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Q2584513 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 28.


Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

[...] dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador [...]." 3º§


É sinônimo da palavra destacada:

Alternativas
Q2584511 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 28.


Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

"As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro." 3º§


A expressão sublinhada nessa frase é característica da linguagem:

Alternativas
Q2584510 História e Geografia de Estados e Municípios

Imagem associada para resolução da questão


A imagem acima retrata duas construções históricas do município Brejo Madre de Deus:

Alternativas
Q2584509 História e Geografia de Estados e Municípios

O município Brejo Madre de Deus foi um dos maiores produtores de:

Alternativas
Q2584508 História e Geografia de Estados e Municípios

Enunciado. Denominação dada ao local onde o município Brejo de Madre de Deus foi fundado:

Alternativas
Q2584499 Português

Todas as palavras estão escritas corretamente em:

Alternativas
Q2584498 Português

Assinale a alternativa que apresenta o substantivo coletivo incorretamente.

Alternativas
Q2584497 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 27


A importância dos povos indígenas para a preservação da natureza.


Os povos indígenas desempenham um papel crucial na preservação ambiental no Brasil, devido à sua profunda conexão e conhecimento tradicional da fauna e flora.

O Brasil abriga um grande número de comunidades indígenas, muitas das quais vivem em áreas de grande importância ecológica, como a floresta amazônica. Essas comunidades têm uma forte compreensão de seus ecossistemas circundantes, tendo desenvolvido relações complexas com plantas, animais e terra ao longo de milhares de anos. Como tal, eles possuem um conhecimento valioso sobre como gerenciar e proteger esses ambientes de forma sustentável, que tem sido transmitido por gerações.

Os territórios indígenas têm sido uma fronteira de resistência diante da ganância capitalista expressa em atividades como a mineração, extração de madeira, monocultura, pecuária entre outras práticas de exploração predatórias.

O líder Yanomami Davi Kopenawa nos mostra como a cosmovisão de seu povo considera as árvores como colunas de sustentação do céu, logo, a destruição da floresta ocasionará a queda do céu e o fim da humanidade. É nessa perspectiva que os indígenas têm sido fundamentais para a preservação da natureza, tendo uma perspectiva singular sobre o meio ambiente, vendo-o como parte integrante de sua identidade cultural e meios de subsistência.

Eles veem a natureza como um ser vivo, com o qual mantêm uma relação recíproca, e reconhecem a importância de protegê-la para as gerações futuras. Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural. Respeitando e trabalhando com a natureza, os povos indígenas têm mostrado que é possível preservar a biodiversidade, manter os serviços ecossistêmicos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No geral, suas contribuições são essenciais para o bem-estar contínuo dos ecossistemas brasileiros e para a luta global contra a degradação ambiental.

Wesley Ketile — UFPA Publicado em 19/04/2023 https://www.gov.br/mast/pt-br/assuntos/noticias/2023/abril

"Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural.” 5º parágrafo.


O verbo sublinhado está no seguinte tempo:

Alternativas
Q2584496 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 26.


Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia.


Agência Brasil

23/04/24


Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

“Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.


Adaptado

https://istoedinheiro.com.br

Analisando as características do texto, podemos classificá-lo como:

Alternativas
Q2584495 Noções de Informática

Considerando a instalação de periféricos em um sistema corporativo usado por analistas de ouvidoria, qual das seguintes práticas é recomendada para garantir tanto a funcionalidade adequada quanto a segurança do sistema?

Alternativas
Q2584494 Arquivologia

Em um departamento de ouvidoria onde a rapidez na recuperação de documentos é crucial, qual estratégia de organização de arquivos e pastas melhor facilitaria o acesso rápido e eficiente a registros frequentemente necessários, levando em consideração a necessidade de segurança e privacidade dos dados?

Alternativas
Q2584492 Noções de Informática

Indique se cada uma das seguintes afirmativas é verdadeira (V) ou falsa (F) em relação à organização e gerenciamento de arquivos, pastas e programas, e instalação de periféricos.


