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Quando o grupo Hamas lançou a noticiada ofensiva contra Israel em 2023, surpreendendo não apenas Israel, mas também os países ocidentais hegemônicos, o conflito que se seguiu foi comparado com outro conflito entre árabes e israelenses, quando o elemento surpresa desmistificou a superioridade bélica israelense. O conflito comparado ao estopim da invasão atual ficou conhecido como:
Entre os trechos da obra “História Concisa do Brasil”, de Bóris Fausto (São Paulo: Edusp, 2009), aquele que descreve o movimento apelidado de “Caras-pintadas” é:
O poema a seguir é parte da obra “Quero acordar a alva”, do poeta e jornalista angolano José Luís Mendonça, escrita em 1997:
1974
Quimbanguleiros de todos os musseques
erguem o verde despertar das cidades
com blindagens de óleo palma
no eco encardido das nádegas
1994
Nossas crianças roem os dentes
neste céu etílico de balas perfumadas
2004
Nossa Senhora Santa Ana da Muxima
ainda marmoriza o país do rio Bengo
mas os deuses já não escarram mais o mel
da angústia em nossas bocas de papel
Em relação ao processo de descolonização e consolidação de Angola, as três datas e os contextos apresentados fazem referência respectivamente:
O trecho a seguir é base para a resolução da próxima questão.
“Na década de 1950, os Estados Unidos reduziram suas importações de açúcar cubano, o que diminui os lucros da grande burguesia açucareira de Cuba. A saída seria abrir relações comerciais com a URSS e outros países socialistas. O governo Batista, entretanto, havia rompido com o mundo socialista e, devido à Guerra Fria, recusava-se a atender aos pedidos da burguesia açucareira de comerciar com os mercados socialistas. Com isso, desde 1958, a ditadura de Batista perdeu o apoio dessa classe, que era sua principal base de sustentação.
Em 1950 surgiu o Partido Ortodoxo, de ideias democráticas, liberais e nacionalistas, que acreditava no sucesso de uma campanha democrática, em bases eleitorais, mas Batista impediu a realização das eleições. Para muito oposicionistas, como o advogado Fidel Castro, ficou claro que o fim do regime seria conseguido apenas pela luta armada.”
AQUINO, R, et al. História das Sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2003. p.517-18.
Considerando a cronologia da Revolução Cubana, os fatos imediatamente subsequentes ao contexto relatado foram:
O trecho a seguir é base para a resolução da próxima questão.
“Na década de 1950, os Estados Unidos reduziram suas importações de açúcar cubano, o que diminui os lucros da grande burguesia açucareira de Cuba. A saída seria abrir relações comerciais com a URSS e outros países socialistas. O governo Batista, entretanto, havia rompido com o mundo socialista e, devido à Guerra Fria, recusava-se a atender aos pedidos da burguesia açucareira de comerciar com os mercados socialistas. Com isso, desde 1958, a ditadura de Batista perdeu o apoio dessa classe, que era sua principal base de sustentação.
Em 1950 surgiu o Partido Ortodoxo, de ideias democráticas, liberais e nacionalistas, que acreditava no sucesso de uma campanha democrática, em bases eleitorais, mas Batista impediu a realização das eleições. Para muito oposicionistas, como o advogado Fidel Castro, ficou claro que o fim do regime seria conseguido apenas pela luta armada.”
AQUINO, R, et al. História das Sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 2003. p.517-18.
A análise do trecho destacado, à luz das diferentes correntes historiográficas, leva a sua associação à determinada vertente, em acordo com a seguinte justificativa:
Considerando que uma guerra se superpõe às múltiplas dimensões da vida humana e que as guerras de grandes proporções afetam todas as sociedades com elas relacionadas, as macroestruturas sociais e econômicas tendem a ser transformadas ao longo desses conflitos. Todavia, há também uma dimensão cotidiana que impacta as vidas privadas. Um elemento que representa uma articulação de mudanças integradas desses dois níveis (as estruturas e o cotidiano) ao longo da Segunda Guerra Mundial e condizente com a correção dos fatos históricos está apresentado na seguinte alternativa:
“Em um sentido estrito, os Humanistas são os letrados profissionais, geralmente provenientes da burguesia, eclesiásticos, professores universitários, médicos, funcionários, por vezes publicistas, a serviço de uma casa editora, que exprimem a tendência da sociedade e lhe fornecem suas ferramentas intelectuais.”
MOUSNIER, R. Os séculos XVI e XVII IN História Geral das Civilizações. São Paulo, Difusão Europeia da Livro, 1970. p.24
Entre os elementos do movimento descrito, aquele que perdurou como referência do pensamento ocidental, desde sua gênese, é:
“(...) era ainda influenciada pela meta principal do governo, que era a abertura lenta e gradual a ser implementada. Com todos esses paradigmas apresentados, a velha divisão esquerda/direita, capitalismo/comunismo perdeu importância. Necessitando de capitais, o governo foi buscar novos mercados, entre eles o do bloco socialista, com o Brasil restabelecendo laços com a União Soviética e o Leste Europeu. Além do Leste Europeu, o Brasil buscava contato com a China Popular e Angola, naquele momento já sob o governo marxista do MPLA.
