Foram encontradas 9.785 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2217070 Eletrotécnica
A ___________ é o ramo da engenharia que trata do projeto, da fabricação, da especificação, da montagem, da operação e da manutenção dos instrumentos para medição, alarme, monitoração e controle das variáveis do processo industrial. As variáveis típicas incluem, mas não se limitam a pressão, temperatura, vazão, nível e análise. O termo que completa corretamente a lacuna é:
Alternativas
Q2217065 Eletrotécnica
Considere uma máquina síncrona trifásica cujo estator foi excitado por correntes equilibradas em duas condições: primeiro em 60 Hz e depois a 50 Hz. Obtenha a velocidade angular síncrona, em rotações por minuto, para o gerador de 4 polos para cada condição.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2217064 Eletrotécnica
A reatância do transformador de 30 MVA, 145 kV é x = 0,80 pu. As bases do sistema são Sb=100 MVA e Vb=138 kV. Usando a expressão de mudança de base, o valor da reatância em pu nas bases do sistema é dada por:
Alternativas
Q2217059 Engenharia Elétrica
Com relação a tipo de arranjo de barra da subestação, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
1 - Barra Simples 2 - Barra Principal e de Transferência 3 - Barra Dupla com disjuntor duplo 4 - Barra Dupla, disjuntor e meio 5 - Barra em Anel
( ) Para subestações muito específicas, com reduzido número de bays e alta capacidade de potência por bay, como, por exemplo, em conexões de usinas nucleares. ( ) Os circuitos são conectados por meio de um laço elétrico formado pelos equipamentos do pátio de manobras. Esta configuração, embora econômica e flexível, tem o inconveniente de expor o sistema elétrico devido a falhas externas ao pátio em segundas contingências. ( ) Esta configuração é usual nas subestações acima de 345 kV do sistema elétrico brasileiro, possui boa flexibilidade operativa, facilidades para a sua expansão e fácil visualização dos equipamentos no pátio de manobras devido ao arranjo físico adotado: equipamentos instalados entre as barras. ( ) Utilizada em subestações de média e alta tensão, onde a liberação de um disjuntor.é realizada com auxílio das chaves de bypass, da barra e do bay de transferência, mantendose a proteção individual de cada circuito; ( ) Utilizada em subestações de pequeno porte em média e alta tensão, aplicadas em subestações de distribuição ou subestações industriais para atendimento a cargas específicas. 
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2217058 Eletricidade
Com relação à representação esquemática do Sistema Elétrico de Potência - SEP através do Diagrama Unifilar, analise as afirmações, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas:
( ) Representa os principais componentes por símbolos e suas interconexões com a máxima simplificação e omissão do condutor neutro; ( ) Representa todos os equipamentos e fases do circuito, inclusive os condutores das fases do circuito; ( ) Os diagramas podem ser bifásicos ou trifásicos; ( ) Representam sistemas monofásicos ou trifásicos.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2217056 Eletricidade
A carga de um gerador de 120 V e 60 Hz é de 5 kW (resistiva), 10 kvar (indutiva) e 4 kvar (capacitiva). Determine o valor do elemento que deve ser ligado em paralelo com a carga de modo a corrigir o fator de potência para 1. A resposta CORRETA é
Alternativas
Q2217051 Eletricidade

Numere a segunda coluna de acordo com a primeira:


(1) Valor RMS

(2) Impedância Elétrica (Z)

(3) Diagrama de Admitância

(4) Reatância Indutiva

(5) Reatância Capacitiva

(6) Fator de Potência


( ) A representação das susceptâncias indutiva e capacitiva de sentidos opostos

( ) Como a corrente (I) está adiantada de 90º em relação a tensão (V), logo a corrente deve ter um ângulo de +90º em relação à tensão. 

( ) É a razão entre a potência média e a potência aparente.

( ) Oposição que o circuito faz à passagem da corrente elétrica.

( ) O valor equivalente de uma tensão alternada que produziria o mesmo trabalho que uma tensão contínua. 

