Foram encontradas 421 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3709415 Português

Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, ao chegar em sua sala de aula, presenciou uma conversa entre dois estudantes:


 — Meu pai disse que essa palavra não pode existir!


— Mas é irada! O nome do site é bem bolado, não?


Eles estavam olhando a tela do celular de um deles que mostrava a logomarca de um site:

 

                                                                     Imagem associada para resolução da questão



O professor interveio e perguntou aos estudantes: “Vocês sabem que faz sentido a formação dessa palavra, não é? Ela segue uma lógica de um processo de formação de palavras bem comum no português!″


Os estudantes ficaram curiosos, e ele resolveu abordar o assunto na aula.


Para que os estudantes entendam qual o processo de formação de palavras que se deu para a criação do nome do site, o professor propôs que

Alternativas
Q3709414 Português

Diminutivos


No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.


 — Mais um feijãozinho?


O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário. Mas a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias.


— Mais um feijãozinho?


— Um pouquinho.


— E uma farofinha?


— Ao lado do arrozinho?


— Isso.


 — E quem sabe mais uma cervejinha.


 — Obrigadinho.


VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1994.



Durante a aula de prática textual com alunos da 3ª série do Ensino Médio, um professor decidiu ler a crônica de Verissimo para abordar aspectos estilísticos do texto. Feita a leitura, selecionou o trecho “a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias” para explicar a importância de os estudantes compreenderem a ordem dos constituintes da oração e sua relação com o estilo, de modo a auxiliá-los na produção de textos argumentativos. Com base nessa abordagem, a estratégia que o professor utilizou para tal situação pressupõe
Alternativas
Q3709413 Português

Diminutivos


No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.


 — Mais um feijãozinho?


O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Leva porcos inteiros, todos os miúdos e temperos conhecidos e, parece, um missionário. Mas a dona de casa o trata como um mingau de todos os dias.


— Mais um feijãozinho?


— Um pouquinho.


— E uma farofinha?


— Ao lado do arrozinho?


— Isso.


 — E quem sabe mais uma cervejinha.


 — Obrigadinho.


VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada: 101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: L&PM, 1994.



Um professor propõe utilizar o texto de Verissimo para desenvolver uma tarefa que leve os estudantes a refletirem sobre a formação e a função dos diminutivos, considerando os diferentes elementos constitutivos das palavras. Para cumprir o objetivo da aula, o professor deve
Alternativas
Q3709410 Literatura
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
No trecho do romance Niketche: uma história de poligamia, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, é narrada uma prática tradicional de casamento em que o homem, para legitimar socialmente a relação, entrega à mulher e à sua família dinheiro ou posses como gado. Essa prática é conhecida na cultura africana como “lobolo”, termo da língua tsonga, de origem Bantu, falada em Moçambique.

Considerando uma formação em prol do desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, estabelecendo relações entre o letramento literário decolonial e os saberes linguísticos em torno do léxico, espera-se que, ao trabalhar esse excerto em sala de aula, o professor do Ensino Médio seja capaz de
Alternativas
Q3709409 Literatura
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
A fim de fomentar reflexões, a partir de vozes de escritoras negras africanas ao currículo de Língua Portuguesa do Ensino Médio, uma rede de ensino pública decide inserir, como material didático, o romance Niketche: uma história de poligamia, da moçambicana Paulina Chiziane, representado pelo trecho em que é narrada a prática de “lobolo”, entendida como uma forma de legitimar as relações familiares por meio da entrega, por parte do noivo, de dinheiro ou bens à noiva e à sua família.

A exploração da leitura dessa obra, com base em uma perspectiva decolonial que oportuniza aos estudantes problematizações críticas por meio de uma postura investigativa, justifica-se pela concepção de literatura como espaço de
Alternativas
Q3709408 Pedagogia
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
Ao planejar aulas com base no trecho do romance, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, um professor do Ensino Médio pretende considerar, no processo de mediação leitora, a reflexão em torno dos estudos literários e culturais em prol do desenvolvimento da construção de conhecimentos e da autonomia discente.

Partindo desse propósito e do potencial da obra de literatura africana Niketche: uma história de poligamia, qual prática docente é coerente com uma perspectiva emancipatória?
Alternativas
Q3709407 Literatura
Uma professora de Literatura do Ensino Médio trabalhou com os estudantes a obra de Fernando Pessoa, incluindo poemas dele mesmo e de seus heterônimos. Para aprofundar a discussão, apresentou o trecho do livro Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro, que afirma:

“O que se passa em Pessoa não é a multiplicação do mesmo em outros, mas o desencadeamento de uma alteridade tal que a volta ao Um se torna impossível.”

