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Q3963922 Pedagogia
No processo de transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, o coordenador pedagógico desempenha papel fundamental na organização do trabalho pedagógico, especialmente no que se refere às práticas que favorecem o desenvolvimento psíquico das crianças. À luz da Psicologia Histórico-Cultural, conforme discutido no artigo “A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental: a gestação da atividade de estudo”, constitui uma ação pedagógica coerente com essa perspectiva: 
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Q3963921 Pedagogia
Na Educação Infantil, é comum que a organização dos espaços, das atividades e das interações receba maior atenção no planejamento pedagógico, enquanto o tempo vivido pelas crianças na escola tende a permanecer como um elemento pouco problematizado. No entanto, a forma como esse tempo é concebido e organizado pode influenciar significativamente as atitudes das crianças em relação à escola, ao sentimento de pertencimento, à disciplina e aos processos de aprendizagem. Com base nessas ideias, assinale a alternativa CORRETA.
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Q3963920 Pedagogia
Uma Secretaria Municipal de Educação pretende reorganizar seu programa de formação docente continuada. Para isso, institui um grupo de estudos no qual as professoras analisam textos teóricos, socializam experiências da prática escolar, elaboram coletivamente planejamentos de aula e refletem, em grupo, sobre os sentidos atribuídos ao trabalho docente. Ao longo do processo, observa-se maior engajamento das participantes e ressignificação de suas práticas pedagógicas.
À luz dos princípios histórico-culturais discutidos no artigo de Santos e Asbahr (2021), a organização dessa formação favorece o desenvolvimento docente porque:
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Q3963919 Pedagogia
Com base no texto de autoria de Gamba (2016) sobre a organização dos espaços na educação infantil que compõe a proposta pedagógica para a educação infantil de Bauru/SP, analise as proposições a seguir e selecione a alternativa CORRETA:

I. Na perspectiva da psicologia histórico-cultural, a organização do espaço escolar constitui-se como mediação objetiva da atividade infantil, integrando a totalidade do trabalho pedagógico e interferindo diretamente na formação da personalidade da criança.
II. O espaço, enquanto produto da atividade humana, expressa intencionalidades pedagógicas que podem criar ou limitar motivos para a atividade da criança, revelando contradições entre propostas educativas que defendem autonomia, criatividade e iniciativa e formas concretas de organização.
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Q3963918 Pedagogia
Em uma escola pública, o coordenador pedagógico identifica elevados índices de adoecimento psíquico entre professores, associados à fragmentação do trabalho, à culpabilização individual pelo fracasso escolar e à ausência de espaços coletivos de reflexão. Com base na Psicologia Histórico-Cultural e na perspectiva histórico-dialética dos grupos humanos, conforme discutido por Fernandes (2022), qual seria uma estratégia de atuação coerente com as categorias de atividade, mediação, contradição e totalidade em consonância com as ideias da autora?
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Q3963916 Pedagogia
Na obra: “Neoliberalismo na educação paulista: um retrato da coordenação pedagógica na rede pública de ensino”, a autora analisa os efeitos das políticas educacionais neoliberais sobre o trabalho da coordenação pedagógica na rede estadual de São Paulo. Considerando essa análise crítica, assinale a alternativa que expressa adequadamente um dos principais impactos dessas políticas na organização do trabalho escolar.
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Q3963915 Pedagogia
No que se refere à relação entre cuidar e educar na prática pedagógica de professores que atuam na Educação Infantil assinale a alternativa que corresponde ao argumento defendido no trecho a seguir:
“[...] Para Corrêa (2003), toda relação entre o educador e a criança no âmbito da escola de educação infantil é permeada por algum tipo de cuidado, seja ele explicitado e consciente ou não. Ao mesmo tempo, é impossível cuidar de crianças sem educá-las (CRAIDY, 2002), ou seja, quando cuidamos de uma criança, atendendo a suas necessidades, estamos educando-a em uma determinada direção, seja ela da construção da autonomia ou da manutenção da dependência, do direito ou da caridade, do tornar-se sujeito ou da menoridade. Isso significa que não basta afirmar a importância do cuidar na educação infantil, é preciso qualificar o cuidado: cuidar de que forma? cuidar para quê? (Pasqualini; Silva, 2016, p. 946)
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Q3963914 Pedagogia
Em uma escola pública, a Secretaria de Educação instituiu um programa oficial de formação continuada que determina conteúdos, materiais e tempos de estudo a serem desenvolvidos nos horários coletivos. Parte do corpo docente manifesta resistência ao programa, alegando que não dialoga com as necessidades reais da escola e com os desafios enfrentados em sala de aula. Diante dessa situação, o coordenador pedagógico planeja organizar um processo formativo no interior da unidade escolar.

