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Assinale a alternativa que comprova essa afirmação.
Leia o fragmento seguinte do poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, e avalie as afirmativas apresentadas sobre ele.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
In: GOLDSTEIN, Norma Seltzer. Versos, sons, ritmos. São
Paulo: Ática, 2007, p. 10. [Fragmento].
I. A palavra “se” repete-se sempre na mesma posição caracterizando a figura de linguagem denominada “anáfora”.
II. A palavra “se” é valorizada pelo eco que faz no interior de outras palavras.
III. O jogo sonoro apoia-se na alternância de sílabas fortes e fracas.
IV. A força de contraste presente nos dois versos finais apoia-se na alternância entre as sílabas fortes e fracas do poema.
Estão corretas as afirmativas:
GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. São Paulo: Ática, 2003, p. 14.
Considerando essas informações, relacione a COLUNA II de acordo com a COLUNA II de forma a confirmar o exemplo com sua classificação referente ao processo de escansão dos versos.
COLUNA I
1. Era uma casa / Muito engraçada / Não tinha teto / Não tinha nada (Vinícius de Moraes, “A casa”)
2. Como pode o peixe vivo / Viver fora da água fria? / Como poderei viver / Sem a tua companhia? (“Cantiga tradicional”)
3. Não sabeis o que o monstro procura? Não sabeis a que vem, o que quer? (Gonçalves Dias, “O Canto do piaga”)
4. Rua / torta. / Lua / morta. Tua / porta. (Cassiano Ricardo, “Serenata sintética”)
5. Tu pensas que tu é que és / A melhor mulher do planeta, / Mas eu é que não vou fazer / Tudo o que te der na veneta. (Noel Rosa, “A melhor do planeta”)
6. Na valsa / Cansaste; / Ficaste / Prostrada, / Turbada! / Pensavas, / Cismavas, / E estavas / Tão pálida. (Casimiro de Abreu, “A valsa”)
COLUNA II
( ) Versos com 1 sílaba. ( ) Versos com 2 sílabas. ( ) Versos com 3 sílabas. ( ) Versos com 7 sílabas. ( ) Versos com 8 sílabas. ( ) Versos com 9 sílabas.
Assinale a sequência CORRETA.
Texto I
Já sabia ajuntar as sílabas e ler por cima toda coisa, mas descrencei e perdi a fluência de ir à escola, porque diante dos escritos que o mestre me passava e das lições marcadas nos livros, fiquei sendo um quarta-feira de marca maior. Alívio bom era quando chegava em casa.
BERNARDES, Carmo. Rememórias. Goiania: Leal, 1969, p. 18-20. In: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004, p. 13.
Texto II A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender
A linguagem na superfície estrelada das letras sabe lá o que quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramática, esquipáticas atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
[...] ANDRADE, C. D. In: MATTOS e SILVA, Rosa Virginia. O português são dois... São Paulo: Parábola, 2004, p. 129.
( ) No texto I, há palavras e expressões características da cultura rural da região CentroOeste, onde o texto foi editado. ( ) A narrativa que se apresenta no texto I é uma retrospectiva da experiência na escola como também acontece como texto II,caracterizando-se, por isso, a intertextualidade implícita ou de conteúdo. ( ) Ambos os textos conduzem a uma reflexão sobre a língua portuguesa, pois referem-se a suas características e variações. ( ) As questões apresentadas nos textos mostram que os vários anos de escolarização não vêm resolvendo o chamado “domínio da Língua Portuguesa”. ( ) No texto II, há a referência ao problema de a escola dar conta da transmissão e treinamento em direção ao padrão normativo tradicional. ( ) Em ambos os textos, confirma-se que o português brasileiro possui uma grande uniformidade, porque os autores abordam o mesmo tema, apesar de viverem realidades diferentes. Assinale a sequência CORRETA.

Humor pode ser definido como comicidade em geral;
graça, jocosidade, expressão irônica e engenhosamente
elaborada da realidade, (HOUAISS, 2005, p. 1.555); e é
construído no texto acima porque:
Observe as frases seguintes.
I. Faz cinco meses que não vou ao cinema.
II. Alguém havia aberto a porta.
III. Esperança haverá sempre.
IV. Gritaram o meu nome por aí.
V. Não encontraram o corpo do rapaz afogado.
Assinale a alternativa que apresenta o comentário CORRETO.
A intertextualidade é a relação entre textos e pode se estabelecer sob diversos aspectos. Assim, observe o texto seguinte e analise as afirmativas apresentadas.
Receita de herói
Reinaldo Ferreira
Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.
PAULINO, Graça; WALTY, Ivete; CURY, Maria Zilda.
Intertextualidade: teoria e prática.
Belo Horizonte: Lê, 1995, p. 39.
I. Acontece intertextualidade intergêneros.
II. É exemplo de paródia, uma vez que desconstrói o mito de herói.
III. Apresenta intertextualidade fraca, pois não compromete todo o texto.
IV. Existe relação intertextual localizada.
Estão corretas as afirmativas:
Assinale a alternativa que apresenta exemplos do fenômeno descrito.
Considerando os processos de formação de palavras em português relacionados ao texto, analise as afirmativas seguintes.
I. A forma “desache” foi formada por derivação prefixal, processo que possibilita a mudança de classe da palavra.
II. A forma “desache” foi criada porque houve exigência do sistema linguístico, uma vez que se necessitou empregar um item lexical de uma classe em outra.
III. A criação da nova forma “desache” se relaciona às rupturas de pensamento relacionadas às transformações do mundo, à função de rotulação, por sua vez, relacionada com o aspecto semântico.
IV. A criação de novas formas acontece relacionada às mais diversas modalidades: coloquial, culta, literária, técnica, científica, de propaganda, conforme se pode comprovar com a forma “desache”.
Estão corretas as afirmativas:
Pode-se afirmar corretamente acerca dos sons consonantais do português que eles são produzidos:
O show
Affonso Romano de Sant’Anna
O cartaz
O desejo
O pai
O dinheiro
O ingresso
O dia
A preparação
A ida
O estádio
A multidão
A expectativa
A música
A vibração
A participação
O fim
A volta
O vazio
Considerando o enunciado anterior, assinale a alternativa
correta relativamente ao seu processo de textualização.
Relacione a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, tendo como referência a obra de Leonardo Boff Saber cuidar. Ética do humano – compaixão pela Terra.
COLUNA I
1. Modo de ser trabalho 2. Modo de ser cuidado
COLUNA II
( ) Esse modo de ser se dá na forma de intervenção e interação com o mundo. Configura-se como um situar-se sobre as coisas para dominá-las e colocá-las a serviço dos interesses pessoais e coletivos.
( ) Configura-se como um modo de ser pautado na relação sujeito-sujeito, e não sujeito-objeto. E a relação fundamental é de convivência e comunhão.
( ) Desenvolve atitudes de acolhida, respeito e de busca de entrar em sintonia. A centralidade não é o logos, razão, mas o pathos, sentimento, sentir com. Por isso, com esse modo de ser emerge a dimensão da alteridade, da sacralidade, da reciprocidade e de complementaridade.
( ) Por meio desse modo de ser, os seres humanos formaram as culturas como modelação de si mesmos e da natureza. Nele, começou-se a utilizar a razão instrumental-analítica, que é mais eficaz para intervir com profundidade na natureza, impõe certo distanciamento da realidade e visa gerar certa “objetividade”.
Assinale a sequência CORRETA.
COLUNA I
1. Nível de comunicação informativa ou superficial 2. Nível de comunicação racional ou formativa 3. Nível de comunicação emotiva ou de sentimentos
COLUNA II
( ) Nesse nível, são transmitidos os próprios estados de espirito e pontos de vista. ( ) Nesse nível, transmitem-se notícias, acontecimentos e julgamentos. É uma mensagem intencional e manifestação pessoal, embora não envolva a intimidade pessoal. ( ) Nesse nível, transmitem-se conteúdos relacionados com a intimidade pessoal, sobretudo, via diálogo. ( ) Nesse nível, transmite-se uma informação da realidade externa, sem buscar profundidade na comunicação. Com isso, não se consegue nenhum conhecimento da vida pessoal e interior do outro. ( ) Nesse nível, são transmitidos os porquês das coisas e apresentam-se comportamentos para conseguir a adesão do outro. O tipo de comunicação empregado costuma ser o discurso ou discussão.
Assinale a sequência CORRETA.
Nesse sentido, pode-se afirmar, EXCETO:
Além disso, segundo alguns autores, entre eles Silas Guerriero, os Novos Movimentos Religiosos possuem relação com o processo de secularização. (cf. p. 48) Sobre a secularização, como fenômeno das sociedades modernas, pode-se afirmar, EXCETO:
Sobre a secularização, como fenômeno das sociedades modernas, pode-se afirmar, EXCETO:
John Hick, em sua obra Teologia cristã e pluralismo religioso, afirma:
“O fato de existir uma pluralidade de grandes religiões mundiais é hoje experimentado, por muitos cristãos, tanto como um problema de ordem prática como de ordem intelectual”. (p. 25)
“As novas condições que afetam nossa compreensão das religiões mundiais se têm formado gradualmente ao longo dos últimos três séculos. Durante o movimento denominado ‘iluminismo europeu’ dos séculos XVII e XVIII, desenvolveu-se uma percepção no Ocidente que a cristandade faz parte de um mundo humano bem mais amplo, com civilizações notáveis existindo fora da cristandade, sobretudo na China e na Índia e no mundo islâmico; e junto com essa percepção crescente surgiu uma outra, que se traduz na ideia de que o cristianismo é uma religião mundial entre outras”. (p. 34-35)
Tendo como referência esses textos de Hick, pode-se compreender a diversidade religiosa e a dificuldade, por parte de muitas pessoas religiosas, de lidar com o fenômeno da diversidade religiosa.
Nesse sentido, relacione a COLUNA I com a COLUNA II, associando os paradigmas da Teologia do pluralismo religioso com os modelos retratados.
COLUNA I
1. Exclusivismo
2. Inclusivismo
3. Pluralismo
COLUNA II
( ) É a posição assumida pelo papa João Paulo II, na encíclica Redemptor hominis, e também pela maioria dos teólogos católicos e protestantes hoje. Tal posição reconhece que o processo salvífico acontece em todo o mundo, dentro de cada uma das grandes religiões mundiais e também fora delas. Ela insiste, porém, que, onde quer que ocorra, a salvação, independente da religião da pessoa, é sempre obra de Cristo.
( ) A salvação limita-se aos cristãos. No Catolicismo, essa posição se traduziu pela concepção tradicional que afirmava: extra ecclesiam nulla salus (“fora da igreja não há salvação”). Os adeptos desse posicionamento são uns poucos católicos ultraconservadores, seguidores do falecido Arcebispo Lefebvre, e um grupo bem mais numeroso, vociferante e influente de fundamentalistas protestantes.
( ) Há uma realidade última e inefável, que é a fonte e o fundamento de tudo, e é de tal tipo que, na medida em que as tradições religiosas estão soteriologicamente alinhadas com ela, essas tradições religiosas tornam-se contextos de salvação / libertação. Assim, as diversas religiões mundiais estão em pé de igualdade em termos soteriológicos.
Assinale a sequência CORRETA.
Acerca da virada paradigmática na teologia cristã em relação à questão ecológica, é incorreto afirmar: