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Q4041097 Noções de Informática
Durante a navegação em sistemas institucionais e páginas da internet, um servidor público utiliza o Google Chrome, que armazena determinados dados localmente com o objetivo de melhorar a experiência do usuário e otimizar o funcionamento dos sites acessados. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta CORRETАMENTE o conceito de cookies.
Alternativas
Q4041096 Noções de Informática
A utilização do botão direito do mouse possibilita o acesso a menus de contexto que apresentam funcionalidades distintas, dependendo do sistema ou aplicativo em uso. Considerando o Microsoft Word 365 e o sistema operacional Windows 11, analise as partes que seguem: 

(1ª parte): O menu de contexto, acionado por meio do botão direito do mouse na Area de Trabalho do Windows 11, permite a criação de novos arquivos ou pastas por meio da opção Novo.
(2ª parte): No Microsoft Word 365, o menu de contexto, acionado por meio do botão direito do mouse, apresenta opções fixas, independentemente do conteúdo selecionado.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4041088 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
A formação de palavras constitui mecanismo importante de ampliação vocabular na Língua Portuguesa, podendo ocorrer por processos como derivação e composição. Considerando palavras empregadas no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4041087 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Na análise sintática da oração, o sujeito pode apresentar-se de forma expressa, oculta na desinência verbal, indeterminada ou, em certos casos, sequer existir, o que exige atenção simultânea à estrutura do enunciado e ao valor assumido pela forma verbal em contexto. No trecho Escutei alguém negando o aquecimento global, o sujeito da forma verbal sublinhada classifica-se como: 
Alternativas
Q4041086 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho final Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir, a expressão voltei a dormir, considerada no contexto global da crônica, produz um efeito de sentido que se vincula principalmente à ideia de:
Alternativas
Q4041084 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando a norma-padrão e os aspectos sintáticos de trechos do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4041083 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
A respeito de aspectos gramaticais presentes em trechos do texto, analise as assertivas a seguir.

I. Em Fui uma aluna apenas razoável, a forma verbal fui atua como verbo de ligação.
II. Em O resto, levava na base da decoreba, a expressão na base da decoreba exerce valor adverbial, indicando modo.
III. Em A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, os termos enumerados exercem função de objeto direto da forma verbal discutiria.

Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4041082 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No trecho os alunos aprenderiam a viver, a locução verbal expressa uma ação situada em plano hipotético, vinculada a uma condição anteriormente sugerida no enunciado. Nesse contexto, a forma verbal aprenderiam está no __________ do modo __________.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima? 
Alternativas
Q4041081 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
No desenvolvimento do texto, a enumeração de atividades como sarau, teatro, dança, canto, culinária, filosofia, política, educação sexual e educação financeira produz um efeito de sentido que ultrapassa a simples exemplificação.

Tal procedimento contribui principalmente para:
Alternativas
Q4041080 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver


    Fui uma aluna apenas razoável. Gostava de aprender nosso idioma e amava Geografia - as capitais, fusos, cordilheiras, desertos. O resto, levava na base da decoreba. Cheguei ate aqui, deu para o gasto.

    Mas, fosse eu a dona da escola, corromperia o currículo padrão: os alunos aprenderiam a viver. O ensino de Português, por exemplo, seria associado à Literatura, mas sem obrigar a leitura de clássicos: transformaria a sala num grande sarau e numa empolgante oficina, onde todos produziriam os próprios poemas e autoficções. Elisa Lucinda seria a professora. 

    Matemática, o mínimo necessário, e muitas aulas de teatro. Texto, interpretação, dança, canto, choro, riso, circo. Cada aluno teria a oportunidade de se expressar para além do obvio, em contato direto com as próprias emoções. Neco Piccolo, você assume a turma.

    Ninguém se formaria sem saber tocar piano - ou violão, guitarra, violino, berimbau. E a manejar a arte da escultura - ou pintura, cerâmica, bordado. Além disso, inglês e espanhol na ponta da língua.

    Esporte teria horário expandido. Vôlei, futebol, ginástica, natação (sendo um sonho, orçamento ilimitado: piscinas!). Nenhum aluno parado. E yoga, pilates, exercícios de baixo impacto. Atividade física seria mais importante do que a tabela periódica. 

    Culinária. O valor dos nutrientes, a relação do alimento com saúde e longevidade. A escola teria pomar e horta. A garotada descascaria batata, provaria Írutas exóticas, criaria as próprias receitas. Bela Gil, Rita Lobo, Carla Pernambuco, nem precisam mandar currículo, o emprego é de vocês. 

    Filosofia seria indispensável (Viviane Mosé, te convoco). E aulas sobre política. O que é comunismo, fascismo, capitalismo, socialismo, democracia, tirania. Lições de ética e humanidade. A escola também discutiria escravidão, racismo, machismo, transfobia, já que alguns pais acham difícil (ou chato) falar sobre isso na hora do jantar.

    Aulas sobre todas as religiões - todas - num contexto de cultura geral. Sem a obrigatoriedade da prática de nenhuma delas no ambiente da escola. 

    Para fechar o currículo, surpresa: haveria um período em que os alunos é que ensinariam os professores. Matéria: tecnologia. Desde o básico: uso de totens em aeroportos e manejo de três controles remotos ao mesmo tempo.

    Os estudantes teriam que frequentar as aulas de manhã e à tarde, pois haveria também Educação sexual, Educação financeira, Ambientalismo, Psicologia. Os cursos técnicos e as faculdades se encarregariam, depois, dos conteúdos especializados.

    Então eu acordei. Escutei alguém negando o aquecimento global, outro naturalizando feminicídios, outro ainda pedindo a volta da ditadura, e voltei a dormir.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Ao propor que, se fosse a dona da escola, alteraria profundamente o currículo, a autora não pretende apresentar um projeto pedagógico formal e minucioso, mas construir uma crítica por contraste.

Nesse sentido, a organização argumentativa do texto permite concluir que a cronista defende, sobretudo:
Alternativas
Respostas
101: D
102: B
103: A
104: C
105: B
106: D
107: A
108: B
109: C
110: D