Foram encontradas 9.786 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3700476 Português
Está CORRETA a acentuação gráfica em: 
Alternativas
Q3700475 Português
A grafia das palavras está correta, EXCETO em: 
Alternativas
Q3700474 Português
A divisão silábica está CORRETA em:
Alternativas
Q3700473 Português
O termo destacado é pronome demonstrativo em: 
Alternativas
Q3700472 Português
Os termos destacados são substantivos, EXCETO em:
Alternativas
Q3700471 Português

Gatos sempre conseguem encontrar o caminho de volta para casa?


Bela Lobato


    Os gatos são conhecidos por sua independência e a excelente capacidade de orientação. Um caso recente nos Estados Unidos levou essa capacidade ao extremo: o gato Rayne Beau perdeu-se durante uma viagem com os donos e caminhou 1.257 quilômetros ao longo de dois meses para voltar para casa.


    Entre o Parque Nacional de Yellowstone e a cidade de Roseville, na Califórnia, o gato andou o equivalente à distância entre Curitiba e Goiânia. Quando foi encontrado, ainda estava cerca de 300 quilômetros distante de casa, fraco demais para continuar a jornada.


    Mas o que permite que gatos façam viagens tão longas e encontrem o caminho de volta para casa? Especialistas explicam que, além do olfato apurado, os felinos têm uma forte ligação com seu território, que demarcam com feromônios. Essas substâncias químicas indicam para eles o local seguro e são deixadas no ambiente de várias formas.


    Uma delas é por meio de esfregadas que dão com o rosto nas coisas e pessoas. Isso demarca o território com marcas invisíveis, reconhecíveis apenas pelo olfato, indicando a si mesmos e a outros animais que aquele território lhes pertence.


    Ao contrário dos cães, gatos não buscam apenas os donos, mas o próprio território, onde sentem segurança. Para eles, o lar é onde têm alimentação e proteção, e essa ligação é ainda mais forte do que o vínculo com os humanos. 


Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/saude/other/gatos-sempre-conseguem-encontrar-o-caminho-de-volta-para-casa/ar-AA1tioHP Acesso em: 17 out. 2024 (Adaptado) 

De acordo com o texto, todas as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO
Alternativas
Q3700470 Português

Gatos sempre conseguem encontrar o caminho de volta para casa?


Bela Lobato


    Os gatos são conhecidos por sua independência e a excelente capacidade de orientação. Um caso recente nos Estados Unidos levou essa capacidade ao extremo: o gato Rayne Beau perdeu-se durante uma viagem com os donos e caminhou 1.257 quilômetros ao longo de dois meses para voltar para casa.


    Entre o Parque Nacional de Yellowstone e a cidade de Roseville, na Califórnia, o gato andou o equivalente à distância entre Curitiba e Goiânia. Quando foi encontrado, ainda estava cerca de 300 quilômetros distante de casa, fraco demais para continuar a jornada.


    Mas o que permite que gatos façam viagens tão longas e encontrem o caminho de volta para casa? Especialistas explicam que, além do olfato apurado, os felinos têm uma forte ligação com seu território, que demarcam com feromônios. Essas substâncias químicas indicam para eles o local seguro e são deixadas no ambiente de várias formas.


    Uma delas é por meio de esfregadas que dão com o rosto nas coisas e pessoas. Isso demarca o território com marcas invisíveis, reconhecíveis apenas pelo olfato, indicando a si mesmos e a outros animais que aquele território lhes pertence.


    Ao contrário dos cães, gatos não buscam apenas os donos, mas o próprio território, onde sentem segurança. Para eles, o lar é onde têm alimentação e proteção, e essa ligação é ainda mais forte do que o vínculo com os humanos. 


Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/saude/other/gatos-sempre-conseguem-encontrar-o-caminho-de-volta-para-casa/ar-AA1tioHP Acesso em: 17 out. 2024 (Adaptado) 

O assunto do texto é 
Alternativas
Q3700467 Português

Para a questão, leia o texto a seguir: 


Autenticidade e influência


    Eu nunca tinha ouvido falar da América até meus pais me dizerem que estávamos nos mudando para lá. Meu mundo era casa, família, escola, passeios para as pirâmides, férias em Alexandria. Isso era o máximo que eu podia imaginar. Como muitas crianças, minha compreensão de lugar estava atrelada ao que eu podia ver e para onde eu podia ir. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado. Quando criança, nunca poderia imaginar que teria família e amigos em tantos países.

