Questões de Concurso
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TEXTO 1
Iracema Tabajara
Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.
TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).
TEXTO 2
Pankararu
Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?
Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!
Até onde aguentaremos, meus filhos?...
POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.
Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.
Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:
— Eu quiero una casa.
Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:
— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?
Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:
— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.
Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:
— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?
Alejandro balança a cabeça, confirmando.
Um professor de Língua Portuguesa do 8º ano, em uma escola pública localizada em uma cidade brasileira de fronteira, recebe, no início do ano letivo, alguns alunos migrantes hispanofalantes que chegaram recentemente ao Brasil. Enquanto alguns já demonstram certa desenvoltura em português, outros têm o contato com o idioma pela primeira vez.
Alejandro, um dos estudantes, compreende o português em nível básico, mas ainda se comunica majoritariamente em espanhol e apresenta dificuldades tanto na oralidade quanto na escrita.
Durante uma atividade em sala, ao perguntar sobre os desejos e sonhos dos estudantes, o professor ouve Alejandro, visivelmente emocionado, tentar se expressar:
— Eu quiero una casa.
Parte da turma ri e um dos estudantes comenta:
— Ele disse que quer uma caça? Tipo ir caçar?
Percebendo o mal-entendido e a intenção de ridicularizar o colega, o professor intervém com gentileza:
— Esperem um pouco, pessoal. Acho que houve um equívoco aqui.
Voltando-se para o estudante migrante, pergunta com calma:
— Você quis dizer que gostaria de ter uma casa, um lugar para morar, certo?
Alejandro balança a cabeça, confirmando.
Saudades do Natal
O Valério, a par com a Doninha, recordava-lhe: — ...A noite ‘tava uma prata, de crara. Nós fumos juntos, c’a sua mãe, naquela igrejica do arraial, onde paravam umas freiras, entremos e ajoelhemos. Eu olhava p’r’o presépio e p’ra você, e — Deus que me perdoe! — não achava Nossa Senhora mais fermosa que você. Rezei, pois não rezei? [...] E a noite ‘tava uma prata, de crara. Você não se alembra?
SILVEIRA, V. Os caboclos. Rio de Janeiro: EdUERJ; Caetés, 2020.
Uma professora do 6º ano do Ensino Fundamental, de uma escola da zona rural, observou que os estudantes produziam oralmente e, por vezes, também por escrito, formas linguísticas que exemplificam o fenômeno do rotacismo. Para desmistificar preconceitos linguísticos associados a essas variações, ela utilizou o conto Saudades do Natal, o qual apresenta uma forma semelhante às produzidas pelos estudantes (“crara”, em vez de “clara”), como recurso de reflexão.
Considerando essa situação e observando a similaridade entre a fala de Valério e a dos estudantes, qual alternativa representa a abordagem pedagógica adequada para atingir o objetivo da professora?
Em uma escola pública brasileira, uma professora de Língua Portuguesa do 9º ano passou a receber, ao longo do ano letivo, um número crescente de estudantes migrantes oriundos de um país em crise humanitária. Esses estudantes, falantes nativos de espanhol, chegaram com pouco conhecimento do português. Ao perceber as dificuldades enfrentadas por esses estudantes na comunicação e na participação em sala de aula, a professora buscou estratégias de acolhimento linguístico que permitissem tanto a integração dos migrantes quanto o engajamento dos estudantes brasileiros no processo.
Ao notar risos dos colegas brasileiros diante da pronúncia distinta dos migrantes falantes de espanhol — que diziam “Raque[l]”, a professora decidiu abordar a questão das diferenças fonético-fonológicas entre os estudantes e refletir com a turma sobre os impactos desses contrastes na interação entre os falantes de português e do espanhol no contato linguístico produzido na sala de aula. Nesse caso específico, e para elaborar sua proposta, a professora deve considerar que
Nota Pública sobre a retirada do Espanhol do currículo do Ensino Médio no Projeto de Lei n. 5 230/23
Nós, representantes das associações estaduais de professores de espanhol e demais associações e entidades que subscrevem este documento, nos posicionamos publicamente nesta nota contra a retirada da obrigatoriedade de oferta da Língua Espanhola no Ensino Médio do Projeto de Lei n. 5 230/23. Esse PL altera a Lei n. 13 415/17, que define as diretrizes para a política nacional de Ensino Médio, conhecida como “Reforma do Novo Ensino Médio”. Enviado pelo Executivo Federal, por meio do Ministério da Educação, para o Congresso Nacional, o PL n. 5 230/23 previa originalmente a retomada da oferta obrigatória do Espanhol, juntamente com o Inglês, nos currículos do Ensino Médio, baseando-se inclusive em algumas questões históricas que aqui elencaremos. O artigo 4º de sua Carta Magna de 1988 aponta que “a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”. Sem dúvida, essa integração passa pela questão linguística, sendo o Brasil o único país de Língua Portuguesa, rodeado por vários países de Língua Espanhola, com os quais mantém relações diplomáticas, comerciais e de cooperação em diversos âmbitos.
Disponível em: https://abralin.org. Acesso em: 8 jun. 2025 (adaptado).
Nota Pública sobre a retirada do Espanhol do currículo do Ensino Médio no Projeto de Lei n. 5 230/23
Nós, representantes das associações estaduais de professores de espanhol e demais associações e entidades que subscrevem este documento, nos posicionamos publicamente nesta nota contra a retirada da obrigatoriedade de oferta da Língua Espanhola no Ensino Médio do Projeto de Lei n. 5 230/23. Esse PL altera a Lei n. 13 415/17, que define as diretrizes para a política nacional de Ensino Médio, conhecida como “Reforma do Novo Ensino Médio”. Enviado pelo Executivo Federal, por meio do Ministério da Educação, para o Congresso Nacional, o PL n. 5 230/23 previa originalmente a retomada da oferta obrigatória do Espanhol, juntamente com o Inglês, nos currículos do Ensino Médio, baseando-se inclusive em algumas questões históricas que aqui elencaremos. O artigo 4º de sua Carta Magna de 1988 aponta que “a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”. Sem dúvida, essa integração passa pela questão linguística, sendo o Brasil o único país de Língua Portuguesa, rodeado por vários países de Língua Espanhola, com os quais mantém relações diplomáticas, comerciais e de cooperação em diversos âmbitos.
Disponível em: https://abralin.org. Acesso em: 8 jun. 2025 (adaptado).
Nota Pública sobre a retirada do Espanhol do currículo do Ensino Médio no Projeto de Lei n. 5 230/23
Nós, representantes das associações estaduais de professores de espanhol e demais associações e entidades que subscrevem este documento, nos posicionamos publicamente nesta nota contra a retirada da obrigatoriedade de oferta da Língua Espanhola no Ensino Médio do Projeto de Lei n. 5 230/23. Esse PL altera a Lei n. 13 415/17, que define as diretrizes para a política nacional de Ensino Médio, conhecida como “Reforma do Novo Ensino Médio”. Enviado pelo Executivo Federal, por meio do Ministério da Educação, para o Congresso Nacional, o PL n. 5 230/23 previa originalmente a retomada da oferta obrigatória do Espanhol, juntamente com o Inglês, nos currículos do Ensino Médio, baseando-se inclusive em algumas questões históricas que aqui elencaremos. O artigo 4º de sua Carta Magna de 1988 aponta que “a República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”. Sem dúvida, essa integração passa pela questão linguística, sendo o Brasil o único país de Língua Portuguesa, rodeado por vários países de Língua Espanhola, com os quais mantém relações diplomáticas, comerciais e de cooperação em diversos âmbitos.
Disponível em: https://abralin.org. Acesso em: 8 jun. 2025 (adaptado).
Tan pronto como José Arcadio cerró la puerta del dormitorio, el estampido de un pistoletazo retumbó la casa. Un hilo de sangre salió por debajo de la puerta, atravesó la sala, salió a la calle, siguió en un curso directo por los andenes disparejos, descendió escalinatas y subió pretiles, pasó de largo por la calle de los Turcos, dobló una esquina a la derecha y otra a la izquierda, volteó en ángulo recto frente a la casa de los Buendía, pasó por debajo de la puerta cerrada, atravesó la sala de visitas pegado a las paredes para no manchar los tapices, siguió por la otra sala, eludió en una curva amplia la mesa del comedor, avanzó por el corredor de las begonias y pasó sin ser visto por debajo de la silla de Amaranta, que daba una lección de aritmética a Aureliano José, y se metió por el granero y apareció en la cocina donde Úrsula se disponía a partir treinta y seis huevos para el pan. —¡Ave María Purísima!— gritó Úrsula.
