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Entre os transtornos cardiovasculares associados às formas crônicas da doença de Addison estão a hipotensão ortostática — associada ou não a episódios de síncope —, a diminuição da resistência vascular periférica e a depressão da contratilidade miocárdica.
A hipertrofia biventricular — que leva à disfunção diastólica e sistólica —, a hipertensão arterial sistêmica e a aterosclerose coronariana são manifestações associadas à doença acromegálica. Entretanto, essas alterações cardiovasculares correlacionam-se pobremente com a morbimortalidade associada a essa endocrinopatia.
Em pacientes idosos, que apresentam insuficiência cardíaca, fibrilação atrial ou exacerbação de angina pectoris, deve-se investigar o diagnóstico de hipertireoidismo apático, mesmo na ausência de manifestações clínicas corriqueiras decorrentes do excesso de hormônio tireoideano.
A principal característica fisiopatológica da miocardiopatia alcoólica é a depressão balanceada das funções inotrópica e lusitrópica cardíacas.
Nas miocardiopatias restritivas — devidas a amiloidose ou endomiocardiofibrose, por exemplo — uma característica fisiopatológica marcante é o deslocamento para baixo e para a direita da relação pressão diastólica/volume na alça de pressão-volume ventricular.
Na fisiopatologia da insuficiência cardíaca deve-se considerar que o desempenho contrátil do coração como bomba, visando manter um débito cardíaco adequado às necessidades metabólicas, depende basicamente da freqüência cardíaca, da contratilidade, da pré-carga e da pós-carga de trabalho do coração.
As extra-sístoles ventriculares expressam o batmotropismo cardíaco e têm como um de seus mecanismos eletrofisiológicos o fenômeno da reentrada, que representa, por sua vez, uma alteração no dromotropismo cardíaco.
Uma anormalidade no cronotropismo cardíaco é representada pelas pós-despolarizações precoces — que ocorrem na fase 2 ou no início da fase 3 do potencial de ação cardíaco — ou tardias — que acontecem na fase 4 do potencial de ação — e fazem parte do mecanismo arritmogênico denominado atividade deflagrada.
Várias arritmias cardíacas decorrem de alterações no cronotropismo cardíaco, o qual, fisiologicamente, depende do potencial diastólico de repouso (pré-potencial), do potencial limiar e da inclinação da fase zero do potencial de ação.
Considere a seguinte situação hipotética. Uma mulher de 60 anos de idade, que não usa nenhuma medicação, procurou atendimento cardiológico com queixas de tonturas, fraqueza, episódios de síncope e hipotensão arterial. O eletrocardiograma convencional mostra ritmo de fibrilação atrial associado a bloqueio atrioventricular de 3.º grau, com freqüência ventricular média de 38 bpm. Nessa situação clínica, é indicado o implante de marca-passo artificial definitivo, de dupla câmara, na modalidade DDD.
Os sistemas de marca-passo artificial atuais apresentam várias funções que podem ser programadas de forma não-invasiva. Assim, quando se deseja ajustar a freqüência cardíaca espontânea mínima, a partir da qual o coração do paciente deve ser estimulado artificialmente, está-se ajustando a função programável, chamada de sensibilidade.
Se, durante a realização da eletrocardiografia de um portador de marca-passo artificial definitivo, não houver nenhuma evidência de atividade elétrica do marca-passo — por inibição —, a aplicação de um imã sobre a pele no local do gerador reverte o modo de estimulação, na maioria dos sistemas, de inibido para assíncrono e permite uma melhor análise das condições gerais do sistema.
Considere a seguinte situação hipotética. Um paciente portador de miocardiopatia chagásica crônica teve implantado um marca-passa artificial definitivo (modo VVI) há 30 dias. Desde então, vem apresentando tonturas, vertigens, acentuação da dispnéia, ortopnéia, edema de membros inferiores, hipotensão arterial, 1.ª bulha cardíaca em canhão e onda a em canhão no pulso venoso jugular. O eletrocardiograma convencional evidencia ritmo de marcapasso artificial com freqüência ventricular média de 62 bpm, com o marca-passo apresentando comando adequado. Nessa situação clínica, a suspeita é de síndrome do marcapasso.
De acordo com o código internacional NBG — aceito pelas sociedades americana e inglesa de estimulação cardíaca —, um marca-passo unicameral que esteja funcionando no modo AAI é capaz de estimular e sentir o átrio, e é inibido por atividade atrial espontânea do paciente.
A manobra de squatting (acocoramento) causa um aumento simultâneo do retorno venoso e da resistência vascular sistêmica e provoca intensificação do sopro sistólico constatado na miocardiopatia hipertrófica (forma obstrutiva).
A manobra de handgrip (preensão manual) representa um exercício isométrico que aumenta a resistência vascular sistêmica, a pressão arterial, a freqüência cardíaca, o débito cardíaco, a pressão de enchimento ventricular e o volume cardíaco e reduz a intensidade do sopro sistólico decorrente de uma comunicação interventricular.
A manobra de Müller provoca um aumento no grau de desdobramento da segunda bulha cardíaca, sendo assim útil na diferenciação entre os desdobramentos fisiológico, amplo e invertido dessa bulha cardíaca.
Não se deve realizar a manobra de Valsalva em portadores de cardiopatia isquêmica devido à importante queda da pressão arterial que ocorre na fase III (esforço respiratório) desse procedimento.
A manobra de Valsalva, que consiste na realização de uma expiração forçada com a glote fechada, provoca o desaparecimento do rumor venoso (hum venous) auscultado na veia jugular.
Com relação às bases da medicina nuclear necessárias à interpretação desse último teste citado, julgue o item que se segue.
O estudo da perfusão miocárdica realizado por meio da técnica denominada SPECT (tomografia computadorizada por emissão de fóton único) apresenta sensibilidade e especificidade para diagnóstico de doença coronariana em torno de 90% e 80%, respectivamente, sem grandes variações em relação ao radiotraçador usado ou ao tipo de estresse induzido.