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Não existe relação entre o crescimento da população urbana e o aumento da criminalidade nos grandes centros urbanos, visto que as instituições sociais responsáveis mantêm toda a população sob vigilância, o que facilita o controle e o planejamento dos órgãos do Estado.
Marx sustentava que o desenvolvimento do modo de produção capitalista conduziria a uma constante e irreversível concentração de riquezas, monopolizada por poucos, deixando a maior parcela da população mundial em nível econômico de subsistência.
A crescente racionalização da vida moderna prejudicou o desenvolvimento de novos métodos e técnicas de pesquisa social.
O desenvolvimento de diversas correntes teóricas na Sociologia não foi acompanhado de igual enriquecimento dos métodos de pesquisa social.
Uma das preocupações da Sociologia atual é desenvolver um caminho de mão dupla entre a sociologia teórica e a prática, entre a abordagem mais técnica e a mais crítica, uma vez que o capitalismo moderno demanda da Sociologia intervenção social mínima e racionalidade de modelos teóricos.
A abordagem crítica da Sociologia desenvolve estudos propostos pelas necessidades teóricas de desenvolvimento da ciência, visto que entende que as informações obtidas por meio de uma pesquisa sempre se referem a uma situação imediata, ignorando os processos de construção histórica mais amplos.
A Sociologia Técnica define-se pelo pragmatismo e pela utilização de instrumentos quantitativos de grande objetividade, sem desenvolver esforço interpretativo que extrapole as relações causais ou funcionais imediatas.
Um dos desafios centrais do ensino da Sociologia é a necessidade de levar o aluno à compreensão de que só é possível uma abordagem teórica da sociedade, ou seja, uma Sociologia desinteressada, deixando a prática sociológica, que permite a intervenção social e a utilização de informações como ferramentas de ação social, a cargo de agentes especializados, como educadores e políticos.
Uma das principais mudanças introduzidas pela reestruturação do capitalismo, em fins do século XX, foi a substituição do estudo de valores fundamentais ao sistema — trabalho e conflito de classes — por valores novos, como lazer e consumo.
Atualmente, uma das principais exigências do processo ensino-aprendizagem da Sociologia é promover uma revisão de conceitos e interpretações acerca dos mecanismos de funcionamento das sociedades capitalistas do século XXI.
Um fenômeno é definido como sociológico quando o sociólogo se debruça sobre ele, tenta entendê-lo no que diz respeito às relações entre os indivíduos e às influências sociais de seu comportamento.
A Sociologia é uma ciência que, à maneira das ciências naturais, se define pelo seu objeto de estudo, a sociedade, independentemente da forma como pesquisa, analisa e interpreta as informações obtidas.
A construção do conhecimento sociológico e a utilização dos métodos e das técnicas de pesquisa social contribui para a confiabilidade da Sociologia como ciência que estuda e prevê os fenômenos sociais.
Marx afirma que o Estado não supera as contradições existentes no seio da sociedade civil, pois ele é o reflexo dessas contradições, e sua função, como instrumento da burguesia capitalista, é perpetuá-las.
Para Marx, o estudo do modo de produção é elemento fundamental para a compreensão da organização e do funcionamento de uma sociedade, dado que todos os outros aspectos da vida social, tais como religião, legislação, idéias políticas e valores sociais, dependem, unicamente, de como se organiza a produção social de bens.
A diferença entre o valor do trabalho humano, o salário, e o que este rende ao capitalista é o que Marx denomina mais- valia da produção, que pode ser dividida em mais-valia absoluta, resultado do aumento do trabalho humano, e mais- valia relativa, decorrente da aplicação de tecnologia à produção.
Marx critica o entendimento dos liberais de que as desigualdades sociais eram construídas pelas relações de produção, o que mantinha preservados os direitos de igualdade, liberdade e justiça naturais, que eram os pilares do liberalismo.
Marx aponta três esferas de alienação do trabalho humano: a da produção, que separa o homem do meio de produzir e do resultado de seu trabalho; a política, que o separa de seu direito de ação, com a idéia da democracia representativa; e a filosófica, que distingue as atividades de pensar, intelectuais, das de fazer, laborais.
Ao contrário do positivismo, que prenuncia a crença em uma evolução integral e universal do homem, Weber afirma que ao cientista cabe a captação do sentido das ações sociais em suas diversas instâncias políticas, econômicas e religiosas.
Weber aponta, com o método compreensivo, para o fato de que todo cientista trabalha com informações fragmentadas e parciais da realidade, devendo, então, realizar um esforço de interpretação do passado e de sua repercussão nas características peculiares das sociedades contemporâneas.