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Q3525108 Filosofia
Alberto Cupani discute a concepção de Filosofia da Tecnologia de Mario Bunge no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”. Cupani destaca a influência iluminista no entendimento de Bunge de modo que, para este autor: “(…) a tecnologia pode ser vista como a concretização da ação plenamente racional. E quanto mais racionais forem o pensamento e a ação humanos, melhor poderá ser, em princípio, a sua vida – sustenta Bunge (…). Essa convicção explica que ele possa classificar como tecnologias atividades tais como a medicina, a administração ou a pedagogia, (…) o otimismo bungeano chega a supor possível uma ‘engenharia social’”.
A expressão “engenharia social”, resultante da visão otimista de Bunge, apresentada por Cupani, diz respeito ao entendimento segundo o qual
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Q3525107 Filosofia
Juvenal Savian Filho caracteriza o raciocínio indutivo a partir do seguinte exemplo, em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar: “O remédio x fez Pedro melhorar do estômago. O mesmo remédio fez Ana melhorar do estômago. O mesmo remédio fez Carlos melhorar do estômago. O mesmo remédio fez duas mil pessoas melhorar do estômago. Então, conclui-se que o remédio x faz bem para o estômago”.
David Hume, na obra Investigações sobre o Entendimento Humano, discute uma limitação fundamental desse tipo de raciocínio, que se refere à
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Q3525106 Filosofia
“A felicidade é, portanto, algo absoluto e autossuficiente, sendo também a finalidade da ação”, diz Aristóteles em sua obra Ética a Nicômaco. Com tal afirmação, o filósofo grego apresenta em sua ética uma característica presente em todo o seu pensamento filosófico.
A característica do pensamento filosófico aristotélico ilustrada no texto é
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Q3525105 Filosofia
Ao abordarem a filosofia desenvolvida nos séculos XIX e XX, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, no livro Filosofando: introdução à filosofia, explicam um dos acontecimentos importantes desse período: “Chama-se ‘virada linguística’ (…) a revolução que representou o novo paradigma filosófico da epistemologia. A filosofia analítica privilegia a análise conceitual, utilizando os novos recursos da linguística à sua disposição e os da lógica simbólica, que permitem o estudo lógico das sentenças. (…) Abandona as noções do ‘sujeito que conhece’ para se limitar à investigação da linguagem”.
O primeiro Wittgenstein contribui com essa virada ao defender que
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Q3525104 Filosofia
Na Crítica da razão pura, Kant explica a criticidade presente em sua filosofia: “Em todos os seus empreendimentos deve a razão submeter-se à crítica e não pode fazer qualquer ataque à liberdade desta, sem se prejudicar a si mesma e atrair sobre si uma suspeita desfavorável. Nada há de tão importante, com respeito à utilidade, nem nada de tão sagrado que possa furtar-se a esta investigação aprofundada que não faz exceção para ninguém”.
A criticidade da filosofia kantiana se fundamenta no método que
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Q3525103 Filosofia
A análise que Andrew Feenberg desenvolve sobre a tecnologia é uma das abordagens discutidas no artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, de Alberto Cupani. Apesar da crítica à reificação social que a tecnologia tem promovido, Cupani destaca uma postura de esperança de Feenberg: “Essa esperança do autor fundamenta-se no fato de que a hegemonia do ‘código técnico’ do capitalismo não pode impedir que haja iniciativas contrárias”.
A esperança de Feenberg está pautada no que ele denomina “margens de manobra”, que consiste na
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Q3525102 Filosofia
Um dos filósofos estudados no livro Filosofando: introdução à filosofia, de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, é Francis Bacon. Dizem elas: “É conhecido como severo crítico da filosofia medieval, por considerá-la desinteressada e contemplativa, uma vez que, de acordo com o espírito da nova ciência moderna, Bacon aspirava a um saber instrumental que possibilitasse o controle da natureza. (…) Bacon inicia seu trabalho pela denúncia dos preconceitos e das noções falsas que dificultam a apreensão da realidade, aos quais chama de ídolos”.
A crítica do filósofo aos ídolos corresponde à crítica 
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Q3525101 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins argumentam que “o conhecimento científico precisa ser neutro, além de imparcial e autônomo, a fim de garantir racionalidade e objetividade nas observações e pesquisas. No entanto, sob outros aspectos, a neutralidade científica pode tornar-se uma ilusão”.
A ilusão mencionada no excerto corresponde à
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Q3525100 Filosofia
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
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Q3525099 Filosofia
Peter Singer, em seu livro Ética prática, discute as bases de uma ética animal a partir da seguinte afirmação: “se um ser sofre, não pode haver justificação moral para a recusa de tomar esse sofrimento em consideração”.
O princípio que representa a afirmação do autor é o
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Q3525098 Filosofia
Em seu livro Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins discutem problemas da Estética. Quanto ao belo, elas dizem: “Kant (…) afirma que o belo é ‘aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente’. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa reside no sujeito. O princípio do juízo estético (…) é o sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto. Entretanto, esse sentimento é despertado pela presença do objeto. Embora seja um sentimento, portanto, subjetivo, individual, há a possibilidade de universalização desse juízo”.
