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Q2372107 Português
O artigo abaixo se refere à questão: 


ALZHEIMER NAPERIFERIATRAZ DESAFIOS ESTRUTURAIS, FINANCEIROS E DE DIAGNÓSTICO


Estudo aponta que regiões pobres seriam as mais beneficiadas se fatores de risco para demência fossem reduzidos


Danielle Castro 


RIBEIRÃO PRETO/SP- Os sintomas de Josefa Maria Carneiro, 85, moradora de Heliópolis, em São Paulo, começaram em 2001. O diagnóstico de , porém, chegou 21 anos depois, em 2022, por meio do SUS (Sistema Público de Saúde). Segundo a Alzheimer filha, Maria da Luz João Alexandre, 53, a mãe "nunca estudou, não sabe ler e nem escrever", e sua única doença, até a descoberta da demência, "era a pressão alta".

"Ela passou a vida toda na roça cuidando dos filhos e do marido", conta a filha, que trabalha em um CDI (Centro Dia do Idoso) e cuida da mãe aos finais de semana. A família se reveza para ficar com a matriarca e a incluem em conversas e passeios, estimulando que caminhe no quintal e faça algum exercício para "não ficar deitada demais".

"Até o dia que Deus permitir, é estar presente no que pode, incluir em tudo que vai, porque isso é importante. Ela gosta de ir pra igreja, a gente leva. Dar carinho e amor é o que podemos fazer", diz Maria da Luz.

As moradoras da periferia de São Paulo integram o grupo de pessoas que enfrentam o Alzheimer e outros tipos de demência em um contexto de vulnerabilidade social. Estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que regiões mais pobres do Brasil seriam as principais beneficiadas se fatores de risco para demência, como baixa escolaridade e hipertensão, fossem reduzidos por meio de políticas públicas eficazes.

Um publicado este ano pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) revelou que aproximadamente 77% dos idosos levantamento brasileiros com demência não receberam o diagnóstico. As mulheres foram 60% da amostra e tiveram uma prevalência da doença mais alta que os homens: 6,8% nelas, para 4,6% neles.

Na periferia de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, vivem o pedreiro Paulo Sergio Bedurin, 53, e sua mãe, Tereza Pereira, 85, que descobriu o há cerca de 6 anos. De uma pessoa ativa e independente, a doença a transformou em uma paciente que precisa de Alzheimer cuidados em tempo integral.

O dinheiro que a mãe recebe por meio de programa do governo para pessoas com deficiência é direcionado ao pagamento de uma cuidadora, "que dá banho e comida", segundo Paulo.

"Só domingo que consigo alimentar e colocar pra dormir, mas para mim é difícil por causa do desgaste na perna, não aguento pegar peso", diz o filho, que mantém a casa com trabalhos temporários.

Nesse contexto, melhores condições socioeconômicas, fator ligado à questão racial e a desigualdade de gênero no Brasil, exercem grande influência. "As mulheres são mais acometidas, são elas que têm menos acesso ao estudo, menos condições de galgar postos de profissão", diz Celene Queiroz Pinheiro, geriatra e presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (regional de São Paulo).

A geriatra destaca que em países em desenvolvimento o risco é exponencialmente maior que em locais onde há melhor acesso à . saúde A situação é ainda pior nas periferias, segundo ela. "Tem o tempo perdido no transporte público, a falta de um parque, o chegar em casa e ter que cuidar da casa. Como vai sair do sedentarismo, que horas faz exercício?", questiona Pinheiro.

Conseguir um diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação de qualidade são outro ponto. "Existe dentro do SUS um prazo de dois a três anos, em média, para a pessoa perceber e iniciar o tratamento, e sabemos que é importante começar o quanto antes", afirma.

Com estudos indicando o aumento da incidência da doença no Brasil e no mundo, a expectativa é de que políticas públicas nacionais de cuidados para pessoa com demência sejam criadas. A estratégia deve incluir treinamento das equipes de saúde para o diagnóstico precoce, além de oferecer apoio, inclusive financeiro, aos cuidadores, segundo a médica.

"O Estado precisa ter um papel mais atuante, é uma grande questão de saúde pública. Cada pessoa com demência precisa de três cuidadores", diz ela. "A família vai empobrecer, vai tirar gente do mercado de trabalho para cuidar e tem custos sociais, além dos remédios e dos profissionais".

Ivanilda Basílio, 74, recebeu o diagnóstico de demência em 2020. Os exames e consultas que a levaram à descoberta da doença foram feitos pelo sistema público de saúde, em um processo que a filha Fabiana Basílio da Silva, 43, considera "muito lento".

"Você vai atrás de neurologista, de psiquiatra, de psicólogo, de terapeuta ocupacional e, até eles fecharem todo o laudo, até o organismo aceitar os medicamentos, é muito demorado. Fora o custo. Hoje nós conseguimos através do SUS, mas demorou muito. Gastávamos mensalmente R$ 500 em remédios", conta Fabiana, que é uma das principais cuidadoras da mãe, que mora em Heliópolis.

Obter uma vaga no CDI, onde Ivanilda poderia receber apoio terapêutico multiprofissional, foi outro entrave. "Antes disso, nós [da família] nos juntamos para custear uma cuidadora duas vezes na semana, mas minha mãe está desde junho na creche e é outra pessoa no sentido de mobilidade, ânimo. Sei que não tem cura, mas ela está diferente, potencializou positivamente o tratamento", relata.

