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Q3870551 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
No trecho: "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização.", a figura de linguagem presente na expressão em destaque é um exemplo de:
Alternativas
Q3870550 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
A coesão e a coerência são elementos fundamentais para a construção do sentido no texto. Com base no Texto I, analise a seguinte frase: "O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado)."

Como o autor garante a coesão e a coerência da frase?
Alternativas
Q3870549 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
No contexto de produção textual, os gêneros discursivos são essenciais para a construção do sentido e da comunicação eficaz. Considerando o Texto I, qual das alternativas abaixo melhor exemplifica o gênero discursivo predominante?
Alternativas
Q3870548 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
De acordo com as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) e OCEM-MT, qual das seguintes estratégias de ensino deve ser priorizada no contexto do Ensino Médio, considerando os dados sobre alfabetismo funcional apresentados no texto?
Alternativas
Q3870547 Pedagogia
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), qual é o papel da avaliação no processo de ensino de Língua Portuguesa?
Alternativas
Q3870546 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Língua Portuguesa deve ser estruturado para promover a formação de sujeitos críticos e capazes de atuar socialmente por meio da linguagem. Considerando os níveis de alfabetismo abordados no texto, qual dos seguintes enfoques a BNCC propõe para o Ensino Médio?
Alternativas
Q3870464 Educação Física
Ao apresentar pesquisas e experiências sobre Educação Física escolar inclusiva, Salerno (2025) reafirma a ideia de que, ao propor uma prática corporal voltada à pessoa com deficiência, o foco precisa estar no indivíduo, bem como nas barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais e atitudinais que obstruem sua participação em igualdade de condições.

Fonte: SALERNO, Marina Brasiliano. Educação Física escolar inclusiva: pesquisas e experiências. In: SALERNO, Marina Brasiliano; ROSA, Marcelo Victor da; DIETTRICH, Sandra Helena Correia. (Org.). Educação Física na escola e o fazer inclusivo: práticas e reflexões. São Carlos: Pedro & João Editores, 2025, v. 1, p. 15-34.

Considerando estes aspectos, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870463 Educação Física
Pautados na abordagem Critico Emancipatória, Kleinubing et al. (2012) apresenta uma experiência de danças no ensino médio planejadas a partir das categorias trabalho, interação e linguagem (Kunz, 2001). Assim, há reflexões sobre a apropriação desse conteúdo por uma parte dos professores de Educação Física, que poderiam assumir o papel de mediadores e problematizadores das experiências discentes.

Fontes: KLEINUBING, Neusa Dendena; SERVO, GIZÉLI; REZER, Ricardo; MATIELO, Marizete Lemes da Silva. A dança na perspectiva crítico-emancipatória: uma experiência no ensino médio. Pensar a Prática, Goiânia, v. 15, n. 03, p. 551-820, jul/set. 2012. KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte. 4 ed. Ijuí: Unijuí, 2001.

Em relação ao conteúdo de danças e a abordagem Crítico-Emancipatória, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870462 Educação Física
Kawashima e Moreira (2020), discutindo sobre os problemas que permeiam a Educação Física no ensino médio integrado, apresentam três dilemas: a) a ideia de que o ensino médio é apenas uma etapa de preparação para os exames de vestibular ou o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM); b) a fragmentação e repetição de conteúdos nas aulas de Educação Física, principalmente a hegemonia do esporte como principal prática corporal; c) a esportivização das aulas, que se tornam um espaço de treinamento para competições escolares, especificamente, na rede federal de educação, os Jogos dos Institutos Federais (JIFS).

Diante destes apontamentos, julgue as sentenças como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

I. Página 24 de 27 Na perspectiva apresentada, a Educação Física escolar parece não cumprir o papel de oportunizar o acesso a práticas corporais historicamente construídas pela humanidade, tais como os elementos da Cultura Corporal de Movimento.
II. Tais dilemas exemplificam ações que culminam na criticidade, reflexão e autonomia dos discentes para transformar e usufruir das próprias práticas corporais.
III. A supervalorização e a exclusividade dada aos conteúdos esportivos busca desconstruir a visão eurocêntrica que sempre esteve presente na Educação Física escolar.
IV. Tais dilemas reforçam a garantia de aprendizagem e participação de todos os discentes, trabalhando aspectos de inclusão, equidade, igualdade e respeito às diferentes habilidades.

Fonte: KAWASHIMA, Larissa Beraldo; MOREIRA, Evando Carlos (Org). Educação Física no Ensino Médio: reflexões e práticas exitosas. Cuiabá: EdUFMT Digital, 2020, p. 13-34.

Assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3870461 Pedagogia
Considerando a herança indígena do estado do Mato Grosso, bem como a aplicabilidade da Lei 11.645/08, o professor João explorou o ensino e as vivências de práticas corporais indígenas no primeiro ano do ensino médio.

Para contribuir de forma multidisciplinar, os professores de Artes, História e Sociologia foram convidados a abordar aspectos sociais, culturais e políticos sobre as comunidades indígenas, provocando relações com o conteúdo da Educação Física.

Fontes: No Dia do Futebol, conheça o jikunahati, o cabeçabol. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2022-02/no- -dia-do-futebol-conheca-o-jikunahati-o-futebol-de-cabeca. Acesso em: mai. 2025.
PEREIRA, Arliene Stephanie Menezes. Práticas corporais indígenas: jogos, brincadeiras e lutas para a implementação da Lei nº 11.645/08 na Educação Física escolar. Disponível em: https://ifce.edu.br/proen/defe/praticas-corporais-indigenas.pdf. Acesso em: mai. 2025.

Em relação ao conteúdo de práticas corporais indígenas, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870460 Educação Física
Em 2025, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) completa 19 anos de implementação. Sabendo disso, a professora Antônia organizou suas aulas do segundo ano do ensino médio pautadas nas Práticas Corporais Alternativas (PCAS), sendo sua principal preocupação o entendimento do caráter holístico deste conteúdo.

Fonte: IMPOLCETTO, Fernanda Moreto; TERRA, Janaina Demarchi; ROSÁRIO, Luís Fernando Rocha; DARIDO, Suraya Cristina. As práticas corporais alternativas como conteúdo da Educação Física escolar. Pensar a Prática, Goiânia, v. 16, n. 1, 2013.

Sobre as PCAs, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870459 Educação Física
Considerando as diretrizes da Lei 10.639/2003, a professora Joana tematizou a capoeira nas aulas do segundo ano do ensino médio. Nessas aulas, ela ressaltou histórias sobre a origem da capoeira, o legado dos Mestres Pastinha e Bimba, as músicas, toques e movimentos básicos que guiam a realização da roda de capoeira, bem como o patrimônio ancestral africano e indígena, que contribui para ações antirracistas.

Fontes: DARIDO, Suraya Cristina. Os conteúdos da Educação Física escolar. In: DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene Conceição Andrade (org.). Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. pр. 64-79
PEDRASSANI, Priscila Lima; FERREIRA, Aline Fernanda, DARIDO, Suraya Cristina. Capoeira. In: DARIDO, Suraya Cristina (Org). Educação Física no ensino médio: diagnóstico, princípios e práticas. Ijuí: Ed. Unijuí, 2017, 353-382. 

Considerando as dimensões de conteúdo da Educação Física escolar, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870457 Antropologia
Considere as seguintes manifestações populares:

I. Rasqueado;
II. Siriri;
III. Tambor de Mina;
IV. Congo e Chorado;
V. Nego Fugido.

Fontes: FONTES, Andréia. Rasqueado: ritmo musical símbolo do MT. ALMT - Assembleia Legislativa, 29 dez. 2004. Disponível em: https://www. al.mt.gov.br/midia/texto/rasqueado-ritmo-musical-simbolo-de-mt/visualizar. Acesso em: mai. 2025. 
PEREIRA, Sônia Gonçalina; RINALDI, Carlos. O Siriri: uma manifestação cultural. Revista de Comunicação Científica. RCC, jan./abr., vol. 5, n.18. p. 114-133, 2025. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/rcc/article/view/13792/9306. Acesso em: mai. 2025.
RAQUEL, Márcia. Projetos valorizam Festança do Divino e danças do Congo e do Chorado. ALMT - Assembleia Legislativa, 17 abr. 2012. Disponível em: https://www.al.mt.gov.br/midia/texto/projetos-valorizam-festanca-do-divino-e-dancas-do-congo-e-do-chorado/visualizar. Acesso em: mai. 2025.

Assinale a alternativa que relaciona as manifestações populares da região Centro-Oeste do Brasil:
Alternativas
Q3870456 Educação Física
"O Hip Hop chegou ao Brasil no início dos anos 80, trazido por grupos de break dance que se reuniam na Galeria 24 de Maio e na estação São Bento, em São Paulo. Eles escutavam as músicas americanas e criavam seus próprios passos e coreografias. Os primeiros a ter contato com o Hip Hop no Brasil foram os dançarinos de break, chamados de b-boys. Um dos nomes mais importantes dessa cena foi Nelson Triunfo, considerado o pai do Hip Hop brasileiro.

