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Q3229774 História
“[...] até os dias atuais, a maior parte das sociedades africanas subsaarianas dá grande importância à oralidade, ao conhecimento transmitido de geração para geração por meio das palavras proferidas com cuidado pelos tradicionalistas - os guardiões da tradição oral, que conhecem e transmitem as ideias sobre a origem do mundo, as ciências da natureza, a astronomia e os fatos históricos” (Mattos, 2007, p. 19). Considerando o tema da oralidade para os povos africanos desde a antiguidade, analise as afirmativas abaixo:

I O aprendizado de um tradicionalista ocorre no seio familiar, no qual o pai, a mãe e os parentes mais velhos também são responsáveis pelos ensinamentos, não sendo esta uma tarefa da escola.

II As palavras, para os africanos, têm um valor sagrado, pois sua origem é divina.

III A fala é considerada um dom, não podendo ser utilizada de forma imprudente, leviana.

IV As escolas ensinavam as leis do Alcorão por meio da memorização, prevalecendo, excepcionalmente, o princípio da escrita sobre a oralidade.


Das afirmativas, estão corretas
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Q3229773 História
Conforme o escritor árabe Ibn Batuta, em meados do século XIV, o rei do Mali, pela manhã, comemorou a data islâmica do fim do Ramadã e, à tarde, presenciou um ritual da religião tradicional realizado por trovadores com máscaras de aves (Mattos, 2007, p. 18). Nesse cenário, entende-se que
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Q3229772 História
Leia o texto abaixo.


Brasileiros! Está proclamada a República! Povo, Exército e Armada, na mais patriótica e sublime confraternização, sacodem o jugo vergonhoso do Império e firmam os seus foros de cidadãos. Purificou-se, enfim, o Continente Novo!
[...]

Viva a República! Viva a Pátria brasileira! Viva o povo norte-rio-grandense! Viva o governo provisório!

O entusiasmo é uma emoção possível de ser observada na Proclamação da República ao povo do Rio Grande do Norte. Tinha início a mudança de governo, sem a participação popular, tanto em nível nacional quanto local. Na cidade do Natal, no dia 17 de novembro de 1889, foi aclamado presidente 
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Q3229771 História
Considere o trecho a seguir:

“[...] bárbaro costume de açoitar escravos entre nós, que confiados os escravocratas na impunidade dos crimes cometidos em outras épocas, continuavam açoitar os próprios libertos e ingênuos, havendo até quem use ainda troncos, carros, ganchos, peias de ferro e outros meios de tortura” (A Verdade, 1888).


O documento noticiado pelo jornal A Verdade denunciou a violência cometida contra pessoas libertas e ingênuos, sendo estes últimos, conforme a lei n. 2.040 de 1871,
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Q3229770 Conhecimentos Gerais
Leia o texto abaixo.


“[...] as instituições públicas, privadas e da sociedade civil definem, regulamentam e transmitem um modo de funcionamento que torna homogêneo e uniforme não só processos, ferramentas, sistema de valores, mas também o perfil de seus empregados e lideranças, majoritariamente masculino e branco. Essa tramitação atravessa gerações e altera pouco a hierarquia das relações de dominação ali incrustadas. Esse fenômeno tem um nome, branquitude, e sua perpetuação no tempo se deve a um pacto de cumplicidade não verbalizado entre pessoas brancas que visam manter seus privilégios. E claro que elas competem entre si, mas é uma competição entre ‘iguais’” (Bento, 2022, p. 18).


A partir do texto, é possível o entendimento de que o “pacto da branquitude” 
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Q3229769 Conhecimentos Gerais
Leia os textos abaixo.

Texto I

“[...] apesar da recente divulgação de uma queda significativa nos índices de homicídios no Rio Grande do Norte, dados revelam um aumento expressivo na violência contra mulheres. A 18ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 aponta que, embora as mortes violentas intencionais tenham diminuído 13,9% no estado, os feminicídios cresceram 50%” (Tribuna do Norte, jul. 2024).


