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Q470970 Português
CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA O LUCRO

Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente para alcançar uma causa social não atendida pelo Poder Público.

A causa ê nobre, seja ela o assistencialismo, a educação ou os serviços a comunidades carentes. Com o crescimento desse setor, aumentam as solicitações para que a sociedade colabore com seus projetos de forma não remunerada, pois “não há fins lucrativos”

Há uma grave distorção nessa expectativa. Entidades sem fins lucrativos esperam que empresas forneçam seus produtos sem custo, assim como esperam que famílias sem dificuldades financeiras deixem de cuidar de seu futuro para amparar os fragilizados. Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem- sucedidos para assistir os desafortunados, como se o papel do lucro fosse ser distribuído à sociedade.

Empresas que geram resultados não deveriam dividi-los com os incapazes de erguer um negócio. Isso premia a incompetência. Somente quando os negócios produzem retornos maiores que o esperado (fruto do nvestimento em qualidade e tecnologia), os lucros excedentes podem virar filantropia.

Não é papel das empresas prestar serviços sem remuneração. O papel das empresas é prestar bons serviços, lucrar e investir seus lucros para que esses serviços sejam melhorados, mais empregos sejam gerados e mais impostos sejam pagos - essa é a ideia. Se o Estado é incapaz de fornecer a educação que ensine a pescar, cabe a ele usar sua arrecadação para sanar os problemas.

Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso.

Quando me pedem para prestar um serviço sem fins lucrativos, subentendo que querem que eu trabalhe sem remuneração. Não faz sentido. Tenho fins lucrativos, com orgulho. Se meu trabalho cria valor, paguem o que ele vale. Quem não tem fins lucrativos é a instituição que contrata o serviço, não quem o presta.

Não ter fins lucrativos não deve credenciar ninguém a ser incompetente na captação de recursos. Prestar serviços para uma empresa sem fins lucrativos não deve ser uma caridade forçada. Lucrar, ou produzir resultados excedentes, é essencial para o crescimento de qualquer atividade. Devemos esperar das instituições competência técnica e gerencial para levantar fundos, administrar custos e pagar suas atividades sem corroer a capacidade produtiva da sociedade. Elas deveriam gerar resultados e reinvesti-los para que o atendimento a sua causa possa crescer. É tempo de lutar por mais profissionalismo nas causas sociais.

Gustavo Cerbasi, Publicado originalmente na Revista Época em 13/04/2013 disponível no site [maisdinheiro.com.br], consultado em 12/8/2013
A distorção a que o autor faz mencão no tercei­ro parágrafo refere-se:
Alternativas
Q470969 Português
CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA O LUCRO

Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente para alcançar uma causa social não atendida pelo Poder Público.

A causa ê nobre, seja ela o assistencialismo, a educação ou os serviços a comunidades carentes. Com o crescimento desse setor, aumentam as solicitações para que a sociedade colabore com seus projetos de forma não remunerada, pois “não há fins lucrativos”

Há uma grave distorção nessa expectativa. Entidades sem fins lucrativos esperam que empresas forneçam seus produtos sem custo, assim como esperam que famílias sem dificuldades financeiras deixem de cuidar de seu futuro para amparar os fragilizados. Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem- sucedidos para assistir os desafortunados, como se o papel do lucro fosse ser distribuído à sociedade.

Empresas que geram resultados não deveriam dividi-los com os incapazes de erguer um negócio. Isso premia a incompetência. Somente quando os negócios produzem retornos maiores que o esperado (fruto do nvestimento em qualidade e tecnologia), os lucros excedentes podem virar filantropia.

Não é papel das empresas prestar serviços sem remuneração. O papel das empresas é prestar bons serviços, lucrar e investir seus lucros para que esses serviços sejam melhorados, mais empregos sejam gerados e mais impostos sejam pagos - essa é a ideia. Se o Estado é incapaz de fornecer a educação que ensine a pescar, cabe a ele usar sua arrecadação para sanar os problemas.

Quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso.

Quando me pedem para prestar um serviço sem fins lucrativos, subentendo que querem que eu trabalhe sem remuneração. Não faz sentido. Tenho fins lucrativos, com orgulho. Se meu trabalho cria valor, paguem o que ele vale. Quem não tem fins lucrativos é a instituição que contrata o serviço, não quem o presta.

Não ter fins lucrativos não deve credenciar ninguém a ser incompetente na captação de recursos. Prestar serviços para uma empresa sem fins lucrativos não deve ser uma caridade forçada. Lucrar, ou produzir resultados excedentes, é essencial para o crescimento de qualquer atividade. Devemos esperar das instituições competência técnica e gerencial para levantar fundos, administrar custos e pagar suas atividades sem corroer a capacidade produtiva da sociedade. Elas deveriam gerar resultados e reinvesti-los para que o atendimento a sua causa possa crescer. É tempo de lutar por mais profissionalismo nas causas sociais.

Gustavo Cerbasi, Publicado originalmente na Revista Época em 13/04/2013 disponível no site [maisdinheiro.com.br], consultado em 12/8/2013
Da leitura dos dois primeiros parágrafos inferi­mos que:
Alternativas
Q428026 Português
A palavra do texto que recebe acento gráfico pelo mesmo motivo verificado no vocábulo "nivel” é:
Alternativas
Q428025 Português
Os pronomes possuem a propriedade de substituir termos ou expressões na fala ou na escrita.
O termo destacado poderia ser corretamente substituído peto pronome '‘lhes” no seguinte fragmento do texto
Alternativas
Q428024 Português

Os conectivos ou palavras de ligação, além de fazerem a ligação entre frases ou partes de frases, estabelecem relações de sentido importantes nos textos.


O conectivo “para” estabelece relação de finalidade no seguinte exemplo do texto:

Alternativas
Q428023 Português
Na palavra “desigualdade” ocorre o prefixo des-, O exemplo do texto que, em sua formação, também apresenta prefixo è:
Alternativas
Q428022 Português
“Países como Brasil, México e Chile têm experiências de vanguarda nessas áreas." No exemplo acima, a vírgula é empregada para:
Alternativas
Q428021 Português
A opção em que o vocábulo em destaque substitui toda uma ideia enunciada anteriormente é:
Alternativas
Q428020 Português
"Um rápido olhar pela região, onde a crise levou dez milhões de pessoas de volta à pobreza, deixa clara a importância dessas garantias.”
No contexto, o adjetivo “clara" concorda com o seguinte termo:
Alternativas
Q428019 Português
“Estima-se que mais de 20 milhões de brasileiros deixaram a pobreza desde 2003 e que a desigualdade de renda tenha sido reduzida em 8%."
A construção do verbo com o pronome ("estima- se"), no exemplo acima, constitui um exemplo de voz passiva pronominal. No entanto, ela se aproxima do sujeito indeterminado porque:
Alternativas
Q428018 Português
O eixo argumentativo central do texto pode ser definido por um apelo à adoçào de políticas sociais, a partir de uma contraposição.
Essa contraposição central, defendida pelo autor, consiste em:
Alternativas
Q428017 Português
O texto pode ser considerado argumentativo em virtude, principalmente, da seguinte característica:
Alternativas
Q428016 Enfermagem
O Pacto pela Vida está constituído por um conjunto de compromissos sanitários, expressos em objetivos de processos e resultados de ações prioritárias que incluem entre outros:
Alternativas
Q428015 Enfermagem
O conjunto de ações de saúde desenvolvidas por meio de práticas participativas, trabalho em equipe e dirigidas a populações de território bem delimitados é denominado de:
Alternativas
Q428014 Enfermagem
O PAB é composto de uma parte fixa (PAB fixo) destinada a todos os municípios e uma parte variável (PAB variável), e consiste no montante de recursos financeiros destinados a estimular a implantação, entre outras, de:
Alternativas
Q428013 Enfermagem
"Definida como produção social de determinação múltipla, a saúde exige uma estratégia que implique o comprometimento de todos os sujeitos envolvidos em sua produção (usuários, movimentos sociais, profissionais da saúde, gestores do setor sanitário e de outros setores), na análise e na formulação de ações que visem à melhoria da qualidade de vida " Estamos falando de
Alternativas
Q428012 Enfermagem
Os grupos que compõem os procedimentos de alta e média complexidade do Sistema de Informações Ambulatoriais, respectivamente, são os seguintes:
Alternativas
Q428011 Enfermagem
O espaço estadual de articulação e pactuação politíca que objetiva orientar, regulamentar e avaliar os aspectos operacionais do processo de descentralização das ações de saúde denomina-se:
Alternativas
Q428010 Enfermagem
A elaboração de tabelas de custos de serviços médicos; a definição de normas de funcionamento dos serviços de saúde e a formulação de portarias e leis são atividades da:
Alternativas
Q428009 Enfermagem
O ato de o gestor municipal, estadual ou federal autorizar um estabelecimento já credenciado no Sistema Único de Saúde, a realizar determinado procedimento especial da tabela do SUS é denominado de:
Alternativas
Respostas
6221: C
6222: B
6223: C
6224: C
6225: D
6226: D
6227: C
6228: B
6229: D
6230: A
6231: A
6232: B
6233: D
6234: B
6235: C
6236: B
6237: A
6238: D
6239: C
6240: A