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Em razão da ineficiência dos defensivos alternativos para o manejo integrado da leprose dos citros, doença causada por vírus transmitido pelo ácaro Brevipalpus phoenicis, os técnicos têm recomendado o uso de acaricidas específicos que apresentam controle satisfatório em um curto período.
Apesar de não existir variedade de bananeira resistente ao moko, causado por Ralstonia, os bananicultores têm conseguido um manejo adequado dessa doença, especialmente com o uso de medidas preventivas, incluindo a rotação de culturas, o uso de mudas sadias em áreas livres do patógeno, e medidas curativas, como o uso de bactericidas específicos.
Como medidas de exclusão da tristeza do citros, recomenda- se o uso de quarentena e a indexação de material vegetativo. Como medida de erradicação, recomenda-se a eliminação de material vegetal infectado e do inseto vetor com inseticida. E, como medida de proteção, recomenda-se o uso de porta enxerto tolerante, como limão cravo ou rugoso, e o uso de borbulhas de árvores pré-imunizadas.
As práticas de controle fitossanitário da requeima do tomateiro, causada por Phytophthora, incluem evitar o plantio em áreas de baixada muito úmidas ou sujeitas à formação de orvalho; incorporar restos culturais; usar sementes sadias e variedades resistentes, e adotar o uso preventivo e alternado de fungicidas de contato e sistêmicos.
O manejo agrosilvopastoril sustentável poderá ser executado racionalmente por produtores do semi-árido brasileiro que adotarem práticas agrícolas que causem o menor impacto ambiental, com preparo do solo adequado, plantio adequado da mamona para produção de biocombustível e recuperação dos solos degradados com adubação orgânica verde, rotação de cultura, manejo racional da caatinga e uso da ovinocaprinocultura.
O manejo agrossilvopastoril poderá ser feito em região de criação de bovinos com a introdução e plantio de espécies produtoras de biocombustíveis, como a macaúba consorciada com pastagens, utilizando espaçamentos adensados em áreas com grande quantidade de árvores que ofereçam elevado sombreamento, fundamental para o bem estar animal.
Os pequenos produtores, especialmente do Norte e Nordeste do Brasil, devem iniciar o manejo agrossilvopastoril com a semeadura de espécies de ciclo curto, como milho, arroz e feijão, que servem como produtos de subsistência. Simultaneamente, o produtor deve plantar fruteiras perenes como pupunha, açaí, graviola, entre outras, que iniciarão a produzir comercialmente no terceiro ano. Em seguida, deverão ser plantadas espécies de ciclo longo, geralmente espécies florestais, podendo ser madeireiras, que deverão iniciar sua produção com aproximadamente 15 anos. Completando o sistema com animais, o produtor poderá introduzir animais silvestres, como paca, tamanduá, tatu e cutia.
A aplicação de cálcio e magnésio em solo do cerrado é de fundamental importância no cultivo de soja, pois esses macronutrientes são exportados via colheita dessa cultura e são indispensáveis para neutralizar a acidez provocada pela fixação biológica do nitrogênio.
A aplicação de cloreto de potássio em solos de cerrado deve ser feita, preferencialmente, a lanço, pois esses solos possuem baixa capacidade de retenção de cátions. Por outro lado, a alta concentração de potássio, provocada pela aplicação de grandes quantidades desse adubo em pequeno volume de solo, favorece as perdas de potássio por lixiviação.
No cultivo comercial da soja, pré-inoculada com bactéria fixadora de nitrogênio, deve-se evitar a adubação com nitrogênio mineral, pois esse procedimento, além de causar a inibição da nodulação e reduzir a eficiência da fixação simbiótica do nitrogênio atmosférico, não aumenta a produtividade da soja.
A cultura da mandioca apresenta elevada produtividade de raízes em solos de baixa fertilidade, com pH abaixo de 5,0 e saturação por bases de 40%, principalmente em solos com textura média ou levemente arenosa.
A maioria das grandes culturas anuais e perenes produz satisfatoriamente em solos com pH entre 6,0 e 6,8 e saturação por bases variando de 50% a 80%, dispensando o uso de calagem nessas condições.
Mesmo que os plantios sejam devidamente planejados, existe a possibilidade de perda parcial ou total da safra de algumas espécies por determinado período.
O consórcio entre espécies olerícolas, e entre estas e o cafeeiro e as fruteiras, pode ser utilizado nessa situação em razão das inúmeras vantagens que esses sistemas apresentam, como a redução significativa dos problemas fitossanitários e o melhor aproveitamento das áreas de cultivo.
A rotação da cultura de tomate com a de ervilha, ou de feijão-de-vagem, ou de pepino, ou, ainda, de abóbora, apresenta vantagens relativas ao melhor aproveitamento dos nutrientes do solo e ao estaqueamento.
Em razão da possível ocorrência de problemas fitossanitários, devem ser evitadas rotações entre batata e tomate; batata e pimentão; tomate e pimentão; e entre abóbora e pepino.
A produção de poucos frutos de laranja, com casca grossa, nas duas primeiras safras, pode estar relacionada à concorrência do mamoeiro, por água e nutrientes, com a cultura da laranjeira.
A podridão do colo do mamoeiro é uma doença fisiológica provocada pelo excesso de umidade no solo. Nessa situação, as plantas atacadas devem ser erradicadas, procedendo-se ao replantio e ao manejo correto do teor de umidade do solo.
O fato de o pomar produzir poucos frutos de laranja, com casca grossa, nas duas primeiras safras, demonstra que a adubação está desequilibrada em macronutrientes e micronutrientes.
O vigoroso desenvolvimento inicial das plantas cítricas e a presença de espinhos indicam que as plantas apresentam pronunciada juvenilidade.