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Nas demências ocorre dissociação das análises fonológica e sintática da análise semântica. O paciente pode repetir, falar espontaneamente e corrigir erros sintáticos e fonológicos sem processar o significado do que fala.
Na afasia de Wernicke, o ritmo da fala é mais rápido do que o normal, não existe anomia e a leitura em voz alta não é preservada.
A base da terapia fonoaudiológica com pacientes que apresentam disfunção temporomandibular (DTM) é a terapia miofuncional. Geralmente nessa disfunção não há alteração na fala, não havendo nenhuma alteração na comunicação do paciente.
As alterações encontradas em relação aos fonemas /s/ e /z/ são os ceceios anterior e lateral. Nesse caso, o trabalho terapêutico deverá ser a propriocepção do ponto da emissão, o direcionamento do fluxo aéreo, reeducação do posicionamento lingual em repouso e durante a deglutição, e o fortalecimento da língua se houver necessidade.
Quando a criança apresenta trocas na representação gráfica dos fonemas: /f/ e /v/, /p/ e /b/, /t/ e /d/, /c/ e /g/, pode-se afirmar que essas trocas estão relacionadas à natureza perceptual visual e temporal.
Os testes formais utilizados para avaliação da linguagem, só são eficazes quando aplicados em crianças com linguagem verbal.
A terapia fonoaudiológica do paciente respirador oral consiste em conscientização, propriocepção, restabelecimento da respiração nasal e reeducação das demais funções alteradas do sistema estomatogmático.
O índice de reconhecimento de fala obtido com monossílabos necessita obter o mínimo de 70% de acertos em cada orelha, e a diferença dos resultados entre as orelhas direita e esquerda não deve ser superior a 20%, para que o teste para DPAC seja realizado em pacientes portadores de perdas auditivas severas.
Desatenção, dificuldade de compreender solicitações e verborreia excessiva podem ser sinais sugestivos de prejuízo das habilidades auditivas de um indivíduo que são passíveis de avaliação para determinar a presença de desordens no processamento auditivo central.
A Avaliação do processamento auditivo central pode ser realizada em crianças a partir dos dois anos de idade. Existe uma variação de faixa etária inicial para cada teste.
Aplica-se o teste de avaliação do processamento auditivo central em pacientes com acuidade auditiva normal. Não é possível realizar esses testes em portadores de perdas auditivas neurossensoriais ou condutivas.
Na pesquisa dos reflexos acústicos podem-se obter medidas funcionais de estruturas localizadas no tronco cerebral.
Se a lesão das vias auditivas for de tronco cerebral alto, os achados da pesquisa de reflexos estarão sempre ausentes.
A pesquisa dos reflexos em lesão de tronco cerebral tem como característica a ausência de reflexos contralaterais e a presença dos ipisilaterais.
Na avaliação audiológica infantil, já é possível utilizar técnica de condicionamento por encaixes em crianças a partir dos 2 anos de idade, pois elas já conseguem realizar um ato motor na presença do estímulo sonoro.
Na audiometria com reforço visual, uma virada de cabeça eliciada por um estímulo sonoro é reforçada visualmente por meio da ativação e iluminação de um brinquedo. Mesmo se nenhuma resposta de orientação ocorrer, o reforço é apresentado na fase de condicionamento.
A audiometria com reforço visual (VRA) é um procedimento de teste válido e confiável para ser utilizado na avaliação audiométrica de crianças pequenas a partir dos 12 meses de idade.
Na pesquisa dos limiares por via óssea em audiometria com reforço visual utiliza-se uma tira pediátrica com uma almofada de espuma, posicionando o vibrador ósseo sobre a mastoide mais próxima do reforço visual, sem o uso do mascaramento, pois o bebê irá responder para o som mascarador.
O alto-falante e o reforço visual são posicionados a aproximadamente 90º de um dos lados do bebê. Um ruído do tipo banda estreita de 1.000 Hz é apresentado a 70 dBNA para dar início ao condicionamento.
O MMN é um instrumento útil para avaliar a habilidade de discriminação dos padrões da estimulação elétrica produzidos pelo implante coclear.