O Hip Hop é um movimento cultural que se espalhou pelo mundo, influenciando a música, a dança, a arte е a sociedade. No Brasil, o Hip Hop chegou na década de 80 e se desenvolveu como uma forma de expressão artística, cultural e política dos jovens das periferias. O Hip Hop é uma cultura viva e dinâmica, que se reinventa constantemente e que representa a voz e a resistência da população negra e dos excluídos".

A história e a evolução do HIP HOP no Brasil e no mundo. Disponível em: https://www.jornaldorap.com.br/noticias/a-historia-e-a-evolucao-do-hip-hop-no-brasil-e-no-mundo/. Acesso em: maio/2025. 

A cultura Hip Hop e suas manifestações na música, nas artes visuais e na dança pode ser conteúdo das aulas de Educação Física no ensino médio. Assim, em uma proposta centrada nessa manifestação, o docente pode propor dinâmicas que foquem na exploração dos movimentos, do tempo e do espaço, aspectos culturais e sócio-históricos.

Fontes: SÃO PAULO. Educação Física: movimento Hip Hop. Secretaria da Educação, 2024. Disponível em: https://acervocmsp.educacao.sp. gov.br/105180/613783.pdf. Acesso em: mai. 2025. LABAN, Rudolf. Dança educativa moderna. Tradução de Maria da Conceição Parayba Campos. São Paulo: Ícone, 1990. MARQUES, Isabel. Dançando na escola. São Paulo: CORTEZ, 2003.

Diante do conhecimento acerca da cultura Hip Hip, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870454 Pedagogia
Quais os objetivos da Educação Física? Como definir os objetivos para cada turma? Como desenvolvê-los na aula? Essas são perguntas que podem surgir durante a formação e após anos de atuação. Precisamos, no nosso ato de planejar, pensar na intencionalidade de nossas aulas, atrelando-as às necessidades dos nossos alunos. Sobre isso, Irene Rangel, Luciana Venâncio, Luiz Rodrigues, Luiz Sanches Neto e Suraya Darido (2008) admitem como objetivo da Educação Física na escola a democratização do acesso à Educação Física como direito de todas e todos. A respeito deste objetivo, analise as assertivas a seguir:

I. Todos os estudantes devem ter direito ao acesso aos conhecimentos produzidos pela Educação Física como forma de instrumento de transformação, com intuito de superar as desigualdades sociais
PORQUE
II. A partir desses conhecimentos, o estudante poderá ter uma atitude consciente de tantos porquês, além de se tornar mais autônomo e crítico, reservando maior tempo e espaço nas aulas para estudantes mais habilidosos e aptos.

Fonte: DARIDO, Suraya C.; RANGEL, Irene Conceição. Educação física na escola: implicações para prática pedagógica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2008.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3870453 Antropologia
"O simples ato de uma criança, ao sentar-se em uma cadeira, cruzar ou não as pernas, colocar os cotovelos sobre a mesa, fixando o olhar em determinada direção, demonstra todo um conjunto de atitudes oriundas de uma efetiva educação do corpo."

Isso leva-nos a constatar que existem educações físicas que não estão explícitas somente nos manuais didáticos de ginástica, mas "registradas" em nossas atitudes, ou melhor, marcadas, integradas ao nosso próprio corpo. Assim, podemos descrever esse conjunto de aprendizagens do "uso do corpo" provenientes dos pátios e corredores da escola, das ruas e das praças, de festas cívicas e folclóricas, enfim, de todo o nosso cotidiano, como uma efetiva educação do corpo.

"Essa compreensão leva-nos a concluir que a maneira pela qual utilizamos nossos gestos corporais corresponde a um conjunto de atitudes permitidas ou não, naturais ou não, resultantes de uma construção social que pode ser, por parte do indivíduo, consciente ou inconsciente."

Ao abordar a educação do corpo sob a perspectiva antropológica e considerando a educação física, avalie as afirmações a seguir.

I. A existência de diferentes culturas explica a diversidade de técnicas do corpo, incluindo as práticas corporais.
II. As técnicas do corpo resultam das relações entre o homem e a sua biologia exclusivamente.
III. As técnicas corporais existentes na atualidade fazem acreditar que é possível uma educação física que leia a sociedade de maneira unilateral.
IV. As técnicas do corpo são construídas conforme a sociedade e a geração em que o sujeito se encontra.