O Brasil ainda entraria em polêmica com os Estados Unidos acerca da questão dos Direitos Humanos. As mortes de Vladimir Herzog e Manuel Fiel Filho em flagrante tortura realizada em dependências do Exército fizeram a má fama do Brasil internacionalmente. O governo reagiu de modo rancoroso, distanciando-se discretamente do governo americano.”
Adaptado de www.infoescola.com/historia Acesso em 18 ago 2025.
O conjunto de medidas que pautaram a política externa brasileira no período retratado no excerto ficou conhecido como:
“(...) os intelectuais reunidos pela primeira vez em Congresso dariam uma importante contribuição ao restabelecimento da democracia no país, reivindicando, paralelamente, um maior acesso da população às vantagens da educação e da cultura. Assim, escritores das mais variadas tendências estéticas e políticas debatem durante cinco dias temas como ‘a democratização da cultura’, ‘a criação literária e a liberdade’, ‘o escritor e a luta contra o fascismo’ – temas esses que davam a tônica exata da responsabilidade social que o intelectual brasileiro chamava a si em momento tão decisivo da vida nacional, para não dizer da própria História universal.”
ALVES FILHO, Ivan. Brasil – 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Mauad, 1999. p. 496.
O contexto a que se refere o trecho apresentado sobre o I Congresso Brasileiro de Escritores, que contou com a presença de nomes como Jorge Amado, Monteiro Lobato e Sérgio Buarque de Holanda, é:
O trecho a seguir foi retirado de uma obra didática destinada a alunos do ensino fundamental:
“Após várias tentativas de acabar com a comunidade, em 1912, tropas estaduais foram enviadas para combate e mataram José Maria e alguns de seus seguidores. Tal fato alimentou ainda mais a fé dos caboclos que, ao reorganizarem a comunidade, acreditavam que José Maria voltaria a guerrear com eles, trazendo consigo um exército divino.”
FTD Sistema de Ensino: Ensino Fundamental: Anos Finais (9º ano). 2ª ed. São Paulo: FTD, 2024. p. 27.
O movimento que pode ser associado à mesma característica da revolta descrita e evidenciada no trecho é:
O trecho a seguir é base para a próxima questão.
“No caso brasileiro, Positivismo continha uma fórmula de modernização conservadora, centrada na ação do Estado e na neutralização dos políticos tradicionais, que teve forte ressonância nos meios militares. Nesses meios, sua influência raramente se deu pela aceitação ortodoxa dos princípios. Em geral os oficiais do Exército absorveram os aspectos mais afinados com suas percepções.”
FAUSTO, Bóris. História Concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009. p.130.
O trecho a seguir é base para a próxima questão.
“No caso brasileiro, Positivismo continha uma fórmula de modernização conservadora, centrada na ação do Estado e na neutralização dos políticos tradicionais, que teve forte ressonância nos meios militares. Nesses meios, sua influência raramente se deu pela aceitação ortodoxa dos princípios. Em geral os oficiais do Exército absorveram os aspectos mais afinados com suas percepções.”
FAUSTO, Bóris. História Concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009. p.130.
“(...) esta se processa num sistema de relações tendentes a promover a acumulação primitiva de capitais na metrópole; ora, o tráfico negreiro, isto é, o abastecimento das colônias com escravos, abria um novo e importante setor do comércio colonial, enquanto o apresamento dos indígenas era um negócio interno da colônia. Assim, os ganhos comerciais resultantes da preação dos aborígines mantinham-se na colônia, com os colonos empenhados nesse ‘gênero de vida’; a acumulação gerada no comércio de africanos, entretanto, fluía para a metrópole.”
Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial. São Paulo: Hucitec, 1979, p. 105.
A tese defendida pelo autor no trecho e na obra destacados foi amplamente difundida e consagrada por combater uma visão historiográfica correntemente aceita até então, sendo ela:
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.
O texto da reportagem a seguir é base para a questão.
Autobiografia de africano escravizado no Brasil é traduzida
Quatro milhões de africanos foram escravizados no Brasil. Apenas Mahommah Baquaqua, porém, registrou, em inglês, sua vida como escravo no país.
POR TORY, 19.11.2015
Mahommah Gardo Baquaqua nasceu em Dijogou, atual região norte do país africano Benim. Muçulmano, era filho de um importante comerciante local, aprendeu a ler e a escrever em uma escola islâmica e atuava em rotas comerciais em seu país de origem. Sua vida, porém, acabou atravessada pelo tráfico e exploração do trabalho escravo, ainda vigente no século XIX.
Escravizado, Baquaqua foi enviado ilegalmente para o Brasil em um navio negreiro, quando o tráfico de pessoas já era proibido em terras tupiniquins. Desembarcou no litoral de Pernambuco em 1845 e passou pelo Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul antes de chegar a Nova York e conseguir a liberdade.
Lá, escreveu, em inglês, a autobiografia que é o único registro conhecido sobre a escravidão no Brasil do ponto de vista de um escravo. Os relatos impressionam. “Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou sentar no chão. Dia e noite eram iguais para nós, o sono sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/unica-autobiografia-de-ex-escravo-no-brasil-etraduzida/?utm_source=chatgpt.com Acesso em 18 de agosto de 2025.