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Para ibam
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Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
“É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade” (3º parágrafo).
A oração em destaque pode ser classificada como:
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
No encerramento do texto, ao afirmar “Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual” (12º parágrafo), a função da linguagem que se destaca é a:
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
“A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano [...]” (2º parágrafo).
Em seu contexto de uso, os dois termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
No trecho “um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana” (2º parágrafo), o termo em destaque cumpre a função de:
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
"Se é possível sonhar? Eu creio que sim" (12º parágrafo).
Nesse trecho, o autor utiliza um recurso discursivo específico, com o objetivo de:
Texto I
IA, uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante sobre o que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposta em inúmeras palestras, oficinas e workshops e sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de sua fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágico. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, exigimos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorrem de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou de pior, bom, a classificação e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltam contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em design e clara, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa inteligência real e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que são pouco obviamente impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com altas taxas de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital não é impresso. O CD sem vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai responder a nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu acredito que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, entre , e até lá.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-ia-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
O autor critica o termo "inteligência artificial" principalmente por considerar que:
Durante o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, o porto do Rio de Janeiro foi um dos principais espaços de negociação e conflito sobre questões trabalhistas no Brasil. Nesse contexto, os estivadores – responsáveis pelas atividades de carga e descarga – criaram associações e sindicatos para que suas demandas e reivindicações sobre o trabalho e a dignidade do trabalhador pudessem ganhar mais força.
Considerando esse processo histórico, melhor se expressa o papel dessas associações de estivadores na conformação das relações entre trabalhadores, Estado e capital em:
O surgimento da social-democracia europeia, no final do século XIX e início do século XX, representou uma tentativa de conciliar a crítica marxista às desigualdades geradas pelo capitalismo com a preservação de instituições democráticas e do sistema de propriedade privada.
Considerando esse contexto histórico, a alternativa que melhor caracteriza a social- democracia é:
Considerando esse contexto e o debate historiográfico pertinente sobre o tema, constata-se que:
Os ideais iluministas da razão, da liberdade e da igualdade perante a lei inspiraram o modelo de cidadania moderna. No Brasil, tais princípios influenciaram a formação do Estado republicano, mas, em um contexto marcado por desigualdades sociais, raciais e políticas alguns tornaram-se mais iguais e livres que outros.
Considerando a relação entre o ideário iluminista e a configuração da cidadania brasileira entre o final do século XIX e meados do século XX, pode-se dizer que:
Nesse sentido, o apartheid deve ser compreendido como:
A partir da segunda metade do século XX, correntes como a História Oral e a História do Cotidiano ampliaram as possibilidades das análises historiográficas e suas fontes ao incorporar sujeitos antes marginalizados e dimensões subjetivas da experiência social. Tais abordagens, no entanto, trouxeram novos desafios metodológicos e epistemológicos quanto à natureza da memória, ao papel do historiador e à relação entre experiência individual e processos coletivos.
Considerando as discussões historiográficas contemporâneas sobre o uso da memória e das práticas cotidianas como fontes históricas, a alternativa correta é:
A análise marxista da História enfatiza que as relações de produção são a base estrutural que condiciona superestruturas ideológicas, culturais, políticas e simbólicas, enquanto abordagens culturais – como a história das mentalidades – insistem que representações, crenças e práticas simbólicas possuem autonomia relativa e exercem efeito causal no processo histórico.
Acerca do materialismo histórico e das correntes culturais da História, está correto afirmar:
Um fator em comum que pode ser observado para a legitimação simbólica dos Estados nacionais modernos envolveu práticas de "invenção de tradições", produção de rituais oficiais e cultos cívicos que visavam moldar o sentido de pertencimento nacional para populações culturais heterogêneas.
Nesse processo simbólico e político, é correto afirmar: