Questões de Concurso Comentadas para imparh

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Q3595897 História e Geografia de Estados e Municípios
O centro de Fortaleza é carregado de prédios e monumentos que marcam o tempo do início da cidade aos tempos atuais. Hoje com outra utilidade, o centro da cidade, é frequentado por um público menor que antes, mas não fica vazio. O comércio antigo ainda se mantém, mesmo resistindo aos prédios atuais. A Praça do Ferreira ainda tem sua força histórica diante das lojas que estão lá. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tem tombado vários prédios no centro, inclusive uma farmácia. Estamos nos referindo à:
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Q3595896 Pedagogia
O princípio da condição didática de uma reflexão do historiador está nisso: considerar que seu trabalho e o resultado do seu trabalho inserem-se numa dinâmica social da qual ele participa como sujeito, sobre o qual ele não tem controle individual, porque essa dinâmica o constituiu antes que ele fosse um historiador. Antes de ser um agente de uma disciplina científica, o historiador foi aluno de História nas escolas, foi um consumidor de produtos de mídia com conteúdo histórico, passou por ruas com nomes de fatos e personagens do passado, homenageados por gerações passadas ou pela geração atual, visitou museus e impressionou-se com prédios antigos e modernos.

CERRI, Luís Fernando. O Historiador na reflexão didática. História e Ensino, Londrina, v. 19, n. 1, p. 27-47 jan/jun, 2013.

Na citação acima, Cerri reflete sobre a condição anterior de aluno, até chegar a ser o professor historiador, lembrando que o indivíduo tem sua história construída no próprio cotidiano por isso é necessário um método de ensino da própria disciplina. Estamos falando de: 
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Q3595895 História
“Naquela década (1880), surgiu o Passeio Público no local, até então, da Praça dos Mártires, que foi remodelada com implante de bancos, canteiros, café-bar, réplicas de esculturas clássicas e 3 planos ou “avenidas” - uma para o desfrute das elites, a segunda para as classes médias e a terceira para os populares. Localizada no perímetro central e com ampla vista para o mar, o Passeio Público tornou-se a principal área de Lazer e sociabilidade, até que despontassem outras tentadoras opções a partir do século XX, como o Teatro Jose de Alencar (1910) e os cines Majestic e Moderno (1917 e 1922, respectivamente).”

PONTE, Sebastião Rogério. Fortaleza Belle Époque: reformas urbanas e controle social (1860-1930). Fortaleza; FDR, 1999, pág. 31. 

De acordo com a citação acima, o Passeio Público é um marco no aformoseamento da cidade e abertura para sua urbanização. Assim, podemos considerar sobre o local:

I- O Passeio Público foi criado no local da chamada Praça dos Mártires, onde foram executados revolucionários cearenses da Confederação do Equador, dentre eles o Padre Mororó.
II- Dos três pisos do Passeio Público, o que foi restaurado nos anos 2007 foi o terceiro piso frequentado pelas camadas populares que se transformou no que temos hoje.
III- O ornamento do Passeio Público com estátuas, vasos, bancos, fonte de água veio importado da Europa e Japão, mostrando a magnitude do lugar de passeio da sociedade fortalezense.
IV- O Passeio Público, no final do século XX, passou por um período de abandono do poder público e foi apropriado pelo baixo meretrício que fazia local referência de encontros.
V- Mesmo sendo um equipamento cultural antigo, o Passeio Público, ainda no século XXI, está em processo de tombamento como patrimônio histórico-cultural da cidade.

Estão corretas: 
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Q3595894 História
“Inaugurada no dia 25 de março de 1867 como Biblioteca Provincial do Ceará, o primeiro acervo foi constituído de obras clássicas trazidas da Europa com 1730 volumes, como consta no relatório do bibliotecário José de Barcelos, primeiro diretor da casa. Desse total, 614 foram adquiridos pelo Governo Estadual e 1116 foram recebidos por doações de particulares.
Ao longo de sua trajetória, a Biblioteca passou por diversos endereços em 1975, após 108 anos de sua criação, no Governo do Cel. César Cals de Oliveira Filho, ganhou sede própria projetada pelos arquitetos Airton Montenegro Junior e Francisco Célio Falcão, sendo hoje uma das obras públicas de referência da expressão da arquitetura modernista cearense.”

https://bece.cultura.ce.gov.br/a-bece/

A biblioteca pública é uma das instituições de cultura mais antigas sendo criada no Império. Passando por várias fases, teve sua última reinauguração em 2019, depois de 7 anos de reforma, com um novo nome: BECE. Ficou de 1978 até 2019 com o nome:
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Q3595893 História
“Assim como em outras regiões do Brasil, o movimento abolicionista no Ceará se inicia na segunda metade do século XIX, tendo a sua mais atuante sociedade abolicionista sido fundada em 1880, a Sociedade Cearense Libertadora. Junto com as ações da Sociedade Libertadora, que congregava principalmente a elite econômica e intelectual, o pioneirismo cearense foi possível graças, sobretudo, à coragem de um homem de origem humilde, pardo, jangadeiro e abolicionista: Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar ou Chico da Matilde.”

https://www.gov.br/palmares/ptbr/assuntos/noticias/muito-alem-do-13-de-maio-ha-135-anos-o-cearatornava-se-a-primeira-provincia-brasileira-a-abolir-a-escravidão.

