Foram encontradas 114.128 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3440096 Filosofia
Sobre origem das ideias e princípios de causalidade, temos a seguinte afirmação:

Partindo dessa concepção da origem das ideias e do conhecimento, Hume, o mais radical dos empiristas, chegará a negar validade universal ao princípio de causalidade e à noção de necessidade a ele associada. A causalidade não seria, assim, uma propriedade do real, mas simplesmente o resultado de nossa forma habitual de perceber fenômenos, relacionando-os como causa e efeito, a partir de sua repetição constante.

MARCONDES, Danilo. O empirismo inglês. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 120-121.

Avalie as afirmações abaixo e julgue se elas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F) em relação ao que se afirma no trecho.

( ) Podemos definir uma causa como um objeto seguido de outro de tal forma que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos de objetos semelhantes ao segundo.
( ) Objetos semelhantes sempre se encontram em conexão com outros objetos semelhantes.
( ) Um objeto seguido de outro, e cuja aparição sempre conduz o pensamento à ideia desse outro objeto.
( ) A relação de causa e efeito é obtida e fundamentada racionalmente sem relação direta com a experiência

A sequência correta está descrita em:
Alternativas
Q3440095 Filosofia
    O estudo das condições a priori do conhecimento foi denominado por Kant “transcendental”, que nada tem a ver com o “transcendente”, mas com aquelas condições que, de parte do sujeito, contribuem constitutivamente para a possibilidade da experiência. A demonstração da necessidade a priori para a experiência ocupou o centro da Crítica da razão pura sob o nome de “Dedução transcendental das categorias”

ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.

Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3440094 Filosofia
Leia a estrofe da música Admirável chip novo, da cantora baiana Pitty:

Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga

Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça

Use, seja, ouça, diga

Não, senhor, sim, senhor
Não, senhor, sim, senhor

PITTY. Admirável chip novo. [S.l.]: Deckdisc, 2003. 1 CD (3 min 38 s), estéreo. Faixa do álbum Admirável Chip Novo.

As frases no imperativo indicam
Alternativas
Q3440093 Filosofia
    É fato que utilizamos a tecnologia, o recurso virtual, a IA, entre tantas outras ferramentas para facilitar nossa vida. Esse não é um problema! A questão é: qual a consequência sobre o uso dessas tecnologias para o ser humano?

Girotti, Marcio Tadeu. Todo virtual é real e todo real é virtual: a virtualidade do real e a complexidade do existir pensando. Revista Contemplação, v. 32, p.1-20, 2023. Disponível em: https://revista.fajopa.com/index.php/contemplacao/article/view/385/42 1. Acesso em: 2 abr. 2025.

A partir do questionamento acima, podemos compreender que:

I – A partir do Cogito cartesiano, “Penso, logo existo”, utilizar a IA, como o ChatGPT, é deixar de existir.
II – Estamos deixando de existir porque estamos deixando de pensar, quando usamos recursos da IA.
III – A tecnologia não nos leva a pensar, mas sim nos dá o conforto da informação pronta e de acesso rápido.
IV – Os recursos da IA aprimoram nossa forma de pensar e endossa o Cogito cartesiano “Penso, logo existo”.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3440092 Filosofia
    “A ciência normal, atividade na qual a maioria dos cientistas emprega inevitavelmente quase todo seu tempo, é baseada no pressuposto de que a comunidade científica sabe como é o mundo. Grande parte do sucesso do empreendimento deriva da disposição da comunidade para defender esse pressuposto – com custos consideráveis, se necessário. Por exemplo, a ciência normal frequentemente suprime novidades fundamentais, porque estas subvertem necessariamente seus compromissos básicos”.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998.

Com base na concepção de ciência normal proposta por Thomas Kuhn, o progresso científico se dá quando 
Alternativas
Q3440091 Filosofia
     “Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o nosso horizonte; não o horizonte prospectivo, mas um existencial. É enriquecer as nossas subjetividades, que é a matéria que este tempo que nós vivemos quer consumir. Se existe uma ânsia por consumir a natureza, existe também uma por consumir subjetividades – as nossas subjetividades. Então vamos vivê-las com a liberdade que formos capazes de inventar, não botar ela no mercado. Já que a natureza está sendo assaltada de uma maneira tão indefensável, vamos, pelo menos, ser capazes de manter nossas subjetividades, nossas visões, nossas poéticas sobre a existência”.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

No excerto, Ailton Krenak articula uma crítica que pode ser compreendida, do ponto de vista filosófico, como parte do esforço de descolonização epistêmica, pois
Alternativas
Q3440090 Filosofia
“Seria conveniente observar que o ceticismo, como filosofia, não é simplesmente dúvida, mas o que se pode chamar dúvida dogmática. O homem de ciência diz: ‘Penso que isto é assim e assim, mas não tenho certeza’. O homem de curiosidade intelectual diz: ‘Não sei como é, mas espero descobrir’. O filósofo cético diz: ‘Ninguém sabe, e ninguém poderá jamais saber’”.

