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Q3870547 Pedagogia
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), qual é o papel da avaliação no processo de ensino de Língua Portuguesa?
Alternativas
Q3870546 Português
TEXTO I - Base para responder à questão.


Qual é a diferença entre alfabetismo funcional, elementar e consolidado?


Analfabetos funcionais são pessoas que conseguem identificar palavras isoladas ou ler frases muito simples, mas não são capazes de compreender, por exemplo, uma notícia de jornal. "O analfabeto funcional lê textos simples, curtos, palavras isoladas. Ele entende coisas familiares, como um recibo do mercado, resultado de jogo, receita de bolo, mas não interpreta uma tabela, um gráfico ou as nuances de uma matéria jornalística", explica Lima.

Já os indivíduos no nível elementar de alfabetização conseguem ler frases mais longas e localizar informações explícitas em pequenos textos. Mas ainda têm muita dificuldade para lidar com materiais mais complexos, como interpretar uma tabela ou entender uma opinião embutida em um texto. Quem atinge o nível de alfabetismo consolidado consegue ler e compreender integralmente notícias, textos opinativos, tabelas, gráficos e identificar nuances como ironia ou a distinção entre fato e opinião.

Escolaridade

Historicamente, o nível de escolaridade tem se mostrado o maior indutor do alfabetismo no Brasil. Isso significa que, quanto maior o tempo de estudo, mais alfabetizado o indivíduo estará. Dados do ensino superior mostram que 88% dos jovens que ingressaram ou concluíram uma graduação são considerados plenamente alfabetizados, mas apenas seis em cada 10 (61%) alcançaram o nível de alfabetização consolidada.

Essa proporção é menor do que a observada em 2018, que era de 71%. Na prática, isso significa que quase 4 em cada 10 estudantes que hoje estão ou já passaram por uma faculdade não dominam habilidades essenciais de leitura, escrita e matemática. "É no superior que deságuam as fragilidades. Quem estava no Ensino Médio na pandemia hoje está no Superior, e com um recuo na alfabetização", explica Lima.

Estudo mostra que aumentou de 14%, em 2018, para 17%, em 2024, o número de estudantes do Ensino Médio caracterizados como analfabetos funcionais. O estudo também mostrou que caiu de 45% para 38% a proporção de entrevistados que chegaram ao Ensino Médio nos dois níveis mais altos das escalas de alfabetismo (elementar e consolidado). 

Lima diz que escolas e faculdades estão atuando para reduzir as lacunas de aprendizado geradas na pandemia. Alguns exemplos são a criação de semestres introdutórios para alinhar o nível de conhecimento dos alunos, e que as escolas estão correndo atrás para recuperar aprendizagens. "Mas não dá para ficar esperando a educação resolver tudo. Depois de certa idade, quem não conseguiu desenvolver certas habilidades na etapa escolar dificilmente vai voltar para a escola, por mais eficiente que seja uma política de educação de jovens e adultos", afirma.

Coordenadora reforça que o ambiente de trabalho tem uma responsabilidade pouco explorada no processo de letramento. "O trabalho é um lugar onde o letramento acontece." "Com ações simples, como colocar no refeitório o cardápio com as calorias das refeições, cotidianamente, o trabalhador vai tendo contato com textos, informações, contextos —você está letrando a pessoa sem custo", diz.

Idade

Quando a análise é feita por faixa etária, o indicador aponta que entre 50 e 64 anos, mais da metade (51%) são analfabetos funcionais. O maior percentual de pessoas funcionalmente alfabetizadas está nas faixas de 15 a 29 anos (84%) e de 30 a 39 anos (78%). Essa faixa foi alvo das políticas de inclusão de crianças e jovens nas escolas nas últimas duas décadas.

Raça e cor

O estudo revela que a desigualdade racial nos níveis de alfabetismo se mantém no Brasil. Em 2024, apenas 31% dos que se autodeclaram pretos e pardos alcançaram os dois níveis mais altos da escala de alfabetismo, contra 41% entre os brancos.