O Ceará foi o estado pioneiro a abolir a escravidão 4 anos antes da Lei Áurea, em 1888. O movimento abolicionista contou com vários grupos de elite e da classe trabalhadora. Temos como representante o Dragão Mar, que teve uma atitude decisiva para a abolição em 1881. Estamos falando da:
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Q3595892 História
“Tinha Fortaleza o aspecto de sombria desolação. A tristeza e o luto entravam em todos os lares. O comercio completamente paralisado dava às ruas mais públicas a feição de uma terra abandonada. Os transeuntes que se viam eram vestidos de preto ou eram mendigos saídos dos lazaretos com os signais recentes de bexiga confluente que lhes esburacou a cara e deformou o nariz.”

TEOFILO, Rodolfo, Varíola e Vacinação no Ceará. Fortaleza, Oficinas do Jornal o Ceará, 1904, pág. 23.

De acordo com a citação acima, Fortaleza estava passando por uma epidemia de Varíola juntamente com uma grande seca que resultou no chamado “dia dos mil mortos.” Estamos falando da Seca de:
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Q3595891 História
“Um dos objetivos básicos da História é compreender o tempo vivido de outras épocas e converter o passado em ‘nossos tempos’. A História propõe-se reconstruir os tempos distantes da experiência do presente e assim transformá-los em tempos familiares para nós.”

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo; Cortez, 2008, pag. 204.

Sobre o tempo que o historiador trabalha, podemos afirmar que:
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Q3595890 História
Em 1968, o Prefeito José Walter Cavalcante faz a demolição completa da praça e ergue uma coisa esquisita com canteiros altos em forma de caixões, interceptando a vista horizontal de tal modo que quem estivesse de um lado não enxergava o outro lado. Como era no tempo da ditadura militar, muita gente achava que aquelas paliçadas de cimento armado eram para evitar aglomeração no centro da praça e dificultar os comícios e mobilizações de protesto. O bate-papo vespertino, os bancos parlamentares e o convescote dos aposentados... tudo isso finou. Os cronistas e historiadores consideram que o Dr. José Walter, querendo ou não, decretou a morte da praça.

LEITÃO, Juarez. A Praça do Ferreira - República do Ceará Moleque. 2002, p. 27.

No ano de 2024, completa 60 anos do Regime Militar implantado no Brasil, marcando 20 anos de governo autoritário. Muitas mudanças aconteceram no âmbito político e econômico e nos espaços também. Temos um exemplo colocado na citação acima que fala da Praça do Ferreira, que foi modificada supostamente para conter os protestos.
Sobre as mudanças da Praça do Ferreira, podemos considerar que:
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Q3595889 História e Geografia de Estados e Municípios
“Acontece nesta segunda-feira, 1°, na Praça do Ferreira, a 35° edição do Festival de Mentiras. O evento busca ressaltar a cultura de irreverência tão presente na história da Capital que vaiou o sol em 1942. O momento marca a abertura do mês do Humorista.”

https://www.opovo.com.br/vidaearte/2024/04/01/ festival-na-praca-do-ferreira-premia-o-mentiroso-do-ano.

O jornal O Povo divulgou o Festival da Mentira, evento tradicional da cidade, que marca a nossa cultura do bom humor. Esse evento acontece embaixo de uma árvore que também faz parte da nossa identidade. É o chamado: 
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Q3595888 História
“(...) Antônio Sales, em depoimento posterior, afirmou que de início se posicionara contra a insistente ideia de Sabino e Ulisses de se criar um grêmio literário, pois temia que se fundasse mais uma sociedade como tantas anteriores com caráter formal de uma academia -mirim, burguesa, retórica e quase burocrática. Sales queria algo original, um tanto escandaloso, que sacudisse o nosso meio e tivesse repercussão lá fora.”

FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 164-65.