RUSSEL, Bertrand. História da filosofia ocidental – livro primeiro. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1957.

Diante da diferenciação apresentada por Russell, caracteriza-se como um princípio cético: 
Alternativas
Q3440089 Filosofia
    “A filosofia não é como a física. Na física, há um amplo corpo de verdades estabelecidas que os iniciantes têm de dominar. Na filosofia, em contraste, tudo é controverso. Algumas das questões fundamentais ainda estão em disputa. A filosofia é do início ao fim um exercício de razão. Nós devemos abraçar as ideias que são mais bem apoiadas pelos argumentos”.

RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.

Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada
Alternativas
Q3440088 Filosofia
    “Os ‘positivistas lógicos’ [...] eram chamados assim porque [...] eram vistos como parte de uma linha de comentários da ciência que enfatizava o conhecimento científico como o supremo [...], a mais autêntica forma de conhecimento, obtido por meio do apoio positivo dado às teorias pelas observações através do método científico”.

FRENCH, Steven. Ciência: conceitos-chave em filosofia. Porto Alegre: Artmed, 2009.

O grupo mencionado no excerto tinha por objetivo o desenvolvimento de uma filosofia que
Alternativas
Q3440087 Filosofia
    “A cultura – feita em série, industrialmente, para o grande número – passa a ser vista não como instrumento de livre expressão [...], mas como produto trocável por dinheiro e que deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa. E produto feito de acordo com as normas gerais em vigor: produto padronizado, como uma espécie de kit para montar, um tipo de pré-confecção feito para atender necessidades e gostos médios de um público que não tem tempo de questionar o que consome”.

COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 2001.

No excerto, a crítica à indústria cultural implica, para a dinâmica do indivíduo em sociedade, a ocorrência de:
Alternativas
Q3440086 Filosofia
     Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias. À primeira [...] parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro. [...] Assim, se o que move é também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito [...]. É então necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum outro, e este, todos entendem: é Deus.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base em um princípio da filosofia clássica, qual seja: 
Alternativas
Q3440085 Filosofia
      A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.

COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.

Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na
Alternativas
Q3440084 Filosofia
      “O primeiro a ter a ideia de usar linguagens artificiais na Lógica foi Gottfried Leibniz, no século XVI. Sua ideia era de desenvolver uma lingua philosophica, que seria uma linguagem artificial espelhando a estrutura dos pensamentos. Ao lado disso, ele propôs o desenvolvimento de um calculus ratiocinator, um cálculo que permitiria tirar automaticamente conclusões a partir de premissas representadas na lingua philosophica”.

MORTARI, César A. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP, 2001. Adaptado.

De acordo com o excerto, a proposta lógica de Leibniz antecipa uma concepção segundo a qual a 
Alternativas
Q3440083 Filosofia
     “Maquiavel provoca uma ruptura com o saber repetido pelos séculos. Trata-se de uma indagação radical e de uma nova articulação sobre o pensar e fazer política [...]. A ordem, produto necessário da política, [...] tem um imperativo: deve ser construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e, uma vez alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre, em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja desfeita”.

SADEK, Maria Tereza. “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”. In: WEFFORT, Francisco Correia (org.). Os clássicos
da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.

A ruptura promovida por Maquiavel, mencionada no excerto, põe fim à ideia de que
Alternativas
Q3440082 Pedagogia
Um docente está planejando uma aula na qual irá trabalhar com seus estudantes o tema do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, e estabelece como objetivo de aprendizagem promover uma compreensão crítica do dilema entre desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Como provocação aos estudantes ele apresenta o seguinte excerto:

"Tendo em vista o grande desafio em garantir a manutenção do meio ambiente, com o constante avanço e desenvolvimento da humanidade e o uso ilimitado dos recursos naturais, nos perguntamos: como é possível manter o desenvolvimento social de forma ilimitada, com o uso de recursos naturais limitados? Não seria isso um paradoxo?"

