uso de drogas injetáveis, as concepções acerca do uso de drogas passaram a ter como foco principal o problema da dependência às drogas, orientando-se no sentido da prevenção ao uso de drogas.
Redução de risco e redução de dano são expressões similares, que podem ser usadas como sinônimos para a compreensão do conceito de redução de danos.
Atualmente, no que se refere à atuação dos profissionais do serviço social junto a usuários de crack, recomenda-se o ensino de formas de redução de danos, medida de saúde pública que contribui para reforçar os direitos à cidadania plena.
Em debate recente, cientistas sociais discutiram os modelos biomédico, religioso e jurídico de tratamento de dependentes de crack e concluíram que esses modelos culpabilizam o usuário, deixando de lado sua subjetividade e o contexto social específico.
O modelo de redução de danos desvia a atenção do uso de drogas propriamente dito para suas consequências e efeitos prejudiciais ao usuário e à sociedade, enquanto o modelo moral compreende o uso de drogas como ilegal e propõe a redução da oferta por meio de proibição e punição.
No desenvolvimento de pesquisa qualitativa, é relevante compreender o contexto e as situações específicas de determinada questão; para tanto, o estudo de caso é importante, pois permite conhecer a história e a complexidade do que está sendo estudado.
No processo de pesquisa, durante uma entrevista, a introdução de um questionamento estranho ao universo do entrevistado pode ser considerada uma das principais distorções que frequentemente invalidam as informações recolhidas.
Nas situações em que o entrevistador vise obter resultados uniformes, recomenda-se o uso da entrevista estruturada, que possibilita a comparação imediata por meio de tratamentos estatísticos.
A pesquisa científica pode ser identificada como sistematização de dados, sendo, por isso, considerada fundamental ao processo de conhecimento.
Para o marxismo, a ética e a ciência são duas formas de consciência em relação dialética com as condições materiais de sua produção, e, para a fenomenologia, o componente ético é absoluto na relação da ciência com a sociedade.
Por meio do método indutivo, parte-se de verdades universais para se obterem conclusões particulares.
Entre as características do trabalho socioeducativo com famílias, inclui-se a necessidade de obtenção de um conjunto de informações, análises e tendências gerais em relação às mudanças ocorridas no âmbito da instituição familiar.
Para o desenvolvimento de um trabalho com famílias, é importante conhecer os espaços físicos e geográficos, bem como a realidade da oferta dos serviços e programas existentes e do acesso a eles, dados que podem ser verificados por meio de indicadores sociais amplos.
As práticas sociais indicam que persiste o desequilíbrio na distribuição do trabalho doméstico, bem como na sua dinâmica e organização, permanecendo o padrão tradicional no que diz respeito aos papéis socialmente atribuídos aos homens e às mulheres.
De acordo com estudos recentes, vem-se fortalecendo a perspectiva político-ideológica que propõe uma divisão de responsabilidades entre a sociedade e o Estado no que se refere à proteção social, de tal forma que, no âmbito privado, a família assuma o papel do Estado.
De acordo com a legislação em vigor, para se trabalhar com a concepção de matricialidade, deve-se observar a lógica da cidadania e do direito, e as práticas adotadas devem reiterar o caráter disciplinador.
A estrutura familiar (composição) é determinante para o modo de relacionamento interpessoal de uma família.
Na definição da metodologia de trabalho com famílias, a consciência de lidar com um objeto-sujeito em constante mutação ampara-se na concepção de família como unidade doméstica fundamentada nos laços de consanguinidade e cuja estrutura de relações é construída com base na extensão desses laços.
No quadro das organizações, a análise institucional deve caracterizar os agentes institucionais com base em suas posições estratégicas e nas injunções que sofrem em razão do contexto. Entre os agentes institucionais, destacam-se o público, que encarna o princípio do controle democrático, e o mandante, que representa os grupos sociais dominantes e seus interesses.
A instituição é considerada uma entidade política e configura-se como espaço contraditório, na medida em que há relações de poder que favorecem o monopólio de um determinado grupo social.