Questões de Concurso Comentadas para ibam

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Q3744183 Física
As ondas sonoras propagam-se em meios materiais (sólidos, líquidos ou gases) e são tridimensionais, ou seja, se propagam em todas as direções. Essas ondas são classificadas como: 
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Q3744181 Ciências
As rochas procedentes da transformação de outras rochas por efeito de alterações em sua estrutura, em decorrência de modificações, como aumento da temperatura e da pressão, são as: 
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Q3744180 Biologia
Os hormônios vegetais, assim como os de animais, estimulam reações em células ou órgão-salvos. Representado pela fórmula química C2H4, o hormônio gasoso que atua no amadurecimento dos frutos denomina-se: 
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Q3744179 Biologia
Células anucleadas não se dividem porque é no núcleo que se encontra: 
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Q3744178 Ciências
Doenças como sarampo, caxumba, rubéola, catapora e poliomielite representam importantes temas a serem trabalhados no espaço escolar, pois, além de fazerem parte do conteúdo curricular de Ciências e Biologia, também são preveníveis por vacinação, o que reforça o papel da escola na promoção da saúde. Considerando o Programa Nacional de Imunizações (PNI), a doença não contemplada pela vacina tríplice viral, mas que possui esquema vacinal específico, é: 
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Q3744177 Biologia
A meiose é formada por duas divisões celulares sucessivas: a meiose I e a meiose II, também conhecidas por: 
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Q3744176 Medicina
A eritroblastose fetal decorre da incompatibilidade entre mãe e feto. Nessas condições, o risco de ocorrência da doença em gestações posteriores ocorre quando: 
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Q3744175 Biologia
A condição genética que afeta apenas mulheres, caracterizada pela ausência total ou parcial de um dos cromossomos X, denomina-se síndrome de: 
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Q3744174 Saúde Pública
O modo como doenças infecciosas se espalham e afetam populações ao redor do mundo define a terminologia usada para referenciá-las. Sendo assim, o aumento repentino no número de casos de uma doença acima do que é normalmente esperado naquela população, em uma área mais ampla e de limites imprecisos, é a definição de: 
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Q3744173 Biologia
Podem participar como constituintes de estruturas esqueléticas do corpo dos seres vivos, como é o caso do fosfato de cálcio, abundante nos ossos e nos dentes. Podem, ainda, ocorrer dissolvidos em água, caso em que eles se dissociam em íons, que são partículas com carga elétrica positiva ou negativa.

As substâncias descritas acima são chamadas de: 
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Q3744172 Biologia
Os animais obtêm o nitrogênio de que necessitam por meio da: 
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Q3744170 Medicina
Um morador de área rural ingeriu carne de porco malcozida e, algumas semanas depois, apresentou crises convulsivas. Com auxílio de exames de imagem, foram observados cistos alojados no sistema nervoso central, compatíveis com larvas de Taenia solium. A verminose responsável por esse quadro clínico é: 
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Q3744169 Meio Ambiente
Segundo a Lei no 9.795/1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos, consiste em um dos: 
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Q3744168 Direito Ambiental
“Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo poder público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.”

De acordo com a Lei no 9.985/2000, que instituiu o SNUC, a definição acima se refere a: 
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Q3744167 Biologia
Na raiz de eudicotiledôneas, da extremidade ao início do caule, existem diferentes zonas. A região da raiz na qual ocorre a absorção de água e de nutrientes do meio é denominada zona: 
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Q3744166 Biologia
Os organismos de uma comunidade estabelecem interações, exercendo influências recíprocas que se refletem nas populações envolvidas. Quando ocorre interação entre indivíduos de espécies diferentes e, pelo menos, uma das populações sofre algum tipo de desvantagem, temos uma relação:
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Q3744165 Biologia
Em geral, os seres vivos mantêm o meio interno constante mesmo diante de variações no ambiente externo. Essa propriedade denomina-se: 
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Q3744074 Português

Texto: Escrever para quê?

 

 

Itamar Vieira Jr.

 

 

    Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

 

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.


    Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

 

    Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

 

     Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. 

 

    A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

 

    Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

 

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

 

    Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los.

 

     A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

 

    Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?  

 

    Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.

 

 

Adaptada de:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam ar-vieira-junior/2024/02/escrever-paraque.shtml

A pergunta do título do texto evoca:
Alternativas
Q3744073 Português

Texto: Escrever para quê?

 

 

Itamar Vieira Jr.

 

 

    Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

 

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.


    Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

 

    Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

 

     Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. 

 

    A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

 

    Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

 

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

 

    Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los.

 

     A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

 

    Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?  

 

    Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.

 

 

Adaptada de:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam ar-vieira-junior/2024/02/escrever-paraque.shtml

Na expressão É preciso que (10º parágrafo), o narrador evidencia um sentimento de: 
Alternativas
Q3744072 Português

Texto: Escrever para quê?

 

 

Itamar Vieira Jr.

 

 

    Este deveria ser um texto sobre o poder da literatura de nos deslocar para o lugar do outro. Como leitor e autor compreendo que esse talvez seja um dos sentidos mais proeminentes da ficção.

 

     Deslocar-se para o lugar do outro expande nosso horizonte, por natureza limitado, e reestabelece entre nós o exercício da alteridade. Sendo assim, é provável que, em um mundo onde vige o altericídio, a incapacidade de coexistir com o diferente, a literatura nos devolva algo importante. Mas, às vezes, a ficção parece ser apenas um grito no vão da vida, sem qualquer utilidade ou função, como dizem os que sempre tiveram voz.


    Enquanto escrevia para esta coluna, recebi uma mensagem de uma amiga, professora, liderança da comunidade quilombola de Iúna, localizada na Chapada Diamantina. Uma mensagem que me comoveu, porque neste país a vida dos que foram historicamente subalternizados permanece em risco, desde o nosso passado colonial e escravista que continua a nos assombrar.

 

    Precisei interromper minhas intenções iniciais para escrever sobre o que importa, sobre o agora, sobre os ameaçados, já que quem escreve, penso, deve refletir sobre seu tempo.

 

     Na mensagem, ela me relatava que a casa onde vive tinha sido incendiada. Tinha perdido quase tudo, restando alguns poucos utensílios da cozinha. Para os que vivem na comunidade quilombola, o incêndio criminoso transmite uma mensagem importante: a vida dos que defendem justiça social para os vulneráveis da história continua em risco. 

 

    A literatura se alimenta da capacidade de observarmos o mundo à nossa volta, de evocarmos a memória e de, também, imaginarmos vidas e histórias. Essa liderança — que não se sente segura nem mesmo para revelar seu nome — é uma das muitas pessoas que me ensinaram sobre nós mesmos, sobre a relação dos quilombolas com a terra, e que me fez conhecer o Brasil em sua diversidade e profundidade.

 

    Graças à sua delicada paciência e capacidade de ensinar e envolver seus aprendizes, aprendi sobre o jarê, sobre o sistema de morada que substituiu o sistema escravista em muitas regiões do país após a Abolição.

 

     Muitos não sabem, mas seu rosto e sua voz de liderança se fundem aos de Bibiana, personagem de “Torto Arado”, na livre adaptação teatral da premiada diretora Christiane Jatahy — “Depois do Silêncio” —, que já percorreu mais de dez países na Europa e continua a encontrar seu público narrando uma das faces do drama fundiário brasileiro. Mesmo tendo emprestado seu corpo para contar o Brasil, ela se encontra em risco.

 

    Enquanto eu escrevia o romance, a mesma comunidade viveu um dos eventos mais tristes de sua história quando seis trabalhadores rurais foram assassinados em circunstâncias nunca esclarecidas. Muitos precisaram se afastar temporariamente do território onde nasceram e cresceram, sem que o poder público fizesse o suficiente para protegê-los.

 

     A literatura registrou nas páginas do livro o drama humano que nos assola de forma aviltante, mas certamente não é capaz de atos práticos para proteger os que precisam ser protegidos. É preciso que as autoridades compreendam os riscos e se antecipem às ameaças que têm ceifado vidas desde que o Brasil é Brasil.

 

    Se a literatura pode suscitar a empatia dos que leem, escrever sobre a realidade, sobre os que têm suas vidas ameaçadas, pode nos convocar à responsabilidade pelos que continuam marcados para morrer?  

 

    Escrevo para tornar a vida dessa liderança responsabilidade de todos nós que nos importamos com o outro e defendemos um país mais justo para todos.

 

 

Adaptada de:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/itam ar-vieira-junior/2024/02/escrever-paraque.shtml

A partir da análise do texto, a expressão desde que o Brasil é Brasil estabelece uma circunstância de:  
Alternativas
Respostas
1861: D
1862: B
1863: B
1864: A
1865: D
1866: C
1867: B
1868: B
1869: C
1870: A
1871: B
1872: D
1873: C
1874: A
1875: D
1876: D
1877: C
1878: A
1879: C
1880: D