A possibilidade a que o excerto se refere decorre da filosofia kantiana segundo a qual
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Q3525097 Filosofia
Em Ética a Nicômaco, Aristóteles ressalta que “(…) nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza (…). Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornamos perfeitos pelo hábito”.
À luz da teoria ética mencionada, a virtude é obtida por meio
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Q3525096 Filosofia
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote, no artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”, apresentam a seguinte caracterização: “A cultura digital refere-se às práticas, hábitos e valores que emergem da interação humana com as tecnologias digitais, como a internet, as redes sociais, os aplicativos móveis, entre outros. No currículo da educação básica, é necessário trabalhar elementos da cultura digital para que os estudantes possam exercer a cidadania digital de forma crítica e reflexiva”.
No excerto, os autores entendem o exercício da cidadania digital como a
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Q3525095 Filosofia
José Augusto Guilhon Albuquerque, no texto “Montesquieu: sociedade e poder”, escreve: “Com o conceito de lei, Montesquieu traz a política para fora do campo da teologia e da crônica, e a insere num campo propriamente teórico. (…) As instituições políticas são regidas por leis que derivam das relações políticas. As leis que regem as instituições políticas, para Montesquieu, são relações entre as diversas classes em que se divide a população, as formas de organização econômica, as formas de distribuição do poder etc. Mas o objeto de Montesquieu não são as leis que regem as relações entre os homens em geral, mas as leis positivas”.
O segundo tipo de lei mencionada, segundo Montesquieu, tem como característica ser
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Q3525094 Filosofia
No artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, Alberto Cupani analisa a proposta de Andrew Feenberg. Conforme explica o autor, “Trata-se de um enfoque que prolonga as análises da Escola de Frankfurt (em particular, Marcuse), aspirando a ‘reconstruir a ideia de socialismo com base numa radical filosofia da tecnologia’”.
No texto, Cupani destaca que o elemento criticado por Feenberg em sua crítica à tecnologia é a
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Q3525093 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins abordam a filosofia de Michel Foucault, afirmando que “A extensão progressiva de dispositivos disciplinares ao longo daqueles séculos e sua multiplicação no corpo social configuram o que se chama ‘sociedade disciplinar’”. Para as autoras, “(…) de acordo com uma ‘microfísica do poder’, Foucault identifica que o poder não se exerce de um ponto central como qualquer instância do Estado, mas se encontra disseminado em uma rede de instituições disciplinares”.
Os dois conceitos apresentados em Foucault investigam
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Q3525092 Filosofia
Marilena Chauí, em Boas-vindas à filosofia, apresenta a noção de atividade filosófica como constituída de três tipos de atividades: análise, reflexão e crítica. Para a filósofa, “Essas três atividades (…) estão orientadas pela elaboração de ideias sistemáticas e demonstradas sobre a realidade e os seres humanos”.
Na caracterização de atividade filosófica, Chauí define “crítica” como
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Q3525091 Filosofia
Um dos enfoques discutidos por Alberto Cupani em seu artigo “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques” é a abordagem fenomenológica de Albert Borgmann. Essa perspectiva pode ser ilustrada quando Cupani diz: “À diferença do trabalho (work) tradicional, que estava inserido numa rede social e cultural e que dava sentido à vida do homem trabalhador orientando-o na natureza, na cultura e na sociedade, o labor tecnológico se reduz à produção e manutenção das maquinarias que fornecem os artifícios”. E mesmo no que diz respeito ao lazer afirma: “à diferença do prazer que eleva, refina ou enobrece a vida humana, se reduz ao consumo indefinido de produtos tecnológicos, ficando cada vez mais dissociado de qualquer preocupação com a excelência da vida pessoal”.
A abordagem da tecnologia de Borgmann, explicada por Cupani, tem sua consequência fenomenológica
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Q3525090 Filosofia
Renato Janine Ribeiro, em seu texto “Hobbes: o medo e a esperança”, escreve: “Na tradição contratualista, às vezes se distingue o contrato de associação (pelo qual se forma a sociedade) do contrato de submissão (que institui um poder político, um governo, e é firmado entre ‘a sociedade’ e ‘o príncipe’). A novidade de Hobbes está em fundir os dois num só. Não existe primeiro a sociedade, e depois o poder (‘o Estado’)”.
A novidade hobbesiana, mencionada no excerto, sustenta sua legitimidade no pressuposto segundo o qual o 
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Q3525089 Filosofia
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins introduzem noções de lógica, entre elas, a noção de falácia. Eis um exemplo: “a falácia da generalização apressada (…) consiste em chegar em conclusões tomando por base apenas um ou pouco dos fatos: concluir que nenhum médico é confiável devido a uma cirurgia malsucedida”.
A noção analisada no excerto apresenta
Alternativas
Respostas
761: B
762: D
763: C
764: A
765: E
766: D
767: B
768: B
769: D
770: C
771: E
772: A
773: D
774: C
775: E
776: B
777: D
778: A
779: C
780: E