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Q3869441 Medicina
Mulher de 62 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma gástrico avançado em cuidados paliativos domiciliares, é trazida ao pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão mental progressiva há cinco dias. Familiares relatam que a paciente vem apresentando náuseas persistentes e vômitos frequentes nas últimas três semanas, com piora após tentativas de alimentação, tendo perdido aproximadamente 8 kg nesse período. Relata inapetência acentuada e consegue ingerir apenas pequenas quantidades de líquidos. Possui gastrostomia para drenagem que tem drenado volumes de 800 a 1200 mL diariamente. Não recebe nutrição enteral ou parenteral. Nega uso de bebidas alcoólicas. Nas últimas 48 horas, apresentou desorientação progressiva, inicialmente temporal e posteriormente também espacial, com dificuldade para reconhecer familiares.
Ao exame físico: paciente confusa, desorientada no tempo e espaço, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), emagrecida com perda acentuada de massa muscular, desidratada com mucosas secas, pressão arterial 96 x 58 mmHg, frequência cardíaca 102 bpm, frequência respiratória 18 incursões por minuto, temperatura axilar 36,4 °C.
Exame neurológico: pupilas isocóricas e fotorreagentes mas com resposta lentificada, nistagmo horizontal bilateral evocado pelo olhar lateral, oftalmoparesia do músculo reto lateral bilateral mais acentuada à direita, paciente acamada sem condições de deambulação, incoordenação de membros superiores à prova índex-nariz bilateralmente, reflexos patelares e aquileus diminuídos simetricamente, sensibilidade tátil preservada, mas com hipoestesia distal em membros inferiores.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,2 g/dL (VR: 12-16 g/dL)
• volume corpuscular médio 102 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 6.800/mm³ sem desvio
• plaquetas 165.000/mm³
Função renal:
• ureia 52 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,2 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 132 mEq/L
• potássio 3,2 mEq/L
• cloreto 96 mEq/L
• magnésio 1,4 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L)
Glicemia 88 mg/dL.
Albumina sérica 2,4 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Gasometria venosa: pH 7,38, bicarbonato 22 mEq/L.
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste realizada na emergência não evidencia lesões agudas, hemorragias ou efeito de massa.
Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, frequência cardíaca 102 bpm, sem outras alterações agudas.
O tratamento inicial apropriado para a condição neurológica que acomete essa paciente é: 

 
Alternativas
Q3869439 Medicina
Homem de 38 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares com história de ter participado de evento social há aproximadamente 18 horas, no qual consumiu bebida alcoólica destilada de procedência desconhecida. Familiares relatam que o paciente retornou para casa apresentando quadro de embriaguez habitual, tendo dormido normalmente durante a noite. Acordou pela manhã queixando-se de cefaleia intensa, náuseas e dor abdominal difusa, sintomas que inicialmente foram atribuídos a ressaca alcoólica. Ao longo do dia, apresentou piora progressiva do estado geral, com vômitos repetidos, confusão mental e queixas de visão turva com dificuldade para enxergar. Ao exame físico na admissão: paciente confuso, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), desidratado, mucosas secas, pressão arterial 98 x 62 mmHg, frequência cardíaca 118 bpm, frequência respiratória 28 incursões por minuto profundas e regulares (padrão de Kussmaul), temperatura axilar 36,2 °C, saturação periférica de oxigênio 98% em ar ambiente; pupilas isocóricas e fotorreagentes, com midríase bilateral discreta; abdômen difusamente doloroso à palpação sem sinais de irritação peritoneal. Exame neurológico com reflexos tendinosos profundos globalmente diminuídos. 
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 14,2 g/dL
• leucócitos 11.800/mm³ com 78% de neutrófilos
• plaquetas 198.000/mm³  
Função renal:
• ureia 58 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 138 mEq/L
• potássio 4,2 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Glicemia 168 mg/dL.
Função hepática:
• transaminase glutâmico-oxalacética 78 UI/L
• transaminase glutâmico-pirúvica 82 UI/L
• bilirrubinas totais 0,9 mg/dL
Amilase sérica 420 UI/L (VR: até 100 UI/L).
Osmolaridade sérica medida 348 mOsm/kg (VR: 280-295 mOsm/kg).
Gasometria arterial: pH 7,18, PaCO2 18 mmHg, PaO2 102 mmHg, bicarbonato 6,8 mEq/L, excesso de bases menos 20 mEq/L, lactato 2,8 mmol/L (VR: 0,5-2,2 mmol/L).
Eletrocardiograma com taquicardia sinusal sem outras alterações agudas.
A conduta apropriada para o manejo desse paciente é:  
Alternativas
Q3869438 Medicina
Homem de 52 anos em acompanhamento oncológico por adenocarcinoma de cólon estadio IIIB tratado com ressecção cirúrgica há 18 meses e quimioterapia adjuvante concluída há 12 meses, atualmente em remissão com marcadores tumorais normais e tomografia de controle recente sem evidências de recidiva tumoral ou metástases. Durante o tratamento quimioterápico, iniciou uso de morfina de liberação prolongada para controle de dor abdominal relacionada ao procedimento cirúrgico e toxicidade gastrointestinal da quimioterapia. Após conclusão da quimioterapia, manteve uso de morfina para controle de dor abdominal crônica relacionada a aderências pós-operatórias, com dose estável de 30 mg a cada 12 horas por quatro meses. Nas últimas 16 semanas, apresentou escalada progressiva da dose de morfina, atualmente em 240 mg a cada 12 horas, sem obtenção de analgesia satisfatória. Retorna ao ambulatório referindo piora paradoxal da dor abdominal apesar dos aumentos sequenciais de dose nas últimas consultas, descrevendo a dor atual como difusa, mal definida, com irradiação para região lombar bilateral e membros inferiores, diferentemente da dor localizada original. Relata que pequenos estímulos táteis na parede abdominal desencadeiam desconforto desproporcional. Refere também redução da frequência evacuatória, passando de evacuações diárias para evacuações a cada dois a três dias com fezes endurecidas, mas sem parada completa de eliminação de flatos ou fezes. Nega náuseas, vômitos, distensão abdominal progressiva, febre, perda ponderal recente ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico: IMC 24 kg/m², lúcido e orientado, pressão arterial 118 x 76 mmHg, frequência cardíaca 72 bpm, eupneico. Abdômen globoso, ruídos hidroaéreos presentes e normais, timpânico à percussão, indolor à palpação superficial mas com hiperalgesia tátil difusa à palpação mais profunda sem defesa ou sinais de irritação peritoneal, sem massas ou visceromegalias palpáveis. Exame neurológico dos membros inferiores com sensibilidade preservada mas com resposta exagerada a estímulos dolorosos leves. Exames laboratoriais recentes: hemograma completo normal, função renal e hepática normais, eletrólitos normais, antígeno carcinoembrionário 2,8 ng/mL (VR: menor que 5,0 ng/mL). Radiografia simples de abdômen com distribuição gasosa normal, presença de fezes em cólon descendente e sigmoide sem dilatação de alças e ausência de níveis hidroaéreos.
A conduta apropriada para o manejo dessa condição é: 
Alternativas
Q3869436 Medicina
Homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há oito anos, em uso regular de metformina 850 mg três vezes ao dia e glimepirida 4 mg por dia, procura consulta de rotina trazendo resultados de exames solicitados na consulta anterior, há três meses. Refere aderência adequada ao tratamento medicamentoso e relata que realiza automonitorização glicêmica capilar diariamente, em jejum e pré-prandial, com valores habitualmente entre 110 e 140 mg/dL. Nega episódios de hipoglicemia, alterações visuais ou sintomas de neuropatia. Ao exame físico, apresenta IMC 28 kg/m² e pressão arterial de 128 x 82 mmHg, sem outras alterações significativas.
Exames laboratoriais atuais:
• hemoglobina glicada 9,2% (VR: menor que 5,7%)
• glicemia de jejum 128 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina 10,8 g/dL (VR: 13-17 g/dL)  
• volume corpuscular médio 108 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 5.200/mm³
• plaquetas 180.000/mm³
Exames de três meses atrás:
• hemoglobina glicada 8,8%
• glicemia de jejum 132 mg/dL
• hemoglobina 11,2 g/dL
• volume corpuscular médio 106 fL
• creatinina 0,9 mg/dL
• taxa de filtração glomerular estimada 88 mL/min/1,73m².