( ) A organização de arquivos em pastas e subpastas não influencia diretamente o desempenho do sistema operacional, apenas a usabilidade e a capacidade de recuperação de informações.

( ) A desfragmentação regular do disco rígido é desnecessária em sistemas operacionais que utilizam SSD (Solid State Drive) como unidade de armazenamento principal.

( ) Drivers de periféricos podem ser instalados automaticamente pelo sistema operacional, mas a instalação manual é necessária quando o dispositivo é muito antigo ou não é reconhecido automaticamente.

( ) É seguro desinstalar programas padrão do sistema operacional para liberar espaço de armazenamento, desde que não sejam aplicativos essenciais para o funcionamento do sistema.


A sequência correta é:

Alternativas
Q2584490 Noções de Informática

Em um ambiente onde analistas de ouvidoria utilizam software de análise de grandes volumes de dados, qual componente de hardware é crucial para otimizar a velocidade e eficiência do processamento desses dados?

Alternativas
Q2584488 Segurança da Informação

Considerando o uso de dispositivos móveis por analistas de ouvidoria para acessar remotamente dados confidenciais de clientes, qual das seguintes opções melhor descreve uma medida de segurança crítica que envolve tanto hardware quanto software?

Alternativas
Q2584486 Banco de Dados

Em uma empresa que coleta grandes volumes de feedback dos clientes, um analista de ouvidoria precisa identificar padrões e tendências emergentes a partir desses dados. Considerando os conceitos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas e aplicativos de informática, qual das seguintes opções seria a mais eficaz para realizar análises preditivas e de sentimentos em tempo real?

Alternativas
Q2584484 Noções de Informática

Em um cenário onde um analista de ouvidoria precisa analisar grandes conjuntos de dados usando aplicações que realizam múltiplas operações simultâneas, qual componente do computador é primordial para garantir um desempenho eficiente e por quê?

Alternativas
Q2584482 Segurança da Informação

Um analista de ouvidoria em uma grande corporação é responsável por garantir que as políticas de segurança da informação sejam aplicadas de maneira eficaz, especialmente no que diz respeito ao acesso a dados pessoais sensíveis dos clientes. Considerando as ameaças internas e externas, qual das seguintes medidas de segurança é mais crítica para proteger contra vazamentos de dados e garantir a conformidade com normas de privacidade?

Alternativas
Q2584479 Segurança da Informação

Preencha corretamente as lacunas a seguir.


Na administração de sistemas de TI para ouvidorias, o acesso remoto seguro a computadores é fundamental para garantir que os analistas possam efetuar a manutenção e a atualização dos sistemas sem estar fisicamente presentes. Este acesso é comumente realizado por meio de _______________ (1), que permite a operação do computador à distância como se o usuário estivesse localmente presente. Por outro lado, a transferência eficiente de informações e arquivos entre os membros da equipe é frequentemente realizada através de _____________ (2), que assegura a entrega rápida e segura dos dados.

Alternativas
Q2584477 Noções de Informática

Um analista de ouvidoria necessita utilizar um navegador de internet para realizar pesquisas detalhadas e frequentemente acessar sites protegidos por senhas, mantendo a segurança e a eficiência. Qual das seguintes funcionalidades de um navegador moderno seria mais útil para esse profissional otimizar seu trabalho sem comprometer a segurança das informações?

Alternativas
Q2584475 Noções de Informática

No contexto de uma organização que emprega tanto a internet quanto uma intranet para facilitar a comunicação e o acesso a informações, qual das seguintes afirmações descreve mais acuradamente a principal diferença funcional entre internet e intranet, especialmente em termos de acessibilidade e segurança?

Alternativas
Respostas
901: D
902: D
903: D
904: A
905: B
906: D
907: B
908: B
909: A
910: B
911: B
912: A
913: C
914: B
915: A
916: C
917: C
918: D
919: B
920: B