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Q1910163 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto sugere que os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular.
II. O texto procura destacar que, para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral e parenteral.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910162 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que os vírus A, B, e C, da hepatite, são os responsáveis pela grande maioria das síndromes respiratórias agudas graves em recém-nascidos.
II. O texto leva o leitor a inferir que são pelo menos sete os tipos de vírus que têm em comum o hepatotropismo e que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910160 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a entender que uma das principais características que diferenciam os vírus da hepatite é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas.
II. O texto procura deixar claro para o leitor que os principais sintomas das hepatites fulminantes incluem a diminuição da acuidade visual; a dificuldade de enxergar; a visão nublada ou esfumaçada; a visão dupla; a dificuldade para ler, dirigir e andar; a sensibilidade à luz; e a alteração da percepção de cores.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910159 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. No Brasil, o aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em uma menor demanda por serviços de saúde e dispensou a necessidade de recursos ou protocolos específicos para lidar com essa doença e minimizar seus efeitos na sociedade, conforme mencionado pelo texto.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o vírus Chikungunya tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, resultando em mortes atribuídas à doença por ele provocada, inclusive. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910157 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. As informações presentes no texto permitem concluir que o vírus Chikungunya é de transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes e foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em um surto ocorrido na Tanzânia.
II. O texto menciona que, com a introdução da doença causada pelo vírus Chikungunya no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela inexistência de arboviroses no território nacional.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910156 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O vírus Chikungunya é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que, nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda) causada pelo vírus Chikungunya, são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910155 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. São fatores que reduzem o risco de infecção pelo vírus Chikungunya a alta dispersão vetorial, o amplo fluxo de pessoas nas regiões endêmicas e a suscetibilidade da população à infecção, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
II. No Brasil, o Aedes aegypti é presente apenas na região Nordeste, enquanto o Aedes albopictus é restrito aos municípios da região Sul, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910154 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. As equipes de Saúde da Família implantadas e não cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde têm o direito de receber no mínimo 29% e no máximo 72% do incentivo federal para a Atenção Básica.
II. A equipe de Saúde da Família deve ser multiprofissional, incluindo, entre outros profissionais, o médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de Família e Comunidade.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910153 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. A Saúde da Família é uma das principais estratégias, propostas pelo Ministério da Saúde do Brasil, para reorientar o modelo assistencial do Sistema Único de Saúde, a partir da atenção básica.
II. O Sistema de Informações da Atenção Básica representa um sistema de informação que sistematiza os dados coletados por profissionais e instituições de saúde e gera relatórios de acompanhamento e avaliação relacionados à Atenção Básica.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910152 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. Para implantação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde nas Unidades Básicas de Saúde é imprescindível a existência de um médico supervisor ou médico evolucionista para cada equipe de, no máximo, 5 Agentes Comunitários de Saúde.
II. Em áreas de grande dispersão territorial, de risco e de vulnerabilidade social, a Política Nacional da Atenção Básica recomenda uma cobertura de 100% da população pela Equipe de Saúde da Família. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910151 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. Segundo a nova Política Nacional da Atenção Básica, instituída pela Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, o Agente de Combate às Endemias não pode fazer parte da Equipe de Saúde da Família.
II. O acolhimento à demanda espontânea na Unidade Básica de Saúde deve ser feito baseado em um sistema de senhas, que serão limitadas à quantidade de atendimentos que o médico irá realizar em um período de, no máximo, 2 (duas) horas.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910150 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. Na perspectiva das ações de educação em saúde, o município deve ser um local de desenvolvimento de ações em favor da qualidade de vida e de promoção da saúde.
II. A educação em saúde desestimula a participação da população em assuntos relacionados à saúde, à qualidade de vida ou mesmo à prevenção de doenças.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910149 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. A Educação em Saúde estimula a participação da população em assuntos relacionados à promoção da própria saúde, à busca pela qualidade de vida e à adoção de hábitos saudáveis no dia a dia.
II. As ações de educação em saúde buscam contribuir para a formação de uma consciência crítica nas pessoas a respeito de seus problemas de saúde, assim como estimulá-las a promoverem a própria qualidade de vida.
Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1910148 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. A Educação Permanente em Saúde propõe estratégias que possibilitam a construção coletiva do conhecimento a respeito dos fatores condicionantes da saúde e dos fatores que põem em risco a saúde.
II. A educação em saúde, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representa uma importante estratégia para a promoção da saúde, beneficiando, inclusive, pessoas de baixa renda.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910147 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. A Educação Permanente em Saúde constitui um conjunto de ações que têm por objetivo evitar o desenvolvimento de práticas educativas que foquem na resolução de problemas concretos na área de saúde.
II. As ações de educação em saúde devem ser realizadas isoladamente, não sendo integradas às ações de saneamento ou à atenção integral à saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910146 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. A Educação Permanente em Saúde parte do pressuposto da aprendizagem significativa e problematizadora para desenvolver conhecimentos que sejam benéficos para os indivíduos na perspectiva de promoção da saúde.
II. A educação em saúde busca reafirmar as práticas de educação como um sistema baseado na participação das pessoas para a busca de conhecimentos favoráveis à manutenção da própria saúde.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910140 Saúde Pública
Analise as afirmativas a seguir:
I. Segundo a atual Política Nacional da Atenção Básica de 2017, a população adscrita por equipe de Atenção Básica e de Saúde da Família deve ser de 2.000 a 3.500 pessoas.
II. Pertence ao escopo de atribuições específicas do Enfermeiro da Equipe de Atenção Básica, indicar a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar do paciente em situação de urgência.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1818049 Pedagogia

O que diz a teoria de Vygotsky?

