Questões de Concurso
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Um aluno em treinamento deseja realizar uma reação em cadeia de polimerase (PCR), então se faz necessário entender quais as etapas utilizadas em uma reação de PCR e quais as temperaturas normalmente adotadas.
Considerando esse cenário, assinale a alternativa que contém corretamente as etapas e as temperaturas normalmente adotadas em cada uma delas.
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus e transmitidas por vetores artrópodes. Em virtude da grande visibilidade e da importância dessa doença no cenário atual, é essencial conhecer o ciclo da doença e o curso dela nos indivíduos.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Em uma cidade do interior, entre os anos de 2021 e 2023, houve um surto de tuberculose bovina que afetou a maioria das propriedades rurais e que resultou em um grande número de casos de tuberculose em humanos. Ao fazer o levantamento dos dados epidemiológicos, foi constatado que, durante esse período, aproximadamente 300 pessoas foram infectadas por tuberculose bovina, sendo 200 casos identificados entre 2021-2022 e 100 casos entre 2022-2023. A cidade em questão tem 10000 habitantes e, devido à vocação rural, aproximadamente 40% da população vive na área rural e está envolvida em atividades laborais com bovinos. Porém, no ano de 2023, em razão de uma obra para construção de uma barragem, 1000 trabalhadores foram contratados e passaram a viver nessa cidade, sem que tenha sido identificado nenhum trabalhador com tuberculose no início da obra.
Considerando o caso descrito e a população de risco, assinale a alternativa correta.
Um usuário, utilizando o explorador de arquivos do Windows 10 em sua configuração-padrão, criou um atalho para um documento do tipo PDF, estando ambos, o arquivo e seu atalho, localizados na Área de Trabalho. Posteriormente, o usuário moveu o arquivo original para outra pasta.
Assinale a alternativa que indica o que acontecerá quando o usuário efetuar duplo clique sobre o atalho para o documento.
No mês de junho, 150 pessoas estiveram internadas em certo hospital. Cada pessoa ficou internada no mínimo 1 dia e no máximo 10 dias.
O gráfico a seguir registra os números de pessoas pelo tempo em que estiveram internadas.

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
De acordo com os dados do gráfico, assinale a alternativa correta.
Considere o trecho a seguir.
Ser feminista começa pela necessidade de fazer com que sejam ouvidas algumas vozes tornadas inaudíveis, a fim de pensar uma ética da igualdade de vozes em oposição __________ dominação masculina ligada __________ uma norma moral que serve __________ essa dominação e que lhe traz benefícios.
(Fabienne Brugère. A ética do cuidado, 2023. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Considere as frases a seguir.
• Há pessoas que não dirigem sem o auxílio da inteligência artificial.
• Deve haver pessoas que não utilizam redes sociais.
• Existiam no passado bem menos recursos de inteligência artificial.
De acordo com a norma-padrão de concordância verbal, os vocábulos e a expressão destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.
• … cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz… (2º parágrafo)
• Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global… (4º parágrafo)
As expressões destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas por:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Agora, os pequenos sinais estão em toda parte. Artifícios inteligentes tomam decisões no lugar das pessoas de carne e osso. No trânsito, quem resolve se você vai virar à esquerda ou à direita é um algoritmo, que lhe dá ordens pela tela eletrônica. Por um sistema parecido, o taxista fica sabendo qual será o passageiro e em que endereço deve apanhá-lo. Ninguém escapa. Às vezes mais, às vezes menos, todo mundo segue a batuta de programas informatizados que dirigem a rotina das populações conectadas. O batimento cardíaco dos anônimos, o tráfego aéreo, as ebulições das bolsas de valores, a sensação de que gostam ou não gostam da gente: tudo passa pelos dígitos. O que antes gostávamos de chamar de “livre-arbítrio” se reduziu, enfim, ao arbítrio das máquinas.
Sinais, muitos sinais. O eleitorado se apoia em filminhos da internet para escolher em quem votar. Muita mentira passa por aí, já sabemos. No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que sua maior preocupação é conter a disseminação daquelas cenas perfeitas, irretocavelmente verossímeis, em que um candidato, na frente das câmeras, diz, com todas as sílabas escandidas, uma frase que jamais pronunciou – tudo obra da cibernética. Esse tipo de truque maligno grassou nas eleições da vizinha Argentina, e já se anteveem complicações do lado de cá da fronteira.
Na imprensa de todos os continentes, as redações decretam normas de conduta para regular o uso de ferramentas de inteligência artificial por seus profissionais. As chances de sucesso são exíguas. A inteligência artificial soterra a atividade jornalística sem deixar a ninguém um tempinho que seja para respirar. Cada vez mais ela nos regula, sem ser regulada por nós.
Agora, esses pequenos sinais que estão em toda parte nos mostram que foi posto um limite virtual – apenas virtual, por enquanto – para a aventura humana sobre a Terra. A cada dia, o humano perde relevância. O humano, depreciadamente humano, deixa de ser protagonista do seu próprio destino. Pobre humano. O único evento no qual ainda exerce um papel de relevo é o aquecimento global, na sua tragédia final, o antropoceno. Fora isso, sobrou-lhe um bico de coadjuvante.
(Eugênio Bucci. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/
eugenio-bucci/alem-do-humano/. Acesso em 25.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:
Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?
Dono: – Mandei cortar.
Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?
Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.
Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.
Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.
Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.
(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)