Girotti, Marcio Tadeu. A insustentabilidade do desenvolvimento sustentável. Gestão, Inovação e Empreendedorismo, v. 1, n. 1, p. 46-58, ago. 2018. Disponível em: http://ojs.faculdademetropolitana.edu.br/index.php/revista-gestao- inovacao/article/view/13/6. Acesso em: 6 abr. 2025.

Qual das seguintes estratégias pedagógicas seria a mais adequada para alcançar esse objetivo? 
Alternativas
Q3440081 Filosofia
Em uma aula de Filosofia, um professor aborda com seus estudantes a perspectiva filosófica de Sartre, aprofundando-se especificamente em como o pensamento existencialista rompe com as visões essencialistas e deterministas do ser humano, abrindo espaço para reflexões a partir de diversas disciplinas éticas, sociais e subjetivas sobre a liberdade, a identidade e a responsabilidade individual. Diante disso, uma estudante pergunta: o que Sartre afirma sobre a liberdade humana que torna seu pensamento interdisciplinar?

Qual das seguintes afirmações do professor permite responder com precisão conceitual à dúvida da estudante?
Alternativas
Q3440080 Pedagogia
Um professor de Filosofia está planejando uma aula sobre ética ambiental e propõe como objetivo analisar criticamente o conceito de contrato natural, de Michel Serres. Para isso, considera revisar a aplicabilidade, na atualidade, da proposta do autor, que aponta para uma nova relação entre a humanidade e a natureza, baseada no reconhecimento de que os seres humanos não podem continuar explorando o meio ambiente como se fossem seus donos absolutos. Para ilustrar essa ideia, ele mostra a pintura “Duelo com porretes” (1820), de Francisco de Goya (1746-1828), no qual dois homens lutam com porretes enquanto afundam em areia movediça.

Qual das seguintes estratégias pedagógicas é a mais adequada para atingir o objetivo de aprendizagem planejado pelo professor?
Alternativas
Q3440079 Filosofia
Em uma aula de Filosofia, o professor propõe aos estudantes a análise da afirmação de Jean-Jacques Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Para ilustrar essa ideia, utiliza a obra A Revolução dos Bichos, de George Orwell, destacando que os animais, ao assumirem o poder na granja, passaram a modificar os mandamentos criados inicialmente para reger a igualdade entre todos. A cada novo episódio, as regras eram alteradas em benefício dos que ocupavam o comando, revelando um processo progressivo de distorção ética e política.

Por que a trama apresentada na obra utilizada pelo docente permite ilustrar a frase de Rousseau discutida na atividade?
Alternativas
Q3440078 Filosofia
Durante uma aula de Filosofia, o professor apresenta aos estudantes a afirmação “Penso, logo existo”, de René Descartes, explicando seu papel na fundação do racionalismo moderno. Para aprofundar o conteúdo, propõe aos estudantes uma discussão aberta sobre a ideia de se a Inteligência Artificial (ChatGPT) pode “pensar" e afirmar sua "existência” em termos cartesianos.
Considerando a situação apresentada, qual objetivo educativo orienta a atividade proposta pelo docente ao relacionar a IA com a afirmação cartesiana?
Alternativas
Q3440077 Filosofia
      O futuro do planeta depende da nossa ação hoje! Essa afirmação feita por um professor durante uma aula sobre meio ambiente e sustentabilidade levou os estudantes a um debate sobre o comportamento do ser humano perante as mudanças climáticas que afetam nosso planeta, e que era preciso pensar antes de agir, garantido um futuro adequado para as próximas gerações. Durante o debate, um estudante lembrou da aula de ética quando estudou a filosofia moral de Immanuel Kant, com a máxima “Age de tal forma que a norma da tua ação possa ser tomada como Lei Universal”. Diante disso, o professor chamou a atenção para outra ética, mais próxima da discussão sobre o meio ambiente e nossas ações.

KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos costumes. Lisboa: Edições 70, 2005, p. 59

O professor, ao trazer para a discussão outros princípios éticos, que tomavam por base a máxima kantiana, ele trouxe para o debate a ética
Alternativas
Respostas
14081: B
14082: D
14083: B
14084: B
14085: E
14086: A
14087: C
14088: E
14089: D
14090: C
14091: E
14092: E
14093: D
14094: B
14095: A
14096: A
14097: B
14098: A
14099: A
14100: D