Idealizador do documentário " " (2020), Jorge Felix, professor de economia no curso de Gerontologia da USP, Alzheimer na Periferia diz que a própria cidade atua como antagonista do cuidador que vive na periferia, seja pela estrutura precária das casas, pela distância dos centros médicos ou pelo custo do transporte.

Para Felix, a legislação brasileira idealiza a família e delega uma responsabilidade sobre o cuidado que, na realidade, os familiares não conseguem absorver na totalidade. "O Alzheimer, devido à representação midiática em filmes e novelas, sempre alimentou uma percepção de que é uma doença de rico. Dessa forma, os pacientes mais pobres estiveram sempre invisibilizados", afirma.


Fonte: CASTRO, Danielle. Alzheimer na perifieria traz desafios estruturais, financeiros e de diagnóstico. Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/alzheimer-na-periferia-traz-desafios-estruturais-financeiros-e-de-diagnostico.shtml>. Acesso em: 01 out. 2023.
Assinale a alternativa CORRETA sobre o Alzheimer.
Alternativas
Q2372106 Português
O artigo abaixo se refere à questão: 


ALZHEIMER NAPERIFERIATRAZ DESAFIOS ESTRUTURAIS, FINANCEIROS E DE DIAGNÓSTICO


Estudo aponta que regiões pobres seriam as mais beneficiadas se fatores de risco para demência fossem reduzidos


Danielle Castro 


RIBEIRÃO PRETO/SP- Os sintomas de Josefa Maria Carneiro, 85, moradora de Heliópolis, em São Paulo, começaram em 2001. O diagnóstico de , porém, chegou 21 anos depois, em 2022, por meio do SUS (Sistema Público de Saúde). Segundo a Alzheimer filha, Maria da Luz João Alexandre, 53, a mãe "nunca estudou, não sabe ler e nem escrever", e sua única doença, até a descoberta da demência, "era a pressão alta".

"Ela passou a vida toda na roça cuidando dos filhos e do marido", conta a filha, que trabalha em um CDI (Centro Dia do Idoso) e cuida da mãe aos finais de semana. A família se reveza para ficar com a matriarca e a incluem em conversas e passeios, estimulando que caminhe no quintal e faça algum exercício para "não ficar deitada demais".

"Até o dia que Deus permitir, é estar presente no que pode, incluir em tudo que vai, porque isso é importante. Ela gosta de ir pra igreja, a gente leva. Dar carinho e amor é o que podemos fazer", diz Maria da Luz.

As moradoras da periferia de São Paulo integram o grupo de pessoas que enfrentam o Alzheimer e outros tipos de demência em um contexto de vulnerabilidade social. Estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que regiões mais pobres do Brasil seriam as principais beneficiadas se fatores de risco para demência, como baixa escolaridade e hipertensão, fossem reduzidos por meio de políticas públicas eficazes.

Um publicado este ano pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) revelou que aproximadamente 77% dos idosos levantamento brasileiros com demência não receberam o diagnóstico. As mulheres foram 60% da amostra e tiveram uma prevalência da doença mais alta que os homens: 6,8% nelas, para 4,6% neles.

Na periferia de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, vivem o pedreiro Paulo Sergio Bedurin, 53, e sua mãe, Tereza Pereira, 85, que descobriu o há cerca de 6 anos. De uma pessoa ativa e independente, a doença a transformou em uma paciente que precisa de Alzheimer cuidados em tempo integral.

O dinheiro que a mãe recebe por meio de programa do governo para pessoas com deficiência é direcionado ao pagamento de uma cuidadora, "que dá banho e comida", segundo Paulo.

"Só domingo que consigo alimentar e colocar pra dormir, mas para mim é difícil por causa do desgaste na perna, não aguento pegar peso", diz o filho, que mantém a casa com trabalhos temporários.

Nesse contexto, melhores condições socioeconômicas, fator ligado à questão racial e a desigualdade de gênero no Brasil, exercem grande influência. "As mulheres são mais acometidas, são elas que têm menos acesso ao estudo, menos condições de galgar postos de profissão", diz Celene Queiroz Pinheiro, geriatra e presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (regional de São Paulo).

A geriatra destaca que em países em desenvolvimento o risco é exponencialmente maior que em locais onde há melhor acesso à . saúde A situação é ainda pior nas periferias, segundo ela. "Tem o tempo perdido no transporte público, a falta de um parque, o chegar em casa e ter que cuidar da casa. Como vai sair do sedentarismo, que horas faz exercício?", questiona Pinheiro.

Conseguir um diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação de qualidade são outro ponto. "Existe dentro do SUS um prazo de dois a três anos, em média, para a pessoa perceber e iniciar o tratamento, e sabemos que é importante começar o quanto antes", afirma.

Com estudos indicando o aumento da incidência da doença no Brasil e no mundo, a expectativa é de que políticas públicas nacionais de cuidados para pessoa com demência sejam criadas. A estratégia deve incluir treinamento das equipes de saúde para o diagnóstico precoce, além de oferecer apoio, inclusive financeiro, aos cuidadores, segundo a médica.

"O Estado precisa ter um papel mais atuante, é uma grande questão de saúde pública. Cada pessoa com demência precisa de três cuidadores", diz ela. "A família vai empobrecer, vai tirar gente do mercado de trabalho para cuidar e tem custos sociais, além dos remédios e dos profissionais".

Ivanilda Basílio, 74, recebeu o diagnóstico de demência em 2020. Os exames e consultas que a levaram à descoberta da doença foram feitos pelo sistema público de saúde, em um processo que a filha Fabiana Basílio da Silva, 43, considera "muito lento".

"Você vai atrás de neurologista, de psiquiatra, de psicólogo, de terapeuta ocupacional e, até eles fecharem todo o laudo, até o organismo aceitar os medicamentos, é muito demorado. Fora o custo. Hoje nós conseguimos através do SUS, mas demorou muito. Gastávamos mensalmente R$ 500 em remédios", conta Fabiana, que é uma das principais cuidadoras da mãe, que mora em Heliópolis.

Obter uma vaga no CDI, onde Ivanilda poderia receber apoio terapêutico multiprofissional, foi outro entrave. "Antes disso, nós [da família] nos juntamos para custear uma cuidadora duas vezes na semana, mas minha mãe está desde junho na creche e é outra pessoa no sentido de mobilidade, ânimo. Sei que não tem cura, mas ela está diferente, potencializou positivamente o tratamento", relata.

Idealizador do documentário " " (2020), Jorge Felix, professor de economia no curso de Gerontologia da USP, Alzheimer na Periferia diz que a própria cidade atua como antagonista do cuidador que vive na periferia, seja pela estrutura precária das casas, pela distância dos centros médicos ou pelo custo do transporte.

Para Felix, a legislação brasileira idealiza a família e delega uma responsabilidade sobre o cuidado que, na realidade, os familiares não conseguem absorver na totalidade. "O Alzheimer, devido à representação midiática em filmes e novelas, sempre alimentou uma percepção de que é uma doença de rico. Dessa forma, os pacientes mais pobres estiveram sempre invisibilizados", afirma.


Fonte: CASTRO, Danielle. Alzheimer na perifieria traz desafios estruturais, financeiros e de diagnóstico. Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2023/10/alzheimer-na-periferia-traz-desafios-estruturais-financeiros-e-de-diagnostico.shtml>. Acesso em: 01 out. 2023.
Acerca do tema do artigo, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2372105 Inglês
READ TEXT 4 FOR THE QUESTION:


“(…) Black English (African American Vernacular –AAV), has a distinctive use of be as a main verb, expressing iteration rather than instantaneous or constant states. Although the Standard English phrases will be and would be can have a meaning similar to Black English be, phonological deletion of these modals cannot account for all occurrences of be in Black English. It is argued that the best analysis is one which recognizes only one verb to be, which can occur without tense.”


 (Available at: https://www.jstor.org/stable/412334)
Which one of the following options best describes teaching social and cultural variation in the English Language?
Alternativas
Q2372104 Inglês
READ TEXT 4 FOR THE QUESTION:


“(…) Black English (African American Vernacular –AAV), has a distinctive use of be as a main verb, expressing iteration rather than instantaneous or constant states. Although the Standard English phrases will be and would be can have a meaning similar to Black English be, phonological deletion of these modals cannot account for all occurrences of be in Black English. It is argued that the best analysis is one which recognizes only one verb to be, which can occur without tense.”


 (Available at: https://www.jstor.org/stable/412334)
According to the text, which one of the following presents one example of this distinctive use of verb 'be' as linguistic characteristic?
Alternativas
Q2372103 Inglês
Which of the following options presents the correct conversion from indirect to direct speech: “She told him that she had already seen the movie.”
Alternativas
Q2372102 Inglês
What is the adjective function in the following sentence: “The beautiful flowers bloomed in the garden.”?
Alternativas
Q2372101 Inglês
READ TEXT 3 TO ANSWER THE QUESTION:


Text 3


The large majority of humankind is more or less fluent in 2 or even more languages. This raises the fundamental question how the language network in the brain is organized such that the correct target language is selected at a particular occasion. Here we present particular behavioral and functional magnetic resonance imaging data showing that bilingual processing leads to language conflict in the bilingual brain even when the bilinguals' task only required target language knowledge. This finding demonstrates that the bilingual brain cannot avoid language conflict, because words from the target and nontarget languages become automatically activated during reading. Importantly, stimulus-based language conflict was found in brain regions in the LIPC associated with phonological and semantic processing, whereas response-based language con whereas flict was only found in the pre-supplementary motor area/anterior cingulate cortex when language conflict leads to response conflicts.


Index terms: event-related functional magnetic resonance imaging, interlingual homographs, lexical decision, pre-supplementary motor area and anterior cingulated, response conflict.


(Adapted from: https://academic.oup.com/cercor/article/18/11/2706/296045)
The words particular, imaging and importantly, are respectively presented in the text as:
Alternativas
Q2372100 Inglês
READ TEXT 3 TO ANSWER THE QUESTION:


Text 3


The large majority of humankind is more or less fluent in 2 or even more languages. This raises the fundamental question how the language network in the brain is organized such that the correct target language is selected at a particular occasion. Here we present particular behavioral and functional magnetic resonance imaging data showing that bilingual processing leads to language conflict in the bilingual brain even when the bilinguals' task only required target language knowledge. This finding demonstrates that the bilingual brain cannot avoid language conflict, because words from the target and nontarget languages become automatically activated during reading. Importantly, stimulus-based language conflict was found in brain regions in the LIPC associated with phonological and semantic processing, whereas response-based language con whereas flict was only found in the pre-supplementary motor area/anterior cingulate cortex when language conflict leads to response conflicts.


Index terms: event-related functional magnetic resonance imaging, interlingual homographs, lexical decision, pre-supplementary motor area and anterior cingulated, response conflict.


