Questões de Concurso
Comentadas para prefeitura de belo horizonte - mg
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Considere o trecho abaixo para responder à questão.
“De todas as obras que alguma vez se escreveram sobre política, talvez nenhuma provoque a sensação de perene atualidade que, desde há quinhentos anos, continua a desprender-se das páginas d’O PRÍNCIPE. A terminologia, os conceitos e, por maioria de razão, os exemplos nele invocados, sejam da Europa do Quattrocento, ou da Antiguidade grecoromana, estão, obviamente, datados. Porém, a impressão que se colhe da sua leitura é a de que o livro se dirige a nós, aqui e agora, e de que existe no seu significado alguma coisa que sobrevive e extravasa as circunstâncias em que, sucessiva e diferentemente, foi sendo lido. Dir-se-ia que a fortuna d’O PRÍNCIPE é uma “fortuna verde”, igual à que Maquiavel atribui a César Borgia, uma fortuna reiteradamente verde, cuja verdura desafia o passar dos tempos com a mesma temeridade com que desafia as coisas da política, trazendo à superfície de um texto literariamente soberbo o que nessas mesmas coisas se tem por indizível e impensável, ou que, muito simplesmente, não se ousa nomear.
Esse caráter de permanente novidade do texto, que transparece em leituras tão diferentes como aquelas que dele fizeram Espinosa, Bayle, Fichte, Hegel, Clausewitz, Gramsci, Cassirer, Leo Strauss ou Althusser, para citar apenas alguns dos mais relevantes, não se resume unicamente à sua condição de clássico. Decerto os clássicos são autores que nos continuam a questionar e a tocar, quer ao entendimento, quer ao afeto, e em cujas obras se desenha um cânon, intelectual, moral ou estético, que prevalece muito para lá do seu tempo. Contudo, a forma como somos tocados e questionados por Maquiavel é, literalmente, insólita. Nele, não existe uma teoria claramente identificável, uma doutrina que se compare a tantas outras que enxameiam a história do pensamento político e que, a esse título, suscitasse, hoje em dia, adesão ou rejeição. A insistente condenação do livro, como do seu autor, envolta ao longo dos tempos num caudal de senso comum e de ideologias várias, é mais um estado de alma, um esconjuro da imoralidade em política – o maquiavelismo – do que propriamente uma rejeição de possíveis teses por ele sustentadas. Tampouco se vislumbra, em toda a obra de Maquiavel, uma organização coerente da experiência, uma súmula de fatos a que pudesse atribuir-se um significado inequívoco ou de onde se extraísse uma orientação prática para situações análogas. A interminável discussão entre aqueles que o têm por metre de soberanos, eficientes mas pouco escrupulosos, e os que preferem ver nele um avisado inspirador da república e da liberdade – seja a dos cidadãos, seja a dos povos – é bem a imagem dessa ambiguidade que parece inscrita no cerne das suas proposições. Em rigor, talvez seja impossível garantir nesses termos “o que pensava Maquiavel”, ou mesmo “o que diz O PRÍNCIPE”: será, de fato, uma obra onde o mal se faz passar por bem, “escrita pelo punho do diabo”, como tanta gente suspeitou, desde muito cedo, e que tenta legitimar a prepotência dos soberanos absolutos? Ou será antes uma sátira, que os homens avisados sempre perceberam como tal, mas que, de tão engenhosa e camuflada, passou e ainda passa por elogio aos soberanos, como pretenderam, por exemplo, Espinosa, Rousseau e a ENCYCLOPÉDIE? Ou não será uma coisa nem outra, antes “uma espécie de manifesto político”, como viria a sustentar Antonio Gramsci? As opiniões sucedem-se e o “enigma” de Maquiavel, como lhe chama Claude Lefort, na sequência, aliás, do que à sua maneira já assegurara Croce, persiste. No entanto, apesar da indeterminação que envolve o seu significado, este livro inclassificável, porventura definitivamente incompreensível sob certos aspectos, interpelanos de modo tal, esteve e está de tal maneira presente em toda a Modernidade, que é impossível ficar-lhe indiferente ou arrumálo definitivamente numa época – a sua – com a qual já pouco ou nada tivéssemos a ver. A que é que se deve esse fascínio sempre renovado, essa sensação de proximidade, essa “fortuna verde” d’O PRÍNCIPE?”
(Diogo Pires Aurélio, O PRÍNCIPE, Nicolau
Maquiavel, Tradução, introdução e notas, São
Paulo, Editora 34, 2020, pp.8-9.).
