Questões de Concurso
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Pois se as coisas futuras e passadas existem, quero saber onde estão. Se ainda não posso sabê-lo, sei ao menos que, onde quer que estejam, ali não são futuras nem passadas, mas presentes. Pois se também ali forem futuras, ali ainda não estão, e se ali forem passadas, ali já não estão. Portanto, onde quer que estejam, o que quer que sejam, não são senão presentes.
(AGOSTINHO. Confissões. Livro XI. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. pp. 42)
Agostinho declara, no livro citado de suas Confissões, o desconhecimento sobre a natureza do tempo. O trecho reproduzido remete a uma hipótese levantada pelo autor de que
Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.
(SÊNECA. Sobre a brevidade da vida. Porto Alegre: L&PM, 2007, p. 26.)
Tendo como base o texto acima, é correto afirmar que
“SÓCRATES: E agora, Mênon, vê que progressos ele já fez em termos de memória? De início não sabia que linha forma a figura de oito pés e mesmo agora não sabe, mas antes achava que sabia e respondeu confiante como se soubesse, sem ter consciência das dificuldades; ao passo que agora sente a dificuldade em que se encontra e, além de não saber, não acha mais que sabe.”
(PLATÃO. Mênon. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 35)
Dentre as características da filosofia socrática inferidas dos escritos de Platão, o trecho acima retrata
Texto 1 –
A questão é que nenhum deus persegue a sabedoria ou deseja tornar-se sábio, pois já o é; e ninguém mais que seja sábio persegue a sabedoria. Nem o ignorante persegue a sabedoria ou deseja ser sábio(...). O homem que não se sente deficiente não deseja aquilo de que não sente deficiência. (...)[A] necessidade de Amor tem que ser amiga da sabedoria e, como tal, deve situar-se entre o sábio e o ignorante.
(PLATÃO, O Banquete. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p.28)
Texto 2 –
É pela indagação que os homens começam agora e começaram originalmente a filosofar (...). Ora, quem indaga e está perplexo sente-se ignorante (...) de modo que, se foi para escapar à ignorância que os homens estudaram filosofia, é óbvio que procuraram a ciência pelo conhecimento e não por qualquer utilidade prática.
(ARISTÓTELES, Metafísica. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, pp. 50-51)
Tendo como base apenas os trechos citados, considere as seguintes afirmações:
I. Para ambos os autores, a filosofia demanda uma necessidade de conhecer.
II. De acordo com texto 1, sentir-se ignorante não é próprio do ignorante nem do sábio.
III. Para Platão a filosofia tem a mesma natureza divina que Eros.
IV. Aristóteles supõe que o ser humano possui a necessidade prática de conhecer.
São afirmações corretas apenas
Agora, porém, partirá injustiçado se de fato for embora, mas não por nós, as leis, e sim pelos homens; mas se fugir depois de tão vergonhosamente revidar injustiça com injustiça e o mal com o mal, rompendo os seus pactos e acordos conosco e ferindo àqueles que menos deveria – a si mesmo e aos amigos, ao país e a nós – , ficaremos zangadas com você...
(PLATÃO, Críton. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 25)
Com o argumento exposto no texto, Sócrates convence Críton de que, apesar da pena que recebe,
sua recusa a fugir faz sentido. Sobre o argumento de Sócrates, é correto afirmar que
O trecho citado, retirado do Livro X da República de Platão, expressa
É pois a Tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes [do drama], [imitação que se efetua] não por narrativa, mas mediante atores, e que suscitando o “terror e a piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções”.
(ARISTÓTELES. Poética (Capítulo VI). In: DUARTE, Rodrigo (org.). O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 37.)
Segundo o pensamento aristotélico, é correto afirmar que a Tragédia
A arte de imitar está muito afastada da verdade, sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte mínima de cada coisa, simples simulacro. O pintor, digamos, é capaz de pintar um sapateiro, um carpinteiro ou qualquer outro artesão, sem conhecer absolutamente nada das respectivas profissões. No entanto, se for bom pintor, com o retrato de um carpinteiro, mostrado de longe, conseguirá enganar pelo menos crianças ou pessoas simples e levá-las a imaginar que se trata de um carpinteiro de verdade.
(PLATÃO. A República (Livro X). In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p. 558.)
Sobre a relação entre arte e verdade, assinale a alternativa correta, segundo o pensamento platônico.
O discurso deliberativo, de que é exemplo o discurso político, visa aconselhar ou dissuadir, mostrando que uma possível ação futura é conveniente ou prejudicial.
A retórica estuda os procedimentos que permitem a um orador fazer que outras pessoas adiram aos pontos de vista por ele defendidos.
De acordo com Aristóteles, a retórica parece ser capaz de descobrir os meios de persuasão relativos a dado assunto, possibilitando determinar quais são os meios de persuasão mais adequados a cada caso.
O principal objetivo da retórica consiste em descobrir e estabelecer as condições que permitam saber se determinadas proposições são verdadeiras ou plausíveis.
Os silogismos dialéticos têm a finalidade de persuadir ou convencer e incidem sobre a opinião, ao contrário dos silogismos científicos, que incidem sobre a verdade.
A eficácia da argumentação depende não só da totalidade do discurso, mas também do efeito de argumentos isolados, da interação entre os argumentos e até dos argumentos que ocorrem, espontaneamente, no espírito do ouvinte.
Segundo Kant, na obra Metafísica dos costumes, as leis da liberdade dizem respeito à filosofia prática e as leis da natureza dizem respeito à filosofia teórica. Sobre as leis da liberdade, Kant afirma: “Na medida em que elas dizem respeito apenas às ações exteriores e sua conformidade a leis, chamam-se jurídicas, mas se exigem também que essas mesmas devam ser os princípios de determinação das ações, elas são éticas, e diz-se: o acordo com as primeiras é a legalidade das ações, o acordo com as segundas, a moralidade das ações”.
Sobre as concepções de leis em Kant, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A legalidade de uma ação está em concordância com as leis jurídicas.
( ) O princípio de determinação da ação moral concerne às leis da natureza.
( ) As leis da natureza e as leis da liberdade concernem à filosofia prática.
( ) A moralidade de uma ação está em concordância com as leis éticas.
Assinale a sequência correta.
(ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009.)
São considerados filósofos contratualistas: