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Q2578125 Fisioterapia

Exercício físico como deleite?


Por Carlos Alberto Gianotti


  1. Dia desses, falei com um velho colega e amigo ultramaratonista para saber como ele havia
  2. se saído na recente Travessia Torres-Tramandaí. A resposta veio taxativa: "Simplesmente
  3. desisti, abandonei a prova na altura da Praia do Barco e fui tomar uma cerveja, porque cheguei
  4. ___ conclusão de que corria por obrigação, e não por prazer."
  5. Sei que meu amigo chegaria a Tramandaí entre os melhores, não só em sua categoria. Mas
  6. parou ao sentir ou a falta de prazer no que estava a fazer, ou o tormento da obrigação. Sim,
  7. concluir uma prova, como meta, é a obrigação. Disputá-la, o sacrifício. Ao término, e só então,
  8. há o prazer de haver cumprido o percurso. No caso, parece, houve, além de algo estranhável,
  9. ou um erro de avaliação ou de autoengano momentâneo (o mais provável), por alguém
  10. acostumado a treinos de longas distâncias, horas ___ fio. Corridas de fundo não se constituem
  11. em prazer, mas em disciplina, esforço, sacrifício. Logo, não há deleite.
  12. Há, entre os vídeos que se acumulam na internet, um essencialmente pedagógico relativo
  13. ___ prática do fundismo, com o doutor Dráuzio Varella, conhecido médico, escritor e
  14. maratonista, com cujo conteúdo concordo plenamente, depois de eu, hoje aos 71 anos, já ter
  15. corrido por mais de 36 anos cerca de 48 mil quilômetros. Diz Dráuzio que o exercício físico não
  16. é algo "natural" para o ser humano, sendo ele o único animal que o pratica. A tendência das
  17. pessoas é de permanecer quietinhas, gastando energia apenas para reprodução da espécie, para
  18. conseguir alimentos (no caso dos humanos, o tal trabalho) e para escapar de predadores da
  19. espécie (no Brasil, fugir da bandidagem). Diz o médico que nunca ninguém viu, em um zoológico,
  20. girafa fazendo alongamento ou leão correndo maratona.
  21. Ora, essa conversa bacana de que correr pelos parques ou pelas ruas é um momento
  22. edificante espiritual e físico pode ser faltar .... verdade para os ouvintes ou para si mesmo.
  23. Prática esportiva continuada requer disciplina, logo é sacrifício. Creio que não houve uma vez
  24. nesses meus anos de fundista em que me preparasse para sair a treinar e que não tenha, antes
  25. da partida, conjecturado comigo mesmo: "Por que estou fazendo isso?". Claro que há benefícios
  26. físicos e psíquicos notórios na prática periódica do exercício físico, mas daí a dizer que se trata
  27. de um prazer é um grande autoengano.


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2018/02/carlos-alberto-gianotti-exercicio-fisico-como-deleite-cjddnqo9a07sj01kevloi0rqm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. Para o autor do texto, concluir provas de corrida nos dá apenas a sensação de estarmos no sacrificando.

II. De acordo com o texto, apesar dos benefícios, ainda assim, trata-se de uma falácia afirmar que há prazer no exercício físico.

III. O autor traz uma fala do Dr. Dráuzio Varela que afirma que os seres humanos não devem praticar exercícios, pois isso não é natural para eles.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2578109 Português

A importância da arte e da arte de resistir no ano da pandemia


Por Milena Schäfer


  1. O encontro pelas telas marcou 2020 e com o fazer artístico não foi diferente. O olhar foi
  2. intermediado pela câmera, o aplauso deu lugar aos emojis, e todas as camadas da subjetividade
  3. dos encontros acomodaram-se, em tom de ur....ência, no enquadramento audiovisual.
  4. Para quem encontra na arte o sentido da vida e vive com o sustento de cada apresentação,
  5. parar realmente não foi uma opção. No desenrolar dessa cena trá....ica, os artistas também
  6. foram duramente impactados, mas não nos abandonaram. Alguns ligaram as câmeras pela
  7. primeira vez e confirmaram que a presença virtual, embora não seja ideal, é melhor do que a
  8. ausência. Sob espetáculos cancelados, teatros interditados e luzes apagadas, a arte não
  9. silenciou. Pelo contrário, cantou feito cigarra, espalhando-se a ponto de atingir o tão merecido
  10. status de "e....encial".
  11. A importância da arte para a sobrevivência da espécie humana não é novidade, mas virou
  12. certeza absoluta nos meses de isolamento. Sozinha, em um apartamento cheio de vazio, vi cada
  13. canto ser suavemente preenchido pelas obras que pude acessar. Não foi uma, nem 20; foram
  14. incontáveis as vezes que encontrei no botão de play a salvação para suportar dias tão difíceis.
  15. Que atire a primeira pedra quem foi capaz de ficar sem ler um livro, escutar uma música ou
  16. assistir ___ uma livezinha sequer. Pois é, 2020 foi o ano das lives.
  17. Quem foi que disse que as cigarras não trabalham? Mesmo paralisadas, muitas conseguiram
  18. sair da casca, alçando voos. Disseminaram-se pela rede online as oficinas, os ensaios remotos,
  19. os espetáculos e os shows filmados. O caos também foi inspiração para criar, gerou uma
  20. necessidade ainda maior de expressar. Financiamentos coletivos deram visibilidade ___ arte
  21. periférica.
  22. No acesso facilitado pelo controle remoto, algumas plateias tornaram-se, até mesmo, mais
  23. numerosas do que antes. No acesso facilitado ___ plataformas digitais, a cena cultural, que já
  24. era potente, ganhou mais diversidade. E as comunidades começaram a se ver, a
  25. reconhecerem-se de verdade.
  26. No "Ano das Trevas", renascemos a cada dia inspirados por músicas, coreografias, imagens,
  27. histórias e representações. Tudo feito por estas cigarras que, na concepção de cada obra,
  28. também nos ensinam a arte de resistir.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/cultura-e-lazer/noticia/2020/12/a-importancia-da-arte-e-da-arte-de-resistir-no-ano-da-pandemia-ckj2tgvgg000p017whdowgm1m.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Considerando o exposto pelo texto, assinale a alternativa INCORRETA a respeito da situação da arte durante o ano de 2020.

Alternativas
Respostas
7: B
8: C