Sobre a atual distribuição espacial da população na Região Metropolitana de Belo Horizonte, marque a alternativa que contem a tendência INCORRETA:
I - Da Proteção da Memória e do Patrimônio Cultural: proteger os elementos paisagísticos; promover a desobstrução visual da paisagem e dos conjuntos de elementos de interesse histórico e arquitetônico; estimular ações que visem à recuperação de edifícios e conjuntos, conservando as características que os particularizam; proteger o patrimônio cultural, por meio de pesquisas, inventários, tombamentos, etc.; compensar os proprietários de bens protegidos; criar o arquivo de imagens dos bens culturais tombados no Município. II - Da Política de Segurança Pública: promover a implantação descentralizada dos equipamentos necessários à melhoria das condições de segurança pública, visando reduzir os índices de criminalidade; Incluir as áreas de risco geológico e as sujeitas a enchentes na programação da defesa civil; adotar sistema de comunicação de emergência com populações de áreas sujeitas a catástrofes; implantar sistema de controle e proteção dos bens municipais, incluída a criação da guarda municipal. III - Do Sistema Viário e de Transportes: articular o sistema viário com as vias de integração metropolitanas e as rodovias estaduais e as federais; reduzir o caráter da área central de principal articuladora do sistema viário; buscar uma melhor articulação das periferias, entre si e com os centros; implantar pistas especiais para transporte de massa; implantar ciclovias, áreas de travessia e de circulação de pedestres; possibilitar o acesso do transporte coletivo e de veículos de serviço às áreas ocupadas por população de baixa renda. IV - Do Meio Ambiente: promover o desenvolvimento sustentável, assegurando a preservação para a presente e futuras gerações; promover a articulação com os municípios da Região Metropolitana, para desenvolver programas urbanísticos de interesse comum; delimitar espaços que tenham potencialidade para se tornarem áreas verdes; promover a recuperação e a preservação dos lagos, represas e lagoas municipais; garantir maior permeabilidade do solo em áreas públicas e particulares.
Sobre os enunciados I a IV, estão CORRETOS os itens:
I. Arraial de Belo Horizonte: o evento realizado na Praça da Estação está entre os cinco maiores destinos turísticos brasileiros do período junino. II. Carnaval: nos últimos dez anos este evento vem perdendo importância devido à redução do número de participantes. III. Aniversário de Belo Horizonte: evento realizado no mês de janeiro quando se comemora a inauguração da capital. IV. Parada do Orgulho LGBT/QIAP: A edição de 2018 abordou o tema “Mais Democracia e Mais Direitos Humanos: esse é o Brasil que queremos para as LGBT.”
Estão CORRETOS os itens:
I - Circuito Cultural Praça da Liberdade: Importante “corredor de cultura” do Brasil; está localizado em uma área histórica de Belo Horizonte que remonta à época da construção da capital; abriga museus, centros de cultura e de formação; ao procurar articular o espaço urbano aos diversos grupos artísticos e populares, o Circuito vem se consolidando como importante política pública cultural em Minas Gerais. II - Conjunto Moderno da Pampulha: Área turística de grande visitação, tornou-se Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. A obra-prima, construída em meados no século passado, leva a assinatura de Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Cândido Portinari. Inclui edifícios e jardins da Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, entre outros, o espelho d’água e a orla da Lagoa. III - Museu Histórico Abílio Barreto: Projetado inicialmente para ser um cassino na década de 1940, durante a administração do prefeito Juscelino Kubitschek. Os jardins que circundam o prédio têm como característica principal sua composição de formas sinuosas, com grandes blocos ou manchas de cores, construídas com espécies da flora brasileira. Foram incorporadas ao paisagismo estátuas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. IV - Mirante do Mangabeiras: Localizado no bairro Mangabeiras, o espaço é constituído por dois decks, grande área gramada, plantas ornamentais e bancos. O Mirante foi incorporado ao Parque das Mangabeiras, que está numa área de preservação ambiental, e proporciona uma visão privilegiada da capital. Duas esculturas em aço, em formato de olhos, foram instaladas simbolizando o convite à contemplação de Belo Horizonte.
Estão CORRETOS os itens:
Sobre o enunciado acima e outros conhecimentos relacionados aos aspectos físicos e territoriais do Município, é INCORRETO afirmar que:
I. Abra o Internet Explorer, clique no botão Ferramentas
e clique na opção do menu Sobre o
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IV. Na barra de menus do I.E. 11, clique na opção Exibir, em seguida, em Barra de ferramentas,
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utilização. A alternativa que contém, de forma CORRETA, os procedimentos que realmente indicam qual versão do I.E. 11 está em uso é: