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A abordagem do gênero sertanejo pode contribuir para a compreensão crítica de processos sociais, estéticos e mercadológicos da música popular brasileira. Ao analisar a atuação feminina no sertanejo, um professor do ensino médio discorre sobre as transformações históricas, disputas simbólicas e reconfigurações de papéis de gênero no interior desse gênero musical.
Considerando-se uma abordagem pedagógica crítica e contextualizada do sertanejo na Educação Musical, acerca da atuação feminina no sertanejo, verifica-se que a(o)
No âmbito da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Música, do segundo segmento do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, está inserido no componente Arte e orienta-se por princípios que articulam experiências estéticas, processos de criação, fruição, reflexão e contextualização cultural.
À luz das diretrizes da BNCC para o ensino de Música nesses níveis de escolarização, verifica-se que a(o)
Classificando-se as produções de obras vinculadas ao Clube da Esquina, identifica-se a presença simultânea de elementos associados à MPB, ao rock, ao jazz e à música erudita, o que problematiza sua inserção em categorias tradicionais de gênero musical.
À luz dos fundamentos teóricos sobre gêneros musicais e hibridismo, constata-se que
Mostra no Metropolitan de Nova York exibe as obras nos vibrantes tons usados na época, demolindo o mito da brancura como sinônimo de beleza O arqueólogo alemão Vinzenz Brinkmann, da Universidade Ludwig Maximilian, em Monique, estudava o uso de ferramentas na Antiguidade. Em busca de marcas microscópicas em estátuas da época, ele desenvolveu uma lâmpada capaz de destacar o relevo da superfície e, por mero acaso, encontrou resíduos de pigmentos apagados pela ação do tempo.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/cultura/exposicao-recupera-as-cores-originais-de-estatuas-gregas/. Acesso em: 2 fev. 2026.
Estudos arqueológicos contemporâneos, favorecidos pelo uso de tecnologias, vêm promovendo atualizações na história da arte mundial.
O conceito de beleza clássica, associada à brancura de suas esculturas, foi historicamente estruturado
[...] as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de códigos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018. p. 194.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que rege a construção dos currículos nacionais. O componente curricular Arte está centrado nas linguagens: Artes visuais, Música, Dança e Teatro. A BNCC propõe que o ensino das diferentes linguagens artísticas articule seis dimensões do conhecimento, promovendo uma abordagem ampla e integrada.
Dentre essas dimensões, destaca-se o conceito de Estesia, que diz respeito
Sobre a representação da imagem na Idade Média, Visalli e Godoi consideram que
Compreender seu significado, perceber suas funções, seus destinos e os objetos a que aderem são pontos significativos e essenciais para o trabalho com imagens medievais. Queremos olhar para as construções visuais que os medievais elaboraram abrindo a possibilidade de perceber suas escolhas. Uma dessas escolhas diz respeito ao sentido atribuído a essas construções. A imagem medieval foi definida pela historiografia, tanto pelo o que ela foi, como também pela sua negação: o que ela não foi. Esse reconhecimento apresentou a possibilidade de identificar, ainda, o seu caminhar na história, suas transformações e as posições que ao longo do medievo desfrutou.
VISALLI, A. M.; GODOI, P. W. Estudos sobre imagens medie- vais: o caso das iluminuras. Diálogos (Maringá, Impresso) v. 20, n. 3, p. 131, 2016.
Diante do exposto, segundo a perspectiva historiográfica, as Iluminuras da Idade Média
O Fauvismo é um movimento artístico de vanguarda que surgiu na França de 1904 a 1907, liderado por Henri Matisse. O grupo de artistas que pertenciam a esse movimento fazia oposição ao decorativismo hedonista do Art Nouveau e à inconsistência formal do Simbolismo. Por conceberem a arte como impulso vital, os fauves (os “feras”) começaram pela abordagem crítica de uma série de problemas pictóricos.
Nas experiências estéticas dos Fauvistas, a(o)
Nos anos 1980, foi criada e difundida no Brasil a Metodologia Triangular para o ensino de Arte, estruturada em três eixos fundamentais: o fazer artístico, a leitura da obra de arte e a contextualização. Após décadas de desenvolvimento, essa proposta permanece relevante, sendo constantemente aprimorada por pesquisas e práticas pedagógicas.
Considere que, em uma aula de artes para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, o(a) docente apresentou aos estudantes uma obra do artista Juan Miró e propôs uma atividade de releitura.
Levando-se em conta o conceito de releitura em uma perspectiva contemporânea do ensino de artes, conclui- -se que a proposta de releitura
Há uma hegemonia do visual no ensino de Arte que limita a leitura e a fruição estética de obras bidimensionais por pessoas com deficiência visual (DV). Diante desse cenário, coloca-se a necessidade de o professor, ao organizar práticas pedagógicas em arte para o aluno com DV, promover o desenvolvimento de sua cultura, sensibilidade, criatividade e conhecimentos.
