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Questões Discursivas

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Q4219609 História
Era preciso produzir borracha para alimentar a máquina da guerra. As exportações do governo americano, mediante seus órgãos oficiais, e até mesmo um dramático apelo subscrito pelo próprio general Eisenhower chegavam ao Brasil que, por sua vez, além de figurar honrosamente entre as Nações Unidas, assumira o compromisso solene de incentivar a produção e a exportação da borracha.
Adaptado de Diário da Assembléia Nacional da Constituinte 31/08/1946. p. 4517

Com base no trecho, é correto afirmar que a Campanha da Borracha decorreu
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Q4219608 História
Em agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética firmaram um tratado de não agressão conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop, o qual incluía um protocolo secreto destinado a delimitar esferas de influência na Europa Oriental. Esse acordo teve consequências decisivas na evolução do conflito europeu nos meses imediatamente posteriores.

Com base nesse contexto, é correto afirmar que esse tratado foi relevante para o início da Segunda Guerra Mundial porque  
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Q4219607 História
Leia o trecho a seguir.

Em 1940, Francisco Franco ordenou a construção de um complexo arquitetônico composto por um centro de estudos, uma basílica e um monastério na Espanha. Celebrava-se um ano de sua vitória na Guerra Civil. A construção do complexo foi realizada principalmente por prisioneiros políticos republicanos, submetidos a duras condições de trabalho. Com a aproximação da conclusão das obras, houve uma ressignificação das finalidades do monumento: de símbolo da vitória e homenagem aos franquistas mortos na Guerra Civil, passou a ser de “todos os caídos”, o que demonstra uma aspiração à reconciliação, fundamentada na ideia de que os dois lados tiveram perdas. Sem a autorização das famílias, os corpos de diversas vítimas do regime foram levados para o complexo, representando uma humilhação serem depositados no monumento de seus inimigos, como troféus de guerra. O complexo pode ser compreendido como monumento, lugar de memória e ponto de partida para problematizar a forma como os regimes democráticos gerenciaram as memórias sobre seus passados traumáticos, na tensão entre a memória e o esquecimento.
Adaptado de BAUER, Caroline. “A eternidade do franquismo: lembranças e esquecimentos na Espanha pós-Franco”, Café História, 23 jun. 2019.

Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a gestão da memória histórica pelo governo de Franco associada ao monumento descrito.  
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Q4219606 História
Leia o trecho a seguir.

No Ceará, apesar das obras em açudes e rodovias que absorveu um número considerável de infelizes, muitos outros sobraram, constituindo um problema sério a resolver. Diante do número de pessoas a socorrer e da grande área em que se achavam espalhados, decidiu-se concentrá-las em acampamentos chamados “campos de concentração”.
Adaptado de Relatório do Departamento Nacional de Saúde Pública, 1936, p. 133.

Assinale a opção que apresenta corretamente os objetivos da criação dos “campos de concentração” durante a seca de 1932, no contexto do Governo Provisório.
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Q4219605 História
Leia o trecho a seguir.

A constituição de uma história de gênero e o lugar atribuído à história das mulheres têm gerado controvérsias e debates. Campos distintos, mas complementares? Substituição da história das mulheres pela história de gênero? História de gênero como forma de neutralização do desafio fundador da história das mulheres?
PINTO, Teresa e Teresa Alvarez. Introdução. História, História das mulheres, História do Gênero. Produção e transmissão do conhecimento histórico. ex æquo, nº 30, 2014, p. 14.

Com base no trecho, é correto afirmar que a história de gênero, em contraste com a das mulheres,
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Q4219602 Português
Leia o trecho a seguir.

A força da história oral é a mesma de qualquer história que possua seriedade metodológica. Essa força decorre da diversidade das fontes consultadas e da inteligência com que foram utilizadas. A informação oral serve para verificar a confiabilidade de outras fontes, da mesma forma que estas são sua garantia. Também pode fornecer detalhes minuciosos que, de outro modo, seriam inacessíveis. A história oral, com sua riqueza de detalhes, sua humanidade, sua frequente emoção e sempre com seu ceticismo em relação ao fazer histórico, encontra-se melhor preparada para esses componentes vitais da tarefa do historiador: a tradição e a memória, o passado e o presente.
Adaptado de PRINS, Gwyn. “Historia oral”, em Formas de hacer Historia. Madri: Alianza Universidad, 1996, pp. 174- 176.

Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a história oral segundo o autor.  
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Q4219601 História
Considere as afirmativas a seguir sobre a Constituição de 1946 e a experiência democrática brasileira entre 1946 e 1964.

I. A Constituição de 1946 restabeleceu princípios democráticos, como a separação dos Poderes, o pluripartidarismo e a ampliação das liberdades civis, marcando o fim do Estado Novo.
II. Durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, o alinhamento do Brasil aos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria refletiuse, entre outras medidas, na cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
III. A adoção do parlamentarismo entre 1961 e 1963 resultou de uma reforma prevista originalmente pela Constituição de 1946 e foi implementada para consolidar um novo modelo permanente de organização do Estado brasileiro.

Está correto o que se afirma em
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Q4219600 História
Assinale a opção que apresenta corretamente uma medida aprovada pela Conferência de Berlim sobre os territórios africanos.  
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Q4219599 História
Assinale a opção que caracteriza corretamente a posição da Inglaterra diante da Santa Aliança no contexto da ordem europeia pós-napoleônica.
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Q4219598 Sociologia
Em uma escala de inteligência, há o mesmo intervalo entre o negro e o europeu que entre o europeu e o macaco; e a raça negra é a mais inferior das raças humanas.

Adaptado de GOBINEAU, Arthur de. Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas. Paris, 1853-1855.

Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma corrente científica do século XIX representada. 
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Q4219597 História
Leia o trecho a seguir.

A “segunda escravidão” se desenvolveu não como uma premissa histórica do capital produtivo, mas pressupondo sua existência como condição para sua reprodução.
Adaptado de TOMICH, D. Through the Prism of Slavery. Labor, Capital, and World Economy. Lanham, Rowman & Littlefield, 2004, p. 87.

Com base no trecho, é correto afirmar que a “segunda escravidão” conceituada por Dale Tomich consiste em uma
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Q4219596 História
Leia o trecho a seguir.
Eu diria que o historiador está em condições muito melhores do que o participante do presente, pela simples razão de que dispõe de um horizonte ampliado. Se o leitor pensa que o passado é uma paisagem, a história é a maneira como a representamos, e é justamente esse ato de representação que nos eleva acima do familiar para permitir-nos ter experiências substitutivas daquilo que não podemos experimentar diretamente: uma visão mais ampla.
Adaptado de GADDIS, John Lewis. El paisaje de la historia: cómo los historiadores representan el pasado. Anagrama, 2004, pp. 21-22.

Considerando a reflexão de John Lewis Gaddis, é correto afirmar que a representação do passado como paisagem
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Q4219595 História
Leia os fragmentos a seguir.

I. A preparação da guerra, especialmente em grande escala, leva os governantes, inevitavelmente, a extrair recursos da população. Com isso, cria-se uma estrutura de arrecadação, abastecimento e administração que precisa se manter e que muitas vezes cresce mais rápido do que os próprios exércitos e marinhas que sustenta. Os interesses e o poder dessa estrutura acabam limitando de forma significativa o tipo e a intensidade da guerra.
Adaptado de TILLY, Charles. Coerción, capital y los Estados europeos, 990-1990. Madrid: Alianza Editorial, 1992, p. 46.

II. É necessário revisar a ideia de que o desenvolvimento militar na Idade Moderna foi um processo conduzido principalmente pelo Estado, ligado à centralização e ao controle burocrático. Ao analisar as condições relacionadas à prática de fazer guerra por meio de contratantes privados a partir do século XVI, conclui-se que essa forma de organização não foi uma exceção nem resultado de governantes fracos ou irresponsáveis. Pelo contrário, tratava-se de uma solução lógica para mobilizar recursos, considerando as limitações dos governos da Idade Moderna e sua dependência dos recursos e da cooperação das elites.
Adaptado de PARROT, David. “Military Revolution or Military Devolution?” Stud. his., H.ª mod., 35, 2013, p. 33.

Considerando os fragmentos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre o desenvolvimento militar na Época Moderna.  
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Q4219592 História
Leia os trechos a seguir.

I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.

Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.

II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.

Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial. 
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Q4219591 Antropologia
Trata-se de um processo histórico de constituição de uma nova coletividade, no qual se redefinem simultaneamente as formas de pertencimento e as condições materiais de existência, resultando em uma identidade própria que não corresponde diretamente às dos grupos de origem.
O trecho caracteriza um processo histórico específico de formação social e cultural.

Assinale a opção que apresenta corretamente o conceito ao qual ele se refere. 
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Q4219589 História
Leia o trecho a seguir.

No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.

Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
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Q4219588 História
Leia o trecho a seguir.

Embora durante o período hispânico só tenham ocorrido três reuniões de Cortes no reino (1581, 1583 e 1619), estas, dotadas de grande poder simbólico de evocação de um pacto primordial dos povos com o rei, foram importantes agentes de coesão, ao legitimarem o poder do novo monarca, ao serem palco do juramento de fidelidade dos estados ao monarca e seu descendente (uma inovação de D. Filipe I), ao restabelecerem a harmonia social quebrada pela crise sucessória.
Adaptado de Jean-Frédéric Schaub, Portugal na Monarquia Hispânica (1580-1640). Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 149.

Com base no trecho e na interpretação historiográfica do período da União Ibérica, assinale a afirmativa correta.
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Q4219587 Filosofia
Leia o trecho a seguir.
Boa física é feita a priori. Teoria precede fato. Experiência é inútil, pois antes de ser realizada nós já possuímos o conhecimento que estamos buscando. Leis fundamentais do movimento e repouso, leis que determinam o comportamento espaço-temporal de corpos materiais, são formuladas segundo princípios abstratos e relações numéricas. Da mesma natureza daquelas que governam relações e leis das figuras e números. Nós as encontramos não na Natureza, mas em nós mesmos, em nossa mente, assim como Platão nos ensinou muito tempo atrás.
Adaptado de KOYRE, A. Galileo and the scientific revolution of the seventeenth century. Philosophical Review, v. 52, n. 4, 1943, p. 347.

Com base no trecho, assinale a opção que identifica o fundamento epistemológico da Revolução Científica do século XVII descrito por Galileu.
Alternativas
Q4219586 História
Leia o trecho a seguir.
Se dizemos que tem o poder absoluto quem não está sujeito às leis, não se encontrará no mundo nenhum príncipe soberano, já que todos os príncipes da terra estão sujeitos às leis de Deus e da natureza, e a certas leis humanas comuns a todos os povos. É necessário que quem seja soberano não esteja de nenhum modo submetido ao império de outro e possa dar lei aos súditos e anular ou emendar as leis inúteis; isto não pode ser feito por quem esteja sujeito às leis de outra pessoa. Por isso se diz que o príncipe está isento da autoridade das leis. O próprio termo latino “ley” implica o mandato de quem tem a soberania.
Adaptado de BODIN, J. Los seis libros de la república. Madrid: Editorial Tecnos, 1997, pp.52-3.

Com base no trecho e nos fundamentos do absolutismo moderno, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4219583 Português
Leia o trecho a seguir.

Cortar o tempo em períodos é necessário para a história, seja ela entendida como o estudo da evolução das sociedades, como um tipo particular de saber e ensino, ou mesmo como a simples passagem do tempo. No entanto, esse recorte não é um mero fato cronológico, mas também expressa a ideia de transição, de mudança e até de contradição em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Os períodos têm, portanto, um significado particular em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou nas rupturas que tal sucessão evoca, e constituem um objeto fundamental de reflexão para o historiador.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. ¿Realmente es necesario cortar la historia en rebanadas? México: Fondo de Cultura Económica, 2016, pp. 11-12.

Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a periodização na história. 
Alternativas
Respostas
381: B
382: E
383: E
384: B
385: A
386: A
387: C
388: C
389: B
390: C
391: D
392: C
393: C
394: D
395: C
396: D
397: D
398: C
399: B
400: C