    Hoje, existe ainda um muro entre os lados grego e turco de Chipre e Israel está construindo um muro ao longo da Cisjordânia. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente motivados, eles também criam fronteiras culturais.

    Como uma imigrante que chegou aqui quando criança, faço parte do que Rúben Rumbaut chamou de geração “1.5” (citado em Firmat, 1994, p. 4). Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América. A questão da autenticidade atormenta muitos de nós, que não conseguimos nos definir com um único termo. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade. [...] “Você é mais chinês se crescer em Chinatown e frequentar uma escola chinesa do que se crescer nos subúrbios?”. Nossa nação faz perguntas semelhantes à medida que a homogeneidade e a heterogeneidade continuam a se confrontar sob a bandeira da identidade nacional. 

    Nossa filha Yasmine rejeita o modo como a rotulam quando dizem que ela é metade afro-americana e metade egípcia. “Como você pode ser metade de qualquer coisa?”, pergunta retoricamente. Ela reivindica uma identidade feita de dois inteiros, para que possa ser ao mesmo tempo completamente egípcia e completamente afro-americana. Essa questão do sangue e da identidade tem atormentado os Estados Unidos desde sempre. Para que fosse mantida uma distinção nítida entre negros e brancos, o que era essencial para a escravidão, mesmo a mínima quantidade de sangue negro significava que alguém era negro e, portanto, poderia legalmente ser tratado como inferior. Hoje, para reivindicar oficialmente uma identidade nativo-americana, é preciso provar que se tem um certo “grau de sangue indígena”. Parece que podemos nos dividir até não se identificar mais nada. A matemática de Yasmine faz mais sentido: cada parte de uma pessoa é igual a um todo.


(Fonte: KALDAS, Pauline. Cartas do Cairo. Tradução Priscila Campello.

Belo Horizonte [MG]: Fino Traço, 2023.) 


Leia este excerto: 



“Distinguir classes de palavras e estudá-las separadamente é um modo de abordar os fatos de língua que vem sendo utilizado desde a Grécia antiga, como estratégia para entender a contribuição que as palavras fazem ao sentido geral das frases. O pressuposto é que palavras do mesmo tipo, ou seja, palavras que têm a mesma morfologia, veiculam significados de um mesmo tipo. Incorporado à tradição gramatical, esse pressuposto está presente, com maior ou menor transparência, em todas as gramáticas que já se escreveram, e justifica a obstinação com que os gramáticos defenderam suas próprias listas de ‘categorias gramaticais’ ou ‘classes do discurso’ ao longo dos séculos.”.



Fonte: ILARI, Rodolfo (org.). Gramática do português culto falado no Brasil: volume IV: palavras de classe fechada. São Paulo: Contexto, 2015, p. 7. 



Tendo em mente a noção de classes de palavras (ou do discurso), assinale a única alternativa que apresenta classificação INCORRETA em pelo menos um trecho:

Alternativas
Q3700466 Português

Para a questão, leia o texto a seguir: 


Autenticidade e influência


    Eu nunca tinha ouvido falar da América até meus pais me dizerem que estávamos nos mudando para lá. Meu mundo era casa, família, escola, passeios para as pirâmides, férias em Alexandria. Isso era o máximo que eu podia imaginar. Como muitas crianças, minha compreensão de lugar estava atrelada ao que eu podia ver e para onde eu podia ir. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado. Quando criança, nunca poderia imaginar que teria família e amigos em tantos países.

    Hoje, existe ainda um muro entre os lados grego e turco de Chipre e Israel está construindo um muro ao longo da Cisjordânia. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente motivados, eles também criam fronteiras culturais.