Texto II


“[...] no topo da lista de homicídio feminino está o Rio Grande do Norte, onde as jovens negras morrem 8,11 vezes mais do que jovens brancas” (Schwarcz, 2019, p. 186).


Os excertos acima apresentam dados sobre a violência cometida contra mulheres, que tem crescido vertiginosamente nas últimas décadas. Algumas das formas de combate a esse tipo de violência foram a realização de estudo, a constituição da tipificação e aprovação da legislação sobre feminicídio, definido como
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Q3229768 Conhecimentos Gerais
Leia o texto abaixo.


“Marielle Franco, quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, uma filha da comunidade da Maré – o maior complexo de favelas do estado do Rio –, negra, lésbica, mãe de uma menina a quem educou sozinha, defensora dos direitos humanos numa cidade sucateada, crítica da atuação política em relação às populações carentes, foi executada com quatro tiros que penetraram do lado direito da sua cabeça. Junto com ela morreu Anderson Pedro Gomes, o motorista do carro que viajavam” (Schwarcz, 2019, p. 170).


O caso Marielle Franco expôs as relações hostis de poder de um país marcado pelo racismo e pela misoginia. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:

I Marcadores sociais de raça, gênero e lugar desenvolvem histórias de superação de mulheres e homens, fazendo com que a sociedade se sinta beneficiada com sua presença e crescimento.
II O assassinato da parlamentar foi identificado como crime hediondo em nível nacional e crime político na esfera internacional.
III A vereadora se tornou um símbolo de luta de minorias que defendem um país mais inclusivo e cidadão, no qual, manifestações discursivas como “a gente se encontra na luta” ganhou força.
IV A morosidade na condução do processo revela o poder presente nas mãos das milícias e sua relação com sujeitos pertencentes a instituições de controle.


Em relação ao tema acima exposto, estão corretas as afirmativas:
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Q3229767 Conhecimentos Gerais
Leia o excerto abaixo.


“Camponeses e moradores eram expulsos das terras, as casas de palha queimadas e as pequenas lavouras de subsistência confiscadas sem a menor indenização. Os programas geralmente se realizavam à noite, quando as famílias inteiras eram despertadas pelas tochas incendiárias sem o menor aviso prévio. E lá se iam, pelas madrugadas, em demanda do horizonte, o pequeno rebanho apavorado. Eram mulheres e crianças que gemiam e que choravam, deixando para trás o tugúrio em chamas” (A União, 27 mar. 1994).


O texto acima faz parte de uma entrevista feita a Claudio Santa Cruz Costa, publicada no jornal A União, abordando as Ligas Camponesas e revelando os horrores enfrentados pela população rural sob a opressão dos latifundiários no Nordeste do Brasil. A criação das Ligas Camponesas teve como principal argumento aglutinar os camponeses em torno de uma entidade associativa para eliminar o cambão, definido como 
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Q3229766 História e Geografia de Estados e Municípios
“[...] Virgulino Ferreira, o famigerado ‘Lampião’, tem sido protegido por políticos de evidência no interior dos Estados do Norte” (A Batalha, 15 jan. 1931). Essa publicação informava a população leitora sobre a proteção dada por coronéis da região Nordeste — na época chamada de Norte — aos cangaceiros. Dentre os protetores, figuravam sujeitos como o coronel Zé Pereira, chefe político de Princesa Isabel (PB) e o padre Cícero Romão do Juazeiro no Norte (CE), acusados de “[...] protegerem e lhe fazerem presentes de armas e munições” (A Batalha, 15 jan. 1931). Essa relação de proteção recebeu a alcunha de
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Q3229765 Conhecimentos Gerais
Analise o seguinte trecho:

“O Grupo Habeas Corpus Potiguar – GHAP foi constituído legalmente em 15 de dezembro de 1992, para fins de coordenação, estudo, proteção, luta, reivindicação e representação legal dos homossexuais no estado do Rio Grande do Norte. Como entidade de representação social e política deste setor, o Habeas Corpus convida a sociedade sensível, trabalhadora e culta a se engajar na luta pela construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano, onde não haja mais lugar para a ignorância, a prepotência e o autoritarismo, onde se possa transformar [...] preconceito em liberdade” (Nós Por Exemplo, jan. 1994).

