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Q3529274 Filosofia
Na obra Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes ressalta que: “Durante muito tempo a Idade Média foi conhecida como a “Idade das Trevas”, um período de obscurantismo e ideias retrógradas, marcado pelo atraso econômico e político do feudalismo, pelas guerras religiosas, pela “peste negra” e pelo monopólio restritivo da Igreja nos campos da educação e da cultura” (2010. Adaptado).

No entanto, segundo o autor, a concepção obscurantista da Idade Média desconsidera
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Q3529273 Filosofia
Aristóteles aponta na Ética a Nicômaco: “Posto que todo conhecimento e prévia escolha objetivam algum bem, examinemos o que cumpre declararmos ser a meta da política, ou seja, qual o mais elevado entre todos os bens cuja obtenção pode ser realizada pela ação. No tocante à palavra, é de se afirmar que a maioria esmagadora está de acordo no que tange a isso, pois tanto a multidão quanto as pessoas refinadas a ela se referem como a felicidade” (2001).

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles argumenta que a felicidade consiste em
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Q3529272 Filosofia
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso comum, uma superação da opinião, a dialética platônica tem como ponto de partida o senso comum e a opinião, submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade divina superior” (2010. Adaptado).

Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
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Q3529271 Filosofia
“Lembremos a figura de Sócrates. Procurado pelos jovens, passava horas discutindo na praça pública. Interpelava os transeuntes, dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos que julgavam entender determinado assunto: “O que é a coragem e a covardia?”, “O que é a beleza?”, “O que é a justiça?”, “O que é a virtude?”. Desse modo, Sócrates não fazia preleções, mas dialogava. Ao final, o interlocutor concluía não haver saída senão reconhecer a própria ignorância.”

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
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Q3529270 Filosofia
O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento 91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior teria acrescentado, “e nós também não somos mais os mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive, no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um acesso mais permanente ao real.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
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Q3529269 Filosofia
“Filósofos pré-socráticos, em muitos casos, certamente deixaram uma obra escrita, que conhecemos em parte, como p.ex. o Poema de Parmênides, e o tratado Da natureza de Heráclito. Entretanto, essas obras não sobreviveram integralmente. São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.”

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Destaca Danilo Marcondes que a diferença entre essas duas fontes consiste em que
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Q3529268 Filosofia
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins na obra Filosofando: introdução à filosofia: “O mito não se reduz a simples lendas, mas faz parte da vida humana desde seus primórdios e ainda persiste no nosso cotidiano como uma das experiências possíveis do existir humano, expressas por meio das crenças, dos temores e desejos que nos mobilizam. No entanto, hoje os mitos não emergem com a mesma força com que se impuseram nas sociedades tribais” (2009).

Segundo as autoras, na contemporaneidade, os mitos impõem-se diferentemente porque
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Q3529267 Filosofia
No livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Egeu. Essas colônias, dentre as quais se destacaram Mileto e Éfeso, foram importantes portos e entrepostos comerciais. Eram cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos” (2010. Adaptado).

No que diz respeito à origem da Filosofia, para o autor, o cosmopolitismo cultural promoveu
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Q3529266 Filosofia
Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins destacam que: “O “falar sobre o mundo” simbolizado pelo mito está impregnado do desejo humano de afugentar a insegurança, os temores e a angústia diante do desconhecido, do perigo e da morte. Para tanto, os relatos míticos sustentam-se na crença, na fé em forças superiores que protegem ou ameaçam, recompensam ou castigam. Entre as comunidades tribais, os mitos constituem um discurso de tal força que se estende por todas as esferas da realidade vivida” (2009. Adaptado).

Desse modo, para as autoras, quando o mito “falar sobre o mundo” são
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Q3527788 Filosofia
Assinale a alternativa correta quanto à leitura apresentada por Ferreira (in Rangel, 2001) sobre a liberdade como entendida na corrente de pensamento do liberalismo.
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Q3526577 Filosofia
Alguns autores definem a Geografia como o estudo da superfície terrestre. Essa concepção é a mais usual, e ao mesmo tempo a de maior vaguidade, pois a superfície da Terra é um teatro privilegiado (por muito tempo o único) de toda reflexão científica, o que desautoriza a colocação de seu estudo como especificidade de uma só disciplina. Essa definição do objeto apoia-se no próprio significado etimológico do termo Geografia – descrição da Terra. Assim, caberia ao estudo geográfico descrever todos os fenômenos manifestados na superfície do planeta, sendo uma espécie de síntese de todas as ciências.
(Antonio Carlos Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado) 

Essa concepção origina-se das formulações de Kant. Para esse autor, haveria duas classes de ciências, as primeiras, apoiadas na razão, e as segundas, apoiadas na observação e nas sensações. Respectivamente, as primeiras e segundas ciências consistem em
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Q3525827 Filosofia
No texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Alberto Cupani analisa o objeto de estudo da filosofia da tecnologia de Mario Bunge: “A tecnologia pode, assim, ser definida como: o campo de conhecimento relativo ao desenho de artefatos e à planificação da sua realização, operação, ajuste, manutenção e monitoramento à luz do conhecimento científico”.