    Como uma imigrante que chegou aqui quando criança, faço parte do que Rúben Rumbaut chamou de geração “1.5” (citado em Firmat, 1994, p. 4). Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América. A questão da autenticidade atormenta muitos de nós, que não conseguimos nos definir com um único termo. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade. [...] “Você é mais chinês se crescer em Chinatown e frequentar uma escola chinesa do que se crescer nos subúrbios?”. Nossa nação faz perguntas semelhantes à medida que a homogeneidade e a heterogeneidade continuam a se confrontar sob a bandeira da identidade nacional. 

    Nossa filha Yasmine rejeita o modo como a rotulam quando dizem que ela é metade afro-americana e metade egípcia. “Como você pode ser metade de qualquer coisa?”, pergunta retoricamente. Ela reivindica uma identidade feita de dois inteiros, para que possa ser ao mesmo tempo completamente egípcia e completamente afro-americana. Essa questão do sangue e da identidade tem atormentado os Estados Unidos desde sempre. Para que fosse mantida uma distinção nítida entre negros e brancos, o que era essencial para a escravidão, mesmo a mínima quantidade de sangue negro significava que alguém era negro e, portanto, poderia legalmente ser tratado como inferior. Hoje, para reivindicar oficialmente uma identidade nativo-americana, é preciso provar que se tem um certo “grau de sangue indígena”. Parece que podemos nos dividir até não se identificar mais nada. A matemática de Yasmine faz mais sentido: cada parte de uma pessoa é igual a um todo.


(Fonte: KALDAS, Pauline. Cartas do Cairo. Tradução Priscila Campello.

Belo Horizonte [MG]: Fino Traço, 2023.) 


Assinale a alternativa que NÃO faz a classificação da oração corretamente. 

Alternativas
Q3700465 Português

Para a questão, leia o texto a seguir: 


Autenticidade e influência


    Eu nunca tinha ouvido falar da América até meus pais me dizerem que estávamos nos mudando para lá. Meu mundo era casa, família, escola, passeios para as pirâmides, férias em Alexandria. Isso era o máximo que eu podia imaginar. Como muitas crianças, minha compreensão de lugar estava atrelada ao que eu podia ver e para onde eu podia ir. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado. Quando criança, nunca poderia imaginar que teria família e amigos em tantos países.

    Hoje, existe ainda um muro entre os lados grego e turco de Chipre e Israel está construindo um muro ao longo da Cisjordânia. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente motivados, eles também criam fronteiras culturais.

    Como uma imigrante que chegou aqui quando criança, faço parte do que Rúben Rumbaut chamou de geração “1.5” (citado em Firmat, 1994, p. 4). Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América. A questão da autenticidade atormenta muitos de nós, que não conseguimos nos definir com um único termo. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade. [...] “Você é mais chinês se crescer em Chinatown e frequentar uma escola chinesa do que se crescer nos subúrbios?”. Nossa nação faz perguntas semelhantes à medida que a homogeneidade e a heterogeneidade continuam a se confrontar sob a bandeira da identidade nacional. 

    Nossa filha Yasmine rejeita o modo como a rotulam quando dizem que ela é metade afro-americana e metade egípcia. “Como você pode ser metade de qualquer coisa?”, pergunta retoricamente. Ela reivindica uma identidade feita de dois inteiros, para que possa ser ao mesmo tempo completamente egípcia e completamente afro-americana. Essa questão do sangue e da identidade tem atormentado os Estados Unidos desde sempre. Para que fosse mantida uma distinção nítida entre negros e brancos, o que era essencial para a escravidão, mesmo a mínima quantidade de sangue negro significava que alguém era negro e, portanto, poderia legalmente ser tratado como inferior. Hoje, para reivindicar oficialmente uma identidade nativo-americana, é preciso provar que se tem um certo “grau de sangue indígena”. Parece que podemos nos dividir até não se identificar mais nada. A matemática de Yasmine faz mais sentido: cada parte de uma pessoa é igual a um todo.


(Fonte: KALDAS, Pauline. Cartas do Cairo. Tradução Priscila Campello.

Belo Horizonte [MG]: Fino Traço, 2023.) 