(Adapted from: https://academic.oup.com/cercor/article/18/11/2706/296045)
According to the text, what was the result of the study?
Alternativas
Q2372099 Inglês
READ TEXT 3 TO ANSWER THE QUESTION:


Text 3


The large majority of humankind is more or less fluent in 2 or even more languages. This raises the fundamental question how the language network in the brain is organized such that the correct target language is selected at a particular occasion. Here we present particular behavioral and functional magnetic resonance imaging data showing that bilingual processing leads to language conflict in the bilingual brain even when the bilinguals' task only required target language knowledge. This finding demonstrates that the bilingual brain cannot avoid language conflict, because words from the target and nontarget languages become automatically activated during reading. Importantly, stimulus-based language conflict was found in brain regions in the LIPC associated with phonological and semantic processing, whereas response-based language con whereas flict was only found in the pre-supplementary motor area/anterior cingulate cortex when language conflict leads to response conflicts.


Index terms: event-related functional magnetic resonance imaging, interlingual homographs, lexical decision, pre-supplementary motor area and anterior cingulated, response conflict.


(Adapted from: https://academic.oup.com/cercor/article/18/11/2706/296045)
What is the discourse genre of TEXT 3?
Alternativas
Q2372098 Inglês
Read the following sentences:

I- The restaurant chain has had a very difficult year due to the Covid-19 pandemic. As a result, they haven't had to close any of the As a result restaurants.
II- He makes a good salary though the job itself doesn't have much novelty.
III- Sales have decreased this past quarter; therefore, we will not be taking on new employees.

The use of connectors is correct in:
Alternativas
Q2372097 Inglês
Complete the sentence with the correct comparative structure: “This is ______ interesting book I've ever read.” 
Alternativas
Q2372096 Inglês
READ THE FOLLOWING TEXT TO ANSWER THE QUESTION.


TEXT 2


“Children learn, on average, ten to fifteen new word meanings each day, but only one of these words can be accounted for by direct instruction. The other nine to fourteen word meanings need to be picked up in some other way. It has been proposed that children picked up acquire these meanings with the use of processes modeled by latent semantic analysis; that is, when they meet an unfamiliar word, unfamiliar children can use information in its context to correctly guess its rough area of meaning. A child may expand the meaning and use of certain words that are already part of its mental lexicon in order to denominate anything that is somehow related but for which it does not know the specific words yet. For instance, a child may broaden the use of mummy and dada in order to indicate anything that mummy dada belongs to its mother or father, or perhaps every person who resembles its own parents, or say rain while meaning I don't want to go out.”


(Adapted from: Language Acquisition https://encyclopedia.pub/entry/35237)
Considering the word “unfamiliar” (line 3), which one of the following words represent an opposite idea to the one stated in the text?
Alternativas
Q2372095 Inglês
READ THE FOLLOWING TEXT TO ANSWER THE QUESTION.


TEXT 2


“Children learn, on average, ten to fifteen new word meanings each day, but only one of these words can be accounted for by direct instruction. The other nine to fourteen word meanings need to be picked up in some other way. It has been proposed that children picked up acquire these meanings with the use of processes modeled by latent semantic analysis; that is, when they meet an unfamiliar word, unfamiliar children can use information in its context to correctly guess its rough area of meaning. A child may expand the meaning and use of certain words that are already part of its mental lexicon in order to denominate anything that is somehow related but for which it does not know the specific words yet. For instance, a child may broaden the use of mummy and dada in order to indicate anything that mummy dada belongs to its mother or father, or perhaps every person who resembles its own parents, or say rain while meaning I don't want to go out.”


(Adapted from: Language Acquisition https://encyclopedia.pub/entry/35237)
The phrasal verb “picked up” (line 2can be substituted, without change in meaning, by which one of the following?
Alternativas
Q2372094 Inglês
READ THE FOLLOWING TEXT TO ANSWER THE QUESTION.


TEXT 2


“Children learn, on average, ten to fifteen new word meanings each day, but only one of these words can be accounted for by direct instruction. The other nine to fourteen word meanings need to be picked up in some other way. It has been proposed that children picked up acquire these meanings with the use of processes modeled by latent semantic analysis; that is, when they meet an unfamiliar word, unfamiliar children can use information in its context to correctly guess its rough area of meaning. A child may expand the meaning and use of certain words that are already part of its mental lexicon in order to denominate anything that is somehow related but for which it does not know the specific words yet. For instance, a child may broaden the use of mummy and dada in order to indicate anything that mummy dada belongs to its mother or father, or perhaps every person who resembles its own parents, or say rain while meaning I don't want to go out.”


(Adapted from: Language Acquisition https://encyclopedia.pub/entry/35237)
What does this passage mainly discuss? 
Alternativas
Q2372093 Inglês
READ TEXT 1 FOR THE QUESTION:


TEXT 1





(Available at: https://hotcore.info/babki/third-grade-comic-strips.html)
What kind of cohesive resource does the sentences “He never talks to us. He's always in his room. He wears headphones 24/7” present?
Alternativas
Q2371625 Espanhol
TEXTO 2


La isla griega donde las mujeres mandan y los hombres obedecen


Cárpatos, Grecia, 9 Jun 2023 (AFP) - En el norte de la isla de Cárpatos, encaramado en la ladera de una montaña, el pueblo de Olympos acoge una de las pocas sociedades matriarcales de Grecia que resiste al turismo y a la uniformización del estilo de vida. En su taller en una callejuela estrecha de este pueblo de apenas 300 habitantes, Rigopoula Pavlidis trabaja con su máquina de coser. "Aquí son las mujeres las que mandan", exclama orgullosa. Giannis, su esposo, asiente mientras pinta iconos.


"Mi marido no sabe hacer nada sin mí, ni siquiera su declaración de impuestos", bromea la sexagenaria. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina (AFP).


A pesar de la ocupación otomana a partir de 1538 y la presencia italiana en esta isla del mar Egeo entre 1912 y 1944, Olympos ha mantenido su peculiaridad.Aislada del resto de la isla, esta aldea resistió a los cambios hasta que se construyó una carretera asfaltada en los años 1980. Ahora, cada verano, miles de turistas ascienden hasta la pintoresca localidad. Pero esta tradición matriarcal sigue bien viva.


"Este sistema de herencia estaba muy avanzado comparado al resto de Grecia. La herencia de la madre iba a la hija mayor", explica Giorgos Tsampanakis, historiador nacido en esta isla, situada entre Creta y Rodas. Al ser la primogénita, Rigopoula Pavlidis heredó 700 olivos. "Las familias no tenían suficientes bienes para dividirlos entre todos los niños. Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres, la habrían dilapidado", afirma. Después del matrimonio, los hombres van a vivir a casa de la esposa. El dominio femenino se encuentra también en la transmisión de los nombres.


"La hija mayor tomaba el nombre de la abuela materna, al revés que en el resto de Grecia, donde se transmitía el de la abuela paterna", explica Tsampanakis. Y "numerosas mujeres se hacen llamar todavía por el apellido de su madre y no por el de su marido", añade. A partir de los años 1950, la emigración de hombres hacia Estados Unidos y otros países europeos obligó a las mujeres a gestionar ellas solas las explotaciones agrícolas. En Avlona, una aldea vecina de Olympos, Anna Lentakis recoge con ímpetu a sus 67 años las alcachofas con las que va a preparar una tortilla para su pequeña cantina. "No teníamos otra opción que trabajar. Era nuestro único medio de subsistencia", recuerda.


Hasta hace unos años era propietaria de la taberna "Olympos" en el pueblo homónimo. Pero ahora es su hija mayor, Marina, quien se ha hecho cargo de ella.


"Me gusta decir que el hombre es la cabeza de la familia y la mujer, el cuello. Es ella quien orienta las decisiones tomadas por el hombre", dice Marina. Su hija Anna solo tiene 13 años, pero ya sabe que un día tomará el relevo: "Es la herencia de mi abuela y estaré orgullosa de ocuparme de ella". El sistema, sin embargo, solo beneficia a las primogénitas. "Las hijas pequeñas deben quedarse en la isla para estar al servicio de las mayores. Se ha creado una especie de casta social", señala Alain Chabloz, miembro de la Sociedad de Geografía de Ginebra que ha estudiado este fenómeno.


Giorgia Fourtina, hija pequeña y soltera, no siente que Olympos sea tan progresista. "Es una pequeña sociedad donde una mujer sola en un café está mal vista", explica. Las mujeres del pueblo visten normalmente vestidos bordados con delantales floreados, un pañuelo en la cabeza y botas de cuero. Son verdaderos tesoros que suelen formar parte de la dote.


Irini Chatzipapa, de 50 años, es la mujer más joven de Olympos en llevar cotidianamente esta vestimenta. "Enseñé a bordar a mi hija, pero más allá de las fiestas, no lleva nunca este vestido que no está adaptado a la vida moderna", dice la panadera. Esto genera inquietud en su madre Sofia, de 70 años, que todavía administra su café. "Nuestras costumbres se convierten simplemente en un folclore para las fiestas. Nuestro mundo está desapareciendo".


Adaptado de: https://www.clarin.com/viste/isla-griega-mujeres-mandan-hombres-obedecen_0_r8R9Ok2F1G.html - Accedido el: 24/09/2023
De acuerdo con el TEXTO 2, es correcto decir que: 
Alternativas
Q2371624 Espanhol
TEXTO 2


La isla griega donde las mujeres mandan y los hombres obedecen


Cárpatos, Grecia, 9 Jun 2023 (AFP) - En el norte de la isla de Cárpatos, encaramado en la ladera de una montaña, el pueblo de Olympos acoge una de las pocas sociedades matriarcales de Grecia que resiste al turismo y a la uniformización del estilo de vida. En su taller en una callejuela estrecha de este pueblo de apenas 300 habitantes, Rigopoula Pavlidis trabaja con su máquina de coser. "Aquí son las mujeres las que mandan", exclama orgullosa. Giannis, su esposo, asiente mientras pinta iconos.


"Mi marido no sabe hacer nada sin mí, ni siquiera su declaración de impuestos", bromea la sexagenaria. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina (AFP).


A pesar de la ocupación otomana a partir de 1538 y la presencia italiana en esta isla del mar Egeo entre 1912 y 1944, Olympos ha mantenido su peculiaridad.Aislada del resto de la isla, esta aldea resistió a los cambios hasta que se construyó una carretera asfaltada en los años 1980. Ahora, cada verano, miles de turistas ascienden hasta la pintoresca localidad. Pero esta tradición matriarcal sigue bien viva.


"Este sistema de herencia estaba muy avanzado comparado al resto de Grecia. La herencia de la madre iba a la hija mayor", explica Giorgos Tsampanakis, historiador nacido en esta isla, situada entre Creta y Rodas. Al ser la primogénita, Rigopoula Pavlidis heredó 700 olivos. "Las familias no tenían suficientes bienes para dividirlos entre todos los niños. Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres, la habrían dilapidado", afirma. Después del matrimonio, los hombres van a vivir a casa de la esposa. El dominio femenino se encuentra también en la transmisión de los nombres.


