Questões de Concurso
Para fumarc
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Analise estas afirmativas referentes à postura do entrevistado pela imprensa e assinale com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas:
( ) Ser objetivo nas respostas. Procurar ao máximo responder diretamente o que o jornalista pergunta, para só depois fazer qualquer tipo de ponderação.
( ) Justificar cada afirmação com dados consistentes, usando de forma inteligente os números, percentuais e as estatísticas recolhidas durante a fase de preparação para a entrevista.
( ) Usar vocabulário que possa ser compreendido pelo grande público, usando tecnicismos e anglicismos, que facilitam a comunicação.
( ) Ser didático e paciente, quando a entrevista aborda assuntos técnicos e o(s) jornalista(s) não é (são) especializado(s).
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a sequência de letras:
Numere a II coluna de acordo com a I associando corretamente cada tipo de clipagem:
Coluna I
1. Clássica.
2. Súmula.
3. Sinopse.
4. Análise.
Coluna II
( ) Interpretação crítica das informações, revelando intenções e dados omitidos.
( ) Resumo das principais notícias de interesse do cliente veiculadas em rádio e televisão, incluindo ou não gravações.
( ) Recortes de periódicos (notícias, reportagens, artigos, editoriais, principais colunas).
( ) Resumo das principais notícias de interesse do cliente publicadas em jornais e revistas, incluindo ou não a transcrição de trechos
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a sequência de números:
Analise estas afirmativas referentes aos produtos e serviços de Assessoria de Imprensa que podem ajudar a organização ou o assessorado a atingir seus objetivos e seus públicos a serem mais bem informados.
I. Acompanhamento de entrevistas: ao assessor de imprensa cabe o acompanhamento das entrevistas do assessorado ou membros da organização.
II. Administração da Assessoria de Imprensa: a desorganização em uma assessoria, o descumprimento de prazos, ignorar secretárias, não detalhar o suficiente o projeto sobre o novo boletim interno podem desqualificar um assessor perante outros setores da organização.
III. Artigos: têm boa aceitação nos veículos de comunicação. Seu conteúdo é basicamente opinativo e interpretativo e, em geral, oferece uma análise sobre o assunto de interesse do público. Se bem redigido, possibilita a apresentação, discussão, aprofundamento de um assunto de interesse da organização com a vantagem de ser publicado na íntegra, assinado pelo autor, obtendo ótimo retorno institucional.
IV. Clipping e análise do noticiário: o clipping é uma das atividades mais típicas de uma assessoria de imprensa. Consiste em identificar rotineiramente na imprensa as citações sobre a organização ou temas previamente determinados, organizá-los e encaminhá-los para conhecimento dos interessados.
A partir dessa análise, pode-se concluir que
A partir da notícia abaixo, publicada no dia 22/03/2012, no portal do TJMG, responda a questão.
“Direito ambiental é debatido no rádio
Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Evangelina Castilho Duarte debate o tema direito ambiental na rádio Inconfidência (AM 880), às 15h. Ela vai falar sobre os tipos de ações cíveis mais comuns relacionadas ao meio ambiente, as penalidades para quem o agride, o trabalho do magistrado na análise de provas, entre outros.
Ela participa do programa Revista da Tarde. Acompanhe a entrevista logo mais, ao vivo, pelo site da Inconfidência .”
A partir da notícia abaixo, publicada no dia 22/03/2012, no portal do TJMG, responda a questão.
“Direito ambiental é debatido no rádio
Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Evangelina Castilho Duarte debate o tema direito ambiental na rádio Inconfidência (AM 880), às 15h. Ela vai falar sobre os tipos de ações cíveis mais comuns relacionadas ao meio ambiente, as penalidades para quem o agride, o trabalho do magistrado na análise de provas, entre outros.
Ela participa do programa Revista da Tarde. Acompanhe a entrevista logo mais, ao vivo, pelo site da Inconfidência .”
A partir da notícia abaixo, publicada no dia 22/03/2012, no portal do TJMG, responda a questão.
“Direito ambiental é debatido no rádio
Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Evangelina Castilho Duarte debate o tema direito ambiental na rádio Inconfidência (AM 880), às 15h. Ela vai falar sobre os tipos de ações cíveis mais comuns relacionadas ao meio ambiente, as penalidades para quem o agride, o trabalho do magistrado na análise de provas, entre outros.
Ela participa do programa Revista da Tarde. Acompanhe a entrevista logo mais, ao vivo, pelo site da Inconfidência .”
Analise estas afirmativas referentes ao texto e assinale com (V) as verdadeiras e com (F) as falsas:
( ) O texto é adequado para ser enviado como sugestão de pauta a alguns veículos de comunicação de Minas Gerais.
( ) Trata-se de uma notícia institucional.
( ) O texto não é adequado para ser enviado como sugestão de pauta a veículos de comunicação de Minas Gerais.
( ) O texto é adequado para veiculação no sítio do TJMG.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a sequência de letras:
PASSEIO SOCRÁTICO
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir:
- "Qual dos dois modelos produz felicidade?"
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: - "Não foi à aula?"
Ela respondeu: - "Não, tenho aula à tarde". Comemorei:
- "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde".
- "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..."
- "Que tanta coisa?", perguntei.
- "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: - "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso, as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! - Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é "entretenimento"; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, que são acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré- datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.
Disponível em: http://www.freibetto.org/index.php/artigos?start=8 Acesso em: 17 maio 2012.