Neste texto predominam os tipos textuais: 

Alternativas
Q3700464 Português

Para a questão, leia o texto a seguir: 


Autenticidade e influência


    Eu nunca tinha ouvido falar da América até meus pais me dizerem que estávamos nos mudando para lá. Meu mundo era casa, família, escola, passeios para as pirâmides, férias em Alexandria. Isso era o máximo que eu podia imaginar. Como muitas crianças, minha compreensão de lugar estava atrelada ao que eu podia ver e para onde eu podia ir. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado. Quando criança, nunca poderia imaginar que teria família e amigos em tantos países.

    Hoje, existe ainda um muro entre os lados grego e turco de Chipre e Israel está construindo um muro ao longo da Cisjordânia. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente motivados, eles também criam fronteiras culturais.

    Como uma imigrante que chegou aqui quando criança, faço parte do que Rúben Rumbaut chamou de geração “1.5” (citado em Firmat, 1994, p. 4). Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América. A questão da autenticidade atormenta muitos de nós, que não conseguimos nos definir com um único termo. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade. [...] “Você é mais chinês se crescer em Chinatown e frequentar uma escola chinesa do que se crescer nos subúrbios?”. Nossa nação faz perguntas semelhantes à medida que a homogeneidade e a heterogeneidade continuam a se confrontar sob a bandeira da identidade nacional. 

    Nossa filha Yasmine rejeita o modo como a rotulam quando dizem que ela é metade afro-americana e metade egípcia. “Como você pode ser metade de qualquer coisa?”, pergunta retoricamente. Ela reivindica uma identidade feita de dois inteiros, para que possa ser ao mesmo tempo completamente egípcia e completamente afro-americana. Essa questão do sangue e da identidade tem atormentado os Estados Unidos desde sempre. Para que fosse mantida uma distinção nítida entre negros e brancos, o que era essencial para a escravidão, mesmo a mínima quantidade de sangue negro significava que alguém era negro e, portanto, poderia legalmente ser tratado como inferior. Hoje, para reivindicar oficialmente uma identidade nativo-americana, é preciso provar que se tem um certo “grau de sangue indígena”. Parece que podemos nos dividir até não se identificar mais nada. A matemática de Yasmine faz mais sentido: cada parte de uma pessoa é igual a um todo.


(Fonte: KALDAS, Pauline. Cartas do Cairo. Tradução Priscila Campello.

Belo Horizonte [MG]: Fino Traço, 2023.) 


Analise as assertivas observando se cada uma tem relação direta com o título “Autenticidade e influência”:



I. Tenho observado o conflito de alguns de meus alunos com essas mesmas questões enquanto tentam entender como sangue, localização e língua se tornam marcas de identidade.


II. O avião que me levou à América me obrigou a redesenhar meu mapa, a reconhecer imediata e abruptamente que as fronteiras do mundo eram muito maiores do que havia experimentado.


III. Emigrando ainda crianças, essa geração está situada entre os que emigram como adultos e os que nascem na América.


IV. Esses muros marcam nossa história, criando divisões que limitam nossa visão. Embora politicamente, eles também criam fronteiras culturais.



Há relação direta entre o trecho e o título em: 

Alternativas
Q3700462 Português

Leia as duas tirinhas a seguir: 

 

Imagem associada para resolução da questão



Analise as assertivas:



I) O pronome “você”, originário de “Vossa mercê”, funciona como pronome pessoal de 2ª pessoa, embora a concordância se faça em 3ª pessoa, tal como ocorre no caso dos pronomes de tratamento.


II) Armandinho, personagem das duas tirinhas, espanta-se por não encontrar “você” no sistema pronominal, ainda que tal pronome seja usado em muitas partes do Brasil.


III) "O povo”, na tirinha, tem o mesmo valor de pronome pessoal “nós”.


IV) Armandinho, ao declarar “O povo somos nós”, guia-se pelo significado e não pela flexão de concordância.




Estão CORRETAS as assertivas:


Alternativas
Q3700460 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir: 


Variação e mudança


Sírio Possenti


A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.


Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.


Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.


Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é


Eu vou aplicar


Você vai aplicar


Ele/ela vai aplicar


A gente vai aplicar


Vocês vão aplicar


Eles/elas vão aplicar.


Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.


Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).


O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!


Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!! 


Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).

Leia este excerto:



“Denomina-se referenciação as diversas formas de introdução, no texto, de novas entidades ou referentes. Quando tais referentes são retomados mais adiante ou servem de base para introdução de novos referentes, tem-se o que se denomina progressão referencial”.