Fonte: RODRIGUES, R. O pensamento antropológico de Marcel Mauss: uma leitura das "técnicas corporais". (Dissertação de mestrado) Campinas: Unicamp, 1997.

Assinale a alternativa que apresenta apenas os itens CORRETOS.
Alternativas
Q3870452 Educação Física
"Joga-se à bola, ao berlinde ou às damas (agôn), joga-se na roleta ou na lotaria (alea), faz-se de pirata, de Nero ou de Hamlet (mimicry), brinca-se, provocando em nós mesmos, por um movimento rápido de rotação ou de queda, um estado orgânico de confusão e desordem (ilinx)." (Caillois, 1990, р. 31).

Fonte: CAILLOIS, Roger. Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem. São Paulo: Editora Vozes, 1990.

Analisando a citação acima, responda: o jogo de damas e a loteria são jogos de agôn e alea, respectivamente, pois:
Alternativas
Q3870451 Sociologia
O CONSELHO NACIONAL DO DESPORTO (CND) em 1965 proibia as mulheres de práticas que não eram entendidas como adequadas às suas características. Em 1977, na lei 6503, é facultada a prática nas aulas de Educação Física à mulher com prole (filho). Em 1979, o Conselho Nacional Desportivo revogou a deliberação de 1965 por conta de um fato que ocorreu no Judô, quando mulheres participaram de uma competição com nomes masculinos.

Até então, as mulheres eram proibidas de praticar algumas atividades. A esse respeito, analise as assertivas abaixo e avalie as práticas que as mulheres eram proibidas de realizar: 

I. Futebol
II. Futebol de salão
III. Futebol de praia
IV. Polo aquático
V. Ginástica
VI. Dança
VII. Baseball

Fonte: MOURÃO, Ludmila; SOUZA, Gabriela C. de. Narrativas sobre o sul americano de judô de 1979: a legalização do judô feminino no Brasil. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/http://www.public.cbce.org.br/uploads/cd/resumos/230.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

Assinale o que é CORRETO afirmar que as mulheres eram proibidas de praticar:
Alternativas
Q3870450 História
A partir do golpe militar de 1964, a Educação Física Escolar passou a ser uma ferramenta de propaganda do governo, o qual enfatizou a formação de turmas de treinamento para variadas modalidades esportivas, a preparação física e as competições. Para Germano (1994), a Educação Física da época se pautava na busca pelo desempenho esportivo e pela vitória. Considerando esse período histórico no Brasil, analise as seguintes assertivas:

I. Naquele período histórico, as glórias alcançadas pelo futebol nas copas do mundo não foram amplamente divulgadas.
II. A concepção tecnicista ou esportivista, implantada e estimulada pelo governo militar, utilizou o Esporte de Performance - seletivo e competitivo - em todos os níveis de ensino.
III. Durante o regime militar, houve incentivo dos Diretórios Centrais (DCEs) e Centros Acadêmicos (CAS) nas Universidades como forma de incentivar as lutas políticas e para que o esporte atingisse todas as camadas.

Fonte: GERMANO, J. W. Estado militar e educação no Brasil (1964-1985). São Paulo: Cortez, 1994.

Assinale a alternativa que contém as assertivas CORRETAS.
Alternativas
Q3870448 Pedagogia
Roger Caillois (1990), ao final do capítulo intitulado "Definição do Jogo", de sua obra Os homens e os jogos, determina algumas qualidades para classificação do jogo/lúdico. Sobre as qualidades apresentadas pelo autor, analise as assertivas abaixo:

I. Livre: uma vez que, se o jogador fosse a ele obrigado, o jogo perderia de imediato a sua natureza de diversão atraente e alegre.
II. Delimitado: circunscrito a limites de espaço e de tempo previamente estabelecidos.
III. Incerto: já que seu desenrolar não pode ser determinado, nem o resultado obtido previamente.
IV. Improdutivo: porque não gera nem bens, nem riqueza, nem elementos novos de espécie alguma.
V. Regulamentado: sujeito a convenções que suspendem as leis normais e que instauram momentaneamente uma legislação nova.

Fonte: CAILLOIS, Roger. Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem. São Paulo: Editora Vozes, 1990.
Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS conforme a classificação estabelecida por Roger Caillois.
Alternativas
Respostas
21: E
22: C
23: C
24: B
25: B
26: D
27: D
28: E
29: B
30: E
31: C
32: A
33: D
34: A
35: A
36: B
37: A
38: E
39: E
40: A