GARCÍA MÁRQUEZ, G. Cien años de soledad. Madrid: Cátedra, 2021.
Ella, entonces, propuso una actividad con la obra Cien años de soledad, del autor colombiano Gabriel García Márquez, específicamente, con ese fragmento, como ejemplo de ese género.
Después de explicar el concepto de realismo mágico y leer el fragmento de la obra, ¿cuál de los siguientes aspectos debería enfatizar la profesora como característico del realismo mágico?
Tan pronto como José Arcadio cerró la puerta del dormitorio, el estampido de un pistoletazo retumbó la casa. Un hilo de sangre salió por debajo de la puerta, atravesó la sala, salió a la calle, siguió en un curso directo por los andenes disparejos, descendió escalinatas y subió pretiles, pasó de largo por la calle de los Turcos, dobló una esquina a la derecha y otra a la izquierda, volteó en ángulo recto frente a la casa de los Buendía, pasó por debajo de la puerta cerrada, atravesó la sala de visitas pegado a las paredes para no manchar los tapices, siguió por la otra sala, eludió en una curva amplia la mesa del comedor, avanzó por el corredor de las begonias y pasó sin ser visto por debajo de la silla de Amaranta, que daba una lección de aritmética a Aureliano José, y se metió por el granero y apareció en la cocina donde Úrsula se disponía a partir treinta y seis huevos para el pan. —¡Ave María Purísima!— gritó Úrsula.
GARCÍA MÁRQUEZ, G. Cien años de soledad. Madrid: Cátedra, 2021.
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio elaborou um plano de aula cujo fragmento pode ser lido a seguir.
Plano de Aula
Tema: Explorando a ordem das palavras no português
Série: 2ª série do Ensino Médio
Componente Curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Objetivo: Reconhecer a ordem preferencial dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Metodologia:
• Exploração dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.
• Leitura de exemplos: “carta eu uma escrevi.”; “comprou minha pão mãe o.”; “bola chutou a Pedro.”; e “aposta ela uma fez.”
• Debate sobre a posição dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro com base nos exemplos citados.
• Reflexão sobre a ordem das palavras a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
• Reconhecimento da ordem preferencial da estrutura oracional do português brasileiro, reorganizando os exemplos no quadro.
Durante a execução do plano, o professor explicou: “No português brasileiro, a ordem mais comum dos constituintes é Sujeito – Verbo – Objeto (SVO). Vocês se lembram desses termos estudados nas aulas anteriores? Geralmente, colocamos o sujeito primeiro, depois o verbo e, por fim, o objeto. Essa organização é tão comum que remete a estruturas linguísticas fundamentais internalizadas na cognição do falante do português brasileiro. Quando alteramos essa ordem, a frase pode parecer confusa ou estranha. Isso mostra que o conhecimento da estrutura SVO faz parte do modo como usamos o português brasileiro, sem precisar pensar nela conscientemente”.
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio elaborou um plano de aula cujo fragmento pode ser lido a seguir.
Plano de Aula
Tema: Explorando a ordem das palavras no português
Série: 2ª série do Ensino Médio
Componente Curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Objetivo: Reconhecer a ordem preferencial dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Metodologia:
• Exploração dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.
• Leitura de exemplos: “carta eu uma escrevi.”; “comprou minha pão mãe o.”; “bola chutou a Pedro.”; e “aposta ela uma fez.”
• Debate sobre a posição dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro com base nos exemplos citados.
• Reflexão sobre a ordem das palavras a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
• Reconhecimento da ordem preferencial da estrutura oracional do português brasileiro, reorganizando os exemplos no quadro.
Durante a execução do plano, o professor explicou: “No português brasileiro, a ordem mais comum dos constituintes é Sujeito – Verbo – Objeto (SVO). Vocês se lembram desses termos estudados nas aulas anteriores? Geralmente, colocamos o sujeito primeiro, depois o verbo e, por fim, o objeto. Essa organização é tão comum que remete a estruturas linguísticas fundamentais internalizadas na cognição do falante do português brasileiro. Quando alteramos essa ordem, a frase pode parecer confusa ou estranha. Isso mostra que o conhecimento da estrutura SVO faz parte do modo como usamos o português brasileiro, sem precisar pensar nela conscientemente”.
En una escuela de Enseñanza Media en Brasil, una profesora, al tratar el tema del desarrollo sostenible y, más específicamente, la contextualización social del medio ambiente, pide a los estudiantes que investiguen sobre el reciclaje de residuos domésticos. Los diálogos que se presentan a continuación fueron producidos en el contexto de esa actividad.
Diálogo 1. En la biblioteca
João: — María, no me quedó claro cómo se separa la basura. ¿Tú entendió?
María: — No. La profe pidió que nos informamos sobre eso. ¿Buscamos juntos?
João: — Sí, vamos nos ayudar.
Diálogo 2. En el aula
Profesora: — João y María, ¿qué investigaron?
João: — Nosotros vimos que la basura tiene que estar limpia antes de reciclar.
María: — Y que reciclar ayuda que los recursos se conservan.
Profesora: — ¡Muy bien! La sostenibilidad ambiental significa usar los recursos naturales de forma a que se conserven para el futuro. Es decir, que podemos seguir usándolos sin agotarlos.
Además, es importante recordar que nuestras acciones individuales también tienen un impacto social. Cuando nos comprometemos a reciclar o a cuidar el medio ambiente, contribuimos a que la sociedad se beneficie en conjunto. Así se construye una comunidad más responsable y solidaria con el entorno. Sigan esforzándose.
En una escuela de Enseñanza Media en Brasil, una profesora, al tratar el tema del desarrollo sostenible y, más específicamente, la contextualización social del medio ambiente, pide a los estudiantes que investiguen sobre el reciclaje de residuos domésticos. Los diálogos que se presentan a continuación fueron producidos en el contexto de esa actividad.
Diálogo 1. En la biblioteca
João: — María, no me quedó claro cómo se separa la basura. ¿Tú entendió?
María: — No. La profe pidió que nos informamos sobre eso. ¿Buscamos juntos?
João: — Sí, vamos nos ayudar.
Diálogo 2. En el aula
Profesora: — João y María, ¿qué investigaron?
João: — Nosotros vimos que la basura tiene que estar limpia antes de reciclar.
María: — Y que reciclar ayuda que los recursos se conservan.
Profesora: — ¡Muy bien! La sostenibilidad ambiental significa usar los recursos naturales de forma a que se conserven para el futuro. Es decir, que podemos seguir usándolos sin agotarlos.
Además, es importante recordar que nuestras acciones individuales también tienen un impacto social. Cuando nos comprometemos a reciclar o a cuidar el medio ambiente, contribuimos a que la sociedad se beneficie en conjunto. Así se construye una comunidad más responsable y solidaria con el entorno. Sigan esforzándose.
Al analizar los diálogos de los estudiantes, la profesora identificó que las producciones orales de João y María evidencian fenómenos de interlengua, es decir, usos del español influenciados por estructuras, formas y reglas del portugués, lengua materna de los estudiantes. Expresiones como “¿Tú entendió?” muestran que los estudiantes aún se encuentran en proceso de adquisición del sistema de la lengua meta.
Consciente de que expresiones como esa están influenciadas por la variedad brasileña del portugués, en la que hay registros como “tu entendeu?”, “entendesse?”, “tu entendeste?” y que un nativo hispanohablante elidiría el pronombre sujeto y produciría el clítico de objeto directo como en “¿Lo has entendido/lo entendiste?”, la profesora decide tratar del asunto en las próximas clases y hacer con que los estudiantes aprendan el uso adecuado del verbo en pretérito en español. Para ello, prepara actividades didácticas constrastivas entre el portugués y el español a partir de