A explicação mais provável para a discordância entre os valores da hemoglobina glicada e as glicemias capilares, de jejum e pré-prandiais descritos é:  
Alternativas
Q3869428 Medicina
Homem de 55 anos, obeso (IMC 32 kg/m²), retorna à consulta após seis meses de tratamento anti-hipertensivo otimizado. Relata boa aderência ao esquema medicamentoso e está em uso regular de losartana 100 mg por dia, anlodipino 10 mg por dia e clortalidona 25 mg por dia. Nega uso de anti-inflamatórios não esteroidais ou outras medicações. Adotou medidas não medicamentosas, incluindo dieta hipossódica e prática de exercícios físicos três vezes por semana. Nega sintomas. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 152 x 96 mmHg (média de três medidas realizadas com técnica correta), frequência cardíaca de 76 bpm e ausência de outras alterações. 
Considerando a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 e a suspeita de hipertensão arterial resistente, a conduta inicial adequada é: 
Alternativas
Q3868904 Medicina
No manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, a introdução de novos fármacos alterou significativamente o prognóstico de sobrevida. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3868893 Medicina
O reconhecimento precoce do tipo de envenenamento ofídico é vital para a administração do soro antiofídico específico. Analise as afirmativas a seguir:
I.O acidente botrópico caracteriza-se por ação local intensa (dor, edema e equimose) e alteração da coagulação sanguínea.
II.O acidente crotálico manifesta-se predominantemente por sinais neurotóxicos, como ptose palpebral (fácies miastênica), e risco de insuficiência renal aguda por mioglobinúria.
III.O uso de torniquete no membro picado é a conduta inicial recomendada para retardar a absorção sistêmica do veneno elapídico.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3868892 Medicina
O manejo da sepse e do choque séptico foi atualizado pelo consenso Sepsis-3, introduzindo novos critérios diagnósticos. Analise as afirmativas a seguir:
I.A sepse é definida como uma disfunção orgânica ameaçadora à vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção.
II.O escore qSOFA (quick SOFA) utiliza a frequência respiratória, o nível de consciência e a pressão arterial sistólica para triagem à beira do leito.
III.O choque séptico é caracterizado pela necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial média acima de 65 mmHg e lactato superior a 2 mmol/L após ressuscitação volêmica.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3868743 Medicina
Na perimetria automatizada tipo Humphrey 24- 2, os índices globais quantificam a perda campimétrica. O índice que representa o desvio médio da sensibilidade retiniana do paciente em relação aos valores normais ajustados para idade, expresso em decibéis, denomina-se: 
Alternativas
Q3868741 Medicina
Na atrofia óptica primária, o disco óptico apresenta palidez pela perda axonal das células ganglionares retinianas. A causa neurológica que classicamente produz palidez preferencial do setor temporal do disco óptico, por acometimento das fibras papilomaculares, é: 
Alternativas
Q3868727 Medicina
Em acne inflamatória moderada a grave em adulto jovem, o mecanismo de ação principal da isotretinoína oral é:
Alternativas
Q3868325 Medicina
A respiração envolve os sistemas nervoso, cardiovascular, musculoesquelético e respiratório. As causas da insuficiência respiratória podem vir de qualquer um desses sistemas e podem ser agrupadas com base nas condições subjacentes, como distúrbios pulmonares e das vias aéreas, insuficiência da bomba respiratória, insuficiência do centro respiratório e falha da demanda metabólica.

Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma causa de insuficiência respiratória:
Alternativas
Q3867803 Medicina
As infecções de sítio cirúrgico são as infecções hospitalares mais comuns e custosas, representando 20% de todas as infecções hospitalares. Estão associadas ao aumento do tempo de internação e a um aumento de 2 a 11 vezes no risco de mortalidade. Considerando essa complicação, analise as assertivas a seguir:
I. Uma ferida limpa contaminada ocorre quando os tratos respiratório, alimentar, genital ou urinário são acessados sob condições controladas. Estão incluídas nessa categoria operações envolvendo o trato biliar, o apêndice, a vagina e a orofaringe, desde que não haja evidência de infecção ou falha significativa na técnica.
II. A realização de transfusão sanguínea representa um fator de risco para desenvolvimento de infecção de sítio cirúrgico.
III. Obesidade, hipertensão arterial e doença vascular periférica representam fatores de risco para o desenvolvimento de infecção do sítio cirúrgico.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3867802 Medicina
Um paciente chega ao pronto atendimento com dor abdominal em fossa ilíaca direita, febre baixa e náuseas. Ao exame físico, são realizadas manobras semiológicas descritas classicamente para suspeita de apendicite. Sobre o significado clínico desses sinais, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3867801 Medicina
O abdome agudo é uma condição de alta relevância em emergências, exigindo do médico rapidez diagnóstica, conhecimento semiológico e decisão terapêutica precisa. Sobre a condição, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3867800 Medicina
Um paciente de 50 anos procura atendimento com queixas de disfagia progressiva para sólidos, odinofagia e sensação de peso retroesternal. Após anamnese e exame físico, é solicitada uma endoscopia digestiva alta, que revela uma lesão protrusa redonda, bem delimitada, localizada no esôfago médio, coberta por mucosa íntegra. Uma biópsia é realizada, confirmando tratar-se de um tumor benigno do esôfago. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3867798 Medicina
Estima-se que, mundialmente, o volvo seja responsável por aproximadamente um terço dos casos de obstrução do intestino grosso. O local mais comum do volvo é o cólon sigmoide, entretanto, o volvo cecal também pode ocorrer. Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:
I. Nesses casos, o cólon torna-se progressivamente distendido, com o aumento da pressão até atingir necrose isquêmica e perfuração.
II. O volvo resulta de uma obstrução em alça fechada. No volvo cecal, não se recomenda ressecção primária e anastomose.
III. Em pacientes com volvo sigmoide, a descompressão endoscópica frequentemente é bem-sucedida utilizando um sigmoidoscopia rígida ou flexível.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3867797 Medicina
Homem, 70 anos, foi submetido à investigação diagnóstica devido à detecção incidental de um cisto pancreático em exames de imagem. A ressonância magnética revelou cisto medindo 2,5 cm, sem evidência de nódulos murais ou envolvimento do ducto pancreático principal. O paciente está assintomático, não tem histórico de pancreatite, e os níveis séricos de CA19-9 encontram-se dentro da normalidade. Com base nas diretrizes para manejo de neoplasia mucinosa papilar intraductal de ducto secundário (branch-duct IPMN), a conduta inicial mais apropriada seria:
Alternativas
Q3867765 Medicina
Em um hospital terciário de referência em alta complexidade cardiovascular que atende pacientes pelo SUS e por planos de saúde privados, durante o atendimento de um paciente com suspeita clínica e confirmação laboratorial de doença de notificação compulsória, que evolui com necessidade de intervenção cardiovascular de alta complexidade (angioplastia primária), o médico cardiologista deve observar que: 
Alternativas
Q3867764 Medicina
O DC pode ser calculado por métodos diagnósticos não invasivos, como ecocardiografia (fetal e transtorácica) e POCUS (ultrassonografia à beira do leito). Para esse cálculo, é necessário medir o diâmetro (área da via de saída) e o fluxo da via de saída ventricular (Integral Tempo-Velocidade do fluxo de saída ventricular utilizando o Doppler). Utilizando a fórmula DC = Área x VTI x Frequência Cardíaca (FC), é possível estimar o volume de sangue bombeado por minuto. Em que condição esse cálculo é crucial para avaliar o DC do ventrículo esquerdo? 
Alternativas
Respostas
2021: D
2022: C
2023: C
2024: B
2025: C
2026: B
2027: B
2028: D
2029: A
2030: D
2031: E
2032: D
2033: C
2034: B
2035: E
2036: E
2037: D
2038: D
2039: C
2040: E