Fonte: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2013, p. 123.



Atentando-se para a retomada do referente, assinale o único trecho em que a palavra ou expressão sublinhada NÃO FUNCIONA anaforicamente:

Alternativas
Q3700459 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir: 


Variação e mudança


Sírio Possenti


A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.


Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.


Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.


Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é


Eu vou aplicar


Você vai aplicar


Ele/ela vai aplicar


A gente vai aplicar


Vocês vão aplicar


Eles/elas vão aplicar.


Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.


Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).


O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!


Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!! 


Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).

Assinale a afirmativa CORRETA:

Alternativas
Q3700458 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir: 


Variação e mudança


Sírio Possenti


A maioria absoluta dos brasileiros ̶ talvez não só os brasileiros ̶ alfabetizados ou letrados tem uma ideia completamente equivocada do que seja uma língua. Para eles, língua é a que a escola ensina, ou o que está nos manuais do tipo "não erre mais". O resto é erro. Todos consideram que as variantes são erros.


Ocorre que o que a escola ensina também é mais ou menos variado. E depende muito também do desempenho linguístico dos professores. Como eles são membros da sociedade, são afetados pelas mudanças que a língua sofre com o correr do tempo, de forma que seu "português" é, de alguma forma, o português de seu tempo. O que não é necessariamente ruim.


Isto quer dizer que o português que os professores falam e mesmo o que escrevem não é necessariamente o português dos livros adotados nas escolas. O que vale para professores de português vale também para os das outras disciplinas, claro. E vale também para os jornalistas e para as personalidades que eles entrevistam, tenham elas a formação que tiverem (em geral, são especialistas em alguma coisa, sempre especialistas). É só ouvir os debates ou os programas de entrevistas para verificar isso.


Dou dois exemplos banais. Duvido que haja 10% de professores ou falantes letrados que profiram o dito futuro (aplicarei minha poupança em ações da empresa X). Todos dizem "vou aplicar". Outro exemplo? Quase ninguém diz "nós". Diz-se "a gente". Como pouco se diz "tu", exceto em algumas regiões, a conjugação verbal do futuro é


Eu vou aplicar


Você vai aplicar


Ele/ela vai aplicar


A gente vai aplicar


Vocês vão aplicar


Eles/elas vão aplicar.


Ou não é? Quem não fala assim que atire a primeira pedra. Não vou dizer (!!) que todos falam sempre assim porque sei que uma língua sempre apresenta variação. Alguns entrevistados, ou jornalistas, dirão (!!), talvez, de vez em quando, no meio da conversa, "falaremos disso na próxima entrevista", claro, sendo mais formais. Em compensação, alguns também dirão "vamo falá disso na próxima veiz", sendo bem mais informais. E ninguém nota que falou errado durante a entrevista. Por quê? Porque ninguém fala errado mesmo! Isso não é erro. Esse é o português falado culto do Brasil hoje. É um fato. Só isso.


Numa certa ocasião, fui entrevistado por uma emissora de TV (eu no estúdio e um folclorista em outra cidade). Argumentava que a linguagem popular não tinha nada de errado, era só diferente, e era enfrentado pela apresentadora que "defendia nossa língua". Para dobrá-la, só me restou um recurso: ficar atento ao que ela dizia e citar os "erros" que ela ia cometendo, segundo os próprios critérios dela. Ficou meio sem jeito, e eu tive que insistir que ela falava corretamente... o português real (e que aquele que ela defendia não existe mais, pelo menos na fala).


O que muita gente não entende ̶ ou não quer entender, porque significaria perder uma boa teta! ̶ é que a variação tem tudo a ver com a mudança. Todos acham normal que aquila tenha derivado para águia, que asinus tenha derivado para asno (tem muita coisa mudada aí, mas o básico é que a palavra latina proparoxítona se torna paroxítona), mas acham ridículas formas como fosfro (para fósforo), corgo (para córrego), xicra e chacra (para xícara e chácara), embora a regra antiga que explica a mudança e a atual que explica a variação sejam a rigor a mesma (os falantes seguem regras, não erram!!!), sem contar que dizem, numa boa, sem se dar conta do que fazem, xicrinha e chacrinha. Quá!


