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Em uma prova do vestibular da Universidade da Bahia, foi exigida dos candidatos a interpretação destes versos de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.”
Uma vestibulanda de 16 anos interpretou-os assim:
Ah! Camões,
se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que as dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
massomente falta de sexo.
A menina baiana ganhou nota 10. Comentário: foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de uma companheira. E o caso, se verdadeiro (há versões de que teria acontecido em Portugal), serve para livrar a cara dos vestibulandos, só lembrados pelas suas provas lamentáveis, que invariavelmente se tornam motivos de chacota. E também da Bahia. Afinal, nem tudo lá é trio elétrico e gente pulando na rua, nos 365 dias do ano.
(http://jornalggn.com.br/noticia/a-vestibulanda-e-a-dor-quedesatina-sem-doer-de-camoes)
Sabe-se que a intertextualidade significa a presença de elementos formais ou semânticos de textos, já produzidos, em uma nova produção textual. Pode-se também referir-se aos textos que apresentam, integral ou parcialmente, partes semelhantes ou idênticas de outros textos produzidos anteriormente. Comparando os versos de Camões aos versos da suposta interpretação da vestibulanda da Bahia, o tipo de intertextualidade que se apresenta é:
TEXTO 4
“Se você dá aulas de português, diante de um dado que todos consideram “errado”, pode escolher entre diversas abordagens. Uma é humilhar o aluno dizendo que ele não sabe nem falar. Outra é manter uma lista de CERTO X ERRADO e acrescentar o erro (digamos, MENAS) ao lado do CERTO (MENOS). É uma atitude dogmática. Outra é “corrigir” sem humilhar, dizendo que muita gente fala assim, mas que, na escrita e em certas outras ocasiões, é melhor dizer / escrever MENOS (e dar as razões). Outra, ainda, é ter um espírito de pesquisa e observar (mandar os alunos observar) quem diz MENAS e em que contexto. Vão concluir que MENAS sempre ocorre diante de nome feminino, o que motiva a concordância. Ainda outra, na continuação, é (tentar) verificar se alguém tratou da questão. Uma saída é ver um dicionário, digamos, o HOUAISS (aqueles dicionários escolares (que eliminam tudo o que é heterogêneo) não servem pra isso... na verdade, servem pra pouca coisa). No HOUAISS, você encontra “a) como adv. quantitativo, é antônimo funcional de mais e, por isso, invariável; b) no Brasil, na linguagem coloquial desescolarizada, ocorre a forma deturpada menas (pron.indef.), em concordância de gênero com o substantivo que se segue (menas confiança comigo, hein?)". Relevem-se os termos um tanto preconceituosos...”
(POSSENTl, S. https://www.facebook.com/search/top?q=s%C3%ADrio%)
Em um texto retirado de sua página na rede social facebook, o professor Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto" e que, de certa forma, é necessária uma reflexão sobre as abordagens das práticas pedagógicas no ensino de língua materna. Presume-se então que cabe a um professor de língua portuguesa, no exercício de sua profissão, conhecer o idioma de maneira crítica. Desse modo, em última instância, para o linguista, isso implica:
I. A Fase Heroica.
II. A Prosa da Geração de 30.
III. A Poesia da Geração de 30.
IV. O Concretismo.
V. A Prosa da Geração de 45.
Numere as características abaixo de acordo com essa divisão e assinale a alternativa que contém a sequência encontrada:
( ) defendia a rejeição do vanguardismo e de seu experimentalismo; a necessidade de imitação do real, com foco na verossimilhança; e o caráter de denúncia social. A criação literária se submetia, então, à ideologia.
( ) defendia a busca por uma literatura intimista, introspectiva, repleta de sondagens do subconsciente das personagens. O próprio regionalismo é reinventado e contado sob nova perspectiva, adquirindo uma nova dimensão, recriando costumes e falas sertanejas, mergulhando rumo ao psicológico do homem do sertão.
( ) defendia o rompimento com as estruturas do passado, numa perspectiva destruidora e anárquica; ou como na reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais, definidas como uma linha construtiva.
( ) defendia uma produção literária mais comprometida com as percepções políticas e sociais, não se afastando das profundas transformações do período; o interessante é perceber que, em vista das mazelas, da guerra e da crise, surgem também poetas que voltam-se mais para dentro de si mesmos e buscam certa espiritualização, como forma de negar a realidade horrenda que se descortina.
( ) defendia uma arte poética visual, lúdica e interativa, usando aquilo que de mais ousado pudessem usar. A tendência, viva até os dias atuais, ainda abusa das tecnologias de comunicação, apropriando-se de hipertextualidades, das imagens de clipes, das edições e cortes e da própria internet. A arte é transdisciplinar e a poesia mistura-se ao design, à arquitetura, às artes plásticas, à música e ao movimento.
1. “O rapaz que me emprestou o telefone celular precisa fazer uma ligação.”
2. “Disse que precisa avisar ao povo que chegou um novo carregamento de farinha.”
3. “A cada mercadoria que chega, eles sobem o morro e soltam rojões.”
4. “Acho que desta vez acertamos em cheio.”
Assinale a alternativa que contém a classificação morfossintática correta considerando a sequência acima:
Se o lado do terreno que é voltado para a rua A mede 23m metros, quanto mede o lado do terreno que está voltado para a rua B?