Questões de Concurso
Comentadas para prefeitura de barretos - sp
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Leia o texto para responder a questão.
Foi no domingo passado, andando pela feira-livre aqui da Lapa e dando uma olhada nas bancas, que percebi que muitas daquelas frutas maravilhosas ali expostas simplesmente não existiam no meu tempo de menino.
O kiwi, por exemplo. Quando usava calças curtas, kiwi era aquele bichinho da Nova Zelândia, um dos poucos verbetes da letra K, na enciclopédia que ficava na estante da minha casa. Não havia tomate cereja! Vivíamos sem ele. Como não havia a lichia.
A gente não encontrava goiaba na feira, como não encontrava jabuticaba, nem carambola. Goiaba era só no pé e com bicho, não existia goiaba sem bicho. Jabuticaba, só em Sabará, e carambola, só na chácara de Dona Catarina, em Cataguases.
Laranja era a pera, a Bahia e a lima. Hoje tem até laranja Bahia importada da Espanha, sem contar o grapefruit, primo de primeira da laranja.
Aos poucos, novas frutas vão invadindo o mercado: uxi, xixá, tapiá, sapucaia, monguba, marolo...
Quem manteve a linha e não inventou moda foi a banana, que continua a mesma de sempre. A prata, a nanica, a maçã, a banana-da-terra e a ouro. E todas – dizem – ainda a preço de banana.
(Alberto Villas. A revolução das frutas. CartaCapital.
www.cartacapital.com.br. 01.08.2014. Adaptado)
Com a forma verbal em destaque nessa passagem ao final do texto, o autor dá a entender que
Analise a figura.

Em Primeiros Socorros, a ação que está sendo executada na artéria carótida, pelo socorrista, ajuda a identificar
Analise a figura.

Ela mostra um veículo sendo flagrado pelo radar existente na rodovia, onde a velocidade máxima permitida é de 80 km/h, sendo que seu condutor passou a 87 km/h. Nesse caso, o condutor cometeu uma infração de natureza
Assinale a alternativa que apresenta o ícone do MS-Outlook 2010, em sua configuração padrão, usado para “Responder a Todos”.
Em 26 de janeiro, o governo federal divulgou notas sobre fatos sociais e econômicos que interessam à sociedade brasileira. Uma delas é que a arrecadação de taxas e impostos aumentou em 2017.
(G1 – goo.gl/edNEFE. Acesso em 27.01.2018. Adaptado)
Também foi noticiado que
Indicada ao cargo pelo pai e presidente de um dos partidos aliados do governo, a deputada foi anunciada como ministra pelo presidente Temer em 3 de janeiro, mas foi impedida de tomar posse por força de uma decisão judicial, em 8 de janeiro. Após várias idas e vindas, em 22 de janeiro a deputada foi novamente impedida de assumir o ministério.
(Último Segundo – goo.gl/6Y9DhT. Acesso em 27.01.2018. Adaptado)
Esses impedimentos ocorreram para a posse no ministério
Leia a notícia de 05 de novembro de 2017.
Milhares de pessoas deixam o país em crise em busca de uma nova vida no Brasil, especialmente no estado de Roraima, que pediu ajuda ao governo do presidente Michel Temer para lidar com o fluxo de milhares de pedidos de refúgio em 2017.
(UOL – goo.gl/uaoRjP. Acesso em 27.01.2018. Adaptado)
O Brasil e, principalmente, o estado de Roraima, tem recebido milhares de pedidos de
O principal líder do país disse nesta quarta-feira [18 out.2017] que o país permanecerá no acordo nuclear com as potências mundiais que respeitem o tratado, mas que irá rasgá-lo se os Estados Unidos abandonarem o acordo, relatou a televisão estatal. O líder fez a declaração mais de uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado uma abordagem mais rígida em relação ao país e dizendo que pode encerrar o tratado.
(G1 – goo.gl/pabmV8. Acesso em 26.01.2018. Adaptado)
Os Estados Unidos ameaçaram abandonar o acordo assinado com
Sociedade escrava das aparências
A mistura de indelicadeza e discriminação social foi tema de uma reportagem feita pela jornalista Helenice Laguardia. Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de shoppings sofisticados de Belo Horizonte: no primeiro, vestida com uma calça de moletom, uma camisa masculina e chinelos; no segundo dia, “fantasiada” de madame, com vestido de tecido fino e usando joias.
No primeiro dia, Helenice ia ao banheiro várias vezes para chorar e se acalmar. Foi ignorada, humilhada e muito observada por seguranças. Alguns vendedores riram dela, outros fizeram perguntas agressivas ou até mesmo ofensivas, e muitos simplesmente fingiram que ela não estava ali. Em nenhuma das 27 lojas ela encontrou uma demonstração de gentileza.
No segundo dia, porém, com roupas de madame e sem ser reconhecida pelos vendedores, Helenice recebeu tratamento excelente, não teve que esperar para ser atendida, viu produtos que na véspera estavam “em falta”, ouviu elogios, tomou café e saiu dos shoppings morrendo de raiva, sentindo-se pior do que no dia anterior. Ela não sabia que as pessoas eram capazes dessa crueldade. Por mais que tivesse consciência de tudo o que acontece no mundo, ela não enxergava essa maldade. Viu que as pessoas valem pelo que vestem, que é tudo um grande teatro, uma grande ilusão. Ela não culpa os vendedores, o que Helenice questiona são os valores de uma sociedade escrava das aparências, em que as pessoas tratam bem apenas quem interessa a elas.
(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)
Sociedade escrava das aparências
A mistura de indelicadeza e discriminação social foi tema de uma reportagem feita pela jornalista Helenice Laguardia. Durante dois dias, ela visitou 27 lojas de shoppings sofisticados de Belo Horizonte: no primeiro, vestida com uma calça de moletom, uma camisa masculina e chinelos; no segundo dia, “fantasiada” de madame, com vestido de tecido fino e usando joias.
No primeiro dia, Helenice ia ao banheiro várias vezes para chorar e se acalmar. Foi ignorada, humilhada e muito observada por seguranças. Alguns vendedores riram dela, outros fizeram perguntas agressivas ou até mesmo ofensivas, e muitos simplesmente fingiram que ela não estava ali. Em nenhuma das 27 lojas ela encontrou uma demonstração de gentileza.
No segundo dia, porém, com roupas de madame e sem ser reconhecida pelos vendedores, Helenice recebeu tratamento excelente, não teve que esperar para ser atendida, viu produtos que na véspera estavam “em falta”, ouviu elogios, tomou café e saiu dos shoppings morrendo de raiva, sentindo-se pior do que no dia anterior. Ela não sabia que as pessoas eram capazes dessa crueldade. Por mais que tivesse consciência de tudo o que acontece no mundo, ela não enxergava essa maldade. Viu que as pessoas valem pelo que vestem, que é tudo um grande teatro, uma grande ilusão. Ela não culpa os vendedores, o que Helenice questiona são os valores de uma sociedade escrava das aparências, em que as pessoas tratam bem apenas quem interessa a elas.
(Leila Ferreira. A arte de ser leve. São Paulo: Globo, 2010. Adaptado)