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Com relação a arritmia ventricular no paciente com Cardiopatia Crônica da Doença de Chagas, analise as afirmativas que correspondem as evidências presentes na Diretriz da SBPC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas – 2023, e marque a alternativa correta.
I. A TVNS acomete 42% dos pacientes com CCDC sem IC e 89% daqueles com IC, uma prevalência semelhante a cardiopatia isquêmica.
II. Quando a TVNS está associada à disfunção ventricular esquerda (global ou segmentar), achado relativamente comum na CCDC, aumenta o risco de óbito em 15 vezes se comparada a pacientes sem TVNS e com função ventricular normal.
III. O tratamento de escolha para a TVNS, no cenário do paciente com fração de ejeção reduzida, tem indicação preferencial de um betabloqueador seletivo (succinato de metoprolol, carvedilol ou bisoprolol) associado ou não à amiodarona, decisão que deverá ser individualizada e compartilhada com o paciente.
IV. A indicação de CDI para prevenção primária de morte súbita cardíaca é fração de ejeção menor que 35% e/ou TVNS com síncope ou pré-síncope de provável etiologia cardíaca e indução de TVS hemodinamicamente instável ao EEF.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Paciente assintomático, sexo masculino, 65 anos, em acompanhamento ambulatorial, de paciente que apresentou doença de chagas e evoluiu com a forma indeterminada, o paciente volta com exame de Holter, demonstrando QRS de baixa amplitude, com função segmentar discretamente alterada pelo ecocardiograma e fração de ejeção 49% por SIMPSON. O paciente muito ansioso com os resultados do exame quer saber o significado clínico dessas alterações. A alternativa que melhor explica o que o paciente deve entender é:
Umas das situações mais importantes e que apresenta com maior falha prática clínica é o diagnóstico sorológico da Doença de Chagas (DC). Com base nisso assinale a alternativa correta.
São aspectos da Cardiopatia Chagásica Crônica (CCDC):
Apesar da descoberta por Carlos Ribeiro Justiniano Chagas em 1909, da patologia causada pelo protozoário parasita T. cruzi, a doença ainda é muito relevante no meio médico. Sobre este assunto assinale a alternativa correta.
Durante consulta ambulatorial, paciente sexo masculino, 75 anos, relata ter procurado atendimento em serviço de urgência para tratamento de crise hipertensiva (180 x 100mmHg). Onde foi prontamente atendido com uso de furosemida e clonidina IV, obtendo-se pressão arterial 110 x 70 em aproximadamente 1h e sendo liberado logo em seguida. A melhor conduta neste caso é:
Com relação a escolha do tratamento farmacológico, assinale a alternativa correta:
Quanto ao planejamento e condutas de alta e pós alta hospitalar no paciente com infarto agudo do miocárdio assinale a alternativa correta.
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021, analise as afirmativas abaixo.
I. Já foi demonstrado que, em hospitais de zona rural, enfermeiros emergencistas apresentaram alto nível de acurácia, reduzindo tempo de espera e tempo de permanência sem comprometer a segurança dos pacientes.
II. O escore HEART avalia o risco de um evento cardíaco maior (infarto, necessidade ou revascularização ou morte) em 6 semanas, após sua apresentação inicial em pacientes atendidos com dor torácica.
III. O escore GRACE original fornece uma estimativa de óbito intra-hospitalar ou óbito e IAM em 6 meses após a alta e, posteriormente, o escore também foi validado para estimativa de risco de 1 e 3 anos.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Quanto ao diagnóstico, tratamento e diagnóstico diferencial das Síndromes Coronarianas sem Supra, é correto afirmar que:
Quanto ao tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio, especificamente sobre o tratamento farmacológico intra-hospitalar, a alternativa que corresponde as indicações na V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com Supradesnível do Segmento ST é:
“O Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de mortes no país. Estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra um óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar uma vida.” (Ministério da Saúde). Levando em consideração as informações do texto assinale a alternativa correta.
Mulher, 60 anos, da entrada na emergência com queixa de precordialgia em caráter “rasgando”, classificada em 10 (em uma escala de 1 a 10), iniciada subitamente, há 1 hora. Dor essa que irradia para dorso. AMP: Síndrome de Marfan e hipertensa. AMF: desconhece. Exame físico: Regular estado geral, Glasgow 15. Ausculta pulmonar: Murmúrio vesicular presente bilateral sem ruídos adventícios. Ausculta Cardíaca: Bulhas cardíacas normofonéticas 2 tempos com sopro diastólico aórtico. PA 220x120 MMHG, Sem edemas. Rx de Tórax: alargamento de mediastino, Troponina: positiva Eletrocardiograma: Sinusal, taquicardica Fc 120bpm. A conduta medicamentosa imediata mediante essa paciente em questão e a meta pressórica e de frequência cardíaca desejada como resposta terapêutica são:
Quanto a hipertensão secundária, marque a alternativa correta.
Paciente, 48 anos, sexo masculino, pardo, dá entrada no seu consultório para seguimento de comorbidades. De antecedentes, ele é hipertenso, diagnosticado há 5 anos. Refere que há cerca de 6 meses teve sua terapia medicamentosa modificada devido descompensação pressórica. O colega da UBS iniciou a seguinte terapia medicamentosa: Ramipril 10 mg, Nifedipino 20 mg 8/8h, Hidroclorotiazida 25 mg/dia, Espironolactona 25 mg/dia. Notou, que a partir de então, começou a apresentar hipertrofia gengival, sinal esse que está lhe incomodando muito e que correlaciona com a troca da sua terapia. A medicação que pode ter causado tal efeito colateral no paciente é:
“A doença de chagas no século XXI mantém padrão epidemiológico de endemicidade em 21 países da região da América Latina, com aproximadamente 70 milhões de pessoas sob risco de exposição à infecção por T. cruzi” Marin-Neto, Rassi Jr et al. Diretriz da SBC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas – 2023. O tratamento etiológico do Trypanossoma Cruzi é indicado em diversos contextos, porém, devemos nos atentar para as contra-indicações. A alternativa que corresponde a uma fraca recomendação ao tratamento etiológico é:
Paciente, 55 anos, hipertenso, diabético e tabagista, foi diagnosticado com quadro de Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST há 5 dias. Realizou cateterismo cardíaco, que demonstrou lesão de 80% em Descendente anterior proximal (DA), 70% em terço médio da circunflexa (CX) e 80% em terço médio da primeira marginal (de aspecto fino). Colocado Stent farmacológico em DA e CX, porém, não sendo possível revascularizar a primeira marginal, devido leito fino. Ao discutir com a equipe de cardiologistas clínicos, foi optado por manter o AAS e fazer a troca de clopidogrel por Ticagrelor. Nesse contexto, a melhor conduta é:
Mulher, 75 anos, hipertensa, diabética e tabagista. Apresentou Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST anterior. Sendo realizado revascularização via angioplastia com sucesso. Exame físico: Eupneico em ar ambiente, Sat O2 98%, NYHA I. Ausculta cardíaca: bulhas cardíacas normofonéticas 2 tempos, sem sopros. Ausculta Pulmonar: Murmúrio Vesicular Presente Bilateralmente, sem ruídos adventícios. Sem edemas, tempo de enchimento capilar > 3 segundos. Ecocardiograma videnciando Fração de Ejeção (FE): 39%, hipocinesia de parede anterior.
Dessa forma, o melhor esquema medicamentoso, para prescrever à paciente, segundo a V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárcdio com Supradesnível do Segmento ST, é: