Questões de Concurso
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Na década de 70, foram estabelecidos, por Leavell & Clark (1976), três níveis de prevenção que interrelacionam atividade médica e saúde publica. Nesse esquema, a promoção da saúde era concebida apenas como um elemento da prevenção primaria e voltada mais para os aspectos educativos individuais. No entanto, a partir da década de 80, após a Carta de Otawa, a promoção da saúde foi revalorizada, tornando-se objeto de politicas publicas em várias partes do mundo. Diferentemente da promoção da saúde, a prevenção de enfermidades tem como objetivo a redução do risco de se adquirir uma doença especifica por reduzir a probabilidade de que uma doença ou desordem venha a afetar um individuo.”
CZERESNIA, D.; FREITAS, C. M. (org.). Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. 1. ed., 1. reimpr. Brasilia: Ministério da Saúde, 2013. 95 p. (Cadernos de Atenção Primaria, n. 29).
Avalie as seguintes afirmações:
I. Prevenção primaria é a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clinica. Inclui promoção da saúde e proteção especifica.
II. Prevenção secundaria é a ação realizada para detectar um problema de saúde em estagio inicial, muitas vezes em estágio subclinico, no individuo ou na população, facilitando o diagnóstico definitivo, o tratamento e reduzindo ou prevenindo sua disseminação e os efeitos de longo prazo (ex.: rastreamento, diagnóstico precoce).
III. Prevenção terciária é a ação implementada para aumentar em um individuo ou população os prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação.
IV. Prevenção quaternária é a detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas e/ou terapêuticas, excessivas para protegê-los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-Ihes alternativas eticamente inaceitáveis.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
A educação em saúde tem grande papel para diminuir a distância existente entre descobertas/estudos científicos e a aplicação desses na vida diária das pessoas.”
CÂMARA, A. M. C. S. et al. Percepção do processo saúde-doença: significados e valores da educação em saúde. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 36, n. 1, supl. 1, p. 40-50, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/s0100-55022012000200006
Avalie as seguintes afirmações:
I. A educação em saúde surge como estratégia para promover saúde, prevenir doenças e deve ser uma prática social centrada na problematização do cotidiano, na valorização da experiência dos indivíduos e grupos, tendo como referência a realidade na qual eles estão inseridos.
Il. A educação em saúde tem como objetivo estimular as pessoas (público em foco/população) a realizar ações de promoção à saúde — seja pela adoção de hábitos de vida saudáveis, seja pela utilização de forma correta e cuidadosa dos serviços de saúde à sua disposição.
III. A educação em saúde auxilia que as pessoas tenham a diminuição do senso de responsabilidade pela própria saúde e pela saúde da comunidade a que pertencem.
IV. A educação em saúde reduz a capacidade das pessoas de participarem da vida comunitária de uma maneira construtiva.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
“Os comportamentos de uma população diante de seus problemas de saúde, incluindo a utilização dos serviços médicos disponíveis, são construídos a partir da percepção de saúde dessa população, a qual se ergue a partir de seu contexto sociocultural. O conhecimento prévio dessa percepção de saúde da comunidade, que determina o pensar e o agir da população perante o processo saúde-doença, é fundamental para a eficiência das ações de assistência e educação em saúde.”
CRUZ, M. Concepção de saúde-doença e o cuidado em saúde. In: GONDIM, R.; GRABOIS, V.; MENDES, W. (org.). Qualificação de Gestores do SUS. Rio de Janeiro: EAD/ENSP, 2011.
São modelos explicativos do processo saúde-doença:
“A internet é, hoje, o meio dominante para a execução de uma série de procedimentos e tarefas, bem como para a busca da informação. Trata-se de uma tendência, ao que tudo indica, irreversível e que irá se expandir nas próximas décadas, em todos os campos, incluindo o da saúde.”
COELHO, E. Q.; COELHO, A. Q.; CARDOSO, J. E. D. Informações médicas na internet afetam a relação médico-paciente? Revista Bioética (Impr.), Brasília, v. 21, n. 1, 9 abr. 2013. Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/revista bioetica/article/view/728. Acesso em: 25 ago. 2025.
A democratização possibilitada pela internet ao acesso à informação constitui ganho fundamental para a sociedade e, na relação profissional/paciente, pode se tornar poderoso instrumento
I. Nos estudos transversais, ou estudos de prevalência, os status de exposição e doença são mensurados a um ponto do tempo. As taxas de prevalência entre aqueles com e sem exposição ou a vários níveis de exposição são determinadas e comparadas.
II. Nos estudos de caso-controle, pessoas com dada doença (casos) e pessoas sem determinada doença (controles) são selecionadas, e as proporções de casos e controles com determinadas características ou que têm sido expostos a possíveis fatores de risco são, então, determinadas e comparadas.
III. Nos estudos de coorte, prospectivos, o investigador inicia o trabalho com um grupo de indivíduos aparentemente livres da doença. Esse grupo de indivíduos, ou coorte, é dividido em expostos e não expostos a possíveis fatores de risco e acompanhado ao longo do tempo para determinar a taxa de incidência de determinada doença ou mortalidade entre os grupos.
Quais estão corretas?
Considerando a importância da abrangência dos serviços e ações prestados ao paciente, o princípio do SUS definido como “conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema” é a
Com base no contexto das zoonoses e seu impacto na saúde global e das doenças emergentes, justifica-se afirmar que