"La hija mayor tomaba el nombre de la abuela materna, al revés que en el resto de Grecia, donde se transmitía el de la abuela paterna", explica Tsampanakis. Y "numerosas mujeres se hacen llamar todavía por el apellido de su madre y no por el de su marido", añade. A partir de los años 1950, la emigración de hombres hacia Estados Unidos y otros países europeos obligó a las mujeres a gestionar ellas solas las explotaciones agrícolas. En Avlona, una aldea vecina de Olympos, Anna Lentakis recoge con ímpetu a sus 67 años las alcachofas con las que va a preparar una tortilla para su pequeña cantina. "No teníamos otra opción que trabajar. Era nuestro único medio de subsistencia", recuerda.


Hasta hace unos años era propietaria de la taberna "Olympos" en el pueblo homónimo. Pero ahora es su hija mayor, Marina, quien se ha hecho cargo de ella.


"Me gusta decir que el hombre es la cabeza de la familia y la mujer, el cuello. Es ella quien orienta las decisiones tomadas por el hombre", dice Marina. Su hija Anna solo tiene 13 años, pero ya sabe que un día tomará el relevo: "Es la herencia de mi abuela y estaré orgullosa de ocuparme de ella". El sistema, sin embargo, solo beneficia a las primogénitas. "Las hijas pequeñas deben quedarse en la isla para estar al servicio de las mayores. Se ha creado una especie de casta social", señala Alain Chabloz, miembro de la Sociedad de Geografía de Ginebra que ha estudiado este fenómeno.


Giorgia Fourtina, hija pequeña y soltera, no siente que Olympos sea tan progresista. "Es una pequeña sociedad donde una mujer sola en un café está mal vista", explica. Las mujeres del pueblo visten normalmente vestidos bordados con delantales floreados, un pañuelo en la cabeza y botas de cuero. Son verdaderos tesoros que suelen formar parte de la dote.


Irini Chatzipapa, de 50 años, es la mujer más joven de Olympos en llevar cotidianamente esta vestimenta. "Enseñé a bordar a mi hija, pero más allá de las fiestas, no lleva nunca este vestido que no está adaptado a la vida moderna", dice la panadera. Esto genera inquietud en su madre Sofia, de 70 años, que todavía administra su café. "Nuestras costumbres se convierten simplemente en un folclore para las fiestas. Nuestro mundo está desapareciendo".


Adaptado de: https://www.clarin.com/viste/isla-griega-mujeres-mandan-hombres-obedecen_0_r8R9Ok2F1G.html - Accedido el: 24/09/2023
Según el contexto, marca la traducción correcta para la palabra “encaramado”, que se encuentra en la primera línea del TEXTO 2.
Alternativas
Q2371623 Espanhol
TEXTO 2


La isla griega donde las mujeres mandan y los hombres obedecen


Cárpatos, Grecia, 9 Jun 2023 (AFP) - En el norte de la isla de Cárpatos, encaramado en la ladera de una montaña, el pueblo de Olympos acoge una de las pocas sociedades matriarcales de Grecia que resiste al turismo y a la uniformización del estilo de vida. En su taller en una callejuela estrecha de este pueblo de apenas 300 habitantes, Rigopoula Pavlidis trabaja con su máquina de coser. "Aquí son las mujeres las que mandan", exclama orgullosa. Giannis, su esposo, asiente mientras pinta iconos.


"Mi marido no sabe hacer nada sin mí, ni siquiera su declaración de impuestos", bromea la sexagenaria. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina (AFP).


A pesar de la ocupación otomana a partir de 1538 y la presencia italiana en esta isla del mar Egeo entre 1912 y 1944, Olympos ha mantenido su peculiaridad.Aislada del resto de la isla, esta aldea resistió a los cambios hasta que se construyó una carretera asfaltada en los años 1980. Ahora, cada verano, miles de turistas ascienden hasta la pintoresca localidad. Pero esta tradición matriarcal sigue bien viva.


"Este sistema de herencia estaba muy avanzado comparado al resto de Grecia. La herencia de la madre iba a la hija mayor", explica Giorgos Tsampanakis, historiador nacido en esta isla, situada entre Creta y Rodas. Al ser la primogénita, Rigopoula Pavlidis heredó 700 olivos. "Las familias no tenían suficientes bienes para dividirlos entre todos los niños. Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres, la habrían dilapidado", afirma. Después del matrimonio, los hombres van a vivir a casa de la esposa. El dominio femenino se encuentra también en la transmisión de los nombres.


"La hija mayor tomaba el nombre de la abuela materna, al revés que en el resto de Grecia, donde se transmitía el de la abuela paterna", explica Tsampanakis. Y "numerosas mujeres se hacen llamar todavía por el apellido de su madre y no por el de su marido", añade. A partir de los años 1950, la emigración de hombres hacia Estados Unidos y otros países europeos obligó a las mujeres a gestionar ellas solas las explotaciones agrícolas. En Avlona, una aldea vecina de Olympos, Anna Lentakis recoge con ímpetu a sus 67 años las alcachofas con las que va a preparar una tortilla para su pequeña cantina. "No teníamos otra opción que trabajar. Era nuestro único medio de subsistencia", recuerda.


Hasta hace unos años era propietaria de la taberna "Olympos" en el pueblo homónimo. Pero ahora es su hija mayor, Marina, quien se ha hecho cargo de ella.