Na teoria sociointeracionista de Vygotsky, as relações entre aprendizagem e desenvolvimento são aspectos muito importantes, pois para ele o desenvolvimento é promovido pela aprendizagem, e a interação entre meio e indivíduo é essencial nesse processo.

A criança internaliza as interações com o ambiente e assim ocorre o desenvolvimento, que acontece de fora para dentro. A cultura é uma das principais influências para que ocorra o desenvolvimento mental, ela indica os caminhos e também as peculiaridades da sua conexão com o mundo.

É na escola onde tudo isso será vivenciado e onde a criança irá associar suas ações à concepção de mundo em que ela está inserida. Para Vygotsky, a criança necessita de atividades específicas que proporcionem o aprendizado, pois seu desenvolvimento é dependente dessa aprendizagem por intermédio das experiências e interações em que foi submetida. O professor é o mediador desse processo, por ser o mais experiente e planejar suas intervenções.

Podemos usar como exemplo uma criança que está com dificuldade para aprender a ler. O professor trabalha com ela a pronúncia das palavras e também o reconhecimento destas, através de textos e músicas que fazem parte do cotidiano, assim a criança é capaz de aprender a ler.

A teoria de Vygotsky aponta que a criança nasce com funções psicológicas elementares e que com o aprendizado da cultura e as experiências adquiridas, essas funções tornam-se funções psicológicas superiores, que são o comportamento consciente, a ação proposital, a capacidade de planejamento e o pensamento abstrato.

A partir desses conceitos, Vygotsky apresenta outras concepções igualmente importantes, como é o caso da zona de desenvolvimento proximal, que é a zona de desenvolvimento onde o professor vai fazer intervenções para uma aprendizagem satisfatória e a relação entre pensamento e linguagem, pois é por meio da linguagem que o aprendizado é mediado. 

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2QbydxL.

Com base no texto 'O que diz a teoria de Vygotsky?', leia as afirmativas a seguir:
I. É na escola onde a criança irá associar suas ações à concepção de mundo em que ela está inserida, de acordo com o texto. II. Para Vygotsky, a criança necessita de atividades específicas que proporcionem o aprendizado, pois seu desenvolvimento é dependente dessa aprendizagem por intermédio das experiências e interações em que foi submetida, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1818043 Ética na Administração Pública
ÉTICA E RESPONSABILIDADES

A ética em uma instituição pública está diretamente relacionada com a qualidade dos serviços ali prestados. No entanto, não basta apenas aos servidores conhecer os princípios éticos, é necessário incorporá-los ao seu comportamento diário. Para isso, todos na organização devem conhecer seus papéis e responsabilidades.

As competências de cada unidade organizacional devem ser claras e conhecidas, por meio da publicação de um regimento ou estatuto interno e um organograma, que especifiquem os níveis hierárquicos e as responsabilidades dos ocupantes dos principais cargos.

Da mesma forma, as qualificações necessárias ou desejáveis para a ocupação dos cargos de direção devem estar previamente definidas e serem divulgadas, para que interessados, especialmente servidores, tenham conhecimento sobre as exigências e expectativas e possam se preparar para eventuais oportunidades.

Embora não seja obrigatório, o estabelecimento de processo seletivo para o preenchimento de cargos de direção e funções de confiança é uma prática que deve ser incentivada, pois permite ampliar as possibilidades de seleção de profissionais que detenham as capacidades procuradas pela organização.

Medida bastante desejável é a inclusão de padrões de integridade como critério para seleção, avaliação e promoção de pessoal. A percepção de que o comportamento íntegro é reconhecido pela organização pode estimular sua internalização.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2SrNzzQ.
Com base no texto 'ÉTICA E RESPONSABILIDADES', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto recomenda que a inclusão de padrões de integridade como critério para seleção, avaliação e promoção de pessoal é uma medida bastante desejável em uma instituição pública. II. A percepção de que o comportamento íntegro é reconhecido pela organização pode estimular sua internalização pelos colaboradores, de acordo com o texto. III. O texto afirma que as qualificações necessárias ou desejáveis para a ocupação dos cargos de direção em uma entidade pública devem estar previamente definidas e devem ser divulgadas, para que interessados, especialmente servidores, tenham conhecimento sobre as exigências e expectativas e evitem se preparar para eventuais oportunidades.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1818041 Educação Física
Leia as afirmativas a seguir:
I. Uma das possíveis propostas para se trabalhar o futebol é evitar utilizá-lo sob a forma lúdica, seja voltado para a socialização ou mesmo para o conhecimento da nossa cultura, pois essa modalidade esportiva não pode ir além da formação de atletas. II. No ambiente escolar, o atletismo compreende atividades bastante diversificadas, como as corridas de velocidade, de resistência, com obstáculos e de revezamento, entre outras. A iniciação ao atletismo, nesse contexto, é vista como um conjunto de habilidades específicas, que constitui a primeira fase do processo de ensino-aprendizagem para um correto caminhar, correr, saltar, lançar e arremessar, utilizadas no atletismo convencional.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
12701: A
12702: C
12703: B
12704: C
12705: B
12706: A
12707: D
12708: C
12709: A
12710: C
12711: D
12712: B
12713: A
12714: A
12715: D
12716: A
12717: B
12718: A
12719: C
12720: C