Considerando as reflexões apresentadas por Domingues (2013) sobre a formação contínua centrada na escola, qual deve ser a atuação mais adequada do coordenador pedagógico nesse contexto?
Alternativas
Q3963913 Pedagogia
A partir das contribuições de Paulo Freire nas obras Pedagogia da Autonomia e Professora sim, tia não, analise as afirmativas a seguir.

I. A docência é uma prática ética e política, que exige do/a professor/a rigor intelectual, compromisso social e respeito à autonomia dos educandos.
II. A relação pedagógica deve ser pautada exclusivamente na afetividade, secundarizando o conhecimento técnico-científico e a afirmação da identidade docente.
III. O/a professor/a não é neutro/a no processo educativo, pois toda prática pedagógica envolve escolhas, valores e posicionamentos diante da realidade.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3957495 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Leia o excerto a seguir:

"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar. Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa, sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."

(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.) 
Considere o trecho “A vida passava, lenta e mentirosa, sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas.”, extraído do texto. A conjunção “enquanto” estabelece, nesse contexto, uma relação de sentido de:
Alternativas
Q3957494 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Leia o excerto a seguir:

"A sala de jantar, vasta e sombria, cheirava a café fresco e a um leve mofo de cortinas velhas. Dona Constança, com sua calma aristocrática, observava a filha, Sofia, que distribuía o açúcar com uma precisão cirúrgica, como se o destino da família dependesse da quantidade de sacarose na xícara. O noivo, um rapaz de boas intenções e pouco dinheiro, gaguejava sobre o custo de vida, enquanto o pai de Sofia, o conselheiro, fingia ler o jornal, mas na verdade contava, mentalmente, a fortuna que o genro esperava herdar. Não havia amor ali, apenas uma transação elegante, disfarçada de casamento por conveniência. Sofia sorriu, um sorriso vazio, e o conselheiro baixou o jornal para confirmar com o olhar se a herança estava garantida. Era o retrato da sociedade fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície. O noivo agradeceu o café, o pai assentiu com a cabeça, e a escravidão, ainda latente na casa, era esquecida, escondida nas costas da mulata que servia a mesa em silêncio. A vida passava, lenta e mentirosa, sobre aquela mesa, enquanto a fome e a pobreza batiam à porta, ignoradas. Dona Constança suspirou, o conselheiro tossiu, e a verdade, essa velha senhora, ficou esperando na sala de espera do tempo, enquanto o casal se amava... de boca para fora."

(Texto gerado por IA em 24 jan. 2026.) 
No trecho “Era o retrato da sociedade fluminense da época: tudo era fachada, tudo era superfície.”, extraído do texto, a repetição da estrutura “tudo era” contribui para a construção da coerência textual porque:
Alternativas
Q3957493 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar

O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos. 

A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.

Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis. 

De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.

Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os estudos.

Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar. 

Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e educacionais.

O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade, com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024, segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.

O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE, possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador. Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um investimento em mobilidade social e em produtividade econômica. 

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.

A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores, a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada trajetória é única e exige soluções adaptadas.

O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024 mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores oportunidades de vida. 

(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
Com base no texto, analise as proposições:
( ) O atraso escolar apresenta maior incidência entre estudantes negros do que entre estudantes brancos.
( ) A falta de conexão entre a escola e a vida dos estudantes contribui para o enfraquecimento do vínculo escolar.
( ) O texto afirma que a distorção idade-série decorre exclusivamente de falhas individuais dos alunos.
( ) Entre os meninos, a taxa de atraso escolar é superior à observada entre as meninas.
( ) O aumento da escolaridade da população adulta elimina os efeitos do atraso escolar sobre a inserção profissional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
Alternativas
Q3957492 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar

O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos. 

