Questões de Concurso
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É certo que em ambiente hospitalar o terapeuta ocupacional deverá se apoiar na Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) quando necessário. Porém não é tarefa do terapeuta que instrua e auxilie o restante da equipe multidisciplinar (médicos, psicólogos, enfermeiros, etc.), a se comunicar da melhor forma possível, sendo que a obrigação da equipe é também conseguir desenvolver um saber sobre a CAA enquanto profissionais de saúde.
De acordo com a legislação que regulamenta as profissões de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, é atribuição exclusiva do terapeuta ocupacional realizar métodos e técnicas terapêuticas e recreacionais com o objetivo de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade mental do paciente.
Considerando que o ato de realizar atividades promove mudanças de atitudes, pensamentos e sentimentos reestabelecendo sutilmente o equilíbrio emocional, atuando na estruturação da relação tempo-espaço, promovendo trocas sociais, rompendo com o isolamento e a invalidação dos sujeitos, pode-se afirmar que o terapeuta ocupacional possui um papel importante em tratamentos/intervenções de pacientes psiquiátricos, se caracterizando por objetivar a saúde mental de uma pessoa portadora de transtorno psiquiátrico, de tal forma que, mesmo quando a pessoa possui tal transtorno, haja a manutenção da interação social reestruturando o cotidiano e o autorreconhecimento do indivíduo em questão.
No âmbito hospitalar do terapeuta ocupacional, é considerado orientação a cuidadores aquele procedimento realizado com o objetivo de orientar somente cuidadores de idosos, para facilitar a realização das Atividades de Vida Diária, Atividades Instrumentais de Vida Diária e de Lazer, com segurança e prevenção de agravos e acidentes, pois idosos são os mais necessitados de auxílio do terapeuta ocupacional, independente do caso.
Considerando que várias condições devem ser levadas em conta para os idosos poderem viver só de forma saudável, tais como engenharia do ambiente interior, apoios sociais diversos, as próprias condições físicas, estar ou não em processo de recuperação de algum problema de saúde e principalmente suas condições psicológicas, pode-se afirmar que o terapeuta organizacional possui um grande e importante papel para com a velhice de qualquer indivíduo, principalmente quando pensado no contexto de Tecnologias Assistivas (TA).
Em sua atuação no ambiente hospitalar com o público infantil, o terapeuta ocupacional é um profissional capacitado para amenizar os traumas recorrentes de uma experiência hospitalar. Sendo assim o "brincar" deve ser utilizado pelo terapeuta nesse cenário. Brinquedos e brincadeiras permitem estabelecer um contato rápido e positivo com a criança, além de que desviam a atenção da situação de desconforto, melhorando o sentimento de segurança e também estimulando a criança a desenvolver a saúde física e mental, proporcionando continuidade em seu desenvolvimento contínuo.
A atividade humana se manifesta como um processo simples, não como um processo que influencia totalmente a existência humana ao longo do tempo, nem mesmo é influenciada por contexto históricos e/ou materiais (econômicos, políticos, culturais) específicos. Sob uma perspectiva crítica da terapia ocupacional, a atividade humana não é material de estudo nem mesmo importante para o terapeuta organizacional.
A atuação do terapeuta ocupacional no ambiente de UTI tem como objetivos a reabilitação das atividades de lazer, abordagens exclusivamente físicas, uso de dispositivos convencionais, além da participação na imobilização prolongada quando necessário.
Considerando a coleta de dados durante o processo avaliativo de uma criança na terapia ocupacional, independente do caso, o terapeuta ocupacional deve focar somente em instrumentos de avaliações para mensurar desafios nas habilidades motoras, sendo que somente esse tipo de habilidade que importa para a atuação do terapeuta.
É considerado uma escala de avaliação específica da terapia ocupacional a, Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (ACOORDEM), teste para detecção de transtorno da coordenação motora em crianças de 4 a 8 anos de idade. Os itens de observação direta (áreas de Coordenação e Destreza Manual e de Coordenação Corporal e Planejamento Motor) têm escore numérico, baseado no tempo e acuidade da resposta.
De acordo com o Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, é permitido ao terapeuta ocupacional promover ou participar de atividade de ensino ou pesquisa em que direito inalienável do ser humano seja violado, sem observância às disposições legais pertinentes ou que acarrete risco à vida ou danos à saúde e à vida social, quando for benéfico para o desenvolvimento do conhecimento da mesma.
A atrofia muscular esquelética ocorre devido a uma diminuição das vias de síntese e/ou aumento das vias de degradação de proteínas. Com isso, surgiu o conceito de "resistência anabólica". É correto afirmar que esse conceito descreve a ampliação da sensibilidade e resposta do músculo esquelético a um estímulo anabólico.
É correto afirmar que, no âmbito de atendimento clínico em terapia ocupacional para crianças, há exclusividade para crianças que sofram de Paralisia cerebral (PC), pois é a deficiência mais comum na infância e a única que acarretara dificuldades no desempenho das atividades de vida diária.
É correto afirmar que as órteses, assim como próteses e meios auxiliares de locomoção, estão enquadrados na área de Tecnologia Assistiva (TA), termo que compõe recursos auxiliares para pessoas portadoras de deficiências com o objetivo de auxiliar esses indivíduos a exercer atividades com autonomia em seu dia a dia. Sendo assim, os dispositivos de TA se tornam um importante recurso terapêutico para a área da terapia ocupacional, sendo parte fundamental para conhecimento na formação e prática dos profissionais que utilizam a TA como parte do processo terapêutico.
Considerando o ambiente hospitalar com o público infantil, a família pode passar por mudanças nas ações dos membros, assim como desajustes nos papéis desempenhados por cada membro, principalmente quando há a necessidade de adequar-se a alguma nova condição (permanente ou não). Porém não cabe ao terapeuta ocupacional enquanto profissional da saúde, a função de ajudar a família a encontrar soluções aos problemas e auxiliá-la a entender e lidar com a hospitalização.
De acordo com o Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, é proibido ao terapeuta autorizar a utilização ou não controlar, mesmo a título gratuito, de seu nome ou de sociedade de que seja sócio, para atos que acarretem na mercantilização da Saúde, da Assistência Social e da Terapia Ocupacional em detrimento da responsabilidade social e socioambiental.
Elementos que restrinjam ou impeçam a participação social, a liberdade de movimento, a comunicação, o acesso à informação e outros direitos fundamentais são considerados barreiras à inclusão da pessoa com deficiência. Essas barreiras podem se manifestar de diversas formas, como obstáculos físicos, atitudes discriminatórias, limitações tecnológicas, entre outras.
Podemos considerar que o conceito de infância e adolescência foi constituído pela própria sociedade industrial, sendo ligado a leis trabalhistas e no sistema educacional. A especificidade da adolescência foi reconhecida e emergiu com a escolarização, que supõe a separação entre seres adultos e seres em formação e assim a criança foi, então, excluída do mundo do trabalho e de responsabilidades, foi separada do adulto, não participando mais de atividades nas quais até então a sua presença era usual. A distinção criança e adultos fez com que a adolescência começasse a ser percebida como um período à parte do desenvolvimento humano.
Entende-se como patologia geral o estudo da doença, não somente em um aspecto, mas em todos, incluindo a história natural, o quadro epidemiológico, a multicausalidade, as manifestações morfológicas e funcionais. A patologia pode ser considerada um componente das ciências biológicas que, utilizando conhecimentos, métodos e recursos de morfologia, microbiologia, bioquímica, genética e epidemiologia, estuda os complexos casuais, a patogenia e as lesões do processo da doença.
A interação entre crianças, adolescentes e adultos não se institui de acordo com as condições da cultura na qual se inserem. Sendo assim pode-se afirmar que, independentemente da cultura, época ou sociedade que estão inseridas, ambos os termos terão o mesmo significado, não considerando as mudanças socioculturais.