( ) Como a tensão (V) está adiantada de 90º em relação à corrente (I), logo a corrente deve ter um ângulo de -90º em relação à tensão.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:


Alternativas
Q2217005 Engenharia Civil
Considerando o diagrama de uma instalação hidráulica abaixo, assinale a alternativa que corresponde ao valor da pressão que chegará até o chuveiro, sabendose que o nível mínimo de água do reservatório está na cota 40,00 m, o chuveiro está na cota 35,00 m e a perda de carga total entre o reservatório e o chuveiro é de 2,00 m.
0_26.png (395×333)

Fonte: http://www.construindo.com.br/editorial/et/hidraulica.html


O valor da pressão será:
Alternativas
Q2216990 Segurança e Saúde no Trabalho
A Plataforma de Trabalho Aéreo – PTA é o equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado.
A ÚNICA alternativa em que NÃO é vedada a utilização da Plataforma de Transporte Aéreo – PTA é:
Alternativas
Q2216984 Auditoria de Obras Públicas
O planejamento de um projeto de engenharia se faz em etapas de progressivo detalhamento, partindo-se de uma ideia, intenção ou conceito até chegar-se a um projeto executivo ou construtivo detalhado. É natural que, na avaliação de impacto ambiental, se proceda de maneira compatível, ou seja, com sucessivo aprofundamento, conforme o projeto vá se mostrando viável (SANCHÉZ, p. 356).
Como os empreendimentos sujeitos ao processo de AIA dependem de uma Licença Ambiental, assinale em qual das licenças o EIA é exigível.
Alternativas
Q2216983 Direito Ambiental
A qualidade dos estudos de impactos ambiental – EIAs no Brasil foi analisada em um certo número de estudos retrospectivos. Teixeira et al. (1994) revisaram sete dos dez primeiros Relatórios de Impactos ao Meio Ambiente – RIMAs preprados para empreendimentos hidrelétricos no Brasil, entre 1986 e 1988, encontrando inúmeras deficiências importantes (SANCHÉZ, p. 394).
Considerando as deficiências encontradas em estudos de impacto ambiental no Brasil, a alternativa na qual o elemento EIA corresponde à deficiência encontrada é: 
Alternativas
Q2216982 Direito Ambiental
Pode-se definir “Processo de Avaliação de Impacto Ambiental como um conjunto de procedimentos concatenados de maneira lógica, com a finalidade de analisar a viabilidade ambiental de projetos, planos e programas, e fundamentar uma decisão a respeito” (SANCHÉZ, p. 92). 
Uma das características mais marcantes do processo de avaliação de impacto ambiental é a importância que tem a participação do público (SANCHÉZ, p. 404).
É um benefício da consulta pública, de acordo com o World Bank (SANCHÉZ, p. 412):
Alternativas
Q2216981 Auditoria de Obras Públicas
Um plano de monitoramento é imprescindível na gestão ambiental, pois fornece a base de informações sobre o desempenho do empreendimento e sobre o comportamento do meio (SANCHÉZ, p. 357/8).
O plano de monitoramento deve apresentar, no mínimo:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216951 Português

Texto II

Razões da pós-modernidade
Carlos Alberto Sanches, professor, perito e consultor em Redação – [31/03/2014 - 21h06]