O cenário piorou em relação à edição anterior, quando esses percentuais eram de SS% e 45%, respectivamente. "Não tivemos surpresa. Mesmo com dados do IBGE mostrando que aumentou o nível de escolaridade entre as pessoas negras, a desigualdade em relação aos brancos ainda é muito grande", diz Lima.


Fonte: https://educacao.uol.com.br/noticias/2025/05/05/estagnado-brasil-tem-29-de-analfabetos-funcionais-pandemia-piorou-quadro.htm.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Língua Portuguesa deve ser estruturado para promover a formação de sujeitos críticos e capazes de atuar socialmente por meio da linguagem. Considerando os níveis de alfabetismo abordados no texto, qual dos seguintes enfoques a BNCC propõe para o Ensino Médio?
Alternativas
Q3870464 Educação Física
Ao apresentar pesquisas e experiências sobre Educação Física escolar inclusiva, Salerno (2025) reafirma a ideia de que, ao propor uma prática corporal voltada à pessoa com deficiência, o foco precisa estar no indivíduo, bem como nas barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais e atitudinais que obstruem sua participação em igualdade de condições.

Fonte: SALERNO, Marina Brasiliano. Educação Física escolar inclusiva: pesquisas e experiências. In: SALERNO, Marina Brasiliano; ROSA, Marcelo Victor da; DIETTRICH, Sandra Helena Correia. (Org.). Educação Física na escola e o fazer inclusivo: práticas e reflexões. São Carlos: Pedro & João Editores, 2025, v. 1, p. 15-34.

Considerando estes aspectos, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870463 Educação Física
Pautados na abordagem Critico Emancipatória, Kleinubing et al. (2012) apresenta uma experiência de danças no ensino médio planejadas a partir das categorias trabalho, interação e linguagem (Kunz, 2001). Assim, há reflexões sobre a apropriação desse conteúdo por uma parte dos professores de Educação Física, que poderiam assumir o papel de mediadores e problematizadores das experiências discentes.

Fontes: KLEINUBING, Neusa Dendena; SERVO, GIZÉLI; REZER, Ricardo; MATIELO, Marizete Lemes da Silva. A dança na perspectiva crítico-emancipatória: uma experiência no ensino médio. Pensar a Prática, Goiânia, v. 15, n. 03, p. 551-820, jul/set. 2012. KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte. 4 ed. Ijuí: Unijuí, 2001.

Em relação ao conteúdo de danças e a abordagem Crítico-Emancipatória, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870460 Educação Física
Em 2025, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) completa 19 anos de implementação. Sabendo disso, a professora Antônia organizou suas aulas do segundo ano do ensino médio pautadas nas Práticas Corporais Alternativas (PCAS), sendo sua principal preocupação o entendimento do caráter holístico deste conteúdo.

Fonte: IMPOLCETTO, Fernanda Moreto; TERRA, Janaina Demarchi; ROSÁRIO, Luís Fernando Rocha; DARIDO, Suraya Cristina. As práticas corporais alternativas como conteúdo da Educação Física escolar. Pensar a Prática, Goiânia, v. 16, n. 1, 2013.

Sobre as PCAs, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870459 Educação Física
Considerando as diretrizes da Lei 10.639/2003, a professora Joana tematizou a capoeira nas aulas do segundo ano do ensino médio. Nessas aulas, ela ressaltou histórias sobre a origem da capoeira, o legado dos Mestres Pastinha e Bimba, as músicas, toques e movimentos básicos que guiam a realização da roda de capoeira, bem como o patrimônio ancestral africano e indígena, que contribui para ações antirracistas.

Fontes: DARIDO, Suraya Cristina. Os conteúdos da Educação Física escolar. In: DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene Conceição Andrade (org.). Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. pр. 64-79
PEDRASSANI, Priscila Lima; FERREIRA, Aline Fernanda, DARIDO, Suraya Cristina. Capoeira. In: DARIDO, Suraya Cristina (Org). Educação Física no ensino médio: diagnóstico, princípios e práticas. Ijuí: Ed. Unijuí, 2017, 353-382. 