O Grupo Habeas Corpus Potiguar nasceu como uma instituição sem fins lucrativos que lutou em defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIAPN+. Seu convite, publicado no jornal Nós Por Exemplo e direcionado à sociedade potiguar, convidava a observar 
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Q3229764 História
“É que o saber não é feito para compreender, ele é feito para cortar”. Com estas palavras, o filósofo francês Michel Foucault (1979, p. 28) escreveu sobre o sentido do saber histórico enquanto uma ciência. A metáfora de que o conhecimento é “feito para cortar”, para incomodar, reflete sobre a função social do ensino de história capaz de 
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Q3229763 História
“O tempo histórico é criado a partir da invenção de instrumentos de pensamento, tais como o calendário, a ideia de sequência das gerações e a ideia de contemporâneos, predecessores e sucessores. É, portanto, o tempo do calendário. Ele possui um acontecimento fundador. Permite que o percorramos na dupla direção (do passado para o presente e do presente para o passado) e faz uso de um repertório de unidades de medida para nomear os intervalos recorrentes dos fenômenos cósmicos (dia, mês, ano etc.). O tempo histórico serve de 'conector' entre o tempo psicológico (vivido, ordinário) e o tempo físico (cósmico, astronômico, universal, objetivo, do relógio). A função maior desse grande tempo é ordenar o tempo das sociedades (e dos homens que vivem em sociedade) pelo tempo cósmico" (Ricoeur, 1997 apud Freitas, 2010, p. 81). Nesse sentido, a noção de tempo histórico NÃO abarca
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Q3229761 História e Geografia de Estados e Municípios
Analise o texto abaixo.

“O estado do Rio Grande do Norte já era habitado por grupos humanos há 9.400 anos, com resultados comprovados através de datações realizadas desde a década de 90 do século XX pela Universidade Federal de Pernambuco em sítios arqueológicos com enterramentos humanos nos municípios de Carnaúba dos Dantas e Parelhas, localizados na mesorregião central, microrregião do Seridó Oriental. A tipologia dessa presença pré-histórica no Estado inclui vestígios culturais como a cerâmica, o material lítico e os registros rupestres” (Santos Júnior, 2022, p. 15).


As representações rupestres podem ser encontradas nas diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte, materializando
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Q3229760 História e Geografia de Estados e Municípios
No ano de 2005, houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em que três grupos indígenas apresentaram a necessidade de serem reconhecidos como tais. Após esta primeira audiência, outros espaços foram sendo ocupados e o movimento indígena no Rio Grande do Norte foi se fortalecendo, integrando outros grupos e lutando para assegurar acesso às políticas públicas e regularização fundiária de seus territórios. Esse movimento precisou confrontar narrativas que afirmavam não haver população indígena no estado do Rio Grande do Norte. A necessidade de reafirmação étnica e de luta por reconhecimento dos povos indígenas no território potiguar demonstram
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Q3229759 História e Geografia de Estados e Municípios
Com a instauração e avanço da Segunda Guerra Mundial, a capital do Rio Grande do Norte acabou sendo envolvida diretamente nas ações militares do início dos anos 1940. Em março de 1942, foram iniciados os exercícios de black-out, ou seja, apagamento de todas as luzes da cidade, em prédios públicos e privados, com toque de recolher, impossibilidade de circulação pelas ruas da capital e busca por locais seguros para se abrigar. Os exercícios de black-out contaram com a mobilização
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Q3229758 História e Geografia de Estados e Municípios
Nas primeiras décadas do século XX, a cidade do Natal passou a buscar se inserir em um cenário modernizador. Sob influência direta da capital do Brasil à época, o Rio de Janeiro, que também se modernizava e tinha referências parisienses, Natal passou por mudanças consideradas modernizadoras. Tais mudanças foram percebidas por meio
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Q3229757 História
A partir de 1964, com o golpe de Estado efetivado, foi iniciado um processo de indiciamento de potenciais subversivos. No Rio Grande do Norte, houve a instalação de uma Comissão de inquérito, com financiamento e por iniciativa do governo do estado, que resultou com a publicação de um dossiê intitulado Relatório Geral, também conhecido como Relatório Veras, em alusão ao sobrenome de um de seus autores. Na introdução do Relatório, há a seguinte descrição:


“O Relatório é dividido em duas partes. Na primeira parte, de responsabilidade do capitão José Domingos da Silva, têm-se os resultados das investigações na área rural e na Rede Ferroviária Federal, fixando a responsabilidade de 38 indiciados. Na segunda parte do documento, de responsabilidade do delegado Carlos Moura de Moraes Veras, têm-se os resultados das investigações nos setores sindicais, estudantil, intelectual e Prefeitura do Natal, fixando a responsabilidade de 45 indiciados.”


Com base nesses dados e nos conhecimentos da história local, é possível identificar que a repressão estabelecida a partir do Relatório Veras atingiu:
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Q3229756 História e Geografia de Estados e Municípios
Em 1960, foi eleito pela primeira vez por voto direto, na cidade do Natal, o prefeito Djalma Maranhão. Sua campanha eleitoral esteve voltada para as classes populares e se organizou a partir dos chamados comitês nacionalistas, organizações políticas espalhadas pelos bairros da cidade. A partir do diálogo com os comitês, a gestão de Djalma Maranhão escolheu a educação como pauta principal do seu plano gestor. Uma vez eleito, o prefeito iniciou uma campanha de erradicação do analfabetismo na cidade do Natal, começando com um projeto piloto, no bairro das Rocas, em 1961. O hino da campanha, entoado nas escolas e ruas da cidade do Natal, destacava:

“Povo pobre, natalense Chegou a vez para quem quer aprender Como sofre o ser humano Quando não sabe o seu nome escrever A prefeitura abre a campanha Para ajuda do ensino e do saber Pela meta do Prefeito Maranhão, De pé no chão, também se aprende a ler”

(Hino oficial da Campanha De Pé no Chão também se aprende a ler).

Considerando as informações expostas acima, o cenário do início dos anos 1960 e o caráter inovador da Campanha, foram princípios e características da iniciativa: 
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Q3229755 História
Mesmo com o fim da escravidão e com a Proclamação da República, em fins do século XIX, o preconceito racial no Brasil continuou e passou a contar com novas formas de expressão. Nos primeiros anos da República, foi possível observar legislações e policiamento para controle de atividades em terreiros, rodas de capoeira e outros espaços notadamente negros. No mercado de trabalho, segundo a pesquisadora Bebel Nepomuceno (2018), “Não era raro encontrar anúncios como estes dos jornais do Rio de Janeiro: ‘Precisa-se de uma boa cozinheira alemã para casa de família de tratamento, paga-se bem, dirija-se à rua Cosme Velho n. 113’ ou ‘Precisa-se de criada para todo serviço em casa de família sem crianças, prefere-se estrangeira, rua do Resende n. 180’”. Diante do exposto acima e considerando os anúncios apresentados, compreendese o cenário pós-abolição como sendo
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Q3229754 História
Ao longo do século XIX, vários países europeus, imersos em uma lógica desenvolvimentista, iniciaram um novo processo de exploração de povos e territórios, conhecido na historiografia como Imperialismo. Uma das práticas recorrentes entre os países imperialistas era a demarcação territorial que desconsiderava limites e fronteiras naturais, étnicas e culturais, tanto na África, quanto na Ásia. Segundo Demant (2014), “ a onda emancipatória chegou no século passado também à Ásia e à África, rapidamente colonizadas pelas potências europeias no auge da época imperialista [...]”. Como resultado do processo de luta e resistência ao imperialismo, houve a formação de
Alternativas
Respostas
121: A
122: A
123: A
124: A
125: A
126: A
127: A
128: A
129: A
130: A
131: A
132: A
133: A
134: A
135: A
136: A
137: A
138: A
139: A
140: A