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Mulher, 73 anos, refere dispneia súbita há 2 horas, acompanhada de dor torácica ventilatória dependente. Recebeu alta hospitalar há dois dias, após ser submetida à prótese de quadril. Durante a internação recebeu profilaxia de tromboembolismo venoso com heparina 5000 UI SC a cada 12 horas. Trouxe consigo os exames laboratoriais pré-operatórios: Hb = 13,1 g/dL, leucócitos = 7400/mm3 , plaquetas = 290.000/mm3 ; INR = 1,12 e R TTPa = 1,15. Sinais vitais na admissão: PA = 130 x 80 mmHg, FC = 108 bpm, SpO2 = 94% em ar ambiente. Foi realizada angiotomografia de tórax que evidenciou trombo em ramo da artéria pulmonar direita. Exames laboratoriais atuais: hemoglobina = 11,8 g/dL, leucócitos = 9.500/mm3 , plaquetas = 196.000/mm3 , INR = 1,18, R TTPa = 1,21, creatinina = 1,01 mg/dL; ureia = 52 mg/dL. A paciente pesa 58 kg. Demais exames laboratoriais sem alterações.
A conduta inicial correta é
Mulher, 66 anos, assintomática, sedentária, com história de infarto do miocárdio há 6 anos tratado com angioplastia coronária primária, encontra-se assintomática e sem uso de medicamentos. Procura atendimento médico para acompanhamento de rotina. Exame físico: PA = 120 x 80 mmHg, FC = 72 bpm, peso = 100 kg, altura = 1,70 m, circunferência abdominal = 103 cm; auscultas cardíaca e pulmonar normais. Exames laboratoriais: hemoglobina glicada = 6,0%, ureia = 49 mg/dL, creatinina = 1,10 mg/dL, AST = 29 U/L, ALT = 35 U/L, fosfatase alcalina, DHL e bilirrubinas normais; LDL colesterol = 105 mg/dL, HDL colesterol = 28 mg/dL, triglicérides = 190 mg/dL e relação albumina/creatinina urinária = normal.
Assinale a alternativa que apresenta as condutas que podem reduzir a morbimortalidade cardiovascular dessa paciente e que devem ser iniciadas.
Homem, 79 anos, com antecedente de hipertensão arterial, encontra-se internado na enfermaria de ortopedia após cirurgia de correção de fratura da cabeça do fêmur. Durante o quarto dia de internação evolui com confusão mental, agitação e alteração do ciclo sono-vigília. Atualmente está em uso de cetoprofeno, hidroclorotiazida e captopril. Exame físico: está consciente, desorientado no tempo e no espaço, FC = 99 bpm, PA = 110 X 55 mmHg, T=37,5°C, FR = 36 ipm, SpO2 = 91% em ar ambiente; ausculta cardíaca com ritmo irregular e sopro sistólico em foco aórtico ++/4+; ausculta pulmonar com estertores em base esquerda; abdome globoso e distendido; ausência de edema em membros inferiores.
Além de suspender as medicações, a conduta correta mais apropriada na sequência é
Mulher, 47 anos, queixa-se de formigamento em membros inferiores há 1 mês, seguido de dificuldade para deambular, fraqueza e desequilíbrio na última semana. Tem antecedente de gastrite, em uso de omeprazol diariamente há 2 anos. Exame físico: descorada 2+/4+, consciente, orientada no tempo e no espaço, atáxica, Romberg +, hiperreflexia e espasticidade em membros inferiores e nível sensitivo em T8. Realizada punção lombar e o resultado do líquor foi: proteína = 42 mg/dL, glicose = 48 mg/dL; leucócitos = 2 cel/mm3 ; hemácias = 1 cel/mm3 ; dosagem sérica de ácido metilmalônico = 1800 nmol/L (normal < 400nmol/L).