Considerando as dimensões de conteúdo da Educação Física escolar, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3870454 Pedagogia
Quais os objetivos da Educação Física? Como definir os objetivos para cada turma? Como desenvolvê-los na aula? Essas são perguntas que podem surgir durante a formação e após anos de atuação. Precisamos, no nosso ato de planejar, pensar na intencionalidade de nossas aulas, atrelando-as às necessidades dos nossos alunos. Sobre isso, Irene Rangel, Luciana Venâncio, Luiz Rodrigues, Luiz Sanches Neto e Suraya Darido (2008) admitem como objetivo da Educação Física na escola a democratização do acesso à Educação Física como direito de todas e todos. A respeito deste objetivo, analise as assertivas a seguir:

I. Todos os estudantes devem ter direito ao acesso aos conhecimentos produzidos pela Educação Física como forma de instrumento de transformação, com intuito de superar as desigualdades sociais
PORQUE
II. A partir desses conhecimentos, o estudante poderá ter uma atitude consciente de tantos porquês, além de se tornar mais autônomo e crítico, reservando maior tempo e espaço nas aulas para estudantes mais habilidosos e aptos.

Fonte: DARIDO, Suraya C.; RANGEL, Irene Conceição. Educação física na escola: implicações para prática pedagógica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2008.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3870453 Antropologia
"O simples ato de uma criança, ao sentar-se em uma cadeira, cruzar ou não as pernas, colocar os cotovelos sobre a mesa, fixando o olhar em determinada direção, demonstra todo um conjunto de atitudes oriundas de uma efetiva educação do corpo."

Isso leva-nos a constatar que existem educações físicas que não estão explícitas somente nos manuais didáticos de ginástica, mas "registradas" em nossas atitudes, ou melhor, marcadas, integradas ao nosso próprio corpo. Assim, podemos descrever esse conjunto de aprendizagens do "uso do corpo" provenientes dos pátios e corredores da escola, das ruas e das praças, de festas cívicas e folclóricas, enfim, de todo o nosso cotidiano, como uma efetiva educação do corpo.

"Essa compreensão leva-nos a concluir que a maneira pela qual utilizamos nossos gestos corporais corresponde a um conjunto de atitudes permitidas ou não, naturais ou não, resultantes de uma construção social que pode ser, por parte do indivíduo, consciente ou inconsciente."

Ao abordar a educação do corpo sob a perspectiva antropológica e considerando a educação física, avalie as afirmações a seguir.

I. A existência de diferentes culturas explica a diversidade de técnicas do corpo, incluindo as práticas corporais.
II. As técnicas do corpo resultam das relações entre o homem e a sua biologia exclusivamente.
III. As técnicas corporais existentes na atualidade fazem acreditar que é possível uma educação física que leia a sociedade de maneira unilateral.
IV. As técnicas do corpo são construídas conforme a sociedade e a geração em que o sujeito se encontra.

Fonte: RODRIGUES, R. O pensamento antropológico de Marcel Mauss: uma leitura das "técnicas corporais". (Dissertação de mestrado) Campinas: Unicamp, 1997.

Assinale a alternativa que apresenta apenas os itens CORRETOS.
Alternativas
Q3870452 Educação Física
"Joga-se à bola, ao berlinde ou às damas (agôn), joga-se na roleta ou na lotaria (alea), faz-se de pirata, de Nero ou de Hamlet (mimicry), brinca-se, provocando em nós mesmos, por um movimento rápido de rotação ou de queda, um estado orgânico de confusão e desordem (ilinx)." (Caillois, 1990, р. 31).

Fonte: CAILLOIS, Roger. Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem. São Paulo: Editora Vozes, 1990.

