Questões de Concurso
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(Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, a confirmação empírica do modelo copernicano ocorreu no século XVII graças
Os pressupostos do Programa de Metas mostram que, no governo JK, ocorreu uma definição nacional-desenvolvimentista da política econômica.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Para Boris Fausto, no contexto citado, o nacional-desenvolvimentismo era uma política econômica que
As invasões holandesas que ocorreram no século XVII foram o maior conflito político-militar da Colônia.
Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Boris Fausto entende que essas invasões
O AI-1 tinha prazo de validade — terminaria em 31 de janeiro de 1966, data final do mandato de João Goulart. Em outubro de 1965, porém, Castello Branco liquidou com as ilusões de quem ainda acreditava em ditadura temporária, prorrogou o próprio mandato e baixou por decreto o AI-2. Além das medidas destinadas a fortalecer o Executivo, o AI-2 mudava as regras do jogo no caso da representação política: suprimia as eleições por voto popular direto para presidente da República e extinguia todos os partidos políticos então existentes.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
Uma das reações ao AI-2, segundo a obra citada, foi
Um evento com tantos contendores, como a Guerra do Paraguai, sempre deixa margem para diversas opiniões. Mesmo no caso brasileiro, as interpretações variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Mais personalista, tal versão insiste em acusar o presidente paraguaio, sua política fraudulenta e a aversão que d. Pedro II teria ao seu perfil de caudilho. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades. A seguir tal interpretação, López seria um paladino anti-imperialista, isolacionista, defensor de um modelo mais autônomo e vítima dessa conspiração internacional.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
A obra citada destaca a existência de uma terceira interpretação, que reconhece esse conflito como
Visto que o século XX nos ensinou e continua a ensinar que os seres humanos podem aprender a viver nas condições mais brutalizadas e teoricamente intoleráveis, não é fácil apreender a extensão do regresso, por desgraça cada vez mais rápido, ao que nossos ancestrais do século XIX teriam chamado padrões de barbarismo.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos Extremos, 1995. Adaptado)
Com base na análise crítica apresentada por Eric Hobsbawm e considerando os eventos centrais do período a que se refere, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação do autor sobre os traços marcantes da trajetória histórica do século 20.
Se o Brasil tornava ilegal a importação de escravos, a manutenção do escravismo no país perdia legitimidade. A partir daí, várias perguntas surgiam: em que prazo e de que forma acabaria a escravidão no Brasil? Quem substituiria a mão de obra escrava?
Uma parte da resposta se encontra na Lei de Terras, aprovada em 1850, duas semanas após a extinção do tráfico.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
A Lei de Terras
O período regencial caracterizou-se por forte instabilidade política, pela emergência de movimentos de contestação nas províncias e por disputas entre projetos centralizadores e federalistas.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Considerando o contexto histórico delimitado pelo excerto, são exemplos de grupos políticos defensores das ideias centralizadoras e federalistas, respectivamente,
Por volta de 1817, quem dissesse que dentro de cinco anos o Brasil se tornaria independente estaria fazendo uma previsão muito duvidosa. A Revolução Pernambucana, confinada ao Nordeste, fora derrotada. Por sua vez, a Coroa tomava medidas no sentido de integrar Portugal e Brasil como partes de um mesmo reino.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Para Boris Fausto, o processo de emancipação política do Brasil
Após a Segunda Guerra, além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?
(Enrique Serra Padrós, “Capitalismo, prosperidade e estado de bem-estar- -social”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
A manutenção dos impérios coloniais, segundo Padrós, foi dificultada
Antiliberalismo, antimarxista, organicismo social, liderança carismática e negação da diferença marcam, a nosso ver, a possibilidade de identificação do fascismo enquanto regime ou forma dominação específica. Neste sentido, insistimos em diferenciar o fascismo das diversas vertentes políticas possíveis existentes no interior da direita.
(Francisco Carlos Teixeira da Silva, “Os fascismos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
Para Teixeira da Silva, o fascismo se distingue de outras vertentes políticas por
Com o crack da Bolsa de Nova York, a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.
(José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo liberal”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha, O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
As profundas mudanças concretizaram-se, segundo o artigo citado, com
I. Nasceu em Salvador, em 1830, filho de escravos, e foi vendido pelo pai, em 1840, devido a uma dívida de jogo. Passou a viver em cativeiro em Lorena (SP). Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu de Lorena e foi para São Paulo. Frequentou o curso de Direito como ouvinte. Sempre utilizou seu trabalho na imprensa para a divulgação de suas ideias antiescravistas e republicanas.
II. Historiador e romancista carioca, foi professor da UFRJ e membro do Comitê Cientifico Internacional do Programa Rota do Escravo, da Unesco. É autor, entre outros livros, de O dia em que o povo ganhou, A guerra da independência da Bahia, O que é racismo, História política do futebol brasileiro e Gosto da África.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Os excertos I e II, respectivamente, apresentam
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão trata-se de um equívoco histórico. Há fatores que contribuíram e ainda contribuem para que tal equivoco persista entre nós.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, segundo a obra citada, um desses fatores.
Para os metódicos (Gabriel Monod, Charles Seignobos, Charles Langlois e outros), grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015.)
Nesse sentido, segundo Marcos Napolitano, os historiadores metódicos entendiam que
No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica: o anacronismo, o voluntarismo teórico e o descritivismo nominalista.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Marcos Napolitano define o voluntarismo teórico como