"Me gusta decir que el hombre es la cabeza de la familia y la mujer, el cuello. Es ella quien orienta las decisiones tomadas por el hombre", dice Marina. Su hija Anna solo tiene 13 años, pero ya sabe que un día tomará el relevo: "Es la herencia de mi abuela y estaré orgullosa de ocuparme de ella". El sistema, sin embargo, solo beneficia a las primogénitas. "Las hijas pequeñas deben quedarse en la isla para estar al servicio de las mayores. Se ha creado una especie de casta social", señala Alain Chabloz, miembro de la Sociedad de Geografía de Ginebra que ha estudiado este fenómeno.


Giorgia Fourtina, hija pequeña y soltera, no siente que Olympos sea tan progresista. "Es una pequeña sociedad donde una mujer sola en un café está mal vista", explica. Las mujeres del pueblo visten normalmente vestidos bordados con delantales floreados, un pañuelo en la cabeza y botas de cuero. Son verdaderos tesoros que suelen formar parte de la dote.


Irini Chatzipapa, de 50 años, es la mujer más joven de Olympos en llevar cotidianamente esta vestimenta. "Enseñé a bordar a mi hija, pero más allá de las fiestas, no lleva nunca este vestido que no está adaptado a la vida moderna", dice la panadera. Esto genera inquietud en su madre Sofia, de 70 años, que todavía administra su café. "Nuestras costumbres se convierten simplemente en un folclore para las fiestas. Nuestro mundo está desapareciendo".


Adaptado de: https://www.clarin.com/viste/isla-griega-mujeres-mandan-hombres-obedecen_0_r8R9Ok2F1G.html - Accedido el: 24/09/2023
En español, la palabra "esposa" se utiliza comúnmente para referirse a la mujer casada. Sin embargo, esta palabra tiene un segundo esposa significado si es utilizada en plural y, cuando esto ocurre, se refiere a un objeto. Elije la traducción correcta para la palabra “esposas”.
Alternativas
Q2371622 Espanhol
TEXTO 2


La isla griega donde las mujeres mandan y los hombres obedecen


Cárpatos, Grecia, 9 Jun 2023 (AFP) - En el norte de la isla de Cárpatos, encaramado en la ladera de una montaña, el pueblo de Olympos acoge una de las pocas sociedades matriarcales de Grecia que resiste al turismo y a la uniformización del estilo de vida. En su taller en una callejuela estrecha de este pueblo de apenas 300 habitantes, Rigopoula Pavlidis trabaja con su máquina de coser. "Aquí son las mujeres las que mandan", exclama orgullosa. Giannis, su esposo, asiente mientras pinta iconos.


"Mi marido no sabe hacer nada sin mí, ni siquiera su declaración de impuestos", bromea la sexagenaria. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina (AFP).


A pesar de la ocupación otomana a partir de 1538 y la presencia italiana en esta isla del mar Egeo entre 1912 y 1944, Olympos ha mantenido su peculiaridad.Aislada del resto de la isla, esta aldea resistió a los cambios hasta que se construyó una carretera asfaltada en los años 1980. Ahora, cada verano, miles de turistas ascienden hasta la pintoresca localidad. Pero esta tradición matriarcal sigue bien viva.


"Este sistema de herencia estaba muy avanzado comparado al resto de Grecia. La herencia de la madre iba a la hija mayor", explica Giorgos Tsampanakis, historiador nacido en esta isla, situada entre Creta y Rodas. Al ser la primogénita, Rigopoula Pavlidis heredó 700 olivos. "Las familias no tenían suficientes bienes para dividirlos entre todos los niños. Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres, la habrían dilapidado", afirma. Después del matrimonio, los hombres van a vivir a casa de la esposa. El dominio femenino se encuentra también en la transmisión de los nombres.


"La hija mayor tomaba el nombre de la abuela materna, al revés que en el resto de Grecia, donde se transmitía el de la abuela paterna", explica Tsampanakis. Y "numerosas mujeres se hacen llamar todavía por el apellido de su madre y no por el de su marido", añade. A partir de los años 1950, la emigración de hombres hacia Estados Unidos y otros países europeos obligó a las mujeres a gestionar ellas solas las explotaciones agrícolas. En Avlona, una aldea vecina de Olympos, Anna Lentakis recoge con ímpetu a sus 67 años las alcachofas con las que va a preparar una tortilla para su pequeña cantina. "No teníamos otra opción que trabajar. Era nuestro único medio de subsistencia", recuerda.


Hasta hace unos años era propietaria de la taberna "Olympos" en el pueblo homónimo. Pero ahora es su hija mayor, Marina, quien se ha hecho cargo de ella.


"Me gusta decir que el hombre es la cabeza de la familia y la mujer, el cuello. Es ella quien orienta las decisiones tomadas por el hombre", dice Marina. Su hija Anna solo tiene 13 años, pero ya sabe que un día tomará el relevo: "Es la herencia de mi abuela y estaré orgullosa de ocuparme de ella". El sistema, sin embargo, solo beneficia a las primogénitas. "Las hijas pequeñas deben quedarse en la isla para estar al servicio de las mayores. Se ha creado una especie de casta social", señala Alain Chabloz, miembro de la Sociedad de Geografía de Ginebra que ha estudiado este fenómeno.


Giorgia Fourtina, hija pequeña y soltera, no siente que Olympos sea tan progresista. "Es una pequeña sociedad donde una mujer sola en un café está mal vista", explica. Las mujeres del pueblo visten normalmente vestidos bordados con delantales floreados, un pañuelo en la cabeza y botas de cuero. Son verdaderos tesoros que suelen formar parte de la dote.


Irini Chatzipapa, de 50 años, es la mujer más joven de Olympos en llevar cotidianamente esta vestimenta. "Enseñé a bordar a mi hija, pero más allá de las fiestas, no lleva nunca este vestido que no está adaptado a la vida moderna", dice la panadera. Esto genera inquietud en su madre Sofia, de 70 años, que todavía administra su café. "Nuestras costumbres se convierten simplemente en un folclore para las fiestas. Nuestro mundo está desapareciendo".


Adaptado de: https://www.clarin.com/viste/isla-griega-mujeres-mandan-hombres-obedecen_0_r8R9Ok2F1G.html - Accedido el: 24/09/2023
¿En cuál de las siguientes oraciones, las palabras en itálico y subrayado representan un complemento directo?
Alternativas
Q2371621 Espanhol
TEXTO 2


La isla griega donde las mujeres mandan y los hombres obedecen


Cárpatos, Grecia, 9 Jun 2023 (AFP) - En el norte de la isla de Cárpatos, encaramado en la ladera de una montaña, el pueblo de Olympos acoge una de las pocas sociedades matriarcales de Grecia que resiste al turismo y a la uniformización del estilo de vida. En su taller en una callejuela estrecha de este pueblo de apenas 300 habitantes, Rigopoula Pavlidis trabaja con su máquina de coser. "Aquí son las mujeres las que mandan", exclama orgullosa. Giannis, su esposo, asiente mientras pinta iconos.


"Mi marido no sabe hacer nada sin mí, ni siquiera su declaración de impuestos", bromea la sexagenaria. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina. Las mujeres de Olympos desempeñan un papel central en la sociedad que remonta a un antiguo sistema de herencia de la época bizantina (AFP).


A pesar de la ocupación otomana a partir de 1538 y la presencia italiana en esta isla del mar Egeo entre 1912 y 1944, Olympos ha mantenido su peculiaridad.Aislada del resto de la isla, esta aldea resistió a los cambios hasta que se construyó una carretera asfaltada en los años 1980. Ahora, cada verano, miles de turistas ascienden hasta la pintoresca localidad. Pero esta tradición matriarcal sigue bien viva.


"Este sistema de herencia estaba muy avanzado comparado al resto de Grecia. La herencia de la madre iba a la hija mayor", explica Giorgos Tsampanakis, historiador nacido en esta isla, situada entre Creta y Rodas. Al ser la primogénita, Rigopoula Pavlidis heredó 700 olivos. "Las familias no tenían suficientes bienes para dividirlos entre todos los niños. Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres, la habrían dilapidado", afirma. Después del matrimonio, los hombres van a vivir a casa de la esposa. El dominio femenino se encuentra también en la transmisión de los nombres.


"La hija mayor tomaba el nombre de la abuela materna, al revés que en el resto de Grecia, donde se transmitía el de la abuela paterna", explica Tsampanakis. Y "numerosas mujeres se hacen llamar todavía por el apellido de su madre y no por el de su marido", añade. A partir de los años 1950, la emigración de hombres hacia Estados Unidos y otros países europeos obligó a las mujeres a gestionar ellas solas las explotaciones agrícolas. En Avlona, una aldea vecina de Olympos, Anna Lentakis recoge con ímpetu a sus 67 años las alcachofas con las que va a preparar una tortilla para su pequeña cantina. "No teníamos otra opción que trabajar. Era nuestro único medio de subsistencia", recuerda.


Hasta hace unos años era propietaria de la taberna "Olympos" en el pueblo homónimo. Pero ahora es su hija mayor, Marina, quien se ha hecho cargo de ella.


"Me gusta decir que el hombre es la cabeza de la familia y la mujer, el cuello. Es ella quien orienta las decisiones tomadas por el hombre", dice Marina. Su hija Anna solo tiene 13 años, pero ya sabe que un día tomará el relevo: "Es la herencia de mi abuela y estaré orgullosa de ocuparme de ella". El sistema, sin embargo, solo beneficia a las primogénitas. "Las hijas pequeñas deben quedarse en la isla para estar al servicio de las mayores. Se ha creado una especie de casta social", señala Alain Chabloz, miembro de la Sociedad de Geografía de Ginebra que ha estudiado este fenómeno.


Giorgia Fourtina, hija pequeña y soltera, no siente que Olympos sea tan progresista. "Es una pequeña sociedad donde una mujer sola en un café está mal vista", explica. Las mujeres del pueblo visten normalmente vestidos bordados con delantales floreados, un pañuelo en la cabeza y botas de cuero. Son verdaderos tesoros que suelen formar parte de la dote.


Irini Chatzipapa, de 50 años, es la mujer más joven de Olympos en llevar cotidianamente esta vestimenta. "Enseñé a bordar a mi hija, pero más allá de las fiestas, no lleva nunca este vestido que no está adaptado a la vida moderna", dice la panadera. Esto genera inquietud en su madre Sofia, de 70 años, que todavía administra su café. "Nuestras costumbres se convierten simplemente en un folclore para las fiestas. Nuestro mundo está desapareciendo".


Adaptado de: https://www.clarin.com/viste/isla-griega-mujeres-mandan-hombres-obedecen_0_r8R9Ok2F1G.html - Accedido el: 24/09/2023
Identifica el modo y tiempo de la forma verbal compuesta que está en itálico y subrayado, en la siguiente oración: "Y si hubiéramos dejado la herencia a los hombres”.
Alternativas
Respostas
161: D
162: B
163: A
164: E
165: D
166: B
167: C
168: E
169: E
170: A
171: C
172: B
173: B
174: D
175: C
176: B
177: C
178: D
179: B
180: A