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Q3699099 Noções de Informática
Você está preparando um relatório extenso no Word 365 e precisa criar uma tabela de conteúdos dinâmica que se atualize automaticamente quando você adicionar, remover ou modificar títulos e subtítulos no documento.

Qual ferramenta do Word você deverá utilizar para essa finalidade? 
Alternativas
Q3699098 Segurança da Informação
João, um estudante universitário, percebeu que, enquanto navega na internet, muitos anúncios parecem estar diretamente relacionados com o que ele pesquisa ou visualiza on-line. Isso o deixou preocupado com a quantidade de informações que os sites podem estar coletando sobre ele. Um amigo sugeriu que ele usasse o navegador Microsoft Edge, que tem uma função chamada "Proteção contra Rastreamento Aprimorada" para proteger a privacidade de quem navega. Desse modo João decidiu ativar a "Proteção contra Rastreamento Aprimorada" no Microsoft Edge.

Qual é o principal objetivo dessa configuração? 
Alternativas
Q3699095 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

O segmento que exerce a mesma função sintática do sublinhado acima está em: 
Alternativas
Q3699092 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
joão se transformou num arquivo de metal.
Simbolicamente, essa transformação representa

I - uma crítica à desumanização advinda da rotina burocrática e repetitiva.
II - o surgimento de uma identidade e de uma individualidade diligente e astuta.
III - a desintegração emocional do indivíduo resultante de uma alienação progressiva.
IV - uma ascensão profissional conquistada gradativamente com resiliência e sabedoria.

É CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q3699089 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
No texto, a chefia 
Alternativas
Q3699088 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
Ironicamente, o texto tematiza  
Alternativas
Q3691839 Administração Pública
Na esteira das discussões sobre avaliação e monitoramento de políticas públicas de esporte e lazer e projetos socioesportivos que têm por pressuposto o ensino do esporte como direito de todos, assinale a afirmativa CORRETA, tendo em vista o que propuseram Noronha e Teixeira (2016) em acordo com Sousa e colaboradores (2010).
Alternativas
Q3691838 Pedagogia
Sousa e colaboradores (2010) classificam os projetos socioesportivos que partem do princípio de que o esporte e o lazer são direitos sociais, como de baixa programabilidade e alta interação com os usuários, em comparação com a oferta de outros direitos previstos na Constituição Federal e nas leis nacionais que regulamentam esses direitos.

Com essa informação, é possível alimentar o planejamento dos projetos com as seguintes práticas: 
Alternativas
Q3691837 Pedagogia

Sobre a necessidade da oferta de políticas públicas de esporte e lazer, analise as afirmativas a seguir, propostas a partir de Sousa e colaboradores (2010), que tratam do esporte como um dos conteúdos do lazer:



I- Na sociedade atual, o trabalho tem ganhado cada vez mais importância em relação ao lazer que acaba ficando em segundo plano, sendo usados principalmente como uma forma de ajudar o trabalhador a descansar e recuperar as energias, para que possa produzir mais. O sistema capitalista, que foca na produção, no consumo e no lucro, também passou a tratar o lazer como um produto, algo que pode ser vendido como qualquer outra mercadoria. Com isso, o lazer virou uma atividade que movimenta a economia, gera empregos e estimula o crescimento da indústria cultural e do entretenimento. Por outro lado, essa forma de enxergar o lazer aumenta as desigualdades sociais, já que nem todas as pessoas têm o mesmo acesso às atividades culturais e de lazer disponíveis.


II- O lazer é visto como parte da cultura, vivido no tempo livre das obrigações do dia a dia, como trabalho ou estudos. Ele se caracteriza por ser uma atividade feita por prazer, sem buscar recompensas além da própria satisfação. Alguns autores destacam que o lazer pode acontecer em qualquer momento da vida, desde que envolva experiências divertidas, como jogos, festas e brincadeiras, escolhidas livremente pelas pessoas. Essas vivências ajudam a fortalecer a autonomia, os vínculos sociais e o sentimento de pertencimento. Dessa forma, ele pode ser um espaço de criação, organização da cultura e transformação da realidade. 