PERRONE-MOISÉS, L. Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro
São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Na sequência, a professora fez a leitura do trecho da obra A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life, que reflete sobre a multiplicidade identitária em ambientes virtuais:

“Na era da internet, eu sou quem quiser, os meus múltiplos avatares passeiam-se no ciberespaço enquanto eu passo o dia a trabalhar, mas à noite eu transformo-me em cada um deles e até flutuo pelo mundo inteiro sem um corpo físico, só com palavras. Não perdi a minha identidade, tenho várias, muitas delas são a materialização dos meus desejos, enquanto outras ou são muito mais reais ou completamente virtuais.”

JUSTIÇA, M. P. O. A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life. 
Lisboa: Universidade Aberta, 2013.
Com base na leitura dos trechos, uma professora estabeleceu uma conexão entre clássicos da literatura e contexto digital contemporâneo, aproximando a obra literária da realidade dos estudantes. Um dos objetivos da proposta foi refletir sobre como os discursos se relacionam entre si.
Para construir conhecimento em torno da interdiscursividade, em uma perspectiva interdisciplinar, a professora considerou diferentes interpretações da obra de Pessoa, permitidas pela relação entre os textos assinados por ele mesmo e por seus heterônimos. Destaca-se como correta a interpretação que aponta a presença de
Alternativas
Q3709406 Literatura
Uma professora de Literatura do Ensino Médio trabalhou com os estudantes a obra de Fernando Pessoa, incluindo poemas dele mesmo e de seus heterônimos. Para aprofundar a discussão, apresentou o trecho do livro Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro, que afirma:

“O que se passa em Pessoa não é a multiplicação do mesmo em outros, mas o desencadeamento de uma alteridade tal que a volta ao Um se torna impossível.”

PERRONE-MOISÉS, L. Fernando Pessoa: aquém do eu, além do outro
São Paulo: Martins Fontes, 2001.


Na sequência, a professora fez a leitura do trecho da obra A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life, que reflete sobre a multiplicidade identitária em ambientes virtuais:

“Na era da internet, eu sou quem quiser, os meus múltiplos avatares passeiam-se no ciberespaço enquanto eu passo o dia a trabalhar, mas à noite eu transformo-me em cada um deles e até flutuo pelo mundo inteiro sem um corpo físico, só com palavras. Não perdi a minha identidade, tenho várias, muitas delas são a materialização dos meus desejos, enquanto outras ou são muito mais reais ou completamente virtuais.”

JUSTIÇA, M. P. O. A ausência do corpo na comunicação on-line: a descoberta da identidade no Second Life. 
Lisboa: Universidade Aberta, 2013.
A fim de refletir sobre autoria, a professora articulou a heteronímia pessoana aos múltiplos “eus” que podem ser assumidos no meio digital. Considerando a proposta didática descrita, qual alternativa expressa a relação entre a prática docente e o conceito de autoria?
Alternativas
Q3709405 Português

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.


Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.


Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.


Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.


Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.


Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.



Na sala de aula, a professora propõe um debate sobre o conto de Marina Colasanti, com foco no protagonismo da mulher descrito na narrativa. Sabendo que a personagem sofre um apagamento identitário no texto, esse protagonismo
Alternativas
Q3709404 Literatura

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.


Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.


Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.


Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.


Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.


Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.



Para uma aula de leitura literária no 9º ano do Ensino Fundamental, a professora leu com os estudantes esse conto de Marina Colasanti. Partindo da relação entre literatura e sociedade, qual metodologia se mostra adequada para refletir sobre as questões em torno do papel da mulher retratado no texto?
Alternativas
Q3709403 Pedagogia

TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.


[...]


Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.


Mas a sorte é que um dia ela disse:


 — Desculpe, mas acho que não.


Todo mundo se espantou muito.


A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.


O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.


 — Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


 MACHADO, A. M. A princesa que escolhia

Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.



TEXTO 2


 — Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.


— Não, obrigada.


 — Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.


Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?


É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]


“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”



REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada 

e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.




Com base nas obras de literatura infantojuvenil A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propõe a produção, em grupo, de podcasts com o objetivo de refletir sobre temas sociais relevantes à formação cidadã, como invisibilidade social, machismo, imposição de padrões de beleza e empoderamento feminino, partindo das vivências das duas personagens femininas retratadas.

 A proposta didática da professora apresenta abordagem metodológica que
Alternativas
Q3709402 Pedagogia

TEXTO 1


Era uma vez uma princesa muito boazinha e bem-comportada. Boazinha até demais, sabe? Obedecia a tudo. Concordava com todos. Uma verdadeira maria vai com as outras.


[...]


Ainda bem que isso não durou muito, porque senão a gente não ia ter história. Ou só ia ter uma história muito chata, sem graça nenhuma.


Mas a sorte é que um dia ela disse:


 — Desculpe, mas acho que não.


Todo mundo se espantou muito.


A mãe, que também era boazinha demais, quase desmaiou de susto.


O pai dela, que era todo metido a mandachuva, ficou furioso. Ele era do tipo que achava que príncipe serve para andar a cavalo, enfrentar gigantes e matar dragões, mas que princesa só serve para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto seu príncipe não vem. Então resolveu botar a princesinha de castigo.


 — Vai ficar trancada na torre! Só sai de lá quando voltar a ser boazinha.


 MACHADO, A. M. A princesa que escolhia

Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.



TEXTO 2


 — Quer ajuda, Tetê? — ofereceu Valentina, toda dissimulada.


— Não, obrigada.


 — Eu tenho uma camiseta que trago para colocar depois da aula de Educação Física. Até te emprestaria, mas certamente não cabe em você. Sou P e você deve ser GG – ela fez questão de falar para jogar na minha cara. — Na maioria das lojas eu sou M... — disse, tímida, triste, com raiva, com tudo de ruim corroendo meu peito ao mesmo tempo.


Desgraçada. Será que ia começar tudo de novo nessa escola? Será que meu pesadelo ia ter início novamente?


É... Estava tudo indo bem demais para ser verdade mesmo. [...]


“Aprendi também que a nossa história fortalece a gente. Tudo muda o tempo todo, já cantou o Lulu. E muda quando menos esperamos. Um dia, quando a menina que mora em mim, que se sentiu por muito tempo excluída, tiver coragem de mostrar em palavras o que passou e se isso ajudar alguém, nem que seja só uma pessoa, já vai ter valido a pena, como diz meu maravilhoso namorado, Dudu.”



REBOUÇAS, T. Confissões de uma garota excluída, mal-amada 

e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016.




Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.


Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
Alternativas
Q3709401 Espanhol

TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


 VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


 — Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


 GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

A professora, ao abordar a intertextualidade entre os dois textos, pretende apresentar aos estudantes semelhanças e diferenças socioculturais entre os dois trechos. Para atingir o seu objetivo, ela
Alternativas
Q3709400 Português

TEXTO 1


Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o cap. Rodrigo Cambará entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida, e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava um alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada, apresilhada aos arreios, rebrilhava ao sol daquela tarde de outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia ao pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira.


 VERISSIMO, E. Um certo capitão Rodrigo. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.



TEXTO 2


 — Bien ¿y usté don Segundo?


— Viviendo sin demasiadas penas graciah’a Dios.


Mientras los hombres se saludaban con las cortesías de uso, miré al recién llegado. No era tan grande en verdad, pero lo que le hacía aparecer tal hoy le viera, debíase seguramente a la expresión de fuerza que manaba de su cuerpo.


El pecho era vasto, las coyunturas huesudas como las de un potro, los pies cortos con un empeine a lo galleta, las manos gruesas y cuerudas como cascarón de peludo. Su tez era aindiada, sus ojos ligeramente levantados hacia las sienes y pequeños. Para conversar mejor habíase echado atrás el chambergo de ala escasa, descubriendo un flequillo cortado como crin a la altura de las cejas.


Su indumentaria era de gaucho pobre. Un simple chanchero rodeaba su cintura. La blusa corta se levantaba un poco sobre un “cabo de güeso”, del cual pendía el rebenque tosco y ennegrecido por el uso. El chiripá era largo, talar, y un simple pañuelo negro se anudaba en torno a su cuello, con las puntas divididas sobre el hombro. Las alpargatas tenían sobre el empeine un tajo para contener el pie carnudo.


 GÜIRALDES, R. Don Segundo Sombra. Buenos Aires: Proa, 1926.

Com base em uma metodologia pautada nos princípios da leitura dialógica e da intertextualidade, conforme discutido por Bakhtin, uma professora de Língua Portuguesa da 3ª série do Ensino Médio escolheu os textos literários 1 e 2 para que os estudantes compreendessem como esses textos podem estar relacionados. Em seguida, apresentou os textos, contextualizando-os brevemente quanto a autor, época e gênero.
Uma proposta de atividade que atenda aos pressupostos teóricos adotados e que trabalhe a relação entre os dois textos, conforme objetivado pela professora, é
Alternativas
Q3709398 Espanhol

Las razones por las que Emilia Pérez ha fracasado en México


La película ya ha obtenido varios galardones, entre ellos el de mejor comedia o musical en los Globos de Oro. En México, la recepción ha sido exactamente la contraria. Ha sido muy criticada por su descripción del país, la minimización de la violencia de los cárteles que ha afectado a tantas personas y los pocos mexicanos que estuvieron implicados en su producción. Los mexicanos también han señalado el acento de las actrices principales: Zoe Saldaña, estadounidense de ascendencia dominicana que ha ganado premios por su interpretación y está nominada al Oscar a la mejor actriz de reparto; Gascón, que es española y ha vivido y actuado en México; y Selena Gómez, estadounidense de ascendencia mexicana que trabajó para recuperar su fluidez en español para la película. En Ciudad de México, algunos espectadores se rieron durante una proyección reciente cuando los personajes de Saldaña y Gascón utilizaron coloquialismos mexicanos. “Los diálogos son completamente inorgánicos, no tiene sentido lo que están diciendo”, dijo Héctor Guillén, guionista y productor mexicano de 26 años. En respuesta a Emilia Pérez, Camila Aurora, cineasta trans mexicana y creadora de contenidos, realizó el cortometraje parodia Johanne Sacreblu. Se filmó en las calles de Ciudad de México con intérpretes mexicanos que utilizan acentos franceses rebuscados y atuendos estereotipados y consiguió 3,2 millones de visitas en YouTube en un mes y se proyectó en algunos cines.


WAGNER, J. Disponible en: www.nytimes.com.  

Recuperado el: 14 jun. 2025 (adaptado).

En una clase de lengua española de Enseñanza Media sobre el género reseña crítica de las producciones artísticas, una profesora proyectó el texto sobre la película Emilia Pérez. En seguida, solicitó que los estudiantes intentaran formular una explicación sobre cuál es la función de la reseña crítica. La explicación correcta es
Alternativas
Q3709397 Espanhol

Las razones por las que Emilia Pérez ha fracasado en México


La película ya ha obtenido varios galardones, entre ellos el de mejor comedia o musical en los Globos de Oro. En México, la recepción ha sido exactamente la contraria. Ha sido muy criticada por su descripción del país, la minimización de la violencia de los cárteles que ha afectado a tantas personas y los pocos mexicanos que estuvieron implicados en su producción. Los mexicanos también han señalado el acento de las actrices principales: Zoe Saldaña, estadounidense de ascendencia dominicana que ha ganado premios por su interpretación y está nominada al Oscar a la mejor actriz de reparto; Gascón, que es española y ha vivido y actuado en México; y Selena Gómez, estadounidense de ascendencia mexicana que trabajó para recuperar su fluidez en español para la película. En Ciudad de México, algunos espectadores se rieron durante una proyección reciente cuando los personajes de Saldaña y Gascón utilizaron coloquialismos mexicanos. “Los diálogos son completamente inorgánicos, no tiene sentido lo que están diciendo”, dijo Héctor Guillén, guionista y productor mexicano de 26 años. En respuesta a Emilia Pérez, Camila Aurora, cineasta trans mexicana y creadora de contenidos, realizó el cortometraje parodia Johanne Sacreblu. Se filmó en las calles de Ciudad de México con intérpretes mexicanos que utilizan acentos franceses rebuscados y atuendos estereotipados y consiguió 3,2 millones de visitas en YouTube en un mes y se proyectó en algunos cines.


WAGNER, J. Disponible en: www.nytimes.com.  

Recuperado el: 14 jun. 2025 (adaptado).

La lectura de ese texto inspiró a la profesora de Prácticas Supervisadas a solicitar que los estudiantes formasen equipos y elaborasen una actividad, para la Educación Básica, cuyo objetivo era discutir la presencia de estereotipos en la película y la intertextualidad establecida con el cortometraje Johanne Sacreblu. El equipo que atendió la solicitación tuvo en cuenta
Alternativas
Q3709396 Espanhol

CRIADA


(Entrando.)


¡En lo alto de la calle hay un gran gentío y todos los vecinos están en sus puertas!


BERNARDA


(A PONCIA.)


¡Corre a enterarte de lo que pasa! (Las mujeres corren para salir.) ¿Dónde vais? Siempre os supe mujeres  


ventaneras y rompedoras de su luto. ¡Vosotras, al patio!


(Salen y sale BERNARDA. Se oyen rumores lejanos. Entran MARTIRIO y ADELA, que se quedan escuchando y


sin atreverse a dar un paso más de la puerta de salida.) 


MARTIRIO


Agradece a la casualidad que no desaté mi lengua.


 ADELA


También hubiera hablado yo.


MARTIRIO


¿Y qué ibas a decir? ¡Querer no es hacer!


ADELA


Hace la que puede y la que se adelanta. Tú querías, pero no has podido.


MARTIRIO


No seguirás mucho tiempo.


ADELA


¡Lo tendré todo!


MARTIRIO


Yo romperé tus abrazos.


ADELA


(Suplicante.)


¡Martirio, déjame!



GARCÍA LORCA, F. La casa de Bernarda Alba. México: UNAM, 2021 (fragmento).


Un profesor de español de la Enseñanza Media utilizó ese fragmento de La casa de Bernarda Alba para analizar elementos característicos del texto dramático moderno, que orientan la acción dramática. A continuación, promovió un debate con los estudiantes sobre la doble función del texto dramático: obra para ser leída o para ser representada.

¿Cuál práctica docente favorece una comprensión del texto dramático, al contemplar tanto su dimensión literaria como su potencial de representación escénica?
Alternativas
Q3709395 Literatura

CRIADA


(Entrando.)


¡En lo alto de la calle hay un gran gentío y todos los vecinos están en sus puertas!


BERNARDA


(A PONCIA.)


¡Corre a enterarte de lo que pasa! (Las mujeres corren para salir.) ¿Dónde vais? Siempre os supe mujeres  


ventaneras y rompedoras de su luto. ¡Vosotras, al patio!


(Salen y sale BERNARDA. Se oyen rumores lejanos. Entran MARTIRIO y ADELA, que se quedan escuchando y


sin atreverse a dar un paso más de la puerta de salida.) 


MARTIRIO


Agradece a la casualidad que no desaté mi lengua.


 ADELA


También hubiera hablado yo.


MARTIRIO


¿Y qué ibas a decir? ¡Querer no es hacer!


ADELA


Hace la que puede y la que se adelanta. Tú querías, pero no has podido.


MARTIRIO


No seguirás mucho tiempo.


ADELA


¡Lo tendré todo!


MARTIRIO


Yo romperé tus abrazos.


ADELA


(Suplicante.)


¡Martirio, déjame!



GARCÍA LORCA, F. La casa de Bernarda Alba. México: UNAM, 2021 (fragmento).


Después de leer con su grupo del 3er año de la Enseñanza Media ese fragmento de La casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, la profesora propuso una actividad para identificar características del género dramático.

Con base en el fragmento leído, ¿cuál afirmación describe un rasgo presente en el texto?
Alternativas
Q3709394 Pedagogia

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



O professor de uma turma da 1ª série do Ensino Médio planeja uma sequência didática com base na leitura dos poemas indígenas intitulados Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara, explorando seus elementos simbólicos relacionados à ancestralidade e à resistência de povos originários. Como atividade de culminância a ser realizada em grupo, propõe curadoria orientada de materiais indígenas autênticos em diferentes linguagens, como registros de grafismos corporais, de cantos tradicionais, de artefatos culturais, que dialoguem com os sentidos produzidos pelos textos lidos. Esses materiais devem compor um painel digital que articule texto, imagem e som.

Considerando a perspectiva de uma pedagogia intercultural crítica e os domínios cognitivos esperados para estudantes no Ensino Médio, assinale a alternativa que justifica o caráter formativo dessa proposta.
Alternativas
Q3709393 Literatura

TEXTO 1



Iracema Tabajara


Sou Auritha Tabajara,


Nascida longe da praia,


Fascinada pelas rimas


E melodia da jandaia.


No Ceará foi a festa,


Meu leito foi a floresta


Nas folhas de samambaia.


A minha essência ancestral


Me encontra cordelizando,


Faz me existir resistindo,


Ao mundo eu vou contando;


Que minha forma de amar


Ninguém vai colonizar,


Da arte sempre vou me armando.


[...]


Eu não sou como Iracema


A de José de Alencar,


Sou do povo TABAJARA


Onde canta o sabiá


Minha aldeia tem imburana


Minha terra é soberana


Pelo toque do maracá.



TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.

Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento). 







TEXTO 2



Pankararu


Sabem, meus filhos...


Nós somos marginais das famílias


Somos marginais das cidades


Marginais das palhoças...


E da história?



Não somos daqui


Nem de acolá


Estamos sempre ENTRE


Entre este ou aquele


Entre isto ou aquilo!



Até onde aguentaremos, meus filhos?...



POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.

Acesso em: 12 maio 2025. 



Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.
Alternativas
Respostas
161: B
162: C
163: A
164: B
165: C
166: A
167: A
168: C
169: C
170: B
171: A
172: A
173: A
174: A
175: C
176: D
177: D
178: D
179: B
180: C