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I - Em crianças, dor abdominal e diarreia geralmente são os sintomas mais importantes e podem manifestar com frequência. Os sintomas principais, podem ser crescimento lento, inflamação das articulações (artrite), febre ou fraqueza e fadiga resultantes da anemia e perda ponderal por causa da diarreia apresentada.
II - Não se sabe o motivo pelo qual os sintomas aparecerem e desaparecerem ou o que desencadeia novas crises e determina a sua gravidade. A inflamação recorrente tende a aparecer na mesma região intestinal afetada, mas pode se disseminar a áreas adjacentes após a região afetada ter sido removida cirurgicamente.
III - Os sintomas da doença de Crohn podem durar dias ou semanas e podem se resolver sem tratamento. A recuperação completa e permanente depois de um único ataque é extremamente rara.
I - Pacientes com quadros graves de alergia costumam ter leucocitose provocada por eosinofilia, ou seja, por aumento no número de eosinófilos no sangue. A eosinofilia também costuma ocorrer nos casos de parasitoses.
II - A leucocitose provocada por monócitos (monocitose) é bastante sugestiva de infecções de origem viral, como gripe, mononucleose ou hepatites virais.
III - As leucocitoses provocadas por linfocitose (aumento dos linfócitos) podem ocorrer por tuberculose ou algumas infecções bacterianas.
I - Os neutrófilos são especializados no combate a bactérias. Quando há uma infecção bacteriana, a medula óssea aumenta a sua produção, fazendo com que a concentração sanguínea se eleve.
II - Os neutrófilos têm um tempo de vida de apenas 48 horas. Por isso, assim que o processo infeccioso é controlado, a medula reduz a produção de novas células e os níveis sanguíneos retornam rapidamente aos valores basais.
III - A leucocitose ocorre sempre que a medula óssea aumenta a produção de um ou mais dos 5 tipos de leucócitos.
I - Esfregaço de sangue periférico é altamente sensível à produção excessiva de eritrócitos e hemólise. É mais preciso do que as tecnologias automatizadas para o reconhecimento da estrutura alterada de eritrócitos, trombocitopenia, eritrócitos nucleados ou de granulócitos imaturos e pode detectar outras anormalidades (p. ex., malária e outros parasitas, eritrócitos intracelulares ou inclusões de granulócitos) que podem ocorrer apesar da contagem automatizada normal das células sanguíneas.
II - A contagem de reticulócitos é expressa como a porcentagem (variação normal de 0,5 a 1,5%) ou como a contagem absoluta (variação normal, de 50.000 a 150.000/mcL, ou de 50 a 150 a 10 9/L). A contagem de reticulócitos é um teste crucial na avaliação da anemia porque informa sobre a resposta da medula óssea e facilita a diferenciação entre uma eritropoiese (produção de eritrócitos) deficiente e uma hemólise (destruição de eritrócitos) excessiva como a causa da anemia.
III - Reticulócitos são mais bem visualizados quando o sangue é corado com uma corante supravital, mas, como a reticulina dos eritrócitos é composta por DNA, que só está presente nos eritrócitos adultos, eles terão uma aparência azulada em um esfregaço de sangue corado pelo método de Wright (policromatofilia ou policromasia), que pode fornecer uma estimativa aproximada da produção de reticulócitos em um esfregaço de sangue de rotina.
I - Amplitude de distribuição do volume de eritrócitos (RDW) alto pode ser a única indicação de distúrbios microcíticos e macrocíticos simultâneos; esse tipo de padrão pode resultar em Volume Corpuscular Médio (VCM) normal, o qual mede apenas o valor médio.
II - Os índices microcíticos ocorrem na síntese do heme ou de globina alteradas. As causas mais comuns são deficiência de ferro, talassemia e defeitos relacionados à síntese de hemoglobina.
III - O sangramento agudo pode, rapidamente, produzir índices macrocíticos, pois libera-se grande número de reticulócitos jovens.
I - A anemia não se desenvolve até muitas horas após a perda de sangue aguda, quando o líquido intersticial se difunde no espaço intravascular e dilui na massa de eritrócitos remanescente. Durante as primeiras horas, no entanto, podem ocorrer concentrações de granulócitos polimorfonucleares, plaquetas e, em hemorragias graves os leucócitos imaturos e normoblastos podem aumentar. A perda constante de sangue resulta em anemia se a perda for mais rápida do que a reposição, ou, mais comumente, se a eritropoiese acelerada esgotar os depósitos de ferro do corpo.
II - A completa cessação de eritropoiese resulta na diminuição de eritrócitos em torno de 7 a 10%/semana (1%/dia). A deficiência da eritropoiese, mesmo que insuficiente para reduzir o número de eritrócitos, ocasiona, normalmente, tamanhos e formas anormais de eritrócitos.
III - A hemólise excessiva pode ser provocada por alterações intrínsecas nos eritrócitos ou por fatores extrínsecos, como anticorpos ou complemento em sua superfície, que levam à sua destruição tardia. Baço dilatado sequestra e destrói os eritrócitos muito mais lentamente do que baço normal.
I - Na phlegmasia alba dolens, uma complicação rara da trombose venosa profunda durante a gestação, as pernas tornam-se leitosas. A fisiopatologia é desconhecida, mas o edema pode aumentar a pressão dos tecidos moles acima da pressão de perfusão capilar resultando em isquemia do tecido e gangrena úmida.
II - Na phlegmasia cerulea dolens, a trombose venosa iliofemoral maciça acarreta oclusão venosa quase total, o membro inferior tornase isquêmica, extremamente dolorosa e cianótica. A fisiopatologia pode envolver estase completa do fluxo sanguíneo arterial e venoso no membro inferior porque o retorno venoso é ocluído ou o edema maciço interrompe o fluxo sanguíneo. Gangrena venosa pode se desenvolver.
III - A tromboflebite supurativa da veia jugular (síndrome de Lemierre), infecção bacteriana (em geral anorganismo aeróbia) da veia jugular interna e tecidos moles circunjacentes podem suceder faringoamigdalite, sendo geralmente complicadas por bacteremia e sepse.
I - Retorno venoso prejudicado (p. ex., em pacientes imobilizados).
II - Lesão ou disfunção endotelial (p. ex., após fratura nas pernas).
III - Hipercoagulabilidade.
As causas mais comuns diferem de acordo com a idade:
I - Crianças: anormalidade anatômicas (incluindo válvulas uretrais posteriores ou estreitamento e estenose na junção ureterovesical ou ureteropélvica).
II - Adultos jovens: cálculos.
III - Adultos mais velhos: hiperplasia prostática benigna (HPB) ou câncer de próstata, tumores retroperitoneais ou pélvicos (incluindo câncer metastático) e cálculos.
I - Ter níveis sanguíneos elevados de fator reumatoide ou anticorpos antipeptídeos citrulinados cíclicos (anti-CCP).
II - Ser mais novo quando o distúrbio começa.
III - Ser tabagista.
Assinale a alternativa correta:
I - Não deposite as esperanças do tratamento apenas no medicamento, pois o resultado depende principalmente das mudanças nos hábitos de vida (dieta e atividade física).
II - Com o tempo o medicamento pode passar a perder o efeito. Se isso ocorrer, consulte seu médico e nunca aumente a dose por conta própria.
III - Existem muitas propagandas irregulares de medicamentos para emagrecer nos meios de comunicação, por isso não acredite em promessas de emagrecimento rápido e fácil.
IV - Não compre medicamentos pela internet ou em academias de ginástica, pois muitos não são autorizados pelo Ministério da Saúde e podem fazer mal a quem utiliza.
V - Clínicas e consultórios não podem vender medicamentos. O paciente tem a liberdade de escolher a farmácia de sua confiança para comprar ou manipular o medicamento prescrito.
VI - Fórmulas de emagrecimento com várias substâncias misturadas são proibidas pelo Ministério da Saúde e já provocaram mortes.
I - Peptostreptococcus.
II - Prevotella sp.
III - Bacterioides.
IV - Mobiluncus.
V - Gardnerella vaginallis.
VI - Mycoplasma hominis (alguns casos).
I - Organismos exógenos: geralmente leva à salpingite. Os menos comuns são as Infecções Sexualmente Transmissíveis - ISTs, como Chlamydia trachomatis (mais comum) e Neisseria gonorrhoeae.
II - Infecções endógenas: são patógenos normais e comensais do trato genital inferior, especialmente Escherichia coli e bacteroides fragilis. Eles se tornam patogênicos sob condições que interrompem a barreira cervical normal, como a manipulação recente do trato genital ou trauma (por exemplo, aborto, uso de DIU, gravidez recente ou dilatação e curetagem). Os portais de entrada mais comuns são as lacerações cervicais e o local da placenta. Estes organismos causam uma infecção ascendente e podem se disseminar de forma direta ou via linfáticos para o ligamento largo, causando celulite pélvica.
III - Actinomicose: devido ao uso prolongado de DIU. Buscar Actinomyces israelii em cultura.
I - A Sindrome Fitz-Hugh-Curts pode ocorrer em infecções por clamídia e gonococo onde há um microabscessos na superfície hepática e aderências ao peritônio do tipo corda de violino.
II - A avaliação laparoscópica é considerada padrão-ouro. Embora não recomendada de rotina, devido ao alto custo e morbidade associados.
III - O diagnóstico clínico pode ser difícil, pois os sinais e sintomas podem ser inespecíficos e correlacionar-se com a extensão da inflamação.
I - O exame físico deve ser completo por meio de palpação abdominal, exame especular e toque bimanual.
II - O hemograma completo deve ser solicitado para todas as mulheres com SUA para avaliar anemia ferropriva.
III - O teste de gravidez deve ser solicitado para aquelas pacientes em idade fértil.
IV - Testes de coagulação devem ser solicitados nos casos de antecedentes de sangramento menstrual aumentado desde a menarca ou antecedentes pessoais e/ou familiares de sangramento anormal.
V - Sangramento intermenstrual e pós-coito, dor pélvica associada e idade superior a 45 anos constituem indicadores de risco para câncer endometrial ou outras doenças estruturais nas mulheres em idade reprodutiva.
I - Teoria implantação ou fluxo menstrual retrógrado.
II - Teoria imunológica.
III - Teoria da metaplasia celômica.
IV - Teoria da indução.
V - Teoria da disseminação linfática e hematogênica.
VI - Teoria Iatrogênica.