Considerando as duas concepções de lazer apresentadas e as finalidades de uma política pública que trata do direito ao esporte para crianças e adolescentes, assinale a afirmativa CORRETA:

Alternativas
Q3691836 Administração Pública
Sobre o aprimoramento de políticas públicas que envolvem a oferta de práticas corporais e atividade física para a população, analise as afirmativas a seguir: I- É preciso estabelecer um plano integrado intersetorial com controle social e metas claras; criar um órgão de captação e compartilhamento de informações regionalizadas; além de incentivar a formação continuada dos profissionais. II- É recomendável concentrar recursos nos programas que oferecem a prática do alto rendimento esportivo, na medida em que os atletas são a referência de sucesso para a população. III- Deve-se adotar uma prática gerencial em que haja espaço para adaptações da oferta, considerando os contextos e as necessidades das comunidades atendidas pelas referidas políticas. Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q3691835 Pedagogia
Com base nas intervenções e mediações realizadas pelo professor para incluir um aluno com paralisia cerebral em aulas de sua turma de basquetebol, assinale a alternativa que reúne práticas coerentes com a promoção de uma aula esportiva verdadeiramente inclusiva.
Alternativas
Q3691834 Psicologia
A Psicologia é uma área de conhecimento que contribui muito para o trabalho realizado no esporte contemporâneo, marcado por tanta diversidade e complexidade. As contribuições podem ser compreendidas a partir de algumas possibilidades, como a atuação de profissionais de psicologia no acompanhamento individual e coletivo de atletas e equipes, integrando a equipe multiprofissional (comissão técnica) dos clubes ou mesmo nutrindo a formação de professores e treinadores com saberes que constituirão a prática técnico-pedagógica no cotidiano do trabalho com as modalidades. Quanto a esta última possibilidade, e considerando as reflexões apresentadas por Rúbio (2007), uma abordagem que contemple o trabalho realizado por profissionais de Educação Física que atuam em políticas públicas e projetos socioesportivos, cuja finalidade é a contemplação do direito ao esporte por parte da população que está mais distante da vivência efetiva desse e de outros direitos, analise as afirmativas a seguir.

I- É necessário rediscutir a ética no contexto esportivo, na medida em que, apesar de o esporte de alto-rendimento ser uma referência, existem muitas outras manifestações esportivas que possuem lógicas distintas que não representam a busca da vitória como maior objetivo da prática.
II- Superar a ideia de que o adversário é um inimigo a ser batido é fundamental para que se ultrapasse o individualismo exagerado que marca o esporte e muitas outras práticas sociais de nosso tempo, contribuindo com o desenvolvimento humano e não apenas com o esportivo.
III- Uma prática técnico-pedagógica adequada ao ensino do esporte precisa considerar mais do que estratégias para a conquista do resultado esportivo desejado, mas ampliar a sua atenção para o contexto da prática e do praticante em questão, a fim de que, ao aprender a modalidade de seu interesse, a pessoa aprenda para o esporte e para os demais campos da vida, já que poucos se tornarão atletas.

Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q3691833 Pedagogia
Tendo em vista a proposta de Kunz (2013), o ensino do esporte deveria considerar alguns aspectos para além do treinamento das habilidades motoras, das capacidades físicas e das técnicas e táticas das modalidades. Isso se torna relevante ao considerarmos a presença dessa prática corporal em políticas públicas e projetos socioesportivos, inseridos no contexto do esporte como direito de todos. Para o referido autor, o ensino do esporte deveria formar não apenas praticantes, mas cidadãos capazes de praticar e de refletir a respeito do que praticam, especialmente sobre as relações entre o esporte e a sociedade.
Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma das possibilidades de se ensinar o esporte coerente com a proposta de Kunz (2013). 
Alternativas
Q3691832 Educação Física
Patrícia é professora de esporte coletivo em uma política pública esportiva que tem a finalidade de garantir aos atendidos a efetivação do direito ao esporte. Os atendidos pela política são crianças e adolescentes cujos pais e familiares não possuem recursos para pagar pela prática esportiva como um serviço e, por isso, são objeto de atenção da referida política.
Patrícia, ao planejar suas aulas, considerando as necessidades motoras dos seus alunos, o tipo de modalidade esportiva a ser ensinada e as finalidades da política pública, deve adotar um processo que garanta, aos iniciantes, prioritariamente, uma prática 
Alternativas
Q3691831 Educação Física
Marcelo é profissional de Educação Física que atua em um projeto socioesportivo, com aulas de Voleibol e Futsal, três vezes por semana, para crianças e adolescentes com idade entre 8 e 13 anos, de uma comunidade com baixo Indice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele atua com esporte educacional e está na dúvida sobre se deve ou não planejar práticas de preparação física para os praticantes que atende.
Tendo em vista as orientações de Nahas (2017), analise as afirmativas a seguir:

I- Marcelo deve oferecer práticas de preparação física específicas para a performance dos adolescentes atendidos nas modalidades que ensina.
II- Marcelo não deve oferecer práticas de preparação física para os adolescentes que atende, cuidando apenas de sua aprendizagem técnica e tática nas modalidades.
III- Marcelo deve oferecer práticas de preparação física para os adolescentes que atende, considerando-os base para uma vida saudável e uma prática segura.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3691830 Educação Física
Milena é uma adolescente de 13 anos atendida por um projeto socioesportivo que faz parte de uma política pública de esporte e lazer. A finalidade da política em questão é o acesso ao esporte e ao lazer como direito de todos. Nesse contexto, os professores que ministram as oficinas esportivas se reuniram para planejar as práticas e se depararam com os objetivos relacionados ao desenvolvimento do condicionamento físico dos participantes do projeto. Na discussão, os professores se dividiram entre aqueles que defendiam a prática da preparação física para a performance nas modalidades ensinadas e aqueles que acreditavam no desenvolvimento de capacidades físicas para a saúde dos praticantes. Ao fim, ficou definido, em coerência com a finalidade da política pública, que as oficinas deveriam se ocupar do condicionamento físico para a saúde.
Tendo em vista o conceito de aptidão física entendida como a capacidade de realizar atividade física, ligada à performance motora ou relacionada à saúde, apresentado por Nahas (2017), assinale a alternativa que apresente corretamente apenas componentes da aptidão física para a saúde que devem ser desenvolvidos nas oficinas do projeto, conforme a proposta do autor.
Alternativas
Q3691304 Pedagogia
Para uma educação genuinamente inclusiva, a implementação de tecnologias assistivas é fundamental para a superação de barreiras individuais, o que fomenta a autonomia e a participação integral do estudante com deficiência no processo de aprendizagem.

Com base nesse princípio, analise as asserções abaixo e assinale a CORRETA: 
Alternativas
Q3691303 Pedagogia
A neurociência possui uma base consolidada sobre a relação entre a aprendizagem e as funções executivas.
Avalie as asserções a seguir que discorrem sobre a relação entre a aprendizagem e as funções executivas.

I- As funções executivas são um conjunto de habilidades que auxiliam diretamente na aprendizagem, tornando-a possível e eficiente. Em nosso cérebro, elas gerenciam e regulam o processo de aquisição e uso do conhecimento.
II- A memória de trabalho é uma função cerebral isolada que tem pouca ou nenhuma conexão com outras habilidades cognitivas, portanto, não possui um papel ativo no processo de aprendizagem.
III- A flexibilidade cognitiva é a habilidade de suprimir distrações e impulsos para focar na tarefa. Essa função é crucial para a atenção e um pré-requisito básico para a aprendizagem.
IV- O controle inibitório permite que o cérebro se adapte a novas informações e mude de estratégia. É o que nos ajuda a alternar entre diferentes tarefas ou a encontrar uma nova solução quando a primeira tentativa não funciona.
V- A autorregulação é uma habilidade central das funções executivas, essencial para o planejamento, a tomada de decisões e a adaptação a diferentes situações. Essa capacidade permite gerenciar pensamentos, emoções e comportamentos para atingir objetivos de forma eficaz.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:  
Alternativas
Q3691302 Pedagogia
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta o funcionamento cerebral. Na sala de aula, essas características podem causar um impacto direto no processo de aprendizagem do aluno.

Analise as afirmativas a seguir e ASSINALE a que descreve um efeito comum do TDAH no desempenho escolar, considerando o contexto da educação.
Alternativas
Q3691301 Pedagogia
Uma das práticas mais importantes na educação inclusiva é a adaptação curricular, que considera a diversidade dos estudantes para garantir que o processo de ensino-aprendizagem seja acessível a todos. Essas adaptações podem ser de pequeno ou de grande porte, dependendo do nível de mudança que exigem.

Seguindo este viés, assinale a afirmativa que NÃO representa uma adaptação de pequeno porte:
Alternativas
Respostas
581: C
582: B
583: D
584: C
585: B
586: A
587: B
588: D
589: B
590: B
591: A
592: D
593: A
594: A
595: C
596: C
597: C
598: A
599: A
600: D