A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.

Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis. 

De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.

Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os estudos.

Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar. 

Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e educacionais.

O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade, com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024, segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.

O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE, possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador. Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um investimento em mobilidade social e em produtividade econômica. 

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.

A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores, a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada trajetória é única e exige soluções adaptadas.

O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024 mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores oportunidades de vida. 

(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
Considerando a organização do texto, o uso de dados estatísticos e a presença de vozes institucionais (UNICEF, IBGE, OCDE), é CORRETO afirmar que sua função social predominante é:
Alternativas
Q3957491 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar

O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos. 

A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.

Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis. 

De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.

Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os estudos.

Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar. 

Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e educacionais.

O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade, com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024, segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.

O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE, possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador. Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um investimento em mobilidade social e em produtividade econômica. 

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.

A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores, a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada trajetória é única e exige soluções adaptadas.

O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024 mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores oportunidades de vida. 

(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
Assinale a alternativa em que as palavras retiradas do texto estão corretamente classificadas quanto à posição da sílaba tônica, como oxítona (O), paroxítona (P) e proparoxítona (PP):
Alternativas
Q3957490 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar

O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos. 

A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.

Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis. 

De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.

Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os estudos.

Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar. 

Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e educacionais.

O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade, com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024, segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.

O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE, possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador. Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um investimento em mobilidade social e em produtividade econômica. 

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.

A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores, a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada trajetória é única e exige soluções adaptadas.

O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024 mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores oportunidades de vida. 

(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
Analise as afirmações a seguir, com base no texto:
I. Os dados apresentados indicam que houve redução no percentual de estudantes em distorção idade-série entre 2023 e 2024.
II. O texto defende que o atraso escolar deve ser compreendido apenas como consequência de problemas pedagógicos internos à escola.
III. A estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar” propõe ações que consideram as especificidades dos contextos locais e as trajetórias individuais dos estudantes.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3957487 Pedagogia
O Currículo Comum de Ensino Fundamental de Bauru fundamenta-se teoricamente na articulação entre a Pedagogia Histórico-Crítica e a Psicologia Histórico-Cultural. Na obra “Periodização histórico-cultural do desenvolvimento psíquico”, os autores também se pautam na mesma fundamentação teórica. Sobre a concepção de ensino oriunda da concepção teórica em foco, as sentenças a seguir estão corretas, com EXCEÇÃO de: 
Alternativas
Q3957486 Pedagogia
Sobre a brincadeira de papéis sociais como atividade guia da criança em idade escolar, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3957485 Pedagogia
Sobre a comunicação íntima pessoal, atividade guia na adolescência, assinale qual das sentenças a seguir é CORRETA de acordo com a concepção histórico-cultural do desenvolvimento, discutida no Currículo Comum do Ensino Fundamental de Bauru: 
Alternativas
Q3957484 Pedagogia
A motivação para a atividade de estudo desenvolve-se de maneira natural e espontânea na criança assim que ela ingressa no Ensino Fundamental. 
A atividade de estudo é a atividade guia da criança em idade _____. Sua principal neoformação é o pensamento __________. Os principais elementos da estrutura da atividade de estudo são: compreensão da __________; realização das ações de estudo; realização das ações de controle e de avaliação da aprendizagem feita pelo(a) próprio(a) aluno(a). Uma característica fundamental da atividade de estudo diz respeito à sua configuração como atividade _________, tanto por estar mediada pela atividade do(a) professor(a), como por se desenvolver entre os(as) estudantes.
A alternativa que completa o texto anterior na sequência CORRETA é:
Alternativas
Q3957483 Pedagogia
No capítulo "Atividade de estudo como guia do desenvolvimento da criança em idade escolar", presente no Currículo de Bauru, a autora Asbahr (2016) fundamenta-se na perspectiva de autores como Elkonin, Davidov e Vigotski para discutir sobre a organização do ensino. Sobre a formação e estrutura da atividade de estudo, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
121: B
122: D
123: C
124: A
125: B
126: B
127: D
128: C
129: D
130: D
131: B
132: D
133: C
134: A
135: B
136: D
137: C
138: A
139: B
140: C