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Q3430478 História
Embora constitua-se num tema clássico da História do Tempo Presente, e talvez num dos fenômenos históricos com a mais ampla e contraditória bibliografia, o fascismo conheceu, após o final da década de 1980, uma vigorosa retomada de interesse, com novas abordagens e novas teorias explicativas. Tal fato se deve fundamentalmente a três razões.

(Francisco Carlos Teixeira da Silva, Os fascismos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Entre as razões encontradas para o fenômeno, é correto identificar:
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Q3430477 História
Apesar de brutal e ditatorial, o sistema soviético não era “totalitário”, um termo que se tornou popular entre os críticos do comunismo após a Segunda Guerra Mundial, tendo sido inventado na década de 1920 pelo fascismo italiano para descrever seu próprio projeto.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)

De acordo com Hobsbawm, a União Soviética não poderia ser considerada totalitária, pois o sistema soviético
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Q3430476 História
Havia diferenças significativas entre os dois líderes da nova extrema-direita: Hitler impunha pela força um programa racista e antissemita, Mussolini preferia a demagogia patriótica da “italianidade”.

(Leandro Konder. Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Ambos, entretanto, recorriam à repressão sistemática e combinavam em seus respectivos programas
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Q3430475 História
Em dois períodos, sobretudo, presididos, respectivamente, por S. Witte (1892-1903) e por P. Stolypin (1906- 1911), uma série de mecanismos garantiu altas taxas de desenvolvimento. Elevadas barreiras alfandegárias, estímulos fiscais, encomendas do Estado, moeda forte, arregimentação agressiva do capital estrangeiro, conferiam ao capitalismo russo um perfil específico.

(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Em relação ao perfil específico do capitalismo russo, entre os séculos XIX e XX, é correto identificar:
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Q3430474 História
A sensação de segurança absoluta impediu a correta avaliação das tendências econômicas. O crédito fácil alimentava a continuidade da produção. A busca de enriquecimento rápido supervalorizou as ações das empresas. Em 1929 tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo.

(José Jobson de Andrade Arruda. A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

De acordo com a obra citada, a repercussão mundial da crise pode ser explicada
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Q3430473 História
A reivindicação de anistia era antiga, e a campanha começou em 1975, com a criação do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), em São Paulo, por iniciativa de Therezinha Zerbini. Os núcleos do MFPA se espalharam pelo Brasil, receberam apoio do MDB e da Igreja Católica, e animaram os exilados a se agregarem em torno de uma bandeira comum. Em fevereiro de 1978, no Rio de Janeiro, foi fundado o primeiro Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA).

(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)

Os Comitês Brasileiros pela Anistia
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Q3430472 História
No Brasil, a euforia tomou conta do ambiente, e de tal modo, que a abdicação (1831) foi entendida como um marco inaugural e fundador. Muitos a consideraram uma revolução exemplar, pois fora pacífica e não levara a derramamento de sangue. Outros a chamaram “regeneração brasileira”, tal seu caráter popular. Toda uma memória foi criada em torno do evento, como se ele representasse um tempo novo: a verdadeira independência.

(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)

Em comparação com a independência (1822), a abdicação teve
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Q3430471 História
Fosse qual fosse seu formato, em pelo menos um aspecto as revoltas de colonos eram incrivelmente semelhantes: nenhuma delas confrontou a Coroa portuguesa. Ao contrário: a linguagem dos rebeldes expressava estrita lealdade ao soberano, reafirmava a força simbólica da figura do rei sempre pronto a ouvir as aflições de seus súditos. Quase todas as revoltas procederam assim, exceto uma.

(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)

A exceção mencionada pelo fragmento faz referência à 
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Q3430470 História
Em toda a época de seu apogeu, a borracha ocupou folgadamente o segundo lugar entre os produtos brasileiros de exportação, alcançando o ponto máximo entre 1898 e 1910. A expansão da borracha foi responsável por uma significativa migração para a Amazônia. Calcula-se que entre 1890 e 1900 a migração líquida para a região – ou seja, a diferença entre os que entraram e saíram – foi de cerca de 110 mil pessoas.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

A migração para a região, como mencionada no texto, teve origem sobretudo
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Q3430469 História
A Independência se explica por um conjunto de fatores, tanto internos como externos, mas foram os ventos trazidos de fora que imprimiram aos acontecimentos um rumo imprevisto pela maioria dos atores envolvidos, em uma escalada que passou da defesa da autonomia brasileira à ideia de independência.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Um dos fatores externos que contribuiu de maneira determinante para o processo de independência do Brasil, como descrito no texto, foi
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Q3430468 História
Tomando agora o caso português, que nos interessa de perto, seria equivocado pensar que os preceitos mercantilistas foram aplicados sempre consistentemente. Se insistimos em lhes dar grande importância, é porque eles apontam para o sentido mais profundo das relações Metrópole-Colônia, embora não contem toda a história dessas relações.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com o historiador Boris Fausto, em Portugal, a aplicação mais consequente da política mercantilista só se deu em
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Q3430467 História
Uma civilização inteiramente desconhecida acabou de ressurgir do túmulo, às margens do Indo. Métodos de investigação até então desconhecidos também surgiram. Sabemos melhor do que nossos predecessores questionar as línguas sobre os costumes, as ferramentas sobre o trabalhador. Aprendemos principalmente a aprofundar mais na análise dos fatos sociais.