Analisando a citação acima, responda: o jogo de damas e a loteria são jogos de agôn e alea, respectivamente, pois:
Alternativas
Q3870450 História
A partir do golpe militar de 1964, a Educação Física Escolar passou a ser uma ferramenta de propaganda do governo, o qual enfatizou a formação de turmas de treinamento para variadas modalidades esportivas, a preparação física e as competições. Para Germano (1994), a Educação Física da época se pautava na busca pelo desempenho esportivo e pela vitória. Considerando esse período histórico no Brasil, analise as seguintes assertivas:

I. Naquele período histórico, as glórias alcançadas pelo futebol nas copas do mundo não foram amplamente divulgadas.
II. A concepção tecnicista ou esportivista, implantada e estimulada pelo governo militar, utilizou o Esporte de Performance - seletivo e competitivo - em todos os níveis de ensino.
III. Durante o regime militar, houve incentivo dos Diretórios Centrais (DCEs) e Centros Acadêmicos (CAS) nas Universidades como forma de incentivar as lutas políticas e para que o esporte atingisse todas as camadas.

Fonte: GERMANO, J. W. Estado militar e educação no Brasil (1964-1985). São Paulo: Cortez, 1994.

Assinale a alternativa que contém as assertivas CORRETAS.
Alternativas
Q3870447 Educação Física
"A Ginástica sempre foi proposta como prática corporal nos mais diferentes locais e períodos históricos. O termo Ginástica veio ganhando diferentes definições de acordo com épocas, culturas e interesses diversos" (FIORIN, 2002).

Em alguns momentos, a ginástica chegou a designar toda e qualquer atividade física sistematizada, desde exercícios militares até práticas esportivas.

Sobre as finalidades dos métodos ginásticos alemão, sueco e francês, analise os itens abaixo e marque V para os VERDADEIROS e F para os FALSOS.

( ) Formar o sujeito para sua libertação.
( ) Preparar o homem para o trabalho.
( ) Desenvolver a força.
( ) Desenvolver a moral.
( ) Preparar o homem para a luta de classe.
( ) Regenerar a raça.

Fonte: FIORIN, C. M. A ginástica em Campinas: suas forças de expressão da década de 20 a década de 70. 2002. 173f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.

Assinale a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q3870446 Pedagogia
Segundo Neira (2018), os estudos culturais lançam um olhar diferenciado para a pedagogia e apresentam-se como uma proposta de ensino em que os territórios estão em disputa, e diferentes grupos sociais lutam pelo poder. Entende-se nesta perspectiva que, tanto na ação didática quanto na seleção dos conteúdos, tudo passa por uma construção social. Com isso, podemos afirmar que os estudos culturais inspiram professoras e professores a interrogar e desnaturalizar modos distintos de compreender as práticas corporais. Entretanto, para que isso ocorra, a professora e o professor que atuam com o currículo cultural precisam adotar alguns procedimentos didáticos.

Sobre a organização e desenvolvimento das atividades de ensino, Neira (2018) afirma que existem procedimentos didáticos que devem compor o planejamento no currículo cultural. Sobre os procedimentos que devem fazer parte nesta perspectiva, analise os itens a seguir:

I. Mapeamento.
II. Leitura.
III. Vivência.
IV. Ressignificação.
V. Aprofundamento.
VI. Ampliação.
VII. Transcendências.
VIII. Registro e avaliação.

Fonte: NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física Cultural: inspiração e prática pedagógica. 1ª edição. Jundiaí: Paco editorial, 2018.

Assinale a alternativa que apresenta os procedimentos didáticos que fazem parte do currículo cultural.
Alternativas
Q3870385 Sociologia
"[...] livros didáticos são heuristicamente valiosos para compreender sociologicamente processos de organização do trabalho intelectual numa sociedade. Especialmente por meio do escrutínio dos modos de relação entre agências e agentes produtores e consumidores dos livros, dos fundamentos de formalização dos conteúdos escolares e as condições de rotinização do conhecimento, conseguimos perceber a configuração da qual obras didáticas são produtos e produtoras. [É possível] reconstituir, pelos livros, um processo social que, de modo geral, é ignorado pelos estudos de sociologia do conhecimento. Essa abordagem propõe três noções importantes: a) entende, pois, que não é possível apartar saber escolar dos processos de síntese intelectual de uma sociedade, b) compreende que não se pode dissociar, na análise, o conteúdo dos livros e o contexto de produção e recepção, c) supõe que a noção de configuração permite perceber analiticamente ações relativas às conexões, formalizações, estabilizações e significações de um campo de conhecimento." (Meucci, 2020, p. 14-15)

MEUCCI, Simone. Os livros didáticos da perspectiva da sociologia do conhecimento: uma proposição teórico-metodológica. Revista Brasileira de História da Educação, Maringá, v. 20, e098, p. 1-18, 2020. DOI: 10.4025/rbhe.v20.2020.e098.

Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise sobre o conjunto formal dos conteúdos escolares que a autora propõe no trecho citado a partir de uma perspectiva sociológica configuracional.

( ) Os processos de constituição dos currículos e de suas manifestações formais escritas, como o livro didático, são configurados a partir de agentes especiais do campo educacional, capazes de isolar a influência das macroestruturas de conhecimento e fluxo intelectual a bem do processo de ensino-aprendizagem.
( ) Processos de reorganização pedagógica e curricular, como aqueles produzidos pelo Novo Ensino Médio e pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), não estão apartados dos tensionamentos e debates políticos e intelectuais de nível macrossocial.
( ) Os livros didáticos e bases curriculares são produtos e produtores dos processos de sistematização, sedimentação, rotinização e institucionalização do conhecimento socialmente produzido e legitimado.
( ) A definição, a legitimação e a manutenção do sistema educacional, bem como do seu conjunto de agentes e instituições, permitem um nível de autonomia a esse campo social, garantindo-lhe a inexistência de adjudicações por parte de outras esferas e campos sociais.
( ) A presença dos campos de conhecimento, como o caso da Sociologia, no currículo da educação básica, configura-se como reflexo dos debates e fluxos intelectuais da sociedade, mesmo que eventualmente apresentados de forma diluída e fragmentada em instrumentos oficiais, como na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas: 
Alternativas
Q3870384 Sociologia
No texto Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina, Florestan Fernandes propõe uma análise sociológica calcada na especificidade histórica e social desta região, por estar "claro que tais categorias precisam ser adequadas, empíricas e interpretativas, ao presente e às realidades da América Latina" e ao considerar que "esta interpretação não pretende negar nem a 'modernidade´ nem o caráter capitalista do empreendimento colonial. Quer somente repô-lo em seu contexto estrutural e histórico. Se as coisas fossem diferentes e a descolonização fosse ao mesmo tempo econômica, cultural e política, haveria uma transição imediata do 'modelo colonial´ para o 'modelo europeu´. No entanto, o tipo de capitalismo existente na Europa não estava incubado nas formas de vida coloniais" (Fernandes, 1977, p. 174 e 185).

FERNANDES, Florestan. Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina. In: ZENTENO, Raúl (org.). As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 173-246..

Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa que CORRETAMENTE reflete a análise de Florestan Fernandes sobre a problemática em torno da conceituação de classe social na América Latina:

I. A modernidade enquanto processo macrossocial e o empreendimento capitalista não podem ser negados, precisam ser contextualizados e analisados de forma singular, permitindo, assim, uma base teórica e histórica específica para a conceituação de classes sociais na América Latina, e em especial para o Brasil.

PORQUE

II. O desdobramento da modernidade e do capitalismo na América Latina implicou um processo próprio de acomodação dos valores burgueses às formas autocráticas características da dimensão privada na vida pública, marca dos períodos coloniais, mas com persistência histórica, perpetuando a manutenção de privilégios frente à modernização da sociedade, da economia e da organização do Estado.
Alternativas
Q3870383 Sociologia
Ao abordar a relação centro-periferia na sociedade moderna globalizada, Edward Shils analisa:

"O centro da sociedade não monopoliza a autoridade na sociedade, e não é de forma alguma o único poder integrador na sociedade. [...] A representação une os numerosos executantes dessas ações autoritárias e as numerosas instituições das quais os executantes são membros e em nome das quais exercem autoridade, em uma imagem de um centro dominante e único da sociedade. Quando o centro possui estas propriedades decorrentes de uma ação presumivelmente eficaz, ele aguça os contornos da autodenominação daqueles que residem na periferia mais próxima, e difunde as imagens de forma mais vaga na periferia mais remota. O exercício do poder, da autoridade legítima e da influência visível, com a intenção de alcançar até os limites da sociedade, tende a estabelecer a identidade em nome do centro e da periferia. Os habitantes da periferia adquirem uma representação mais marcante de si mesmos como membros de sua sociedade quando o centro é proeminente e presumivelmente eficaz. A autodenominação é aparente, resultante do poder do centro. Ao mesmo tempo, a autodenominação permite que a autoridade central seja eficaz, e assim estabelece a base para a eficácia futura do centro" (Shils, 1982, p. 34, tradução livre).

SHILS, Edward. The constitution of society. Chicago: The University of Chicago Press, 1982.

Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise de Edward Shils sobre a nova ordem social produzida pela relação sociopolítica destacada no trecho:

( ) A nova ordem social produzida pela relação centro-periferia, que pode ou não ser geograficamente intercalada, resulta de uma dominação complexa e não totalitária.
( ) Essa relação centro-periferia, cuja natureza não é meramente burocrática, mas de bases sociais, culturais e políticas, pode ocorrer tanto entre os territórios nacionais quanto no interior deles.
( ) Há uma relação sociopolítica entre os processos de constituição da ordem legítima e a posição e capacidade produtora de legitimação das elites, nos mais diversos campos sociais.
( ) O poder, enquanto um fenômeno de gênese fundamentalmente social e ordenador da ordem social vigente, requer uma articulação entre esferas de legitimação e micropoderes de ordem cultural, econômica e política.
( ) A eficácia do poder do centro sobre a periferia na ordem social globalizada moderna requer invariavelmente a representação autodenominada da periferia na relação centro-periferia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas:
Alternativas
Q3870382 Sociologia
No cenário do associativismo civil latino-americano no novo milênio, a produção teórica sobre movimentos sociais enfrenta novas demandas e formas de organização, impulsionadas pela globalização e pelo desenvolvimento de políticas públicas. Autores como Maria da Glória Gohn (2008) propõem criticamente a ressignificação de categorias-chave, como "rede" e "mobilização social", e a interação dos movimentos com o Estado.

GOHN, Maria da Glória. Abordagens teóricas no estudo dos movimentos sociais na América Latina. Caderno CRH, Salvador, v. 21, n. 54, p. 439-455, 2008.

Considerando essas transformações e suas abordagens teóricas, qual das seguintes alternativas melhor descreve a complexa dinâmica em curso, especialmente a tensão entre as aspirações emancipatórias dos movimentos e as políticas de inclusão promovidas pelo Estado?
Alternativas
Q3870381 Sociologia
"Na tipologia dos sistemas políticos, são chamados de autoritários os regimes que privilegiam a autoridade governamental e diminuem de forma mais ou menos radical o consenso, concentrando o poder político nas mãos de uma só pessoa ou de um só órgão e colocando em posição secundária as instituições representativas. Nesse contexto, a oposição e a autonomia dos subsistemas políticos são reduzidas à expressão mínima, e as instituições destinadas a representar a autoridade de baixo para cima ou são aniquiladas ou substancialmente esvaziadas. Em sentido psicológico, fala-se de personalidade autoritária quando se quer denotar um tipo de personalidade formada por diversos traços característicos centrados no acoplamento de duas atitudes estreitamente ligadas entre si: de uma parte, a disposição à obediência preocupada com os superiores, incluindo por vezes o obséquio e a adulação para com todos aqueles que detêm a força e o poder; de outra parte, a disposição em tratar com arrogância e desprezo os inferiores hierárquicos e em geral todos aqueles que não têm poder e autoridade. As ideologias autoritárias, enfim, são ideologias que negam de uma maneira mais ou menos decisiva a igualdade dos homens e colocam em destaque o princípio hierárquico, além de propugnarem formas de regimes autoritários e exaltarem amiudadas vezes como virtudes alguns dos componentes da personalidade autoritária. [...] A estrutura mais íntima do pensamento autoritário acha correspondência não em qualquer sistema autoritário e sim no tipo puro de regime autoritário conservador ou de ordem. Neste sentido, o pensamento autoritário não se limita a defender uma organização hierárquica da sociedade política, mas faz desta organização o princípio político exclusivo para alcançar a ordem, que considera como bem supremo" (Bobbio; Matteucci; Pasquino, 1998, p. 94-95).

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. v. 1.

Segundo a definição dos autores no trecho citado, integram de forma fundamental os regimes autoritários:
Alternativas
Q3870380 Sociologia
Para análises contemporâneas dos processos e mecanismos produtores de desigualdades sociais, importam não apenas dimensões como classe social e capital cultural, mas também dimensões como etnicidade, gênero e território.

Qual das alternativas abaixo melhor justifica a importância desse conjunto simultâneo de dimensões para a análise das desigualdades sociais contemporâneas?
Alternativas
Q3870377 Sociologia
"A sociedade não foi simplesmente um modelo segundo o qual o pensamento classificador teria trabalhado; foram seus próprios quadros que serviram de quadros ao sistema. As primeiras categorias lógicas foram categorias sociais; as primeiras classes de coisas foram classes de homens nas quais tais classes foram integradas. Foi porque os homens estavam agrupados e viam-se em pensamento em forma de grupos que agruparam idealmente os outros seres, e as duas maneiras de agrupamento começaram a confundir-se a ponto de tornar-se indistintas. Pensava-se que as coisas faziam parte integrante da sociedade e foi seu lugar na sociedade que determinou seu lugar na natureza" (Durkheim; Mauss, 2001, p. 450-451).

DURKHEIM, Émile; MAUSS, Marcel. Algumas formas primitivas de classificação. In: MAUSS, M. (org.). Ensaios de Sociologia. São Paulo: Perspectiva, 2001. p. 399-455.


A partir da tradição durkheimiana, os processos de classificação, ordenação e produção de esquemas cumprem funções para a realização e manutenção da vida em sociedade, fornecendo as bases teórico-metodológicas da escola sociológica funcionalista. Marque a alternativa que melhor descreve o processo de estruturação e manutenção da vida em sociedade a partir dessa tradição funcionalista:
Alternativas
Q3870376 Sociologia
O período inicial da história industrial, sobretudo na Inglaterra, fora marcado por inúmeras manifestações de resistências e tensão social, dentre essas, as ações de sabotagem, quebra de máquinas, destruição de matéria- -prima e o fenômeno do luddismo. Na obra Os trabalhadores, Eric Hobsbawn (2000) fornece a seguinte análise sobre esse fenômeno:

"[O trabalhador] estava preocupado, não com o progresso técnico abstratamente, mas com os problemas gêmeos práticos de impedir o desemprego e manter o padrão de vida habitual, que incluía fatores não-monetários, tais como a liberdade e a dignidade, bem como os salários. Assim, não era às máquinas como tal que ela objetiva, mas a qualquer ameaça a estes - acima de tudo à mudança total nas relações sociais da produção que o ameaçavam. Se esta ameaça vinha da máquina ou de alguma outra parte, dependia das circunstâncias" (Hobsbawm, 2000, p. 24).

HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudos sobre a história do operariado. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete a análise sócio-histórica sobre o luddismo e outros quebradores de máquinas conforme o trecho acima citado.

I. As hostilidades na forma de sabotagens e quebras de máquinas não eram um fenômeno generalizado e indiscriminado, apesar de não se restringirem aos trabalhadores e de serem, com algumas exceções, práticas partilhadas pela opinião pública das massas.

PORQUE

II. As sabotagens e a destruição de máquinas compunham um dos diversos métodos de luta que a classe trabalhadora e outros grupos sociais utilizavam enquanto possíveis meios para se contrapor às mudanças e explorações produzidas pela nova ordem socioeconômica industrial.
Alternativas
Respostas
21: B
22: D
23: D
24: E
25: C
26: A
27: A
28: B
29: A
30: E
31: D
32: A
33: E
34: A
35: D
36: A
37: D
38: A
39: A
40: B