Questões de Concurso

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Q2712595 Artes Visuais

Nas últimas décadas, surgiram inúmeras discussões a respeito do papel da música nas escolas e seus processos de ensino. Tais discussões geraram grandes mudanças no pensamento dos educadores musicais. O discurso tecnicista foi gradualmente alterado para a noção de musicalização. Qual afirmação é estranha a essa concepção de música nas escolas?

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Q2712594 Artes Visuais

A extensão de cada instrumento pode ser definida com o intervalo entre a nota mais grave e a mais aguda que o instrumento é capaz de executar. Entre as sequências de instrumentos da mais aguda para a mais grave NÃO se inclui a seguinte:

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Q2712593 Artes Visuais

Na segunda metade do século XIX, começou-se a acrescentar um rotor ao trombone de vara. Este recurso, nos trombones tenores, aumentava a sua extensão e facilitava a emissão das notas que antes só poderiam ser tocadas nas 6ª e 7ª posições. Utilizando-se este rotor, o trombone muda de afinação (a afinação mais comum para o rotor do trombone tenor é fá). Quando se utiliza o rotor afinado em fá, em um trombone com afinação de si bemol,

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Q2712592 Artes Visuais

Desde o período renascentista até os dias de hoje, a música ocidental tem se baseado em uma escala de 7 notas divididas em 12 semitons cromáticos. Desenvolveu-se, também, um sistema de afinação chamado de temperado, ajustando-se alguns intervalos. O trombone é um instrumento não temperado baseado na afinação da série harmônica. Deste modo, são necessários ajustes para se tocar no sistema temperado. Assim, está correto o seguinte ajuste:

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Q2712591 Artes Visuais

Podem ser localizadas poucas músicas para orquestra do período clássico que utilizam trombones. Alguns poucos exemplos da utilização do trombone, neste período, são encontrados em algumas peças de Wofgang Mozart, peças de caráter religioso, como o seu Réquiem, e religioso/místico como em sua ópera A Flauta Mágica. Essa utilização do trombone decorreu do fato:

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Q2712590 Artes Visuais

Entre os séculos XV e XVI é um período de construção de grandes catedrais em toda a Europa. A música também acompanha este apogeu. A prática litúrgica da música foi essencialmente vocal e escrita a várias vozes, diferentes linhas melódicas sobrepostas, muitas vezes cantadas em línguas diferentes. Um dois principais compositores desta época foi Giovanni Gabrieli. Sua música vocal era, geralmente, acompanhada por instrumentos de metais. Dentre os instrumentos de metais da época, o sacabuxa se destacava por:

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Q2712589 Artes Visuais

As bandas de música formaram grande parte dos músicos de sopro brasileiros. Elas ainda possuem grande parcela da história da música do Brasil em seus arquivos inexplorados. Era a banda que levava para a população os gêneros populares urbanos no século XIX. Constituem gêneros populares urbanos, no Brasil, no século XIX:

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Q2712588 Artes Visuais

As bandas de música têm fundamental importância nas origens da música brasileira e foram, inclusive, os primeiros grupos a gravarem. No Brasil, têm suas origens em fins do século XVIII, início do século XIX. São instrumentos característicos das bandas brasileiras do século XVIII e primeiras décadas do século XIX:

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Q2712587 Artes Visuais

No período barroco, a orquestra moderna começou a se consolidar. Uma característica da orquestra neste período era o uso de um instrumento de teclado (geralmente cravo ou órgão), responsável pela execução da base harmônica. Os instrumentos graves (fagote, viola da gamba etc.) ainda somavam-se aos teclados, delineando a linha grave da harmonia. Tal prática ficou conhecida como:

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Q2712585 Artes Visuais

O ensino coletivo é uma das metodologias de ensino que mais tem ganhado espaço nas bandas, principalmente quando aliada a conceitos da educação musical praxial. Essa metodologia apresenta diversas vantagens em relação à metodologia tradicional. Qual característica NÃO está relacionada ao ensino coletivo?

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Q2712584 Artes Visuais

Musicalizar é um processo de desenvolvimento do conhecimento musical, que contribui para a construção do indivíduo de forma ampla e global, tendo como objetivo despertar o gosto pela música por meio de atividades lúdicas. Partindo deste princípio, a avaliação deste processo deve levar em conta o desenvolvimento:

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Q2712583 Artes Visuais

A ópera foi um dos mais populares gêneros musicais na segunda metade do século XIX. Os trechos orquestrais de maior agilidade para trombone podem ser encontrados nas aberturas das óperas de Gioacchino Rossini, como a abertura de Guilherme Tell e La Gazza Ladra. O que difere estas aberturas de grande parte da música escrita para trombone neste período é que estas aberturas possuem trechos que exigem muita agilidade do trombonista. Isto ocorre porque:

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Q2712582 Artes Visuais

Na música, modulação significa passar de um tom para outro. A maioria das composições utiliza algum tipo de modulação. Uma das formas mais simples de modular é mudar para um tom vizinho, isto ocorre porque os tons vizinhos possuem poucas notas diferentes do tom principal. Existem dois tipos de tons vizinhos: diretos e indiretos. Os tons vizinhos podem ser localizados na:

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Q2712579 Artes Visuais

Sabe-se que em uma banda existem vários instrumentos transpositores. Deste modo, em alguns casos, para que um instrumento toque a música de outro, deve-se fazer a transposição. O trombone é afinado em si bemol, embora sua música seja escrita na afinação padrão, e a trompa em fá. Na ausência de trompistas na banda, pode-se transpor a música para trombone. Assim, para que a música da trompa soe igual no trombone, deve-se transpor:

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Q2712577 Artes Visuais

Os compassos alternados são aqueles formados pela reunião de dois ou três compassos (de 2, 3 e 4 tempos) executados alternadamente. Entre os compassos a seguir, classificam-se como compassos alternados compostos:

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Q2712551 Português

Leia o texto 3 para responder às questões de 12 a 16.

Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má-fé

Márcia Tiburi


O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por direitos. Mas infelizmente há o lado péssimo de tudo isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o inimigo é necessário desde que não se menospreze sua força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da crítica, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem se dedica à educação e à ciência, com o esforço da escuta. Quando escuto alguém falando de “cura gay” imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza subjetiva, que levou essa pessoa a aderir a uma teoria como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideologia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológicas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocultar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso comum, as opiniões na forma de discursos que transitam no mundo da vida depois de terem sido lidas em jornais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que estão sempre sendo questionadas e podem vir a ser desconstituídas, mas que escorrem para o senso comum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos e opiniões vigentes que servem para ocultar alguma coisa em vez de promover esclarecimento, investigação e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo ideologia quando se fala em “ideologia de gênero”. Algo, no mínimo, capcioso. Pois quem usa o termo “ideologia de gênero” para combater o que há de elucidativo no termo gênero procura ocultar por meio do termo ideologia não apenas o valor do termo gênero, como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É como se falar de ideologia de gênero servisse para ocultar a ideologia de gênero de quem professa o discurso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a autocontradição performativa é ocultada pela força da expressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se dizem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é também demonstrar que percebemos o que se passa e que continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diálogo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive relativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a violência simbólica a que estamos submetidos.


Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobregenero/ >. Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

A expressão “má-fé” anunciada no título do texto está implicada na questão que diz respeito

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Q2712550 Português

Leia o texto 3 para responder às questões de 12 a 16.

Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má-fé

Márcia Tiburi


O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por direitos. Mas infelizmente há o lado péssimo de tudo isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o inimigo é necessário desde que não se menospreze sua força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da crítica, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem se dedica à educação e à ciência, com o esforço da escuta. Quando escuto alguém falando de “cura gay” imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza subjetiva, que levou essa pessoa a aderir a uma teoria como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideologia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológicas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocultar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso comum, as opiniões na forma de discursos que transitam no mundo da vida depois de terem sido lidas em jornais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que estão sempre sendo questionadas e podem vir a ser desconstituídas, mas que escorrem para o senso comum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos e opiniões vigentes que servem para ocultar alguma coisa em vez de promover esclarecimento, investigação e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo ideologia quando se fala em “ideologia de gênero”. Algo, no mínimo, capcioso. Pois quem usa o termo “ideologia de gênero” para combater o que há de elucidativo no termo gênero procura ocultar por meio do termo ideologia não apenas o valor do termo gênero, como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É como se falar de ideologia de gênero servisse para ocultar a ideologia de gênero de quem professa o discurso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a autocontradição performativa é ocultada pela força da expressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se dizem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é também demonstrar que percebemos o que se passa e que continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diálogo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive relativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a violência simbólica a que estamos submetidos.


Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobregenero/ >. Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

No trecho "A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é", o elemento "o", no período em destaque, funciona como um mecanismo de coesão

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Q2712549 Português

Leia o texto 3 para responder às questões de 12 a 16.

Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má-fé

Márcia Tiburi


O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por direitos. Mas infelizmente há o lado péssimo de tudo isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o inimigo é necessário desde que não se menospreze sua força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da crítica, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem se dedica à educação e à ciência, com o esforço da escuta. Quando escuto alguém falando de “cura gay” imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza subjetiva, que levou essa pessoa a aderir a uma teoria como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideologia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológicas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocultar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso comum, as opiniões na forma de discursos que transitam no mundo da vida depois de terem sido lidas em jornais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que estão sempre sendo questionadas e podem vir a ser desconstituídas, mas que escorrem para o senso comum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos e opiniões vigentes que servem para ocultar alguma coisa em vez de promover esclarecimento, investigação e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo ideologia quando se fala em “ideologia de gênero”. Algo, no mínimo, capcioso. Pois quem usa o termo “ideologia de gênero” para combater o que há de elucidativo no termo gênero procura ocultar por meio do termo ideologia não apenas o valor do termo gênero, como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É como se falar de ideologia de gênero servisse para ocultar a ideologia de gênero de quem professa o discurso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a autocontradição performativa é ocultada pela força da expressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se dizem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é também demonstrar que percebemos o que se passa e que continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diálogo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive relativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a violência simbólica a que estamos submetidos.


Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobregenero/ >. Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

No parágrafo introdutório do texto, são usadas as palavras de um teólogo acerca dos desdobramentos sobre as questões de gênero na atualidade. Com relação a essa citação e aos comentários feitos a seu respeito, é possível afirmar que a autora

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Q2712547 Português

Leia o texto 3 para responder às questões de 12 a 16.

Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de pensar contra a má-fé

Márcia Tiburi


O teólogo André Musskopf defende que os fundamentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele defende que “talvez o mais surpreendente seja que aqueles e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e conhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de alguns tem esse outro lado, um efeito inesperado de colocar a questão em pauta, de levar muita gente a repensar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, digamos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por direitos. Mas infelizmente há o lado péssimo de tudo isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o inimigo é necessário desde que não se menospreze sua força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da crítica, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem se dedica à educação e à ciência, com o esforço da escuta. Quando escuto alguém falando de “cura gay” imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza subjetiva, que levou essa pessoa a aderir a uma teoria como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideologia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológicas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocultar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso comum, as opiniões na forma de discursos que transitam no mundo da vida depois de terem sido lidas em jornais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que estão sempre sendo questionadas e podem vir a ser desconstituídas, mas que escorrem para o senso comum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos e opiniões vigentes que servem para ocultar alguma coisa em vez de promover esclarecimento, investigação e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo ideologia quando se fala em “ideologia de gênero”. Algo, no mínimo, capcioso. Pois quem usa o termo “ideologia de gênero” para combater o que há de elucidativo no termo gênero procura ocultar por meio do termo ideologia não apenas o valor do termo gênero, como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É como se falar de ideologia de gênero servisse para ocultar a ideologia de gênero de quem professa o discurso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a autocontradição performativa é ocultada pela força da expressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se dizem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é também demonstrar que percebemos o que se passa e que continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diálogo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive relativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a violência simbólica a que estamos submetidos.


Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobregenero/ >. Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

A expressão “ideologia de gênero” utilizada nos dias de hoje e questionada pela autora do texto refere-se a
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Q2712545 Português

Leia o texto 2 para responder às questões de 08 a 11.

Texto 2

Acerca da relação entre elementos verbais e não verbais na construção da tirinha, é possível afirmar que há entre eles

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Respostas
2081: B
2082: D
2083: A
2084: D
2085: B
2086: A
2087: B
2088: D
2089: A
2090: B
2091: D
2092: C
2093: D
2094: B
2095: A
2096: A
2097: B
2098: C
2099: A
2100: D