O século XIX em Fortaleza foi caracterizado por movimentações artísticas e literárias. Na última década do século, jovens se reuniram para formar um grêmio literário com críticas aos estrangeirismos, tradição, sendo antecessores da Semana de Arte Moderna em 30 anos. Estamos falando da: 
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Q3595887 História
“Por décadas, uma historiografia mais antiga, do final do século XX, considerou a atual Barra do (rio) Ceará como local onde ‘nascera’ a capital cearense, atribuindo o ‘feito’ à Martins Soares Moreno e ao Forte de São Sebastião – daí, inclusive, o porquê no livro Iracema (1865), de Jose de Alencar, a referência ao ‘Guerreiro Branco’ Martim, cujas relações com a índia teria dado origem ao povo cearense”.

FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 26.

A discussão em torno do local onde nascera Fortaleza foi questionada em 1965, pelo historiador Raimundo Girão, que atribuiu como marco inicial o:
Alternativas
Q3595886 História
“São intensos os debates acerca dos pressupostos de uma apreensão objetiva dos acontecimentos vividos no calor do momento, de um presente que envolve emocionalmente quem o analisa e que constitui, por essa razão, uma história descartada por muitos historiadores.”

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo; Cortez: 2008, pág. 151.

Bittencourt nos coloca a discussão sobre um método de pesquisa da História. Ela se refere à: 
Alternativas
Q3595885 História
“O tempo dos historiadores, portanto, é sempre um tempo humano. Ele não é o tempo dos físicos dos astrônomos. Tampouco é o tempo dos calendários ou mera cronologia, ainda que destes modos de situar o tempo objetivamente o historiador precise se valer no decorrer de suas narrativas e análises historiográficas.”

BARROS. José D’ Assunção. O tempo dos historiadores. Petrópolis, RJ; Vozes, 2013, págs. 14-15.

Na citação acima, Barros conceitua o tempo dos historiadores. Para pensar o tempo histórico precisamos ainda de conceitos auxiliares da História. Estamos nos referindo à:
Alternativas
Q3595884 História
Com o avanço das técnicas arqueológicas, a paleontologia tem contribuído muito para a construção historiográfica das cidades onde foram encontrados fosseis raros evidenciando a existência de vida pré-Histórica e indígena bem anterior à colonização europeia, indicando marcos históricos antes da invenção da escrita. Os sítios arqueológicos são preservados pelo governo do Estado na construção de museus nos municípios fomentando a história local.

https://alascaconsultoria.blog/2019/07/19/novosestudos-arqueologicos-no-ceara-e-piaui/ 

Nessa perspectiva, podemos considerar os dois museus:
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Q3595883 História
“No século XIX há um amplo desenvolvimento das forças produtivas que não deixou de repercutir na cultura, na ciência e na filosofia e, portanto, nos estudos sobre história. Novas correntes de pensamento buscavam dar forma racional às transformações ininterruptas que aconteciam.”

COSTA, Frederico Costa Ferreira. BARROS, Franscisco Sylvio de Oliveira. História no ensino Fundamental. SATE/UECE, 2012, pág. 14.

A citação acima se refere às correntes de pensamento que são: 
Alternativas
Q3595882 História
“Tradicionalmente se chama de “pré-história” o período que antecede a invenção da escrita. Ora, essa definição é muito frágil - será que uma pintura numa pedra, uma lenda, uma inscrição qualquer etc. não servem também como fontes históricas? Claro que sim. Entendemos que homem é um ser histórico; onde há presença humana há História. Assim, o homem faz história desde quando surgiu na terra e não apenas quando inventou a escrita.”

FARIAS, Ailton. História do Ceará. Fortaleza, Armazém da Cultura, 2012, pág. 14.

Na citação acima, temos o antigo conceito de pré-história e a sua contestação conceitual. Com base nesses elementos podemos considerar que: 
Alternativas
Q3595541 Geografia
Assinale a alternativa que cita de forma CORRETA os aspectos físicos do Estado do Ceará.
Alternativas
Q3595540 Geologia
Na elaboração de um Diagnóstico Geoambiental, é necessário incluir a etapa referente à identificação das áreas ambientalmente frágeis situadas na região em estudo. Assinale a alternativa CORRETA que cita algumas áreas fortemente frágeis localizadas no município de Fortaleza. 
Alternativas
Q3595539 Direito Ambiental
Assinale a alternativa CORRETA que cita o nome do sistema criado pelo governo federal do Brasil para estabelecer critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação.
Alternativas
Q3595538 História e Geografia de Estados e Municípios
Assinale a alternativa CORRETA que cita os dois maiores açudes situados no Estado do Ceará.
Alternativas
Respostas
981: A
982: B
983: A
984: D
985: A
986: C
987: A
988: B
989: B
990: D
991: C
992: D
993: A
994: B
995: B
996: A
997: D
998: A
999: A
1000: C