A conduta correta é realizar
Homem, 69 anos, apresentou 3 exacerbações infecciosas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) no último ano, a última há 3 meses com necessidade de internação por 1 semana. Comparece em consulta de rotina relatando que desde a internação apresenta dispneia ao andar poucos passos, mesmo em superfície plana, além de tosse com pouca expectoração e chiado ocasional. É ex-tabagista (60 anos-maço), tendo interrompido o vício há 5 anos, e não tem história pessoal ou familiar de asma. Atualmente faz uso apenas de salmeterol. Exame físico: não apresenta edema em membros inferiores; ausculta cardíaca normal e ausculta pulmonar com murmúrio globalmente diminuído, sem sibilos no momento. Exames laboratoriais recentes: leucócitos = 7500 /mm3 (62% neutrófilos, 29% linfócitos), Hb= 18,4 mg/dL, Ht=57%, plaquetas= 334 000/mm3 ; ureia = 42 mg/dL, creatinina = 0,75 mg/dL, glicemia = 99 mg/dL, gasometria arterial em ar ambiente: pH =7,37, pO2 = 54 mmHg, pCO2 = 44 mmHg, HCO3 = 24mEq/L, BE = +3 mEq/L, SpO2 =87%.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica correta.
Homem, 39 anos, apresenta emagrecimento, com perda de 4 kg no último mês. Relata estar se sentindo muito agitado, com dor em região cervical anterior, dificuldade para dormir e sensação de palpitação taquicárdica. Os sintomas foram precedidos de resfriado. Exames laboratoriais trazidos no retorno: TSH: 0,09 UI/mL (normal 0,5-4,5 UI/mL), T4 livre = 4,25 ng/dL (normal 0,7-1,5), tireoglobulina = 378 ng/mL (normal 1,5-50) e TRAb negativo.
A conduta terapêutica correta inclui beta-bloqueador e
Homem, 33 anos, apresenta febre alta, calafrios e falta de ar aos esforços há 3 dias. Não apresenta queixas respiratórias, gastrointestinais ou urinária. Nega antecedentes mórbidos relevantes. Exame físico: sopro sistólico em borda esternal esquerda, 4+/6+ e no fundo de olho observa-se a presença de lesão ovalada, esbranquiçada, rodeada por halo hemorrágico, tipo exsudado em flocos de algodão. Faz seguimento médico regular e não há história de sopros cardíacos. O paciente relata uso de drogas injetáveis. Sorologias recentes para HIV, sífilis e hepatites virais são negativas.
O agente microbiano que mais provavelmente será encontrado na hemocultura desse paciente é o
Mulher, 59 anos, hipertensa, dislipidêmica e diabética, comparece ao pronto atendimento com queixa de tosse, dispneia e febre há 1 dia. Sinais vitais da entrada: temperatura = 36,8 °C, PA = 90x65 mmHg, FC = 88 bpm, FR = 26 ipm, SpO2 = 93%, glicemia capilar = 144 mg%. Foi colhida gasometria arterial e o resultado foi: pH 7,38, HCO3 = 16 mmHg, pCO2 = 25 mmHg, pO2 = 82 mmHg.
O diagnóstico gasométrico, nesse caso, é
Mulher, 42 anos, procura pronto atendimento com queixa de cefaleia holocraniana, em aperto, de intensidade progressiva, há 3 dias. No momento da consulta apresenta dor de forte intensidade, graduada com nota 8 em 10. Despertou na última noite pela dor e hoje pela manhã, ao fazer atividade física, teve novamente piora da dor, que motivou sua procura ao atendimento médico. Nega comorbidades, não é tabagista e não faz uso de medicamentos de uso regular. Exame físico, incluindo neurológico, normal.
O diagnóstico e a conduta correta são, respectivamente:
Homem, 52 anos, hipertenso e obeso, é admitido na enfermaria com quadro de dor de forte intensidade em joelho direito. Refere, há 1 mês, ter apresentado quadro semelhante em 1° pododáctilo esquerdo com duração de 6 dias e remissão espontânea. Etilista de cerveja, 1 litro, diariamente. Exame físico: T = 37,2 ºC com edema importante do joelho, eritema, calor local e presença de descamação cutânea. Exames laboratoriais: ácido úrico = 8 mg/dL, creatinina de 1,1 mg/dL. Realizada artrocentese que revelou: líquido sinovial com 12.000 leucócitos/mm3 e cristais com birrefringência negativa à luz polarizada.
A conduta apropriada, nesse momento, é iniciar
Homem, 62 anos, portador de cirrose de etiologia alcoólica, trazido ao pronto atendimento com quadro de sonolência e confusão mental nas últimas 12 horas. Nega história de febre ou ingesta recente de álcool, mas está obstipado há 72 horas. Exame físico: desidratado, PA = 100 × 60 mmHg, FC = 69 bpm, FR: 18 ipm, regular estado geral, ictérico ++/4+; abdome globoso às custas de ascite, sem sinais de irritação peritoneal; exame neurológico com Glasgow = 10, sem sinais de irritação meníngea ou déficits focais. Dextro realizada na admissão = 112 mg%.
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta a conduta inicial mais apropriada, após as medidas básicas de suporte de vida.
Mulher, 32 anos, portadora de doença de Basedow-Graves, foi submetida a tratamento com iodoterapia.
Após o tratamento pode apresentar mais frequentemente:
Homem, 27 anos, previamente hígido, refere dor lombar baixa iniciada há mais de 3 meses, sem resposta à terapia analgésica padrão e sem diagnóstico etiológico até o momento. Relata que a dor teve início insidioso, com piora progressiva, apresentando-se associada à rigidez matinal, sensibilidade óssea e artrite em região dos quadris. No momento, o paciente apresenta perda da mobilidade da coluna. Demais dados do exame físico são normais.
Uma característica laboratorial marcante dessa doença, presente em até 95% dos pacientes, é
A doença de Wernicke é um distúrbio comum e passível de prevenção. Ocorre predominantemente em etilistas crônicos, porém também pode ocorrer em outras condições como: hiperemese acentuada com desnutrição, diálise por doença renal crônica, câncer ou AIDS.
A doença decorre por deficiência de
Mulher, 73 anos, é levada ao pronto atendimento com quadro de cefaleia súbita e intensa, seguida de rebaixamento do nível de consciência. Na admissão encontra-se sonolenta, com Glasgow de 12 (abertura ocular = 3; resposta verbal = 4; resposta motora = 5). Os acompanhantes não sabem referir antecedentes ou uso de medicação específica.
O exame de imagem mais indicado para iniciar o processo diagnóstico é
Mulher, 39 anos, comparece ao ambulatório de clínica médica, encaminhada pelo otorrinolaringologista. Refere quadro de tosse seca persistente, tendo iniciado há alguns meses, com piora após as refeições e em decúbito dorsal. Não apresenta comorbidades, atopias, nem faz uso de medicamentos. Não apresenta emagrecimento ou histórico de câncer em familiares de primeiro grau. Traz consigo exames já realizados: laringoscopia que evidencia laringite posterior, além de endoscopia digestiva alta normal. O exame físico é normal.
Com base na principal hipótese diagnóstica, assinale alternativa que contém o exame que deve ser solicitado para a confirmação diagnóstica.
Homem, 29 anos, comparece ao pronto atendimento com quadro de náuseas e queda do estado geral há 5 dias. No dia da consulta, notou o surgimento de icterícia. Nega febre, uso de álcool e drogas lícitas ou ilícitas. Refere ter retornado de viagem à Ilha Grande, RJ, há 20 dias. Exame físico: Regular estado geral, corado, ictérico (2+/4+); abdome doloroso à palpação difusa, predominantemente em hipocôndrio direito, com fígado palpável a 2 cm do rebordo costal, com bordos finos e consistência fibroelástica; ausência de sinal de Murphy. Exames laboratoriais: AST = 449 U/mL (normal < 40), ALT = 555 U/mL (normal < 40), bilirrubina total = 3,2 g/dL (normal < 1) com predomínio de bilirrubina direta = 2,9 g/dL, fosfatase alcalina = 55 U/mL (normal < 105), gama GT = 49 U/mL (normal < 56), atividade de protrombina = 55% (normal > 60%), amilase 35 g/dL (normal < 60).
Pensando na principal hipótese diagnóstica, o exame indispensável no momento é:
Mulher, 43 anos, queixa-se de poliartrite de pequenas articulações de mãos, punhos, pés e tornozelos associada a rigidez matinal acima de uma hora, há seis meses, que não melhora com o uso de anti-inflamatórios não hormonais. Há dois meses notou aparecimento de nódulo endurecido na parte extensora do antebraço. Relata, ainda, perda de peso não quantificada e febre vespertina (até 37,5 °C). Antecedentes familiares: pai falecido por tuberculose há muitos anos, marido com diagnóstico de hanseníase, e uma prima distante tem Lúpus.
Assinale a alternativa que contém a abordagem diagnóstica correta, frente à principal hipótese diagnóstica.