     Foi nos anos 60 que surgiu o que se chama de “pós-modernidade”, na abalizada opinião de Frederic Jameson, como “uma lógica cultural” do capitalismo tardio, filho bastardo do liberalismo dos séculos 18 e 19. O tema é controverso, pois está associado a uma discussão sobre sua emergência funesta no pósguerra. É que ocorre nesse período um profundo desencanto no homem contemporâneo, especialmente no que toca à diluição e abalo de seus valores axiológicos, como verdade, razão, legitimidade, universalidade, sujeito e progresso etc. Os sonhos se esvaneceram, juntamente com os valores e alicerces da vida: a “estética”, a “ética” e a “ciência”, e as repercussões que isso provocou na produção cultural: literatura, arte, filosofia, arquitetura, economia, moral etc.
     Há, sem dúvida, uma crise cultural que desemboca, talvez, em uma crise de modernidade. Ou a constatação de que, rompida a modernidade, destroçada por guerras devastadoras, produto da “gaia ciência” libertadora, leva a outra ruptura: morreu a pós-modernidade e deixou órfã a cultura contemporânea?
    Seria o caso de se falar em posteridade na pós-modernidade? Max Weber, já no início do século 19, menciona a chegada da modernidade trocada pela “racionalização intelectualista”, que produz o “desencanto do mundo”. Habermas o reinterpreta, dizendo que a civilização se desagrega, especialmente no que toca aos conceitos da verdade, da coerência das leis, da autenticidade do belo, ou seja, como questões de conhecimento...
    Jean Francois Lyotard, em seu livro A condição pós-moderna, de 1979, enfoca a legitimação do conhecimento na cultura contemporânea. Para ele, “o pósmoderno enquanto condição de cultura, nesta era pós-industrial, é marcado pela incredulidade face ao metadiscurso filosófico – metafísico, com suas pretensões atemporais e universalizantes”. É como se disséssemos, fazendo coro, mais tarde, com John Lennon, que “o sonho acabou” (ego trip). A razão, como ponto nevrálgico da cultura moderna, não leva a nada, a não ser à certeza de que o racionalismo iluminista, que vai entronizar a ciência como uma mola propulsora para a criação de uma sociedade justa, valorizadora do indivíduo, vai apenas produzir o desencanto, via progresso e com as suas descobertas, cantadas em prosa e verso, que nos deixaram um legado brutal: as grandes tragédias do século 20: guerras atrozes, a bomba atômica, crise ecológica, a corrida armamentista...
      A frustração é enorme, porque o iluminismo afirmara que somente as luzes da razão poderiam colocar o homem como gerador de sua história. Mas tudo não passou de um sonho, um sonho de verão (parodiando Shakespeare). Habermas coloca nessa época, o século 18, o gatilho que vai acionar essa desilusão da pósmodernidade. A ciência prometia dar segurança ao homem e lhe deu mais desgraças. Entendamos aqui também a racionalidade (o primado da razão cartesiana) como cúmplice dessa falcatrua da modernidade e, portanto, da atual pós-modernidade.
      O mesmo filósofo fala em “desastre da modernidade”, um tipo de doença que produziu uma patologia social chamada de “império da ciência”, despótico e tirânico, que “digere” as esferas estético-expressivas e as religiosas-morais. Harvey põe o dedo na ferida ao dizer que o projeto do Iluminismo já era, na origem, uma “patranha”, na medida em que disparava um discurso redentor para o homem com as luzes da razão, em troca da lenta e gradual perda de sua liberdade.
      A partir dos anos 50 e, ocorrido agora o definitivo desencanto com a ciência e suas tragédias (algumas delas), pode-se falar em um processo de sua desaceleração. O nosso futuro virou uma incerteza. A razão, além de não nos responder às grandes questões que prometeu responder, engendra novas e terríveis perguntas, que chegam até hoje, vagando sobre a incerteza de nossos precários destinos. Eu falaria, metaforicamente, do homem moderno acorrentado (o Prometeu) ao consumo desenfreado de coisas (res) para compensar suas frustrações e angústias. A vida se tornou absurda e difícil de ser vivida, face a esse “mal-estar” do homem ocidental. Daí surgem as grandes doenças psicossociais de hoje: a frustração, o relativismo e o niilismo, cujas sementes já estavam no bojo do Iluminismo, a face sinistra de sua moeda. Não há mais nenhuma certeza, porque a razão não foi capaz de dar ao homem alguns dos mais gratos dos bens: sua segurança e bem-estar. Não há mais certezas, apenas a percepção de que é preciso repensar criticamente a ciência, que nunca nos ofereceu um caminho para a felicidade, o que provoca um forte movimento de busca de liberdade. O mundo está sem ordem e valores, como disse Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.
     A incerteza do mundo moderno e a impossibilidade de organizar nossas vidas levam Giddens a dizer que “não há nada de misterioso no surgimento dos fundamentalismos, a radicalização para as angústias do homem”. Restou-nos o refúgio nos grandes espetáculos, como os do Coliseu antigo: o pão e o circo, para preencher o vazio da vida.
     Na sua esteira de satanização social, o capitalismo engendra, então, a sociedade de consumo, para levar o cidadão ao ópio do consumo (esquecer-se das desilusões) nas “estações orbitais” dos shoppings, ou templos das compras, onde os bens nos consomem e a produção, sempre crescente, implica a criação em massa (ou em série) de novos consumidores. Temos uma parafernália de bens, mas são em sua maioria coisas inúteis, que a razão / ciência nos deu; mas, em troca, sofremos dos males do século, entre eles a elisão de nossa individualidade. 
     Foi uma troca desvantajosa. É o que Campbell chama do sonho que gera o “signomercadoria”, que nos remete ao antigo sonho do Romantismo, da realização dos ideais.
     Trocamos o orgasmo reprodutor instintivo pelo prazer lúdico-frenético de consumir, sem saber que somos consumidos. Gememos de prazer ao comprar, mas choramos de dor face à nossa solidão, cercados pela panaceia da ciência e da razão, que nos entope de placebos, mas não de remédios para a cura dos males dessa longínqua luz racional, que se acende lá no Iluminismo e que vem, sob outras formas, até hoje. A televisão nos anestesia com a estética da imagem. Para Baudrillard, ela é o nosso mundo, como o mundo saído da tela do grande filme O Vidiota (o alienado no mundo virtual da tevê), cujo magistral intérprete foi Peter Sellers.
      Enquanto nos deleitamos com essa vida esquizofrênica e lúdica, deixamos no caixa do capitalismo tardio (iluminista / racional) o nosso mais precioso bem: a individualidade. Só nos sobrou a estética, segundo Jameson, ou a “colonização pela estética” que afeta diferentes aspectos da cultura, como a estética, a ética, a teórica, além da moral política.
     A pós-modernidade talvez seja uma reação a esse quadro desolador. Bauman fala em pós-modernidade como a forma atual da modernidade longínqua. Já Giddens fala em modernidade tardia ou “modernidade radicalizada”: a cultura atual. Por certo que a atual discussão sobre o pós-moderno implica um processo de revisão e questionamento desse estado de coisas, em que o homem não passa de um res nulius, como as matronas romanas.
      A cultura moderna, ou pós-modernista, não tem uma razão para produzir sua autocrítica, mas muitas razões, devido à sua prolongada irracionalidade do “modo de vida global”, segundo Jameson. O que se pode dizer é que não há uma razão, mas muitas razões para reordenar criticamente os descaminhos da pósmodernidade, sem esquecermos que a irracionalidade continua nos rondando.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/razoes-da-pos-modernidade8bs4bc7sv5e06z8trfk0pv80e. Acesso em 21/01/18.
Discutindo uma mesma temática, há, como semelhanças entre os textos I (escrito por um teólogo) e II (escrito por um professor), os seguintes aspectos, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216941 Português
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL


Do moderno ao pós-moderno

Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00

    A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.     Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.     O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.     A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.     Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.     Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.     A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização. 
(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)


Anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às asserções, levando em consideração a argumentação do articulista:
( ) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros.
( ) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da falta de conhecimento da história do Brasil.
( ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos.
( ) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notamse interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos países “colonizados”.
( ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o “politicamente incorreto”.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216940 Português
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL


Do moderno ao pós-moderno

Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00

    A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.     Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.     O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.     A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.     Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.     Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.     A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização. 
(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)



São vários os interdiscursos que “dialogam” no artigo de opinião de Frei Betto, como fonte de evidências para sua argumentação. Abaixo se apontaram alguns deles, com uma exemplificação. Assinale a opção em que NÃO haja correspondência entre a nomeação e a exemplificação:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216939 Geologia
Sobre o mesmo tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. A extensão e o detalhamento do Plano de Segurança devem ser proporcionais à complexidade da barragem e suficientes para garantir as condições adequadas de sua operação, exigindo-se, em função da classe do empreendimento, estudos de rompimento e de propagação da cheia associada.
II. A área de abrangência dos estudos implicados no Plano de Segurança de uma barragem de classe A ou B deve compreender barramentos de jusante que ofereçam capacidade volumétrica e estrutura para amortecimento de cheias associadas ao rompimento da barragem a montante. 
III. Inspeções de segurança regulares devem ser realizadas sempre que houver alteração do nível de segurança de uma barragem; entretanto, mesmo que conduzidas com a periodicidade estabelecida na RN 696/2015, é indispensável monitorar contínua e sistematicamente a barragem.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216937 Geologia
Além de ocorrerem naturalmente, os sismos são, por vezes, causados pelas atividades humanas. Há casos bem documentados de eventos associados, por exemplo, à injeção de fluidos em poços profundos, à elevação do nível em grandes reservatórios e à detonação de cargas nucleares subterrâneas. Em todos esses casos, o mecanismo de indução seria identificado com o alívio de strain regional mediante a instalação de pequenas variações no campo de strain local, as quais levariam ao desenvolvimento de fraturas ou à ativação de falhas.
Os sismos induzidos de maior magnitude não são apenas associados a grandes reservatórios, mas, em diversos aspectos, implicam os problemas teóricos e práticos mais relevantes. O efeito indutivo é, naturalmente, mais marcado em grandes reservatórios, definidos por profundidades maiores do que 100 m e volumes maiores do que 1 km3

Fazem-se, sobre o tema exposto, as seguintes afirmativas:
I. Os sismos induzidos são, necessariamente, de pequena profundidade, haja vista o restrito alcance da interferência humana no subsolo; além disso, têm magnitude muito reduzida, o que limita sua detecção a estações sismográficas locais de grande sensibilidade.
II. O stress devido à carga da água nos reservatórios é muito pequeno para fraturar rochas competentes; portanto, a cessão é explicada pela preexistência de strain local devido a forças tectônicas que já acumulam, na vizinhança de um reservatório, stress próximo do ponto de ruptura.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216935 Geologia
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o tema:
I. Escorregamentos são movimentos de massa rápidos cuja deflagração ocorre quando as tensões cisalhantes desenvolvidas no maciço atingem a resistência cisalhante do material, definindo-se uma superfície de ruptura segundo as zonas de menor resistência interna.
II. Os escorregamentos são classificados, por exemplo, segundo critérios geométricos, reconhecendo-se superfícies planares, circulares, em cunha ou mistas que podem se desenvolver a partir da interação de fatores estruturais e geomorfológicos, de um lado, e antrópicos, de outro.
III. Os movimentos de massa podem ser deflagrados pelo aumento da solicitação aplicada a porções de um maciço - como decorre, por exemplo, da remoção lateral ou basal de massa -, bem como por fatores ligados a solicitações dinâmicas - decorrentes de tráfego ou explosões, por exemplo.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216934 Geologia
Fazem-se as seguintes afirmações sobre o mesmo tema:
I. A resistência ao cisalhamento do solo não é uma grandeza fixa, pois, durante o processo de fluxo, podem ocorrer variações na poropressão que levam a mudanças na tensão efetiva e, consequentemente, a alterações da resistência mecânica do solo.
II. A estabilidade de uma estrutura lançada sobre solos é função direta da resposta da poropressão durante e após a obra; em solos granulares, a variação na poropressão é instantaneamente transmitida aos grãos, mas o restabelecimento do equilíbrio hidráulico é lento em solos argilosos.
III. A variação entre os valores inicial e final de poropressão num solo argiloso submetido a escavação independe do tipo de argila, pois a resistência ao cisalhamento decorre essencialmente da textura e não da composição do material.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
3841: B
3842: C
3843: D
3844: B
3845: D
3846: B
3847: C
3848: C
3849: C
3850: A
3851: C
3852: D
3853: D
3854: D
3855: D
3856: C
3857: B
3858: D
3859: D
3860: C