Segundo o texto, a tecnologia pode ser caracterizada como
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Q3525826 Filosofia
Ao refletir sobre os resultados de sua pesquisa, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, destacam que: “O texto exposto se fundamentou […] na tentativa de aproximar a realidade cotidiana dos estudantes com o mundo da Filosofia. Pelos resultados alcançados […] percebe-se que essa possibilidade é premente e provocativa, necessitando, para tanto, que a reflexão filosófica não fique presa ao currículo […], o que pode ser facilitado com o uso dos elementos da Cultura Digital”.

No contexto da recomendação apresentada no excerto, os autores salientam que uma das funções do docente é 
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Q3525825 Filosofia
Em seu livro Ética prática, Peter Singer discute o princípio da igualdade como se segue: “O princípio da igualdade na consideração de interesses atua como uma balança […]. Balanças fidedignas favorecem o lado cujo interesse é maior ou cujos diversos interesses se combinam para exceder em peso um pequeno número de interesses semelhantes; mas ignoram totalmente a quem pertencem os interesses que ponderam”.

No excerto, o princípio formulado por Peter Singer
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Q3525824 Filosofia
Ao discutir os quatro princípios tradicionais da Bioética, Volnei Garrafa, em seu texto Introdução à Bioética, diz: “[…] a partir da visão anglo-saxônica do mundo, o tema da autonomia foi maximizado hierarquicamente com relação aos outros três, tornando-se uma espécie de super-princípio; este fato contribuiu para que a visão […] passasse a ser aceita como vertente decisiva para a resolução dos mesmos, o que nem sempre acontece. Em diversas nações indígenas, por exemplo, ou mesmo em algumas culturas orientais, o tema da autonomia é praticamente desconhecido”.

De acordo com Garrafa, a maximização do princípio da autonomia é criticada, pois
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Q3525823 Filosofia
Quando reflete eticamente sobre a democracia, Peter Singer, em seu livro Ética Prática, discute formas de legitimar a desobediência civil em uma sociedade democrática: “A primeira baseia-se no fato de a decisão que contestamos não representar uma expressão genuína da opinião da maioria. […] Neste caso, o uso de meios ilegais pode ser encarado como uma extensão do uso de meios legais para garantir uma decisão genuinamente democrática. […] A desobediência civil é um meio adequado para estes fins quando os meios legais se revelam ineficazes, porque, apesar de ser ilegal, não ameaça a maioria nem tenta coagi-la”.

De acordo com Peter Singer, a desobediência civil no contexto mencionado
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Q3525822 Filosofia
Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a possibilidade de se fazer uma aliança com a Fortuna, esta não é mais uma força impiedosa, mas uma deusa boa [...]. Ela é mulher, deseja ser seduzida e está sempre pronta a entregar-se aos homens bravos, corajosos, aqueles que demonstram ter virtù”.

No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em 
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Q3525821 Filosofia
A saída do estado de “guerra de todos contra todos” em Hobbes é abordada por Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, na seguinte passagem: “Como pôr termo a esse conflito? Há uma base jurídica para isso […] a lei de natureza […] Mas não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista um Estado dotado da espada, armado, para forçar os homens ao respeito. […] No Estado deve haver um poder soberano, isto é, um foco de autoridade que possa resolver todas as pendências e arbitrar qualquer decisão. Hobbes desenvolve essa ideia”.

Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
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Q3525820 Filosofia
Em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote argumentam que: “O ensino de filosofia é fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão ética e da compreensão da complexidade do mundo. A filosofia pode ajudar os estudantes a pensar de forma autônoma, a questionar seus preconceitos e a compreender as diferentes perspectivas sobre os problemas da vida. E, para dinamizar essas possibilidades, há pesquisas que recorrem aos recursos digitais provenientes da cultura digital”.

Com base no texto, recorrer aos recursos indicados é relevante para o ensino de filosofia, pois 
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Q3525819 Filosofia
Alberto Cupani, em seu texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, apresenta o seguinte entendimento de Mario Bunge sobre a tecnologia: “Como depende em sua produção e controle dos seres humanos […], a tecnologia está assim sujeita aos mais variados interesses e propósitos. Muitos dos excessos e extravios da tecnologia são para ele derivados do código moral nela implícito. Trata-se de um código que separa o homem do resto da natureza, autorizando-o a submetê-la e isentando-o de responsabilidades”.

Com base na citação, o conceito criticado por Bunge é
Alternativas
Respostas
701: A
702: C
703: A
704: B
705: D
706: E
707: A
708: E
709: B
710: D
711: B
712: B
713: C
714: D
715: B
716: E
717: A
718: C
719: D
720: D