Como uma estratégia de acessibilidade que possibilita a leitura e a fruição estética de obras de arte planas para estudantes deficientes visuais, de forma a respeitar sua autonomia, destaca-se a
I - Fundamentando II - Interpretando III - Revelando IV - Descrevendo
P - Incentiva a busca por conhecimentos adicionais em campos teóricos, como história da arte, ou conteúdos relativos à crítica da arte, contextos, autor, época e obras em questão. Q - Possibilita a materialização pelo estudante dos aprendizados construídos, por meio da construção de uma produção de sua autoria. R - Possibilita a interpretação da obra e a correlação de sentimentos, ideias ou sensações pelos estudantes, a partir da imagem em questão. S - Favorece a observação da obra analisada e sua investigação, por meio de anotações sobre os detalhes visualmente percebidos. T - Promove a identificação e a comparação dos elementos de estrutura e organização de composição da obra analisada.
As associações corretas são:
De acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, de 17 de outubro de 2003, patrimônio imaterial são
[...] as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os objetos e lugares culturais que estão ligados a essas tradições – que as comunidades e grupos reconhecem como parte de sua cultura. Esse patrimônio é passado de geração em geração e é recriado constantemente pelas comunidades, o que ajuda a criar um sentimento de identidade e continuidade, além de promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/bem-cultural-imaterial/. Acesso em: 01 fev. 2026.
Quando um bem cultural de natureza imaterial é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil, ele é oficialmente registrado, assumindo-se o compromisso institucional de sua preservação e valorização. Os bens imateriais brasileiros podem ser inscritos em quatro categorias de registros, denominadas livros das
Lygia Clark negou, na expressão da sua arte, o quadro como um apoio para a representação, afirmando-o como objeto-símbolo. Ao criar os Bichos, a artista transita em espaços da arte não desbravados. Para o crítico Ferreira Gullar, o trabalho de Lygia Clark cria uma categoria de obra definida por ele como um não-objeto.
Na arte Neoconcreta, o não-objeto de Lygia Clark
A artista Anitta Malfatti, expoente do Modernismo Brasileiro, contribuiu para as bases de novas estéticas visuais com sua poética particular. Suas cinquenta e três obras expostas em sua segunda exposição individual, na cidade de São Paulo no ano de 1917, impactaram a vida artística do país e abriram caminho para a Semana da Arte Moderna, ocorrida em 1922.
Na produção artística de Anita Malfatti,
Até poucas décadas atrás, a oportunidade de se consumir arte estava restrita aos museus, espaços culturais. A arte e a produção de imagens estavam atreladas aos ateliers e escolas de arte. Hoje, a arte está nas ruas, as imagens povoam as telas dos celulares e os vídeos na internet. Produzir imagens é algo cotidiano, e ser artista envolve outros contextos de produção e consumo. Diante desse novo paradigma, é importante a reflexão sobre as metodologias de ensino de arte. Sobre o tema, Sardelich afirma:
Não cabe mais ao/à educador/a se perguntar o que as/os educandas/os não sabem e propor-se a ensinar- -lhes, e sim o que já sabem e como é possível ampliar as conexões, para que, juntos, possam organizar outros discursos com os saberes-mosaico que todos possuem. Mais do que pensar em representações e artefatos, interessa ao/à educador/a saber o que o grupo de trabalho, que inclui educandas/os e educadoras/ es, quer aprender e o que pode aprender.
SARDELICH, M. E. Leitura de imagens, cultura visual e prática educativa. Cadernos de Pesquisa, v. 36, n. 128, p. 451-472, maio/ago. 2006.
Esse trecho refere-se ao conceito de
Segundo Derdyk,
[...] é fundamental que o arte-educador reconheça em si a capacidade de exercer o ato criativo de forma tão natural quanto comer, dormir e sonhar. O arte-educador, que vivencia o desenho como potência expressiva e poética, dificilmente incorrerá em erros grosseiros de interpretação e avaliação de um desenho.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo: Panda Educação, 2010. Adaptado.
Nesse contexto, o desenho, como linguagem que habita o espaço escolar,
O Manto Tupinambá, símbolo sagrado e elemento central da cultura do povo Tupinambá, foi repatriado ao Brasil em julho de 2024, após mais de 300 anos exposto no Museu da Dinamarca. Esse artefato, confeccionado com penas de guarás, papagaios, araras-azuis e amarelas, possui cerca de 1,20 metro de altura por 80 centímetros de largura. A presença de bens indígenas brasileiros em museus europeus expõe séculos de colonização e expropriação impostas às culturas indígenas.
É um desafio para todos os povos do Brasil, que tiveram seus bens levados sem qualquer consulta, consentimento prévio ou liberdade de opinar. Estamos hoje recebendo o Manto Tupinambá. Isso é motivo de alegria não somente para os povos que estão aqui, mas para todos os povos indígenas do Brasil. A repatriação é importante para o nosso país, a repatriação é uma reparação de dívidas com os povos indígenas, porque traz de volta a fortaleza, a intensidade, a cultura, pontuou a presidenta da Funai, Joenia Wapichana.
Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/ noticias/2024/manto-tupinamba-governo-federal-celebra- -retorno-do-artefato-sagrado-ao-brasil-e-reafirma-direitos- -indigenas-como-uma-prioridade. Acesso em: 25 jan. 2026.
Nesse contexto e considerando-se o conceito de agência indígena, a arte dos povos indígenas
Os processos avaliativos para o ensino de artes visuais possuem estratégias específicas e conhecê-las é de grande relevância para o trabalho docente.
Dentre as estratégias avaliativas em artes, a avaliação autêntica é aquela que