Variação tem tudo a ver com mudança. Mas, se entendêssemos isso, muita gente perderia uma grana preta!! 


Fonte: http://www.cataphora.com.br/2010/03/variacao-e-mudanca-sirio-possenti_8437.html (Acesso em: 25 set. 2024).

A partir do texto anterior, analise as assertivas a seguir:



I) O contexto comunicativo pode determinar a escolha do registro linguístico a ser utilizado pelo falante.


II) A língua é um organismo vivo e, dentro de um mesmo sistema, apresenta-se com diferenciações.


III) Os professores de língua portuguesa também apresentam aos alunos o português de seu tempo e devem se ancorar na gramática normativa para não desvirtuar o ensino.


IV) Aceitar que há em toda língua um conjunto de covariantes é admitir que se pode chegar a mudanças ainda que o processo dure relativamente muito tempo.



Estão CORRETAS somente as assertivas:

Alternativas
Q3700457 Inglês

Concerning adverbs of frequency, the correct sentence is  

Alternativas
Q3700456 Inglês

In the following excerpt, “Ms Parrot, (1) _______most famous lady detective of (2) _______ twenty-first century, was born in (3) _______ United Kingdom in (4) _______ 1960s. Since then, she has been to many countries, including (5)_______ Portugal, Singapore and Australia, and has lived in (6)_______ northern hemisphere and (7) _______ southern hemisphere, as well as on (8) the equator”.



The use of articles is CORRECTLY suggested in option

Alternativas
Q3700455 Inglês
Concerning interrogative questions, the correct option is  
Alternativas
Q3700454 Inglês
The stand-up comedy we saw yesterday, ___________ made my day, lasted only 50 minutes. The best word to fill the gap is 
Alternativas
Q3700453 Inglês

Read the passage and answer question.


Palestinians in Gaza Reflect on One Year of Israel’s War With Hamas Oct. 7, 2024


The war has killed tens of thousands and devastated entire cities, leaving many in Gaza without a home and fueling a humanitarian catastrophe.


By Bilal Shbair and Hiba Yazbek Reporting from the Gaza Strip and Jerusalem.


Last October, Fadi Abu Kheir of southern Gaza had big plans. He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.

“Now,” Mr. Abu Kheir, 24, said, “I am clueless about my future. I cannot even think how I can adapt to life postwar.”

It has been a year since the Hamas-led terrorist attacks impelled Israel to launch a retaliatory offensive in Gaza. For Mr. Abu Kheir — and, indeed, for Palestinians across the enclave — every day since, he said, has teemed with “sadness, depression and fury.”

The war has killed over 41,000 people, according to Gazan health officials, and devastated entire neighborhoods and cities, leaving hundreds of thousands without a home and fueling a humanitarian catastrophe.

More than 2 million people lived in the strip before the conflict. No one has been unaffected.

“We were so happy before this war,” said Maisaa al-Naffar, 20, of Khan Younis, breaking into tears as she recalled her first few weeks as a newlywed before the war began. She added: “I am not the person I used to be.”

Nine months pregnant, she is sheltering in a tent in southern Gaza.

“I miss my old life. I miss the days when we used to have fun or laugh at even the smallest things.

I miss my life when we had enough healthy food and snacks,”

Ms. al-Naffar said. “Today, everything has become a hell, full of dust and darkness.” 

Throughout the enclave, similar stories abound. For Mr. Abu Kheir, the image from the war that lingers is that of a naked, lifeless woman lying in the street, blown out of a house that had been bombarded, he said. The conflict has killed two of his best friends, and displaced him and his family, he said. It also destroyed the apartment he was building, in the southern Gaza city of Rafah. The war, he said, has “destroyed my dreams.”


The words underlined in the excerpt “…He was going to be engaged to the woman he loved. After they got married, he said, they would move in together, into an apartment that he spent years building.” can be classified, respectively, as
Alternativas
Respostas
241: B
242: A
243: A
244: D
245: C
246: D
247: C
248: D
249: C
250: D
251: A
252: D
253: B
254: A
255: B
256: B
257: A
258: D
259: C
260: D