(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)

Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
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Q3430466 História
De 1961 até 1975, quando dos processos de independência das colônias africanas, acentuaram-se as questões relativas ao regime de trabalho. Em uma tentativa de neutralizar tanto o ascenso das guerras de guerrilhas como as críticas internacionais, em 1961, o Estatuto Indígena foi abolido embora, na prática, tenha continuado a vigorar sob o nome de “voluntariado”. Embora a oposição democrática se mostrasse favorável à autodeterminação das colônias, o governo autoritário da metrópole rejeitou a ideia de independência.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O texto faz referência ao colonialismo 
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Q3430465 História
A participação de africanos na Primeira Guerra Mundial se repetiu na Segunda Guerra, quando perto de 190 mil homens estiveram em frentes de batalha na Alemanha, Itália, Líbia, Normandia, no Oriente Médio, na Indochina e na Birmânia. A guerra colocou os povos negros em contato com o caráter instrumental da técnica multiplicada pela violência exercida pelos povos brancos entre si. Talvez o mais importante legado dessa experiência tenha sido o de ter desnudado a desumanidade dos “civilizados”.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

De acordo com Leila Leite Hernandez, as duas grandes guerras tiveram um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência na África, pois tornava-se possível
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Q3430464 História
Os exploradores carregavam um espírito aventureiro despertado pelo imaginário sobre a África formado pelos relatos sobre monstros como gigantes, pigmeus, mulheres-pássaros e homens-macacos. Noutra vertente vigorava a ideia da existência de “reinos riquíssimos e misteriosos”, caracterizados pela abundância de escravos, ouro e noz-de-cola.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

Desde fins do século XVIII e de forma crescente no século XIX, no entanto o que deu impulso decisivo à exploração do continente africano foi a busca 
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Q3430463 História
O reino do Congo, cuja duração se estendeu até o último quartel do século XVII (mais precisamente em 1665, quando foi destruído por tropas lusas, africanas e brasileiras), teve um mani (senhor), o Manicongo, que se declarou “convertido” ao cristianismo, em 1512, como forma de se opor às linhagens rivais “animistas”. Como consequência, a Mesa de Consciência de Lisboa reconheceu o bispado do Congo, sob justificativa de que o reino do Congo era cristão havia muito.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

Depois do mencionado reconhecimento, as relações entre os chefes africanos e os portugueses
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Q3430462 História
Pretendi esboçar as fronteiras e as etapas históricas que constituíram um espaço transcontinental, luso-brasileiro e luso-africano que se assemelha a um atol do Pacífico. Na maior parte do tempo, a cadeia de montanhas unindo as ilhas fica submersa, invisível. Só quando um terremoto faz tremer o fundo do mar e se levantam tempestades, é que o grande anel do atol surge no horizonte. Há, de fato, dois terremotos que expõem o arco transcontinental da zona econômica formada pelo Brasil e por Angola. O primeiro ocorre durante a Guerra dos Trinta Anos, quando a investida holandesa no Atlântico Sul junta Luanda e Recife num só front militar.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

Em relação ao primeiro terremoto mencionado por Luiz Felipe de Alencastro, é correto afirmar que
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Q3430461 História
A dinâmica do comércio atlântico negreiro torna a reprodução mercantil dos escravos mais rápida e mais efetiva do que a reprodução demográfica, eventualmente gerada nas famílias cativas dos engenhos e das fazendas luso- -brasileiras. Com a reconquista de Angola pela expedição luso-brasileira de Salvador de Sá (1648), a economia brasileira se apropria – por dois séculos inteiros – da maior reserva africana de mão de obra. No rastro militar da invasão militar, no farnel dos milicianos brasílicos desembarcam mercadorias para o escambo.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

Entre as mercadorias para escambo mencionadas no texto, é correto identificar: 
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Q3430460 História
Na América Latina, as grandes forças da mudança política eram políticos civis — e exércitos. A onda de regimes militares direitistas que começou a inundar grandes partes da América do Sul, na década de 1960, não respondia, basicamente, a rebeldes armados.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)

No caso do Chile, o golpe militar, ocorrido em 1973, derrubou um governo
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Q3430459 História
O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX, talvez porque em termos históricos essa forma de atividade em essência rural estivesse associada de modo esmagador a movimentos de ideologias arcaicas facilmente confundidos pelos observadores urbanos com o conservadorismo, ou mesmo com a reação e a contrarrevolução.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)



Entre os exemplos de guerra de guerrilha revolucionária no século XX, é correto identificar a Revolução
Alternativas
Respostas
6161: E
6162: A
6163: C
6164: E
6165: C
6166: B
6167: E
6168: D
6169: A
6170: B
6171: E
6172: C
6173: D
6174: A
6175: A
6176: E
6177: C
6178: B
6179: D
6180: A