Questões de Concurso
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Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com pressão arterial de 118/72 mmHg, ausculta cardíaca e pulmonar normais, mucosas orais ressecadas e glândulas parótidas discretamente aumentadas, móveis e indolores. Abdome plano, sem visceromegalias nem linfonodomegalias palpáveis. Exame osteoarticular: sem alterações.
Radiografia de tórax: sem alargamento mediastinal ou alterações parenquimatosas.
Ultrassonografia de rins e vias urinárias: sem anormalidades.
Hemograma: hemoglobina 13 g/dL; VCM 85 fL; leucócitos 5.200/mm³ (diferencial normal); plaquetas 250.000/mm³.
Sorologias virais para hepatites B e C e HIV: negativas.
Autoanticorpos: FAN (padrão nuclear pontilhado fino, 1:320), antiSSA/Ro positivo, fator reumatoide discretamente elevado (40 UI/mL; VR <20), anti-CCP negativo, anti-DNA de dupla hélice, antiSm e antifosfolipídeos negativos. Complemento sérico, IgG e subtipos: dentro da normalidade. Hepatograma e eletroforese de proteínas: normais.
Biópsia de glândula salivar labial: mostra sialadenite linfocítica focal, com infiltrado linfocitário periductal denso, contendo ao menos um foco (agrupamento de ≥50 linfócitos) por 4 mm² de tecido glandular, associado a destruição parcial dos ácinos e preservação de ductos maiores e vasos.
Exames laboratoriais recentes mostram acidose metabólica (pH sérico 7,29; bicarbonato 14 mEq/L), com ânion gap normal (10) e hipocalemia (3,0 mEq/L).
A urina é alcalina, sem hematúria.
A proteinúria é de 400 mg/24h, com creatinina sérica de 1,0 mg/dL, cálcio e CPK normais.
Com base no quadro clínico e nos achados laboratoriais, assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável e a manifestação associada.
Exame físico com sinais vitais estáveis, exame cardiopulmonar sem alterações, restante dentro da normalidade.
Laboratório com contagem de leucócitos normais, discreta elevação da PCR. Radiografia de tórax evidencia infiltrado intersticial difuso, sem consolidação.
O painel respiratório por PCR detecta Mycoplasma pneumoniae, e a sorologia IgM específica é positiva.
Com base nas características da infecção por Mycoplasma pneumoniae, analise as afirmativas a seguir:
I. Mycoplasma pneumoniae é um microrganismo atípico, desprovido de parede celular, o que explica a inatividade dos antibióticos β-lactâmicos, cujo alvo terapêutico é a síntese da parede bacteriana.
II. O Mycoplasma pneumoniae apresenta crescimento rápido em meios convencionais de cultura, permitindo diagnóstico bacteriológico de rotina em até 48 horas.
III. Dentre as manifestações extrapulmonares possíveis da infecção por Mycoplasma pneumoniae, destacam-se a anemia hemolítica autoimune mediada por anticorpos frios e a síndrome de Stevens-Johnson.
IV. O tratamento pode incluir macrolídeos (como azitromicina) ou fluoroquinolonas respiratórias (como levofloxacino), fármacos com boa penetração intracelular e atividade contra agentes atípicos.
Estão corretas as afirmativas
Ao exame físico, observa-se icterícia 3+/4+ e, ao exame abdominal, vesícula biliar palpável e indolor, sem outras alterações relevantes.
Assinale a opção que apresenta o nome do sinal semiológico descrito e qual a principal hipótese diagnóstica associada.
Nega febre, sudorese noturna ou hemoptise.
É hipertensa, nega tabagismo, viúva, aposentada (professora de inglês) e sem exposições ocupacionais ou contato com animais domésticos. Faz uso de losartana e clortalidona.
Ao exame físico, encontra-se emagrecida, levemente hipocorada, alerta e lúcida. Sinais vitais dentro da normalidade. À ausculta respiratória, murmúrio vesicular reduzido no terço inferior do hemitórax direito. Sem linfonodomegalias ou visceromegalias.
Exames complementares:
Radiografia de tórax: hipotransparência de 3,5 cm de diâmetro no lobo inferior direito.
Tomografia computadorizada de tórax: massa de densidade de partes moles, contornos irregulares, localizada no parênquima pulmonar adjacente à pleura direita, com retração pleural e sem derrame pleural ou linfonodomegalias. Achado compatível com neoplasia primária de pulmão.
Biópsia pulmonar guiada por TC: células malignas formadoras de glândulas com produção de mucina.
Esse quadro é sugestivo de
Ao exame físico: PA 150×90 mmHg, FC 90 bpm, FR 24 irpm, com estertores crepitantes bibasais. Radiografia de tórax evidenciou sinais de congestão pulmonar.
Exames laboratoriais revelaram: creatinina 2,6 mg/dL, ureia 80 mg/dL, VHS elevada, proteína C reativa normal, FAN reagente (1:640) com padrão nuclear homogêneo, consumo de C3 e C4, albumina sérica 3,0 g/dL, hematúria e proteinúria de 3,8 g/24h.
A biópsia renal demonstrou glomerulonefrite proliferativa difusa (classe IV) com imunofluorescência positiva em padrão granular difuso (“full house”) para IgG, IgA, IgM, C3 e C1q.
Assinale o autoanticorpo que, quando presente em altos títulos, está mais fortemente associado à atividade da doença no lúpus eritematoso sistêmico, especialmente à nefrite lúpica.
Ao exame físico apresenta-se afebril, normotensa, FC 108bpm, FR: 30 irpm, SpO₂: 91% em ar ambiente, ansiosa, normocorada. Ausculta cardíaca sem sopros ou bulhas acessórias, campos pulmonares limpos. Dor à palpação de panturrilha direita, sem edemas.
Eletrocardiograma (ECG) com taquicardia sinusal e radiografia de tórax sem alterações.
Gasometria arterial: Alcalose respiratória e paO2 62mmHg.
Angiotomografia pulmonar: falha de enchimento em ramos da artéria pulmonar direita sugestivo de embolia pulmonar.
Com base nos achados descritos, assinale a opção abaixo que melhor descreve a anormalidade fisiológica presente na região pulmonar afetada.
Ao exame: temperatura 36,6°C, pressão arterial 130/70 mmHg, frequência cardíaca 94 bpm e frequência respiratória 24 irpm. Presença de turgência jugular, ritmo de galope com terceira bulha (B3) e crepitações bilaterais nos campos pulmonares. Edema em membros inferiores (++/4+).
Radiografia de tórax evidencia congestão pulmonar.
É iniciado tratamento com diurético intravenoso que inibe o cotransportador Na⁺-K⁺-2Cl⁻ no ramo ascendente espesso da alça de Henle.
O fármaco utilizado pode causar o seguinte efeito adverso
Na admissão, encontrava-se sonolento, com pressão arterial de 70×40 mmHg, frequência cardíaca de 125 bpm, frequência respiratória de 36 irpm e SpO₂ de 86% em ar ambiente.
O exame físico mostrava rubor generalizado, edema periorbitário e sibilância difusa bilateral. Não havia sinais de trauma ou atividade convulsiva. As extremidades estavam frias, e o paciente não apresentou melhora com as medidas de suporte iniciais.
Diante da principal hipótese diagnóstica, assinale a medida mais importante.
Ao exame físico, encontra-se afebril, porém taquipneico (FR = 30 irpm) e com saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, ouvem-se crepitações bilaterais discretas.
A radiografia de tórax mostra infiltrado intersticial difuso. A tomografia computadorizada de tórax evidencia opacidades em “vidro fosco” difusas e bilaterais, sem nódulos centrolobulares, focos de consolidação, derrame pleural ou adenomegalias.
O hemograma revela linfopenia, e o último CD4 registrado foi de 82/mm³. Escarro induzido foi insuficiente e hemoculturas encontram-se em andamento.
O diagnóstico mais provável e o tratamento de escolha são
História patológica pregressa: hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia. Faz uso de losartana, pioglitazona, ácido acetilsalicílico e, há 2 semanas, iniciou sinvastatina após revisão de seu lipidograma.
Ao exame físico, apresenta dor à palpação dos músculos proximais, sem edema, calor ou eritema.
O exame neurológico é normal. Exames laboratoriais mostram aumento da creatina quinase (CK), com função renal e eletrólitos normais.
O mecanismo de ação do fármaco responsável pelos sintomas descritos é a
Radiografia de tórax mostra derrame pleural à direita.
Na propedêutica inicial, o escarro induzido foi negativo para BAAR e GeneXpert MTB/RIF.
Ultrassonografia torácica confirmou o derrame, e a toracocentese revelou líquido pleural exsudativo, com predomínio mononuclear, citologia oncotica negativa e pesquisa etiológica inconclusiva.
A biópsia pleural e a cultura do material confirmaram o diagnóstico de tuberculose pleural.
Com base nesse diagnóstico, assinale a descrição a seguir que corresponde ao padrão histopatológico característico da tuberculose pleural.
Há 3 semanas procurou o pronto atendimento por crise semelhante, com melhora significativa após nebulização com beta-2 agonista de curta duração.
No exame atual, está assintomático e sem ruídos adventícios à ausculta pulmonar.
Com base nas informações clínicas descritas, o padrão espirométrico mais compatível com o diagnóstico de asma brônquica é:
Relata ainda que, em exames anteriores, havia sido detectada hematúria em EAS de rotina, sem diagnóstico definitivo.
Os exames laboratoriais atuais revelam: creatinina 2,0 mg/dL, ureia 65 mg/dL. EAS com hematúria e proteinúria. Complemento sérico (C3 e C4) normais.
Entre os achados laboratoriais abaixo, assinale o que indica o acometimento do compartimento glomerular no caso descrito.
A seguinte alteração laboratorial é mais compatível com o diagnóstico:
I. A AHAI pode ser primária (idiopática) ou secundária a doenças autoimunes, infecções, neoplasias linfoproliferativas ou uso de fármacos.
II. O teste de Coombs direto positivo, a presença de reticulocitose, a elevação da bilirrubina indireta e do LDH, associadas à redução da haptoglobina, são achados laboratoriais típicos da anemia hemolítica autoimune (AHAI).
III. A AHAI mediada por anticorpos quentes decorre da ação de autoanticorpos da classe IgM, que se ligam à superfície das hemácias e promovem hemólise intravascular.
IV. O tratamento inicial da AHAI mediada por anticorpos quentes baseia-se principalmente em suporte transfusional nos pacientes sintomáticos.
As afirmativas são, respectivamente,
Com base no quadro descrito, assinale a opção que apresenta o padrão laboratorial típico da Síndrome de Lise Tumoral
Ao exame, apresenta taquicardia, taquipneia, desidratação e está afebril.
Os exames laboratoriais mostram:
• Glicose: 610 mg/dL • pH: 7,03 • Bicarbonato: 6 mEq/L • Potássio sérico: 4,8 mEq/L • EAS: cetonúria positiva
Foi iniciada terapia com hidratação venosa com soro fisiológico e infusão de insulina em bomba infusora. Culturas e radiografia torácica sem sinais de infecção.
Com relação ao diagnóstico mais provável, é correto afirmar que
O exame físico é normal, e seus sinais vitais estão dentro da normalidade. Os exames laboratoriais revelam hemoglobina de 12,4 g/dL, plaquetas 240.000/mm³, creatinina 0,7 mg/dL, tempo de protrombina normal e tempo de tromboplastina parcial ativado (aPTT) discretamente prolongado.
Novos testes são solicitados para investigar a causa dos abortos recorrentes.
Com base nesses achados clínicos e laboratoriais, assinale a opção que indica o anticorpo mais provavelmente responsável pelas complicações obstétricas dessa paciente.
Refere diabetes mellitus de longa duração, com queixas de disfunção erétil, formigamento e parestesias nos pés. Faz uso de metformina e insulina basal-bolus, e nega o uso de opioides ou medicamentos anticolinérgicos.
Nega viagens recentes ou uso de antibióticos. Tentou suplementos de fibras, mas eles pioram a distensão abdominal sem melhorar a frequência das evacuações. Nega dor localizada no quadrante inferior direito ou epigástrica. Não há fezes oleosas nem resíduo gorduroso nas evacuações.
O exame físico revela mucosas secas e abdome levemente distendido e timpânico, com ruídos hidroaéreos diminuídos, sem dor à palpação. Observa-se hipotensão ortostática sem taquicardia compensatória e redução da sensibilidade dolorosa em padrão de “bota” nos dois pés. O exame da tireoide é normal, e o toque retal não mostra alterações.
A endoscopia digestiva alta evidencia resíduos alimentares sem identificação de lesões grosseiras em esôfago, estômago e duodeno. Colonoscopia de rastreamento realizada no ano anterior: normal. HbA1C: 8,5%. Creatinina: 1,0 mg/dL. Glicemia de jejum: 195 mg/dL.
O mecanismo mais provavelmente responsável pelos sintomas gastrointestinais deste paciente é a(o)
No exame físico, apresenta conjuntivas pálidas e língua de aspecto liso.
Os exames laboratoriais confirmam anemia microcítica com anisocitose.
É iniciada suplementação oral de ferro.
Uma semana depois, novos exames laboratoriais são realizados para monitorar a resposta ao tratamento.
Dos valores laboratoriais relacionados a seguir, assinale o que se espera que aumente primeiro nessa paciente após o início da terapia com suplementação oral de ferro.